O leão como todos sabemos é o rei de animais mesmo que não existe oficialmente em nenhuma mata um reino estabelecido de animais. Esta razão mitológica só existe talvez nas fábulas e contos. Esta mesma razão tem também existido nas nossas tradições ou culturas. Só a constituição física e biológica não poderiam colocar o leão na cadeira presidencial da dinastia animal porque num estudo sobre a selecção metabólica do organismo entende-se que o leão de África não tem a mesma constituição física e energética em relação ao seu conterra de outras matas mesmo no continente e muito mais ainda em diferentes continentes. Enfim mesmo o leão cativeiro do jardim zoológico mantém ainda inapercebidamente este título.
Foi junto aos velhos durante a aprendizagem da nossa cultura que foi-me instruído sobre a existência de três (3) razões que levam o Rei da selva a rugir. O leão não é infelizmente temido por todos animais da selva porque encontre sempre dificuldades em dominar os lobos e hienas como outros animais mais inteligentes ou gigantes. Contudo o leão tem uma forte forma de aterrorizar, ameaçar e intimidar qualquer tipo de animal. Sendo o rei é o mais terrificante, o seu grito obriga todos os animais da selva a retirar-se silenciosamente as suas residências mas vejamos:
1.O leão uma vez faminto lança um grito de advertência ou o famoso hino da fome para assim convidar seus companheiros a caça. Este berro encoraje a juventude sabendo que aproxima-se a hora de almoçar mas que deve-se buscar carne fresca nos arredores. Um famintoso leão é mais perigoso e seu grito vai causando pânico entre animais nas beiras do rio ou lagoa, na floresta e até as montanhas devido a ferocidade acompanhante desta.
Qualquer que seja o grau da apetitosa fome do rei, todos animais não recuperem imediatamente suas tocas, cantos e ninhos. Uns são tão diminutivos e insignificativos como insectos que não importaria ao rei da sela devorar. Também sabe-se que alguns corajosos tentar recuperar a todo o custo o que foi pelos leões caçados. Eis a razão que grupos de lobos e hienas fiquem espreitando até mesmo por certos leões a debanda. Uns pássaros teimosos alimentem-se até de piolhos do corpo do leão. Afinal o leão também duma forma a outra tem tido medo! E qualquer como, precisa de alguém!
2.O macho normalmente joga a preguiçosa porque cabe a fêmea maior responsabilidade de caçar. Assim o macho e jovens aproveitem o tempo de descanso prolongado na frescura do solo. Logo que acordem, o rei grita vaidosamente para esticar seus músculos, abrindo ao máximo o seu focinho numa contracção muscular que permite uma circulação da energia em todo o corpo e assim liberta-se ao cansaço.
Qualquer que seja o grau da sua vaidade, muitos animais de grande tamanho e em rebanho não desistem as suas actividades mas concentrem-se mais vigiando os pequenos para não se afastarem do grupo. Assim poderão controlar e proteger-lhes perante quaisquer ameaços. O grupo de elefantes, gorilas, búfalos até pequenos grupos de leopardos, tigres e curiosos macacos ficam deambulando no terreno.
3.Para além da fome e cansaço o leão tem também rugido só por questão de vaidade. Ele sabe que é o rei da selva mesmo que não merece-lo. A sua candidatura a cadeira imperial é natalícia porque no reino da selva só se vive na ditadura e que as eleições já foram banidas. A sua mania é ser super consciente que é o único candidato natural e insubstituível no trono da selva. Seus pequenos ajudem-lhe manter a ferro a sua liderança mas os mesmos fazem e desfazem sob a silenciosa observação do rei e da comunidade internacional. O leão é sempre destronado pelo outro leão, por isso o rei nem acaba de envelhecer na casa de repouso pois muitas vezes é expulso do grupo, ou abandona com vergonha o grupo preferindo viver longe e fora da humilhação.
Como o resto de animais, o LEAO nunca vive eternamente!
Nkituavanga II
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
DICAS - NOVEMBRO
‘’ É que hoje olha-se para os partidos como via para alcançar um estatuto económico’’ LOPO DO NASCIMENTO, Antigo primeiro-ministro.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
ANGOLA UMA POBREZA NA RIQUEZA
É que Angola é um país que tem aproximativamente 15 milhões de cidadãos distribuidos em dezoito provincias, com uma densidade populacional de 14 habitantes por km². Na geopolítica, Angola ocupa hoje um espaço destacado nos assuntos africanos especialmente na região centro-austral, onde tem participado no estabelecimento da paz subcontinental e noutros programas regionais. Angola que já produz mais que 2 milhões de barris de petróleo por dia é a primeira produtora continental, efetivo membro da OPEP. Angola é militariamente e economicamente uma potência regional, embora que tem falhado seus objectivos políticos, na marcha da democracia e nos respeitos de direitos humanos mas tem sido uma força na SADC.
Nesta continuidade do período da crise económica, Angola ainda tem uma economia nacional resistente que continue emergente devido a massiva produção petrolífera e diamantífera que predominam a economia nacional. O país tem uma reserva económica de 18.9 mil milhões de dólares com um crescimento de 15.6 por centos e um propduto interno bruto (PIB) de 6.413,3 trilhões de kwanzas. Pode-se prolongar a lista numérica de dados económicos de Angola. Estes dados tem uma aplicação prática que deveria beneficiar em alguma forma cada cidadão angolano. Estes factos estatísticos são reais probabilidades uma vez que as operações científicas provam a coesão da metodeologia em uso. Portanto os factores históricos, a experiência que se vive neste solo demostra uma realidade muito deceptiva.
Não vai-se falar baixinha porque não é segredo que Angola é um riquíssimo país (só do pouco que se explore). As estatísticas de várias instituições internacionais comprovam a realidade desta potência económica: produção, rendimento, novas descubertas e o poderio financeiro de alguns membros da sociedade político-empresariada. A situação do angolano em geral é mesmo preocupante, e esta preocupação é geral. Vejamos que ela existe entre os políticos da oposição e de organizações caritativas. Há mesmo preocupação entre os membros do partido-governo sobretudo os que fizeram a história do movimento e que contribuiram para que este movimento chegasse a altura e consideração que goza. Há preocupação entre os membros da nova ideologia democratícamente progressiva. Os médicos, professores e outros intelectuais que deveriam constituir a classe media estão preocupados. Esta preocupação vai ganhando terreno entre os estudantes, trabalhadores, desempregados até as quitandeiras. Esta preocupação tem prenetrado as ruas de Luanda, os mercados são poluídos pela preocupação, que está afetando mesmo a linguagem do povo. A preocupação está inventando novos vocabulários populares etc...Talvez só diretores e militares (oficiais) que negam com hipocrisia preocupar-se mesmo observando suas familias padecer com sofrimentos. Portanto há também alguns elementos da oposição que estão mais preocupados pela demorra das oportunidades para desviar os frutos da nação. Angola tem umas classes sociais com caracteristica jactanciosa; constituidas pelos riquíssimos e pobretões, sem uma classe média.
Preocupa-se porque o país é rico mas vive-se miserávelmente enquanto alguém vai aglomerando e acumulando riquezas. O angolano é hoje conhecido no mundo como rico portanto as crianças continuam a morrer por falta de comida. Má nutrição é uma doença presente entre as 18 provincias da nação com graves casos em Cunene. Não se explica como este povo sofre quando o país está angariando infinitas riquezas. Para Angola diria-se que está economicamente no período da vaca gorda mas tem uma população assolada pelo sofrimento, por isto diz-se que a pobreza também tem a nacionalidade angolana. Constroe-se casas (moeda electoral) mais belas em Angola e as mais caras são vendidas em Luanda. Produz-se petróleo de alta qualidade e que se vende à alto preço. A preocupação geral é que se hoje (deduz-se) Angola é rica e tem uma população miserável, que vive numa pobreza em baixo de 1 USD/habitante. A mesma pátria tem elementos multi-milionários, conhecidos entre barrões do mundo. Os tenores do jornalismo investigatório continuam demonstrando com provas indiscutíveis como a classe elite tem acumulado vultos somas em reservas no estrangeiro. Se hoje vive-se uma autêntica pobreza, quando diz-se que somos ricos, como será quando não teremos um rendimento saudável? Quando um dia sermos afectados pela crise económica, o que seria do angolano?
Ainda não se conseguiu até hoje recolocar o nível da vida nas comunas, nas aldeias ao nível que o colonialista deixara. Mesmo a nível de províncias, a condição de vida ainda não é comparativa a da capital. Há paz no território nacional mas vive-se nas comunas de tal forma que no período da guerra em termo de consumação alimentícia, vestimentária e médica.
Hoje por falta da transparência económica a corrupção vai crescendo numa velocidade vertiginosa. A pillagem já não é sistemática pois o grupo afecto ao circuito da influência já se desfez. A pilhagem já tem outra forma de saque pois já não existe mecanismo de controlo. Os políticos são mais concentrados na aglomeração da riqueza dos herdeiros políticos uma vez o país basculha-se duma Republica a uma autentica cléptocracia. Agora cada um exerce a sua influência de forma isolada e coloque a sua coragem ao serviço para continuar a ‘’cartar’’ no poço financeiro da nação sem impedimentos. Angola tem ainda grande influência de manter a comunidade internacional calada uma vez consegue ‘’gazosar-lhe’’ A entrada de angolanos na lista dos milionários africanos é mesmo assustadora.
Nkituavanga II
Nesta continuidade do período da crise económica, Angola ainda tem uma economia nacional resistente que continue emergente devido a massiva produção petrolífera e diamantífera que predominam a economia nacional. O país tem uma reserva económica de 18.9 mil milhões de dólares com um crescimento de 15.6 por centos e um propduto interno bruto (PIB) de 6.413,3 trilhões de kwanzas. Pode-se prolongar a lista numérica de dados económicos de Angola. Estes dados tem uma aplicação prática que deveria beneficiar em alguma forma cada cidadão angolano. Estes factos estatísticos são reais probabilidades uma vez que as operações científicas provam a coesão da metodeologia em uso. Portanto os factores históricos, a experiência que se vive neste solo demostra uma realidade muito deceptiva.
Não vai-se falar baixinha porque não é segredo que Angola é um riquíssimo país (só do pouco que se explore). As estatísticas de várias instituições internacionais comprovam a realidade desta potência económica: produção, rendimento, novas descubertas e o poderio financeiro de alguns membros da sociedade político-empresariada. A situação do angolano em geral é mesmo preocupante, e esta preocupação é geral. Vejamos que ela existe entre os políticos da oposição e de organizações caritativas. Há mesmo preocupação entre os membros do partido-governo sobretudo os que fizeram a história do movimento e que contribuiram para que este movimento chegasse a altura e consideração que goza. Há preocupação entre os membros da nova ideologia democratícamente progressiva. Os médicos, professores e outros intelectuais que deveriam constituir a classe media estão preocupados. Esta preocupação vai ganhando terreno entre os estudantes, trabalhadores, desempregados até as quitandeiras. Esta preocupação tem prenetrado as ruas de Luanda, os mercados são poluídos pela preocupação, que está afetando mesmo a linguagem do povo. A preocupação está inventando novos vocabulários populares etc...Talvez só diretores e militares (oficiais) que negam com hipocrisia preocupar-se mesmo observando suas familias padecer com sofrimentos. Portanto há também alguns elementos da oposição que estão mais preocupados pela demorra das oportunidades para desviar os frutos da nação. Angola tem umas classes sociais com caracteristica jactanciosa; constituidas pelos riquíssimos e pobretões, sem uma classe média.
Preocupa-se porque o país é rico mas vive-se miserávelmente enquanto alguém vai aglomerando e acumulando riquezas. O angolano é hoje conhecido no mundo como rico portanto as crianças continuam a morrer por falta de comida. Má nutrição é uma doença presente entre as 18 provincias da nação com graves casos em Cunene. Não se explica como este povo sofre quando o país está angariando infinitas riquezas. Para Angola diria-se que está economicamente no período da vaca gorda mas tem uma população assolada pelo sofrimento, por isto diz-se que a pobreza também tem a nacionalidade angolana. Constroe-se casas (moeda electoral) mais belas em Angola e as mais caras são vendidas em Luanda. Produz-se petróleo de alta qualidade e que se vende à alto preço. A preocupação geral é que se hoje (deduz-se) Angola é rica e tem uma população miserável, que vive numa pobreza em baixo de 1 USD/habitante. A mesma pátria tem elementos multi-milionários, conhecidos entre barrões do mundo. Os tenores do jornalismo investigatório continuam demonstrando com provas indiscutíveis como a classe elite tem acumulado vultos somas em reservas no estrangeiro. Se hoje vive-se uma autêntica pobreza, quando diz-se que somos ricos, como será quando não teremos um rendimento saudável? Quando um dia sermos afectados pela crise económica, o que seria do angolano?
Ainda não se conseguiu até hoje recolocar o nível da vida nas comunas, nas aldeias ao nível que o colonialista deixara. Mesmo a nível de províncias, a condição de vida ainda não é comparativa a da capital. Há paz no território nacional mas vive-se nas comunas de tal forma que no período da guerra em termo de consumação alimentícia, vestimentária e médica.
Hoje por falta da transparência económica a corrupção vai crescendo numa velocidade vertiginosa. A pillagem já não é sistemática pois o grupo afecto ao circuito da influência já se desfez. A pilhagem já tem outra forma de saque pois já não existe mecanismo de controlo. Os políticos são mais concentrados na aglomeração da riqueza dos herdeiros políticos uma vez o país basculha-se duma Republica a uma autentica cléptocracia. Agora cada um exerce a sua influência de forma isolada e coloque a sua coragem ao serviço para continuar a ‘’cartar’’ no poço financeiro da nação sem impedimentos. Angola tem ainda grande influência de manter a comunidade internacional calada uma vez consegue ‘’gazosar-lhe’’ A entrada de angolanos na lista dos milionários africanos é mesmo assustadora.
Nkituavanga II
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
VELHO PAULO TRINTA E CINCO
Mais um 11, onze de Novembro como se dizia na minha buala; mais um ano do aniversario do nosso povo desde que se libertou do jugo colonial. Este 11 de Novembro é em Angola um dia de honra ou de homenagem? Pergunta esta que não consigo responder e que gostaria alguém respondesse porque a lógica da minha percepção oferece-me uma definição fora do normal.
Nesta data, só me lembro mais do nosso falecido velho Paulo trinta e cinco (35). Quando se fala do velho Trinta e cinco no seio do meu povo, nas aldeias do Béu pensa-se então do kibanga. Pensa-se daquelas conversas quentes das noites aos arredores do fogo onde se contava quase de tudo. As conversas do kibanga eram animadas com umas gratinhocas de jingubas, milhos com café kabiba (cafe sem acucar) etc, No kibanga (komba) muitas pessoas foram alcunhadas em relação aos tipos de conversas que produziam ou talvez devido eventos dramáticos que foram sujeitos.
O velho Paulo foi um digno combatente angolano na tropa portuguesa em Macau. Avo 35 elogiava-se da sua representação neste exército do colono, cujo muitos jovens angolanos foram forçados de prestar serviços desde 1935 nesta pequena ilhota da Ásia, colonizada na altura pelo salazarismo. 1935 era a conversa habitual do dia-a-dia do velho Paulo. Assim foi apelido por ‘’35’’ até a sua morte. Hoje Angola completa 35 anos como nação, e, eu pensei muito neste meu velho 35 e as historietas da ilha Macau que contava-nos naquele kibanga onde se devorava ''pratos'' de wangila (geri-geri), mbonde (calulo selvagem) e outros conforme diferentes estacões agrícolas do ano.
Nesta altura ainda pensa-se daqueles angolanos que vivem miseravelmente nas ilhas de São Tomé onde foram reportados pelo regime salazarista. Ainda há angolanos que vivem as consequências do racismo em Brasil, e que gostariam logo a primeira oportunidade voltar as terras mães de Angola. Enquanto muitos festejam hoje o boum económico de Angola e outros esquematizam o regresso de compatriotas da diáspora ou talvez da Zâmbia ou RDC mas ignoram totalmente os gritos daqueles moribundos em São Tome, Brasil e outras partes onde as esperanças vão sumindo com uma velocidade quase triplicada daqueles que em Angola com migalhas ainda vivem. Que a memoria do velho 35 repousa em paz enquanto nos vamos tolerar 35 anos de terríveis gritos.
Completou Angola 35 anos…
Nkituavanga II
Nesta data, só me lembro mais do nosso falecido velho Paulo trinta e cinco (35). Quando se fala do velho Trinta e cinco no seio do meu povo, nas aldeias do Béu pensa-se então do kibanga. Pensa-se daquelas conversas quentes das noites aos arredores do fogo onde se contava quase de tudo. As conversas do kibanga eram animadas com umas gratinhocas de jingubas, milhos com café kabiba (cafe sem acucar) etc, No kibanga (komba) muitas pessoas foram alcunhadas em relação aos tipos de conversas que produziam ou talvez devido eventos dramáticos que foram sujeitos.
O velho Paulo foi um digno combatente angolano na tropa portuguesa em Macau. Avo 35 elogiava-se da sua representação neste exército do colono, cujo muitos jovens angolanos foram forçados de prestar serviços desde 1935 nesta pequena ilhota da Ásia, colonizada na altura pelo salazarismo. 1935 era a conversa habitual do dia-a-dia do velho Paulo. Assim foi apelido por ‘’35’’ até a sua morte. Hoje Angola completa 35 anos como nação, e, eu pensei muito neste meu velho 35 e as historietas da ilha Macau que contava-nos naquele kibanga onde se devorava ''pratos'' de wangila (geri-geri), mbonde (calulo selvagem) e outros conforme diferentes estacões agrícolas do ano.
Nesta altura ainda pensa-se daqueles angolanos que vivem miseravelmente nas ilhas de São Tomé onde foram reportados pelo regime salazarista. Ainda há angolanos que vivem as consequências do racismo em Brasil, e que gostariam logo a primeira oportunidade voltar as terras mães de Angola. Enquanto muitos festejam hoje o boum económico de Angola e outros esquematizam o regresso de compatriotas da diáspora ou talvez da Zâmbia ou RDC mas ignoram totalmente os gritos daqueles moribundos em São Tome, Brasil e outras partes onde as esperanças vão sumindo com uma velocidade quase triplicada daqueles que em Angola com migalhas ainda vivem. Que a memoria do velho 35 repousa em paz enquanto nos vamos tolerar 35 anos de terríveis gritos.
Completou Angola 35 anos…
Nkituavanga II
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
LUPA BIBLICA: A ALEGRIA DA VERDADE
Para a sua sobrevivência, o homem é obrigado a combater a natureza de forma a domina-la e assim vai posteriormente transformando-a. Neste processo o homem deve organizar-se para produzir o necessário e os imperativos para criar o que se chama o bem-estar social. Uma vez esta preocupação ocupa um espaço na sua consciência, o homem sai do egoísmo humano para tornar-se autêntico humanista. Quando se inclina sobre o humanismo, vê-se a capacidade organizativa de um grupo de homens que trabalha por um objectivo comum. Este grupo de homens pode viver numa mesma civilização, na mesma etnia ou que seja, mas compartilha um ideal e forma uma sociedade mesmo vivendo em diferente espaço territorial.
Como sabe-se que o homem deste século necessita as condições básicas ou primárias a sua volta para poder dar ou contribuir o melhor de si e também receber em troca o multiplicado produto do suor investido. O trabalho do homem só poderá influenciar a sociedade uma vez que haja desenvolvimento de meios de produção, das infrastruturas, da ciência e tecnologia, das condições sócio-morais etc.
As relações sociais desempenham uma função decisiva pois o sucesso de cada sociedade depende do relacionamento positivo entre os elementos que constituem a mesma sociedade e sobretudo entre dirigentes e dirigidos. Por isso elabora-se uma ideologia que vai definir as concretas estratégias com directivas que garantem o sucesso, seguindo o planificado. As concorrências/competições formam uma parte que ajuda o crescimento tanto moral como material. Isto é o que na política se chama oposição. A oposição existe porque em toda sociedade existe o que chamamos lei filosófica da negação.
A concretização de qualquer plano nunca foi fácil, e não se materialize num curto prazo como muitas vezes se pretende. Tudo isso exige investimentos e sacrifícios tanto colectivos como individuais. Só que a visão ou ideal não é, nunca deve-se manter como segredo de um determinado grupo de dirigentes que domina-la perfeitamente usando outros, que trabalham sem conhecimento da causa. Esta falta de mecanismo de comunicação vai causando conflitos dentro do sistema organizativo; mesmo se as intenções forem positivas. Uma visão bem esclarecida é sempre facilmente bem empregue.
Prov 12:25
A solicitude no coração do homem o abate, mas uma boa palavra o alegra.
A responsabilidade da classe dirigente é de aglomerar condições favoráveis ao homem para melhor manufacturar. Essas condições não devem ser unicamente materiais quando se considera o homem como parte beneficiária do sucesso da mesma sociedade. Porque no desenvolvimento duma sociedade não se conta só as condições de um limitado grupo de elementos. Os resultados obtidos na produção, baseados na contribuição das condições materiais devem ser antecipados pela contribuição das condições morais disponíveis para o homem na produção e na vida em geral.
Muitas vezes o responsável político ou económico pensa erradamente e como corruptamente que as condições materiais a volta do homem podem manter-lhe sossegado e concentrado a produção. O conhecimento da visão é sempre necessário ao homem que trabalha para o seu cumprimento. Este vai constituir como elemento estimulador para o sucesso. Isto em relação a uma sociedade produtora mas quanto a sociedade como grupo de indivíduos que compartilha o mesmo ideal, que procure em conjunto um desenvolvimento socioeconómico e o bem-estar social a transição correcta da informação tem um papel assim decisivo.
Para uma nação, devemos sempre realizar que os discursos que concernem o estado da nação são importantíssimos, uma vez são elementos estimuladores e estipulativos. Sabe-se que nas condições primárias para a vida normal do homem (trabalho, estudo, alojamento, salário compatível, alimentação) adiciona-se o direito a boa saúde, direito ou liberdade a palavra, direito a informação, direito a família e paz. Para estes efeitos, o homem precisa duma boa palavra. Pela boa palavra entende-se a verdade. A verdade é uma virtude que traz a semente do amor, da paz, liberdade e justiça, porque a verdade tem um elemento purificador na sua composição. Uma vez soubemos que os nossos planos são bons e que as nossas intenções são positivas não vejo como esconder a verdade quando procura-se atingir o progresso. Não é que a boa passagem de informação aniquila especulações, polémicas e futilidades?
Uma boa informação ou uma informação verídica apazigua o coração do homem e cria alicerces da confiança. A boa palavra traz alegria mesmo no momento da fome, uma vez temos informação do que segue-se e ficamos preparado a enfrentar o que o futuro vai trazendo. Tradicionalmente para o africano diz-se que ‘’a boa palavra do chefe paga’’. A mentira ou manipulação não passa mais do que a ‘’cauda do macaco’’.
Nkituavanga
Out2010/002
Como sabe-se que o homem deste século necessita as condições básicas ou primárias a sua volta para poder dar ou contribuir o melhor de si e também receber em troca o multiplicado produto do suor investido. O trabalho do homem só poderá influenciar a sociedade uma vez que haja desenvolvimento de meios de produção, das infrastruturas, da ciência e tecnologia, das condições sócio-morais etc.
As relações sociais desempenham uma função decisiva pois o sucesso de cada sociedade depende do relacionamento positivo entre os elementos que constituem a mesma sociedade e sobretudo entre dirigentes e dirigidos. Por isso elabora-se uma ideologia que vai definir as concretas estratégias com directivas que garantem o sucesso, seguindo o planificado. As concorrências/competições formam uma parte que ajuda o crescimento tanto moral como material. Isto é o que na política se chama oposição. A oposição existe porque em toda sociedade existe o que chamamos lei filosófica da negação.
A concretização de qualquer plano nunca foi fácil, e não se materialize num curto prazo como muitas vezes se pretende. Tudo isso exige investimentos e sacrifícios tanto colectivos como individuais. Só que a visão ou ideal não é, nunca deve-se manter como segredo de um determinado grupo de dirigentes que domina-la perfeitamente usando outros, que trabalham sem conhecimento da causa. Esta falta de mecanismo de comunicação vai causando conflitos dentro do sistema organizativo; mesmo se as intenções forem positivas. Uma visão bem esclarecida é sempre facilmente bem empregue.
Prov 12:25
A solicitude no coração do homem o abate, mas uma boa palavra o alegra.
A responsabilidade da classe dirigente é de aglomerar condições favoráveis ao homem para melhor manufacturar. Essas condições não devem ser unicamente materiais quando se considera o homem como parte beneficiária do sucesso da mesma sociedade. Porque no desenvolvimento duma sociedade não se conta só as condições de um limitado grupo de elementos. Os resultados obtidos na produção, baseados na contribuição das condições materiais devem ser antecipados pela contribuição das condições morais disponíveis para o homem na produção e na vida em geral.
Muitas vezes o responsável político ou económico pensa erradamente e como corruptamente que as condições materiais a volta do homem podem manter-lhe sossegado e concentrado a produção. O conhecimento da visão é sempre necessário ao homem que trabalha para o seu cumprimento. Este vai constituir como elemento estimulador para o sucesso. Isto em relação a uma sociedade produtora mas quanto a sociedade como grupo de indivíduos que compartilha o mesmo ideal, que procure em conjunto um desenvolvimento socioeconómico e o bem-estar social a transição correcta da informação tem um papel assim decisivo.
Para uma nação, devemos sempre realizar que os discursos que concernem o estado da nação são importantíssimos, uma vez são elementos estimuladores e estipulativos. Sabe-se que nas condições primárias para a vida normal do homem (trabalho, estudo, alojamento, salário compatível, alimentação) adiciona-se o direito a boa saúde, direito ou liberdade a palavra, direito a informação, direito a família e paz. Para estes efeitos, o homem precisa duma boa palavra. Pela boa palavra entende-se a verdade. A verdade é uma virtude que traz a semente do amor, da paz, liberdade e justiça, porque a verdade tem um elemento purificador na sua composição. Uma vez soubemos que os nossos planos são bons e que as nossas intenções são positivas não vejo como esconder a verdade quando procura-se atingir o progresso. Não é que a boa passagem de informação aniquila especulações, polémicas e futilidades?
Uma boa informação ou uma informação verídica apazigua o coração do homem e cria alicerces da confiança. A boa palavra traz alegria mesmo no momento da fome, uma vez temos informação do que segue-se e ficamos preparado a enfrentar o que o futuro vai trazendo. Tradicionalmente para o africano diz-se que ‘’a boa palavra do chefe paga’’. A mentira ou manipulação não passa mais do que a ‘’cauda do macaco’’.
Nkituavanga
Out2010/002
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O RECRUTAMENTO LEGALISTICO NO RANKING DO GOVERNO
O que realmente se passa em Angola é mesmo fotocópia daquilo que se passa em quase toda a África onde reina o tribalismo, amiguismo e cambalacho de alto nível, onde a liderança é um atributo vitalício para um determinado círculo fechado de famílias com o mesmo denominador comum. Famílias estas que têm a visão de devorar os mais fracos, alimentando-se parasitariamente com o suor da maioria esmagado com o sol, que consume suas energias nas ruas, nos postos de serviços e nas suas empobrecidas residências.
Observando o mapa económico de Angola pergunta-se a sua consciência; se na realidade angolana Deus é mesmo pobre? Se Deus não for pobre então será Angola pobre? E finalmente se Angola não é pobre, diria-se que o governo é pobre! Relaciono estas perguntas ao recurso humano porque sou daqueles que acreditem que o angolano foi por Deus criado e Angola recebeu Deste toda riqueza tanto humana como mineral. Falando da riqueza angolana eu não gostaria de referir-me naquilo que é inexplorado ou que não foi ainda descoberto. Fala-se simplesmente daquilo que esta nação já produz: produto e serviço mas também da capacidade financeira que se transacta legalmente entre angolanos e o resto do mundo. Sem ainda contar os 60% de tudo que evaporem na ilegalidade: roubo, nacionalização privada, privatização familiar, distribuição ilegalmente legalizada, candonga estatal.
Sim, sabe-se que em Angola ainda vive uma população oficialmente forçada ao desemprego. Esta população sem recurso encontre refúgio no entrepreneurship em qualquer mercado que garante o pão ‘’em cima da mesa’’. Estas iniciativas não são encorajadas, uma vez estão estabelecidos nas normas ilegais ou contrarias as recomendações governamentais. Paradoxalmente os efectivos do próprio governo não obedecem as regras que gerem a lei económica, jogando ‘’o duro’’ e até desprezando o seu humilde povo.
Teatro de recrutamento vicioso
Entende-se que estaticamente a repartição de quadros no espaço territorial não é suficiente, por consequência não se deposite ainda confiança ao quadro angolano formado tanto no país como no exterior. Talvez diria que o quadro nacional não tem brechas para colmatar oficialmente a vaga desejada uma vez não tem elos da conexão ao executivo. Este desleixo ao quadro nacional reflecte uma imagem que impede outros quadros de voltar as terras. Por enquanto vê-se que em mais de 30 anos Angola continua usando o mesmo método empírico de recrutamento sem que haja inovação.
O sistema de recrutamento do pessoal tecnocrático vai dando prioridade aos aspectos (i)morais do que tecnocientífico. Esses aspectos morais também não se baseiam no positivismo uma vez assenta-se na cunha, amiguismo/corrupção. Estas anomalias já foram atribuídas lugares dentro do positivismo e fazem parte duma nova ética puramente angolana.
O legalismo no sistema de recrutamento é tipicamente nacionalizado até ao nível mais alto da hierarquia. Assim não se assuste quando as exonerações e nomeações circundam a volta das mesmas figuras. Eu acredito pouco que aqueles que ontem arruinaram podem num futuro próximo benfeitorizar quanto o mecanismo funcional do aparelho não alterou. Dali que surgem as perguntas acima citadas. Como pode-se explicar por exemplo um incapacitado ministro que foi exonerado na defesa poderá dar o melhor de si no Interior ou na agricultura? Mas na realidade angolana vive-se uma rotativa das mesmas pessoas que ontem foram afastadas/exoneradas por negligências, incapacidades, incumprimentos etc. ocupando as cargas importantíssimas sem que fossem recuperadas através formações/estágios. Não se pode justificar como um falhado na cultura venha um dia ocupar o cargo da educação! Estes aspectos estão na base de falhas contínuas, de nominações e exonerações inesperadas. Este teatro vai causando graves vestígios em todas estruturas onde os nomeados nunca têm tempo de preparar-se porque fiquem três meses, entre o tempo da nomeação e da exoneração, nas operações sem puder exprimir-se profissionalmente. Pela experiencia estes emblemáticos já não produzem pois já perderam a potencia de criatividade e não tem outras fontes de inspiração por falta de controlo, concorrência e elementos exemplares aos arredores mas também por excesso de estímulos (mesmo sem labutar).
Até quando vai-se apostar nos quadros que temos? Esses que foram formados a trinta anos estão envelhecendo sem que o sistema deposite neles a confiança como ‘’qualquer pai dê aos seus filhos’’. O quadro nacional é frustrado porque as ambiciosas esperanças já envelheceram e não tem o relógio a espera. Os sonhos da maioria padeceram prematuramente só porque não tiveram relações familiares com o governo ou no círculo da influência. Dai que se aplique injustamente em reverso ‘’o filho da cobra é cobra’’
Se um ministro/embaixador exonerado de manha pode-se encontrar a tarde numa praia é porque não tem preocupação, arrependimento até ‘’mandem lixar’’ porque todo fat boy é consciente que já existe uma vaga reservada com antecipação para ocupar brevemente. Será que o sistema já apodrecera e não temos coragem de conceder ou então estamos caducos e não conseguimos adaptar-se do sistema? Nesse caso porque o ano da formação de quadros? E/mas até quando o ano de enriquecimento pessoal?
O recrutamento de quadros do topo da hierarquia governamental (secretariado de estado, ministro, governador, embaixador, directores de grandes empresas) é feito dentro de um circuito restrito de homens pertencente a uma elite (divinamente e) selectivamente auto-proclamada. Neste circuito só se realize permutações de piões, tendo um eixo que coordena as mudanças. Inexplicadamente o turbinado eixo ferruginoso de Angola ficou danificado. A realidade angolana prova que a exonerações e nomeações formam uma correlação composta nas estruturas da liderança por isso não pode se separar já que esta última segue logo a primeira depois de um breve espaço já determinado. O novo sangue que A. Neto profetizara injectar no aparelho do governo-estado jamais acontecerá, mas a substituição hereditária entre os pais e filhos vai-se interligar numa rectilínea ideológica dentro da luxuosa concha da nomenclatura governamental.
Ate áqui os resultados de várias substituições nunca propulsionaram a economia do povo num movimento em progresso pois corrompeu o núcleo principal da consciência angolana dando origem a uma incontrolável corrupção que vai alimentando sonhos de dinossauros políticos e crocodilos económicos. Não se vai negar os elogios da nossa economia tão emergente que se ''marketise'' por ai enquanto a miséria prevalece e a pobreza persiste.
A lei da negação entre o velho e o novo tem uma definição diferente na lógica filosófica de Angola porque o velho nunca se afaste cedendo lugar ao novo. O novo envelhece sem percorrer o tempo angolano.
Nkituavanga II
Out2010/03
Observando o mapa económico de Angola pergunta-se a sua consciência; se na realidade angolana Deus é mesmo pobre? Se Deus não for pobre então será Angola pobre? E finalmente se Angola não é pobre, diria-se que o governo é pobre! Relaciono estas perguntas ao recurso humano porque sou daqueles que acreditem que o angolano foi por Deus criado e Angola recebeu Deste toda riqueza tanto humana como mineral. Falando da riqueza angolana eu não gostaria de referir-me naquilo que é inexplorado ou que não foi ainda descoberto. Fala-se simplesmente daquilo que esta nação já produz: produto e serviço mas também da capacidade financeira que se transacta legalmente entre angolanos e o resto do mundo. Sem ainda contar os 60% de tudo que evaporem na ilegalidade: roubo, nacionalização privada, privatização familiar, distribuição ilegalmente legalizada, candonga estatal.
Sim, sabe-se que em Angola ainda vive uma população oficialmente forçada ao desemprego. Esta população sem recurso encontre refúgio no entrepreneurship em qualquer mercado que garante o pão ‘’em cima da mesa’’. Estas iniciativas não são encorajadas, uma vez estão estabelecidos nas normas ilegais ou contrarias as recomendações governamentais. Paradoxalmente os efectivos do próprio governo não obedecem as regras que gerem a lei económica, jogando ‘’o duro’’ e até desprezando o seu humilde povo.
Teatro de recrutamento vicioso
Entende-se que estaticamente a repartição de quadros no espaço territorial não é suficiente, por consequência não se deposite ainda confiança ao quadro angolano formado tanto no país como no exterior. Talvez diria que o quadro nacional não tem brechas para colmatar oficialmente a vaga desejada uma vez não tem elos da conexão ao executivo. Este desleixo ao quadro nacional reflecte uma imagem que impede outros quadros de voltar as terras. Por enquanto vê-se que em mais de 30 anos Angola continua usando o mesmo método empírico de recrutamento sem que haja inovação.
O sistema de recrutamento do pessoal tecnocrático vai dando prioridade aos aspectos (i)morais do que tecnocientífico. Esses aspectos morais também não se baseiam no positivismo uma vez assenta-se na cunha, amiguismo/corrupção. Estas anomalias já foram atribuídas lugares dentro do positivismo e fazem parte duma nova ética puramente angolana.
O legalismo no sistema de recrutamento é tipicamente nacionalizado até ao nível mais alto da hierarquia. Assim não se assuste quando as exonerações e nomeações circundam a volta das mesmas figuras. Eu acredito pouco que aqueles que ontem arruinaram podem num futuro próximo benfeitorizar quanto o mecanismo funcional do aparelho não alterou. Dali que surgem as perguntas acima citadas. Como pode-se explicar por exemplo um incapacitado ministro que foi exonerado na defesa poderá dar o melhor de si no Interior ou na agricultura? Mas na realidade angolana vive-se uma rotativa das mesmas pessoas que ontem foram afastadas/exoneradas por negligências, incapacidades, incumprimentos etc. ocupando as cargas importantíssimas sem que fossem recuperadas através formações/estágios. Não se pode justificar como um falhado na cultura venha um dia ocupar o cargo da educação! Estes aspectos estão na base de falhas contínuas, de nominações e exonerações inesperadas. Este teatro vai causando graves vestígios em todas estruturas onde os nomeados nunca têm tempo de preparar-se porque fiquem três meses, entre o tempo da nomeação e da exoneração, nas operações sem puder exprimir-se profissionalmente. Pela experiencia estes emblemáticos já não produzem pois já perderam a potencia de criatividade e não tem outras fontes de inspiração por falta de controlo, concorrência e elementos exemplares aos arredores mas também por excesso de estímulos (mesmo sem labutar).
Até quando vai-se apostar nos quadros que temos? Esses que foram formados a trinta anos estão envelhecendo sem que o sistema deposite neles a confiança como ‘’qualquer pai dê aos seus filhos’’. O quadro nacional é frustrado porque as ambiciosas esperanças já envelheceram e não tem o relógio a espera. Os sonhos da maioria padeceram prematuramente só porque não tiveram relações familiares com o governo ou no círculo da influência. Dai que se aplique injustamente em reverso ‘’o filho da cobra é cobra’’
Se um ministro/embaixador exonerado de manha pode-se encontrar a tarde numa praia é porque não tem preocupação, arrependimento até ‘’mandem lixar’’ porque todo fat boy é consciente que já existe uma vaga reservada com antecipação para ocupar brevemente. Será que o sistema já apodrecera e não temos coragem de conceder ou então estamos caducos e não conseguimos adaptar-se do sistema? Nesse caso porque o ano da formação de quadros? E/mas até quando o ano de enriquecimento pessoal?
O recrutamento de quadros do topo da hierarquia governamental (secretariado de estado, ministro, governador, embaixador, directores de grandes empresas) é feito dentro de um circuito restrito de homens pertencente a uma elite (divinamente e) selectivamente auto-proclamada. Neste circuito só se realize permutações de piões, tendo um eixo que coordena as mudanças. Inexplicadamente o turbinado eixo ferruginoso de Angola ficou danificado. A realidade angolana prova que a exonerações e nomeações formam uma correlação composta nas estruturas da liderança por isso não pode se separar já que esta última segue logo a primeira depois de um breve espaço já determinado. O novo sangue que A. Neto profetizara injectar no aparelho do governo-estado jamais acontecerá, mas a substituição hereditária entre os pais e filhos vai-se interligar numa rectilínea ideológica dentro da luxuosa concha da nomenclatura governamental.
Ate áqui os resultados de várias substituições nunca propulsionaram a economia do povo num movimento em progresso pois corrompeu o núcleo principal da consciência angolana dando origem a uma incontrolável corrupção que vai alimentando sonhos de dinossauros políticos e crocodilos económicos. Não se vai negar os elogios da nossa economia tão emergente que se ''marketise'' por ai enquanto a miséria prevalece e a pobreza persiste.
A lei da negação entre o velho e o novo tem uma definição diferente na lógica filosófica de Angola porque o velho nunca se afaste cedendo lugar ao novo. O novo envelhece sem percorrer o tempo angolano.
Nkituavanga II
Out2010/03
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
POESIA: TOCOU O MEU SINO
Descansaria folgadamente na minha bacia
Aquecida pelos seios da pequena turbina
Rispidamente soou o comboio em fuga
De relâmpago escorreguei as escadas da minha toca
Subitamente abri a porta sem ver a sua sombra
Onde passou aquela que tocou a minha campainha
Sinto o seu calor, perfume sem ver meu futuro
Quem arrastou a minha esperança e roubou o meu tesouro
Minha picotada bacia cheira amargura
Tenho agora ouvidos atentos e olhos revoltosos
Já não durmo sem ver aquela que tocou a minha campainha
Desconheço o cansaço mesmo o aquecedor congela-me
Espero pelo meu futuro, o hino da minha liberdade
Foi uma bênção conhecer as promessas, nelas postulei
Fiquei esperando pela direcção do seu surgimento
Alertado fui da sua visita, esperei com confiança espreitando ruelas
tocaste a campainha da minha alma e cantaste o hino de meu ser
Meu ministério, meu investimento nos meus empobrecidos arredores
És as bênções da minha existência
Aquecida pelos seios da pequena turbina
Rispidamente soou o comboio em fuga
De relâmpago escorreguei as escadas da minha toca
Subitamente abri a porta sem ver a sua sombra
Onde passou aquela que tocou a minha campainha
Sinto o seu calor, perfume sem ver meu futuro
Quem arrastou a minha esperança e roubou o meu tesouro
Minha picotada bacia cheira amargura
Tenho agora ouvidos atentos e olhos revoltosos
Já não durmo sem ver aquela que tocou a minha campainha
Desconheço o cansaço mesmo o aquecedor congela-me
Espero pelo meu futuro, o hino da minha liberdade
Foi uma bênção conhecer as promessas, nelas postulei
Fiquei esperando pela direcção do seu surgimento
Alertado fui da sua visita, esperei com confiança espreitando ruelas
tocaste a campainha da minha alma e cantaste o hino de meu ser
Meu ministério, meu investimento nos meus empobrecidos arredores
És as bênções da minha existência
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