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sábado, 27 de março de 2010

POESIA: O DESESPERO

DESESPERO

A honestidade inveja a humanidade
Aproxima-se cada vez o desespero
O amor detesta o seu dono
Como convencer esta redonda?
Se o próximo arruína sua parte
E a ciência convoca o pior

Já se confunde as belezas
A tonalidade perdeu moral
Os olhos só fitam demónios
A terra revolta contra mares
As ruas negam visitantes

Vem chegando o apocalipse
A benevolência vem de costas
O terror contrarie o vento
E as doenças enfeitam vivos
Catalisando suas nobrezas

Incansavelmente deplorei forças
para combater as injustiças
Entre o homem e a sociedade
Cujo a crueldade embeleza,
Para enfatizar seu destino

Sinto o cheiro amargurado da vida
Apalpo a tristeza vestindo-me
O meu sangue ausenta-se do meu corpo
Até o esqueleto pensa abandonar-me
Que fazer nesta luta já sentenciada,
Onde o pior é meu companheiro.

JDNsimba©2010publ/034


NTALU

Tuadila nate bokomoka
Tuasambila nate boboka

Lukezo watatama kutudiata
Yeto mvidi tu’basula
Kinkala tua m’batika

Menga masabuka
Meno makoloka
Nlembo miazengoka

Nkomi zeto toma nyema
N’kela mieto toma didisa
Boba Lukezo wataluka
Ye nsi y’ Angola yakuluka

JDNsimba©2010publ/034A


SAUKA, NTOTELA!

Ngwidi e ndinga,
Nkondelo mpova
Mvuidi ngindu,
Mvwasulu nvuete
Mbwene mwinda,
Munpambu ndadidi

Kinkutu kieto se wonga
Lusambu lueto se kinsanga
Kadi mu mvwasulu tuazingila
Kilu ye luku se ngolo’eto

Ngutukidi, nsasukidi, ndongokele
Kansi mfwidi bonzo
Vava yaki vuatisa nsuku

Banzumuka, tabula e dianza ye
Saúka ku nsi a vuvu

JDNsimba©2010publ/034B

sábado, 20 de março de 2010

A COMUNIDADE ANGOLANA DE LONDRES EM LUTO

Bruxelas – desapareceu fisicamente ontem (19.03) num hospital da periferia de White Chapel/Londres o cidadão Avelino Makiese, natural de Mbanza Kongo que ainda deixou neste planeta a viúva e 7 filhos (duas já casadas). Dr. Avelino sofreu um ataque cardíaco na sexta-feira que lhe colocou num estado comatoso para a falência depois de uma semana de hospitalização.

O malogrado formou-se em França onde se doutorou com excelência em estratégia política nos meados de 80, depois de acumular uma longa experiencia em Gabão onde leccionara. Dr. Avel foi muito activo na política angolana, que dominou com perfeitos conhecimentos. Ele foi fundador e Presidente da Associação de bakongo de Angola nos Reinos Unidos (ABAR) e também foi co-fundador e arquitecto principal de Kinvuka, movimento que fundou com o velho Ladeira e o Presidente Videira Bokula.

Apresentamos as nossas sinceras condolências a família e amigos. Que a sua alma repousa em paz.

JDNsimba

sexta-feira, 19 de março de 2010

ANGOLA NUM INFINITO ROTATORIO

Não é que a vida é uma sucessão de altos e baixos no percurso do nosso dia-a-dia. Isto então implica uma mudança de tempos, climas, circunstancias e dramas conforme a direcção evolutiva em que o homem se depara. Portanto será incompreensível se as circunstâncias da vida não alteram durante todo o dia, toda a semana, todo o mês, ano, décadas e décadas. Dali o homem angolano como eu será chamado a implorar os deuses dos seus antepassados para que uma mudança seja operada. Ou talvez o sujeito corre-se o risco de ser considerado disto ou daquilo pela curiosidade familiar ou mesmo infantil, dos candengues que observam nos arredores. Já ouvimos sobre cotas azarados, cotas miseráveis, cotas salada-russas etc só porque alguém entendeu que estes vivem uma sucessão de círculos viciosos nas suas vidas. Uma vida sem alterações, sem mudanças, aquela vida de certos angolanos que foram refugiados, nasceram filhos refugiados e hoje tem netos refugiados enfim de gerações a gerações serão refugiados; mas porquê. Assim é a vida das maiorias que de gerações a gerações pertenceram as classes dos últimos, dos miseráveis, dos desempregados, dos criados, dos falhados, de pobres até da lixeira social. Aqueles que, parece-me, vieram ao mundo para acompanhar outros ou talvez assistir na festa dos outros.

Vejo como o nosso mundo angolano caiu no vazio, onde confunde-se tudo. Tudo é confuso porque já se perdeu a visão tudo é funy and unclear. Sem uma boa visibilidade não se pode visualizar para alcançar a visão. Já não somos brutos mas andamos brutamente, pois perdeu-se a noção da lógica, perdeu-se a ética de tudo e o javardice invade a nossa cultura, que é a nossa mente. Todos estamos correndo as grandes erosões, sepulcro das nossas almas perdidas. Assim estamos vivendo em Angola num labirinto de perdidos. Contudo aceita-se viver alegremente na miséria só porque lá cheira o bem-estar na meia-culpa.

Hoje acredita-se em lendas e fábulas em que somos obrigatoriamente expostos pelas conversas baratas de amigos e vizinhos que contam-nos de grandes obras arquitecturais que se levantem em Luanda. Também não somos cegos para tudo negar ou teimosos para tudo refutar, porque em qualquer lado acredita-se nos esforços que o governo local tem desempenhado. Só que em toda essa maravilha, alguma coisa esta mesmo errada para não dizer podre, já que o nauseabundo não cessa de escapar. Sabe-se bem que a economia da maioria é comer bem, ter um bom lugar para dormir, conseguir enviar seu filho a escola, ter um salário que ajude-lhe aguentar o mês pondo refeição a mesa, visitar seus familiares em Malange mesmo que não se consegue visitar os de Kazenga. O povo não fala a linguagem de arranha-céus, das contas bancárias, de férias em Portugal, de fim da semana nas praias, nas cervejarias etc.

Alguma coisa vai mal e já cheira rato. As incessantes mudanças não são saudáveis e cheiram podre. Um país não é uma partida de xadrez, onde peões são movidos em volta entre si na mesma peça de tábua. Mesmo Karpov e Kasporov não ficaram jogando eternamente. De um jogo ao outro, são as mesmas peças que vão vagabundeando na dura tábua colorida com pequenos quadros numa divergência de cores. Não é um jogo de xadrez onde as figurinhas já ‘’comidas’’ voltarão facilmente a superfície da tábua já no jogo a seguir. Um homem tem consciência e não é manipulado tão facilmente que um cachorro. E pena e horrível quando um jogador apresenta sempre a mesma jogada de um jogo ao outro. Isto prova uma debilidade estratégica: falta de visão, falta de preparação, falta de maturidade, falta de conhecimento, má visibilidade, falta de interesse na aprendizagem e falta de gula no progresso.

De 1992 até hoje Angola estagnou na sua segunda República, que conheceu duas eleições, um só partido no poder, três governos e dezoito sub-governos. Os diferentes governos dirigidos por primeiros-ministros e vice-presidente podem se considerar agora por sub-governos devido as sucessivas mudanças operadas na peça de xadrez mudando os mesmos ministros de um posto para outros. Isto impede qualificar esta por uma terceira república. Limitei a minha contagem porque não quis considerar as pequenas mudanças de menos de quatro ministros rexonerados e renomeados. Angola está girando na rotunda das impossibilidades políticas. As mudanças já não trazem o desejado ou talvez o desejo do povo. Parece-me, quem controla as peças, está satisfeito como as jóias obedecem-lhe mesmo sem produzir um efeito. Aqui vê-se mesmo que a mão está demorando na panela, como diria meu falecido velho, é porque desamparou-se ao duro osso, responderia minha velha. Já não se sabe o que temos e o que tem-se procurado. Angola não tem falta de recursos humanos. O espaço territorial é grande e suficiente para todo o cidadão angolano como mão-de-obra, actor ou contribuinte. Este espaço ofertado aos estrangeiros não deve ser refutado aos autóctones, tendo direito a vida. E tempo de optar pelas soluções diferentes como a coabitação política, unificação governamental, coalizão política, a vizinhança política e vamos eliminar a politica da raposa, a politica da exclusão social, o pluralismo no totalitário porque já quase uma década que estamos no calabosso do circulatório político. Colocando somente um actor, que antes de ontem era ministro da defesa, ontem do interior, hoje na policia e amanha na segurança, não é besteiro? Angola já inventa sistemas políticos de governação? é mesmo maravilhoso!

Parece-me que a cegueira está dominando-me, por isso, tenho verificado (talvez erradamente) que em Angola exonera-se definitivamente os que melhor trabalho prestem a nação para nunca mais reaparecer em nenhum palco ministerial. Portanto aqueles maus governantes/gerentes conhecidos pelo povo, e que publicamente se gabem das suas fortunas de origem inexplicáveis continuem firmemente na trincheira da revolução angolana; desaparecem um dia para reaparecer noutra semana ainda com mais power, influence and stability.

A tolerância zero não deve limitar-se só em finanças mas deve ser politicamente generalizada. Muitos habituais já tiveram mais de três postos ministeriais e somaram falhas, já não deveriam constar nas listas mesmo fossem maquisaristas, revolucionários, heróis até co-fundadores mas Angola continua provando que é uma República dum planeta não localizado e do século desconhecido.

Até áqui parece-me que a marcha (giratória) de Angola não tem destino embora que a acompanhante música é boa. As ocorrências dos tempos bem justificam esta experiencia, uma vez há tempos de cantar para uns que são os mesmos e tempos de chorar para outros que também são os mesmos.


JDNsimba©2010publ/033

quinta-feira, 11 de março de 2010

LONDRES, CASA DE REPOUSO OU MORTUARIO?

A estadia do Vice-presidente angolano, já duas semanas num hospital de Londres, faria talvez parte do segredo do estado segundo a visão política do nosso governo, mas uma inquietação para o ordinário povo angolano. Fernando da Piedade Dias dos Santos, o mais conhecido por Nando está sofrendo duma trombose facial.

Para me proteger contra um eventual apedrejamento do frustrado angolano gostaria de pedir perdão devido a escolha do título desta informação. Um titulo que carrega uma tonalidade que muitos poderão caracterizar com o negativismo ou pessimismo. Partindo do ponto de visto que Londres ocupa hoje a posição de casa de repouso, que Berlin oriental, capital da antiga Republica Democrática Alemã (RDA) desempenhava, quando nossos dirigentes comunistas lá iam passar ferias ou gloriosos momentos de repouso sabático. O comunismo padeceu tanto em Angola como a DDR desapareceu. O dirigente comunista de Angola descobriu novos gostos nos céus ingleses.

Muitos dirigentes políticos estão permanentes em Londres, passam mais tempos em Londres que em Luanda, provando assim a debilidade do resultado politico das suas actividades. A constante presença de líderes angolanos em Londres tinha sido mais noticiada, visto a demonstração da força financeira destes na aquisição de produtos de altas qualidades. De Londres, mudaram para Manchester onde ainda se verifica a massiva presença de dirigentes do MPLA nos weekends, tendo aviões aguardadas no estacionamento VIP do Aeroporto desta cidade. Uma coisa é certa em Berlin o dirigente angolano vinha e voltava qualquer que seja a condição, em vida…

Conscientemente falando, a Inglaterra consta entre os países mais desenvolvidos do mundo tendo desenvolvido uma medicina cientificamente entre os melhores. Tem uma tecnologia médica bem desenvolvida. Seus médicos são entre os melhores embora que a maioria de hospitais ainda preserva um aspecto arquitectural da antiguidade. O sistema nacional de saúde (NHS) tem sido controversamente muito politizado por isso o tratamento oferecido na Inglaterra não corresponde a capacidade médica que Ela é capaz de ofertar. O tratamento tem um nível muito baixo comparando mesmo aos pobres países vindo do bloco comunista. Isto devido a negligência política e burocrática e desrespeito a pobre população que usa dos serviços de NHS. Para os ricaços a Inglaterra oferece um tratamento de qualidade refinada, uma vez business ocupa espaço em tudo como pode-se dizer onde há massa há coração.

De facto por experiencia sabe-se melhor que fora das qualidades que a medicina Inglesa pode fornecer, Angola não tem uma experiencia rica com este pais. Por isso penso eu que Londres não é uma casa de repouso como dirigentes angolanos pretendem acreditar. Eu não gostaria de penetrar nas profundidades de muitas coisas porque ‘’é melhor respeitar os nossos mortos’’. Mas se formos a verificar sobre o último defunto que se teve em Londres, veríamos que houve muita negligência do pessoal do hospital porque não havia (suficiente) dinheiro para tratar o moribundo. Não havia suficiente verba porque a Embaixada angolana também cometeu falhas neste processo! Se alguém tem melhor razão que eu que o diga mas eu aconselharia aos dirigentes angolanos para que tenham cautelas onde enviar seus doentes. Vejamos que o Maria T. Pedalé (ministro da defesa), de Cabinda morreu em Londres. Foguetão (general do exercito), do Uíge faleceu em Londres. O Ilustre Norma Nlamvu, do Zaire deixou a sua vida em Londres e ultimamente Manuel Quarta Mpunza, do Uíge também morreu em Londres e a maioria com trombose (doença partidária ou doença do MPLA). Desta vez oremos que Nandó volte vivo, até não é do norte de Angola. O que tem-se verificado quando os doentes vêm em Londres não voltem respirando. Será agora Londres uma casa de repouso ou um verdadeiro mortuário? E quem aquele que ainda continue lá enviar doentes?


JDNsimba©2010publ/032

sexta-feira, 5 de março de 2010

LUPA BIBLICA: O CIRCUITO DO CHEFE

Em qualquer organização da sociedade com a visão e objectivo progressista e de sucesso, o chefe; aquele que assume a liderança das estruturas, que pode ser conotado com diferentes títulos correspondentes com a política organizacional (chefe, governador, director, presidente etc) joga um papel muito determinativo para o cumprimento das ideais desta. Muitos chefes ou líderes corajosos aceitem a responsabilidade em casos de falhas, porque são também felicitados quanto ao sucesso da organização. Isto quer dizer um verdadeiro chefe deve saber como assumir tanto no sucesso como nas falhas. Partindo neste status quo, ele ganha uma sensibilidade profissional que vai operando como um motor estimulante para seguir opticamente cada etapa do processo produtivo como do desenvolvimento administrativo.

O sucesso duma organização é primeiramente garantido pelo grau da disciplina em aplicação dentro do sistema. A melhor e fácil forma de aplicar esta disciplina é através a elaboração correcta dum organigrama. Todo organigrama é alimentado pela hierarquia da organização. Como a divisão de trabalho em profissões, tanto a divisão de responsabilidades em níveis e das estruturas em departamentos/secções fazem com que haja a hierarquia ou simplesmente chain of command. Cada individuo que labora nesta organização deve ter uma consciência profissional que obriga-lhe conhecer e dominar as leis que geram o estabelecimento. Este é chamado a responder, depender a esta disciplina que coloca-lhe na posição de dependência aos seus superiores e respeitos aos inferiores. Por isso numa sociedade onde há disciplina deve haver um mecanismo adequado do controlo. Os meios da produção, as forças do trabalho como a matéria tanto o produto devem ser controlado. Assim a qualidade da produção como do último produto será melhor. Este princípio não só funciona numa organização de produção física mas também administrativa como moral.

Prov 29:12
O governador (Presidente) que preste atenção as palavras mentirosas acharás que todos os seus subordinados tornarão ímpios.

Angola é um país, que também pode-se chamar a sociedade angolana. Uma vez que se descortina esta nação veremos que Angola é constituída por várias organizações como sociedade civil, mundo político, ricos e pobres, estudantes, deputados, trabalhadores, desempregados, soldados etc. O sucesso de todo o trabalho que se faz ou que se deseja alcançar vai sempre dependendo da disciplina, da organização e do controlo. Em cima destes imperativos é somado a qualidade profissional do chefe, neste caso do PR. Eu sei que alguém (Dr. Cangue aconselheria-me dizendo que sonhar é fácil) mas isto não impede-nos sonhar porque certos sonhos oferecem-nos o que somos incapazes de pensar, planificar ou resolver. Um sonho pode ter um carácter inspirador.

Como pela experiencia sabe-se que, o chefe de cada divisão laboral em Angola vive em cima da própria lei, sabe-se também que cada chefe tem o poder de seleccionar os elementos que formam a sua equipa de trabalho. Os directores preferem trabalhar com primos e namoradas. Os ministros colocam aos seus arredores filhos e netos. Os embaixadores não levam na sua missão diplomática desconhecidos. O PR também elege continuamente os membros do seu governo. Ele nomeia e exonera quando achar, dependendo dos sentimentos do dia, governadores, ministros ate deputados, directores, membros do seu partido e mesmo da oposição etc. Ele tem o poder máximo de mudar qualquer peça do xadrez em qualquer posição no terreno, dependo talvez da mudança de clima político, familiar e amigável.

Uma das melhores qualidades de um líder é a audição. Não se fala da beleza ou grandeza do pavilhão da sua orelha mas saber como ouvir. Um bom chefe não oiça qualquer conversa; não presta atenção as porcarias. Ele não passa tempos a perseguir conversas baratas: bajulação, difamação, especulação, fofocas e muitos menos lambe-botas. Para evitar isto, Ele é chamado a saber seleccionar a sua equipa porque espere deste um trabalho assíduo. Uma vez que o chefe, dirigente, Presidente começa prestar atenção as conversas sem bases, que faltam alicerces ou que não tem cabimentos, ele convida então os colegas ou membros do seu circuito de criar, inventar e germinar truques, calunias, fábulas. A boa audição é uma forma ser humilde, ouvindo os outros para aprender coisas novas nas diferentes fontes, pois cada é imperfeito. O trabalho da complementaridade entre o Presidente e o seu circuito deve ser alimentado pela justiça, verdade e no amor. Sabe-se que o presidente é um ser humano, então não pode tudo saber mas que necessita o apoio dos membros da sua circunferência da influência.

O que se vê em Angola é uma prova contrária a realidade desta lupa. Uma vez o país é sujeitado pela corrupção, os ministros, governadores, deputados, directores, colaboradores e até membros da oposição tornaram-se por cidadãos desonestos. Eles emergiram no circuito perfumado com a corrupção. Cada um tenta dominar a arte de mentir para segurar um posto ou proteger o já adquirido. Isto porque o Presidente tem prestado atenção as conversas baratas do mercado político de Angola. É lastimável que mesmo decretando a tolerância zero, os membros do circuito da influência são os mesmos que de tempos a tempos souberam enganar o PR antes de manipular o povo. Mesmo com a tolerância zero, continua-se nomeando os mesmos que esvaziaram os cofres do estado, os cazumbis e bunguladores que ontem massacraram o nosso povo, são os mesmos que já não tem nada a oferecer ao povo de Angola. Mesmo os da dita oposição vão dando quinhão para perfurar as paredes da Assembleia Nacional ou diferentes ministérios usando a mentira, a corrupção, porque todos sabem que só mediante a mentira que vai-se penetrando o círculo do Chefe e só com a mentira vai-se dominar o povo angolano.

Que os pequenos chefes também oiçam o que está-se dizendo ao…



JDNsimba©2010publ/031

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SE EU FOSSE PRESIDENTE DE ANGOLA

Actualmente, ser o Presidente dos estados Unidos de América é ser o homem mais poderoso do mundo. Ser o Presidente de Angola não obrigatoriamente coloca-lhe na posição cimeira no continente mas é ser o cidadão angolano número um, ser o homem mais importante, mais rico e praticamente ser o dono de Angola porque convive-se em cima da lei. A cadeira presidencial angolana não é feita de ouro como a de Bokassa, não tem feitiço como de Mobutu, não tem picos como a de Chissano, não rescende perfumes como a de Kadaffi, não cheira podre como a de Kabila, não é grande como a de Idi Amin Dada nem pequena como aquela de Ngwabi, mas, tem cola pois uma vez que lá se senta não pode-se retirar, abandonar, desistir, desertar e projecta-lhe a uma eternidade absoluta.

Ser Presidente é desejo de qualquer angolano menos o JES que já não pensa como o ser mas pensa como não ser um dia ex-presidente. Todo dirigente de algum partido angolano sonha ser presidente. Todo general do exército angolano procure como o ser um dia. Todo politico e todo deputado tem plano lá chegar. Alguns pensam em feitiço, outros em golpe de estado, certos esperem pelas eleições, uns confiam nos seus know-how mas há quem espere herdá-la, tudo isto porque temos uma nação indefinida, que não é comunista nem democrática, que não é República nem Dinastia, que não é totalitária nem pluralista mas que tem petróleo, diamantes, MPLA e cheia de desempregados.

Que me dera o luxo de ser Presidente em Angola! Este imparável sonho de todo angolano nunca encontrou espaço no meu cérebro uma vez detesto a poligamia. Não falto a curiosidade de conhecer e experimentar os contrastes desta posição uma vez nasci para servir, já que a frustração de ter cabelos brancos já sumiu, porque na minha cabeça conta-se hoje os cabelos pretos. Presidente não serei talvez por nascer no norte de Angola onde o português é falado sem sotaque brasileiro. Então quê esperar se existe uma possibilidade ilusionista de o ser em qualquer momento e espaço? Eis me então Presidente de Angola!

Se eu fosse Presidente de Angola resolveria facilmente a situação de engarrafamento em Luanda promulgando uma nova lei proibindo a poligamia nas cidades e municípios. Manteria simplesmente 5 ministérios em Luanda (finanças, relações exteriores, justiça, interior e defesa) transferindo o restante nas comunas. Estas duas medidas estratégicas vão permitir-nos também desenvolver as comunas e eliminar as grandes diferenças que tem-se nos países em vias de desenvolvimento entre a cidade e o kimbo. Os deputados e ministros vão aglomerando-se nas comunas, levando suas luxuosas caravanas de carros, montes de filhos mas também as quatorzinhas. Os desempregados recuarão facilmente as comunas como novas fontes de trabalhos. Os chineses e estrangeiros serão proibidos de viver as comunas e municípios. Com esta medida seremos capazes de resolver o problema de engarrafamento técnico de carros e da população. Iremos equilibrar tanto o desenvolvimento como a vida social do angolano; assim a pobreza vai paulatinamente desaparecer. A questão de mão-de-obra será em balanço pois teríamos cooperantes onde somente decisivo fosse.

Se eu fosse PR, teríamos anualmente uma olimpíada nacional só para paralíticos (diminuídos físicos). Teremos anualmente também uma participação obrigatória e activa de todos os generais da FAA nas corridas de São Silvestres.

Eu faria tudo para que a capital fosse para o centro do país onde se construirá um grande ginásio com um magnífico ringue para pugilistas, de lá defrontaria pessoalmente num combate de 15 rounds todo ministro e deputado que tem desfrutado nos cofres do estado, numa entrada gratuita da população; esta será a minha dinâmica tolerância zero. Ofereceria bicicletas aos ministros e deputados como meio de transporte oficial.

Abolia-se em Angola as prisões para serem substituídas com vários campos de produção em diferentes pontos do país. Eu iria eliminar o direito ao golpe de estado dando possibilidade a todo angolano de eleger e direito de ser eleito. Todo golpista seria publicamente pendurado na sua aldeia natal, os que não tem aldeias seriam botados vivos no mar. Remeteria o poder aos civis. Assim iria se também eliminar a existência de todos os partidos políticos mantendo simplesmente os três históricos adicionando dois novos partidos nascidos de fusões e garantir o direito a candidatura aos independentes. Recrutaria novos membros do MPLA deixando apenasmente 10 % dos antigos. Colocaria o Lucas Ngonde, Jorge Valentin e Bento Bembe numa gaiola pendurada num espaço na Torrada. Ao Tiago Nzita daria um contrato de indeterminado tempo para gratuitamente mamar unicamente maruvu em qualquer ponto do país e em qualquer fábrica vegetal; assim seria resolvida a questão da reconciliação nacional.

Mas também eliminaria todas as seitas religiosas, deixando apenasmente 12 congregações verdadeiramente cristãs. Eu nunca iria inaugurar casas ou pontes, outorgando a responsabilidade aos comissários comunais e municipais. Caberia ao comissário municipal da capital a recepção de Presidentes europeus. Agora o que faria você, uma vez Presidente na República da sua consciência?


JDNsimba©2010publ/026

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O FIM DO TRIBALISMO ESTATAL EM ANGOLA

O facto que o governo angolano do MPLA procure hoje instaurar um mecanismo de combate contra o tribalismo, racismo, regionalismo e o comportamento anti-social prova a disponibilidade do MPLA de combater o mal. Logicamente para embarcar neste processo, é preciso começar na fase de aceitar a existência do tribalismo no país. Não serei o único angolano a festejar esta iniciativa porque não fui o único a expor a teimosia do movimento dos camaradas no concerne. Esta nova atitude do governo não pode significar uma derrota porque finalmente estamos todos de acordo que Angola era doente e doravante sabe-se que é preciso um tratamento para se curar contra estas epidemias.

Foi um longo período de ladrar porque tanto o governo do MPLA comunista como o dito democrático nunca aceitaram que havia em Angola um tribalismo. Sabe-se bem que quando o MPLA refuta alguma coisa não haverá deuses para retirar nem aumentar as vírgulas no que se acredita no círculo do Partido do Trabalho. Por isso as lágrimas, os gritos e todo tipo de reclamações não fizeram efeitos, então a única via que restava era de ladrar; como de nos fizeram uma nação de cães. Ladrou-se tanto, dias e noites só para que se aceite a existência do tribalismo na terra. Esta vitória é do povo angolano, e, mesmo aceite hipocritamente, vamos com toda a consideração agradecer o MPLA, porque isto será o inicio da reconciliação entre angolanos e da reconstrução nacional; caso se abraça a lógica da experiencia histórica.

Ninguém foi capaz, do que eu saiba, a descobrir a fonte do tribalismo angolano no espaço como no tempo. Mesmo o grande Pepetela que no seu livro O cão e os caluandas desbobine o segredo do operacional tribalismo e racismo não conseguiu localizar a sua fonte. Não se sabe quem foi o primeiro tribalista angolano, de que província era, como e quando publicamente revelou-se. Eu não vou cair na tentação de escavar para encontrar uma solução que já não se precisa. Primeiro é que sou muito jovem, segundo é que os velhos angolanos não escreveram sobre este caso, terceiro é que o governo português que aproveitou deste sistema não poderia pronunciar-se neste caso. Com toda a certeza sabe-se hoje que existe tribalismo em Angola. Sabe-se também que fomos oficialmente chamados a combater contra esta epidemia social. A chamada do Vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida da quinta-feira não é só para a JMPLA porque é um dever nacional. Do meu lado sempre fiz apelo a quem cabe esta responsabilidade dentro do aparelho de estado para que possamos encontrar um instrumento capaz de erradicar este monstro na nossa sociedade. Voltando cinco décadas atrás, eu curiosamente acusaria o colono de fomentar o tribalismo em Angola porque optou sempre pelo ‘’dividir para melhor reinar’’ assim os nossos irmãos foram vendidos a preço do tabaco ou espelho pelos chefes para ir cultivar canas em diferentes ilhas e terras do mundo tais que Cuba, São Tome, Cabo verde, Brasil, Haiti e outras.

Sendo jovem que presenciou o nascimento de Angola soberana, eu nunca fui capaz de entender as origens e causas do tribalismo num país novo como o nosso mas tive toda a sensibilidade de ver, sentir e conhecê-lo. Fui muitas vezes vítima deste sistema da corrupção social. Não só eu mas como os meus irmãos, primos, amigos, colegas etc. Como chegou-se ao senso e decidiu-se de ‘’estimular a cultura da democracia e do amor aos ideais da reconciliação, paz, justiça e desenvolvimento’’ como profetizou R.A estou consciente que a casa será arrumada começando no próprio quarto do MPLA (a caridade bem ordenada começa em…).

A minha realidade sobre o tribalismo angolano parte em 1975 quando o MPLA querendo posicionar-se na plataforma política e poder em Angola, usou da sua macabrosa estratégia do comunismo para enfeitiçar os angolanos do norte, depois de envenenar os do centro, expondo-lhes perante a comunidade internacional, demonstrando provas do canibalismo. Este cenário não foi uma fábula ou ficção, nunca uma montagem ou invenção, não é imaginação nem sonho. Essas acusações foram feitas oficialmente e não se limitou só aos fiéis da FNLA mas expandido a toda região. Dali ficou impresso no miolo de cada angolano que seus vizinhos de Cabinda, Zaire e Uíge são verdadeiros canibais. Tudo se fez para convencer os nossos vizinhos do sul como do centro que era propaganda tribalista do MPLA mas viram-nos sempre de lobo com cara de cão. O nosso povo não faltou sabedoria porque acreditou nas provas materiais que lhe foi apresentado e ficou eternamente hipnotizado desacreditando todo homem do Zaire, Uíge e Cabinda com a excepção de homens que comem no prato do MPLA como Ambrosio Lukoki, Pascoal Luvualu, Paulo Jorge, Abilio Sianga, Dino Matrosse, Maria T Pedalé, Quarta Mpunza, Mankenda Ambroise, Garcia Miala, A Canga, Venâncio de Moura e outros que eram e ainda são fiéis do Partido do Trabalho. Os dembos, Nzau Punas, Ernesto Mulatos e outros eram classificados como Holden, mesmo Hendrick Val Neto, de grandes canibais.

Hoje não teremos timidez de chamar ao MPLA de continuar com a mesma coragem e esclarecer esta situação aos angolanos; isto é vital. Foi esta prática que, irrigou a semente da obra colonial, nacionalizou e encorajou o tribalismo angolano. Nesta altura a UNITA não tinha uma expressão militar ou politica para influenciar o povo angolano. Se JES nunca teve coragem de ver este caso e algo oficial fazer, vamos explorar a coragem do Vice-presidente para iniciarmos a verdadeira reconciliação. Que Roberto de Almeida venha ainda explicar aos angolanos que já não é tempo de fazer politica a base da mentira. Queira como não, Deus está ao nosso lado. Que se acredite ou não a verdade triunfará sempre, dando mais que a mentira nunca teve longas pernas. Qualquer governo humilde e democrático não terá vergonha e não faltara coragem de retirar todo obstáculo que impede o desenvolvimento da sua nação. Esta abominação continuará julgando a consciência dos angolanos de geração a geração; caso não se faz algo agora. Não é que se dizia os homens passarão mas o MPLA não passara? Assim também os povos do norte não passarão e de geração a geração, serão coroados por canibais; se assim for o desejo do nosso governo.

O tribalismo e a política da exclusão social do MPLA estão na origem e são a causa do desmembramento de Cabinda como da Lunda. Se não tivermos a coragem de retirar o veneno que foi implantado não se poderá resolver questões sensíveis de interesse nacional e não poderemos unificar os povos em torno de um governo qualquer que seja!



JDNsimba©2010publ/024