Para a sua sobrevivência, o homem é obrigado a combater a natureza de forma a domina-la e assim vai posteriormente transformando-a. Neste processo o homem deve organizar-se para produzir o necessário e os imperativos para criar o que se chama o bem-estar social. Uma vez esta preocupação ocupa um espaço na sua consciência, o homem sai do egoísmo humano para tornar-se autêntico humanista. Quando se inclina sobre o humanismo, vê-se a capacidade organizativa de um grupo de homens que trabalha por um objectivo comum. Este grupo de homens pode viver numa mesma civilização, na mesma etnia ou que seja, mas compartilha um ideal e forma uma sociedade mesmo vivendo em diferente espaço territorial.
Como sabe-se que o homem deste século necessita as condições básicas ou primárias a sua volta para poder dar ou contribuir o melhor de si e também receber em troca o multiplicado produto do suor investido. O trabalho do homem só poderá influenciar a sociedade uma vez que haja desenvolvimento de meios de produção, das infrastruturas, da ciência e tecnologia, das condições sócio-morais etc.
As relações sociais desempenham uma função decisiva pois o sucesso de cada sociedade depende do relacionamento positivo entre os elementos que constituem a mesma sociedade e sobretudo entre dirigentes e dirigidos. Por isso elabora-se uma ideologia que vai definir as concretas estratégias com directivas que garantem o sucesso, seguindo o planificado. As concorrências/competições formam uma parte que ajuda o crescimento tanto moral como material. Isto é o que na política se chama oposição. A oposição existe porque em toda sociedade existe o que chamamos lei filosófica da negação.
A concretização de qualquer plano nunca foi fácil, e não se materialize num curto prazo como muitas vezes se pretende. Tudo isso exige investimentos e sacrifícios tanto colectivos como individuais. Só que a visão ou ideal não é, nunca deve-se manter como segredo de um determinado grupo de dirigentes que domina-la perfeitamente usando outros, que trabalham sem conhecimento da causa. Esta falta de mecanismo de comunicação vai causando conflitos dentro do sistema organizativo; mesmo se as intenções forem positivas. Uma visão bem esclarecida é sempre facilmente bem empregue.
Prov 12:25
A solicitude no coração do homem o abate, mas uma boa palavra o alegra.
A responsabilidade da classe dirigente é de aglomerar condições favoráveis ao homem para melhor manufacturar. Essas condições não devem ser unicamente materiais quando se considera o homem como parte beneficiária do sucesso da mesma sociedade. Porque no desenvolvimento duma sociedade não se conta só as condições de um limitado grupo de elementos. Os resultados obtidos na produção, baseados na contribuição das condições materiais devem ser antecipados pela contribuição das condições morais disponíveis para o homem na produção e na vida em geral.
Muitas vezes o responsável político ou económico pensa erradamente e como corruptamente que as condições materiais a volta do homem podem manter-lhe sossegado e concentrado a produção. O conhecimento da visão é sempre necessário ao homem que trabalha para o seu cumprimento. Este vai constituir como elemento estimulador para o sucesso. Isto em relação a uma sociedade produtora mas quanto a sociedade como grupo de indivíduos que compartilha o mesmo ideal, que procure em conjunto um desenvolvimento socioeconómico e o bem-estar social a transição correcta da informação tem um papel assim decisivo.
Para uma nação, devemos sempre realizar que os discursos que concernem o estado da nação são importantíssimos, uma vez são elementos estimuladores e estipulativos. Sabe-se que nas condições primárias para a vida normal do homem (trabalho, estudo, alojamento, salário compatível, alimentação) adiciona-se o direito a boa saúde, direito ou liberdade a palavra, direito a informação, direito a família e paz. Para estes efeitos, o homem precisa duma boa palavra. Pela boa palavra entende-se a verdade. A verdade é uma virtude que traz a semente do amor, da paz, liberdade e justiça, porque a verdade tem um elemento purificador na sua composição. Uma vez soubemos que os nossos planos são bons e que as nossas intenções são positivas não vejo como esconder a verdade quando procura-se atingir o progresso. Não é que a boa passagem de informação aniquila especulações, polémicas e futilidades?
Uma boa informação ou uma informação verídica apazigua o coração do homem e cria alicerces da confiança. A boa palavra traz alegria mesmo no momento da fome, uma vez temos informação do que segue-se e ficamos preparado a enfrentar o que o futuro vai trazendo. Tradicionalmente para o africano diz-se que ‘’a boa palavra do chefe paga’’. A mentira ou manipulação não passa mais do que a ‘’cauda do macaco’’.
Nkituavanga
Out2010/002
--- PORTAL INFORMATIVO E DE DIVERTIMENTOS --- A AMPLIACAO DA SABEDORIA NA SIMPLIFICACAO DA INFORMACAO
BEMVINDO !!!
OFERECEMO-LHE SERENIDADE PARA COMPARTIRMOS SABEDORIA
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O RECRUTAMENTO LEGALISTICO NO RANKING DO GOVERNO
O que realmente se passa em Angola é mesmo fotocópia daquilo que se passa em quase toda a África onde reina o tribalismo, amiguismo e cambalacho de alto nível, onde a liderança é um atributo vitalício para um determinado círculo fechado de famílias com o mesmo denominador comum. Famílias estas que têm a visão de devorar os mais fracos, alimentando-se parasitariamente com o suor da maioria esmagado com o sol, que consume suas energias nas ruas, nos postos de serviços e nas suas empobrecidas residências.
Observando o mapa económico de Angola pergunta-se a sua consciência; se na realidade angolana Deus é mesmo pobre? Se Deus não for pobre então será Angola pobre? E finalmente se Angola não é pobre, diria-se que o governo é pobre! Relaciono estas perguntas ao recurso humano porque sou daqueles que acreditem que o angolano foi por Deus criado e Angola recebeu Deste toda riqueza tanto humana como mineral. Falando da riqueza angolana eu não gostaria de referir-me naquilo que é inexplorado ou que não foi ainda descoberto. Fala-se simplesmente daquilo que esta nação já produz: produto e serviço mas também da capacidade financeira que se transacta legalmente entre angolanos e o resto do mundo. Sem ainda contar os 60% de tudo que evaporem na ilegalidade: roubo, nacionalização privada, privatização familiar, distribuição ilegalmente legalizada, candonga estatal.
Sim, sabe-se que em Angola ainda vive uma população oficialmente forçada ao desemprego. Esta população sem recurso encontre refúgio no entrepreneurship em qualquer mercado que garante o pão ‘’em cima da mesa’’. Estas iniciativas não são encorajadas, uma vez estão estabelecidos nas normas ilegais ou contrarias as recomendações governamentais. Paradoxalmente os efectivos do próprio governo não obedecem as regras que gerem a lei económica, jogando ‘’o duro’’ e até desprezando o seu humilde povo.
Teatro de recrutamento vicioso
Entende-se que estaticamente a repartição de quadros no espaço territorial não é suficiente, por consequência não se deposite ainda confiança ao quadro angolano formado tanto no país como no exterior. Talvez diria que o quadro nacional não tem brechas para colmatar oficialmente a vaga desejada uma vez não tem elos da conexão ao executivo. Este desleixo ao quadro nacional reflecte uma imagem que impede outros quadros de voltar as terras. Por enquanto vê-se que em mais de 30 anos Angola continua usando o mesmo método empírico de recrutamento sem que haja inovação.
O sistema de recrutamento do pessoal tecnocrático vai dando prioridade aos aspectos (i)morais do que tecnocientífico. Esses aspectos morais também não se baseiam no positivismo uma vez assenta-se na cunha, amiguismo/corrupção. Estas anomalias já foram atribuídas lugares dentro do positivismo e fazem parte duma nova ética puramente angolana.
O legalismo no sistema de recrutamento é tipicamente nacionalizado até ao nível mais alto da hierarquia. Assim não se assuste quando as exonerações e nomeações circundam a volta das mesmas figuras. Eu acredito pouco que aqueles que ontem arruinaram podem num futuro próximo benfeitorizar quanto o mecanismo funcional do aparelho não alterou. Dali que surgem as perguntas acima citadas. Como pode-se explicar por exemplo um incapacitado ministro que foi exonerado na defesa poderá dar o melhor de si no Interior ou na agricultura? Mas na realidade angolana vive-se uma rotativa das mesmas pessoas que ontem foram afastadas/exoneradas por negligências, incapacidades, incumprimentos etc. ocupando as cargas importantíssimas sem que fossem recuperadas através formações/estágios. Não se pode justificar como um falhado na cultura venha um dia ocupar o cargo da educação! Estes aspectos estão na base de falhas contínuas, de nominações e exonerações inesperadas. Este teatro vai causando graves vestígios em todas estruturas onde os nomeados nunca têm tempo de preparar-se porque fiquem três meses, entre o tempo da nomeação e da exoneração, nas operações sem puder exprimir-se profissionalmente. Pela experiencia estes emblemáticos já não produzem pois já perderam a potencia de criatividade e não tem outras fontes de inspiração por falta de controlo, concorrência e elementos exemplares aos arredores mas também por excesso de estímulos (mesmo sem labutar).
Até quando vai-se apostar nos quadros que temos? Esses que foram formados a trinta anos estão envelhecendo sem que o sistema deposite neles a confiança como ‘’qualquer pai dê aos seus filhos’’. O quadro nacional é frustrado porque as ambiciosas esperanças já envelheceram e não tem o relógio a espera. Os sonhos da maioria padeceram prematuramente só porque não tiveram relações familiares com o governo ou no círculo da influência. Dai que se aplique injustamente em reverso ‘’o filho da cobra é cobra’’
Se um ministro/embaixador exonerado de manha pode-se encontrar a tarde numa praia é porque não tem preocupação, arrependimento até ‘’mandem lixar’’ porque todo fat boy é consciente que já existe uma vaga reservada com antecipação para ocupar brevemente. Será que o sistema já apodrecera e não temos coragem de conceder ou então estamos caducos e não conseguimos adaptar-se do sistema? Nesse caso porque o ano da formação de quadros? E/mas até quando o ano de enriquecimento pessoal?
O recrutamento de quadros do topo da hierarquia governamental (secretariado de estado, ministro, governador, embaixador, directores de grandes empresas) é feito dentro de um circuito restrito de homens pertencente a uma elite (divinamente e) selectivamente auto-proclamada. Neste circuito só se realize permutações de piões, tendo um eixo que coordena as mudanças. Inexplicadamente o turbinado eixo ferruginoso de Angola ficou danificado. A realidade angolana prova que a exonerações e nomeações formam uma correlação composta nas estruturas da liderança por isso não pode se separar já que esta última segue logo a primeira depois de um breve espaço já determinado. O novo sangue que A. Neto profetizara injectar no aparelho do governo-estado jamais acontecerá, mas a substituição hereditária entre os pais e filhos vai-se interligar numa rectilínea ideológica dentro da luxuosa concha da nomenclatura governamental.
Ate áqui os resultados de várias substituições nunca propulsionaram a economia do povo num movimento em progresso pois corrompeu o núcleo principal da consciência angolana dando origem a uma incontrolável corrupção que vai alimentando sonhos de dinossauros políticos e crocodilos económicos. Não se vai negar os elogios da nossa economia tão emergente que se ''marketise'' por ai enquanto a miséria prevalece e a pobreza persiste.
A lei da negação entre o velho e o novo tem uma definição diferente na lógica filosófica de Angola porque o velho nunca se afaste cedendo lugar ao novo. O novo envelhece sem percorrer o tempo angolano.
Nkituavanga II
Out2010/03
Observando o mapa económico de Angola pergunta-se a sua consciência; se na realidade angolana Deus é mesmo pobre? Se Deus não for pobre então será Angola pobre? E finalmente se Angola não é pobre, diria-se que o governo é pobre! Relaciono estas perguntas ao recurso humano porque sou daqueles que acreditem que o angolano foi por Deus criado e Angola recebeu Deste toda riqueza tanto humana como mineral. Falando da riqueza angolana eu não gostaria de referir-me naquilo que é inexplorado ou que não foi ainda descoberto. Fala-se simplesmente daquilo que esta nação já produz: produto e serviço mas também da capacidade financeira que se transacta legalmente entre angolanos e o resto do mundo. Sem ainda contar os 60% de tudo que evaporem na ilegalidade: roubo, nacionalização privada, privatização familiar, distribuição ilegalmente legalizada, candonga estatal.
Sim, sabe-se que em Angola ainda vive uma população oficialmente forçada ao desemprego. Esta população sem recurso encontre refúgio no entrepreneurship em qualquer mercado que garante o pão ‘’em cima da mesa’’. Estas iniciativas não são encorajadas, uma vez estão estabelecidos nas normas ilegais ou contrarias as recomendações governamentais. Paradoxalmente os efectivos do próprio governo não obedecem as regras que gerem a lei económica, jogando ‘’o duro’’ e até desprezando o seu humilde povo.
Teatro de recrutamento vicioso
Entende-se que estaticamente a repartição de quadros no espaço territorial não é suficiente, por consequência não se deposite ainda confiança ao quadro angolano formado tanto no país como no exterior. Talvez diria que o quadro nacional não tem brechas para colmatar oficialmente a vaga desejada uma vez não tem elos da conexão ao executivo. Este desleixo ao quadro nacional reflecte uma imagem que impede outros quadros de voltar as terras. Por enquanto vê-se que em mais de 30 anos Angola continua usando o mesmo método empírico de recrutamento sem que haja inovação.
O sistema de recrutamento do pessoal tecnocrático vai dando prioridade aos aspectos (i)morais do que tecnocientífico. Esses aspectos morais também não se baseiam no positivismo uma vez assenta-se na cunha, amiguismo/corrupção. Estas anomalias já foram atribuídas lugares dentro do positivismo e fazem parte duma nova ética puramente angolana.
O legalismo no sistema de recrutamento é tipicamente nacionalizado até ao nível mais alto da hierarquia. Assim não se assuste quando as exonerações e nomeações circundam a volta das mesmas figuras. Eu acredito pouco que aqueles que ontem arruinaram podem num futuro próximo benfeitorizar quanto o mecanismo funcional do aparelho não alterou. Dali que surgem as perguntas acima citadas. Como pode-se explicar por exemplo um incapacitado ministro que foi exonerado na defesa poderá dar o melhor de si no Interior ou na agricultura? Mas na realidade angolana vive-se uma rotativa das mesmas pessoas que ontem foram afastadas/exoneradas por negligências, incapacidades, incumprimentos etc. ocupando as cargas importantíssimas sem que fossem recuperadas através formações/estágios. Não se pode justificar como um falhado na cultura venha um dia ocupar o cargo da educação! Estes aspectos estão na base de falhas contínuas, de nominações e exonerações inesperadas. Este teatro vai causando graves vestígios em todas estruturas onde os nomeados nunca têm tempo de preparar-se porque fiquem três meses, entre o tempo da nomeação e da exoneração, nas operações sem puder exprimir-se profissionalmente. Pela experiencia estes emblemáticos já não produzem pois já perderam a potencia de criatividade e não tem outras fontes de inspiração por falta de controlo, concorrência e elementos exemplares aos arredores mas também por excesso de estímulos (mesmo sem labutar).
Até quando vai-se apostar nos quadros que temos? Esses que foram formados a trinta anos estão envelhecendo sem que o sistema deposite neles a confiança como ‘’qualquer pai dê aos seus filhos’’. O quadro nacional é frustrado porque as ambiciosas esperanças já envelheceram e não tem o relógio a espera. Os sonhos da maioria padeceram prematuramente só porque não tiveram relações familiares com o governo ou no círculo da influência. Dai que se aplique injustamente em reverso ‘’o filho da cobra é cobra’’
Se um ministro/embaixador exonerado de manha pode-se encontrar a tarde numa praia é porque não tem preocupação, arrependimento até ‘’mandem lixar’’ porque todo fat boy é consciente que já existe uma vaga reservada com antecipação para ocupar brevemente. Será que o sistema já apodrecera e não temos coragem de conceder ou então estamos caducos e não conseguimos adaptar-se do sistema? Nesse caso porque o ano da formação de quadros? E/mas até quando o ano de enriquecimento pessoal?
O recrutamento de quadros do topo da hierarquia governamental (secretariado de estado, ministro, governador, embaixador, directores de grandes empresas) é feito dentro de um circuito restrito de homens pertencente a uma elite (divinamente e) selectivamente auto-proclamada. Neste circuito só se realize permutações de piões, tendo um eixo que coordena as mudanças. Inexplicadamente o turbinado eixo ferruginoso de Angola ficou danificado. A realidade angolana prova que a exonerações e nomeações formam uma correlação composta nas estruturas da liderança por isso não pode se separar já que esta última segue logo a primeira depois de um breve espaço já determinado. O novo sangue que A. Neto profetizara injectar no aparelho do governo-estado jamais acontecerá, mas a substituição hereditária entre os pais e filhos vai-se interligar numa rectilínea ideológica dentro da luxuosa concha da nomenclatura governamental.
Ate áqui os resultados de várias substituições nunca propulsionaram a economia do povo num movimento em progresso pois corrompeu o núcleo principal da consciência angolana dando origem a uma incontrolável corrupção que vai alimentando sonhos de dinossauros políticos e crocodilos económicos. Não se vai negar os elogios da nossa economia tão emergente que se ''marketise'' por ai enquanto a miséria prevalece e a pobreza persiste.
A lei da negação entre o velho e o novo tem uma definição diferente na lógica filosófica de Angola porque o velho nunca se afaste cedendo lugar ao novo. O novo envelhece sem percorrer o tempo angolano.
Nkituavanga II
Out2010/03
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
POESIA: TOCOU O MEU SINO
Descansaria folgadamente na minha bacia
Aquecida pelos seios da pequena turbina
Rispidamente soou o comboio em fuga
De relâmpago escorreguei as escadas da minha toca
Subitamente abri a porta sem ver a sua sombra
Onde passou aquela que tocou a minha campainha
Sinto o seu calor, perfume sem ver meu futuro
Quem arrastou a minha esperança e roubou o meu tesouro
Minha picotada bacia cheira amargura
Tenho agora ouvidos atentos e olhos revoltosos
Já não durmo sem ver aquela que tocou a minha campainha
Desconheço o cansaço mesmo o aquecedor congela-me
Espero pelo meu futuro, o hino da minha liberdade
Foi uma bênção conhecer as promessas, nelas postulei
Fiquei esperando pela direcção do seu surgimento
Alertado fui da sua visita, esperei com confiança espreitando ruelas
tocaste a campainha da minha alma e cantaste o hino de meu ser
Meu ministério, meu investimento nos meus empobrecidos arredores
És as bênções da minha existência
Aquecida pelos seios da pequena turbina
Rispidamente soou o comboio em fuga
De relâmpago escorreguei as escadas da minha toca
Subitamente abri a porta sem ver a sua sombra
Onde passou aquela que tocou a minha campainha
Sinto o seu calor, perfume sem ver meu futuro
Quem arrastou a minha esperança e roubou o meu tesouro
Minha picotada bacia cheira amargura
Tenho agora ouvidos atentos e olhos revoltosos
Já não durmo sem ver aquela que tocou a minha campainha
Desconheço o cansaço mesmo o aquecedor congela-me
Espero pelo meu futuro, o hino da minha liberdade
Foi uma bênção conhecer as promessas, nelas postulei
Fiquei esperando pela direcção do seu surgimento
Alertado fui da sua visita, esperei com confiança espreitando ruelas
tocaste a campainha da minha alma e cantaste o hino de meu ser
Meu ministério, meu investimento nos meus empobrecidos arredores
És as bênções da minha existência
terça-feira, 28 de setembro de 2010
DICAS - SETEMBRO
’A concretização do nosso bem-estar depende do nosso trabalho, do nosso esforço e do nosso sacrifício’’ - MANUEL JUNIOR, Ministro de Estado e da Coordenação Económica
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
BEU EM LUTO
Faleceu ontém (24 de Setembro) no hospital militar de Luanda o nosso querido irmão, amigo Eng. DAVID PATU. Esta inesperada notícia vai arrastar as esperanças de muitos filhos de Béu nas águas turvas uma vez, ela surge uma semana depois de perdermos o querido irmão Eng. R. Nkutuala. Seus pais (Papa Senga-Senga e Mama Nzanza, no Mpombo) dedicaram suas vidas servindo na Igreja IEBA, onde o próprio David também foi corista da Luz do Mundo.
Mano David era um amigo pessoal da infância. Ele estudou connosco na escola primária EBBF/Kisenso onde era muito conhecido por ‘’Petit Poussin’’. David foi meu colega da turma no Béu onde fomos preparados pelos brilhantíssimos professores António Quiala e Jorge Dukulo. Passou também pela mesma turma comigo na Escola preparatória do Uíge antes de instalar-se em Luanda.
Em Luanda, David não só estudou connosco no Kiluanji mas também foi o nosso grande capitão da equipa de futebol (Triangulo Vermelho) que conquistara em 1979-81 as taças da Promoção, Municipal e Provincial por Serie de Luanda. Este capitão de grande coração representou também o desportivo da Gabela. Mano David era um meio campista muito tecnicista que sempre jogou com dedicação pois soube como acarinhar a bola com mágicos toques. Ainda me lembro daquele jogo que fizemos numa noite no estádio do São Paulo derrotando a Construção do Zombo por 5-1. Como foi num período de provas escolares/exames, Mano David (e Avelino Mabele) preferiu perder suas provas para representar a camisola No 8 que com dignidade portava.
Nos últimos dias da sua vida tive a oportunidade de estar ao seu lado. Mano David era técnico superior do ministério da geologia e minas. Depois de servir nas fileiras militares, completou bravamente o curso da geologia na Universidade A.Neto com altos méritos. Como se fosse ontem, ainda me lembro das suas palavras, dizendo: Ô puto! é mesmo pelas graças do Senhor que me encontro consigo, porque desde que fui promovido no serviço, a minha saúde degradou e a medicina não consegue descobrir o problema’’. Este grito de desamparo não foi só do meu amigo David mas também de muitos outros que embora posicionados vivem com medo, ameaços de colegas de serviços. Hoje as fontes inoficiosas declaram que o David foi envenenado. Que dizer? Que fazer? E o que acreditar?
A verdade é que os jogadores, cantores, engenheiros morrem como os generais e ministros também. Vamos todos um dia morrer, cada um na sua vez, no seu tempo e duma forma diferente. Ele deixa aos filhos uma educação inabalável pelo facto que foi disciplinado, exemplar, inteligente, justo e lógico
As minhas condolências a família enlutada.
Que a memoria do David repousa em paz!
Mano David era um amigo pessoal da infância. Ele estudou connosco na escola primária EBBF/Kisenso onde era muito conhecido por ‘’Petit Poussin’’. David foi meu colega da turma no Béu onde fomos preparados pelos brilhantíssimos professores António Quiala e Jorge Dukulo. Passou também pela mesma turma comigo na Escola preparatória do Uíge antes de instalar-se em Luanda.
Em Luanda, David não só estudou connosco no Kiluanji mas também foi o nosso grande capitão da equipa de futebol (Triangulo Vermelho) que conquistara em 1979-81 as taças da Promoção, Municipal e Provincial por Serie de Luanda. Este capitão de grande coração representou também o desportivo da Gabela. Mano David era um meio campista muito tecnicista que sempre jogou com dedicação pois soube como acarinhar a bola com mágicos toques. Ainda me lembro daquele jogo que fizemos numa noite no estádio do São Paulo derrotando a Construção do Zombo por 5-1. Como foi num período de provas escolares/exames, Mano David (e Avelino Mabele) preferiu perder suas provas para representar a camisola No 8 que com dignidade portava.
Nos últimos dias da sua vida tive a oportunidade de estar ao seu lado. Mano David era técnico superior do ministério da geologia e minas. Depois de servir nas fileiras militares, completou bravamente o curso da geologia na Universidade A.Neto com altos méritos. Como se fosse ontem, ainda me lembro das suas palavras, dizendo: Ô puto! é mesmo pelas graças do Senhor que me encontro consigo, porque desde que fui promovido no serviço, a minha saúde degradou e a medicina não consegue descobrir o problema’’. Este grito de desamparo não foi só do meu amigo David mas também de muitos outros que embora posicionados vivem com medo, ameaços de colegas de serviços. Hoje as fontes inoficiosas declaram que o David foi envenenado. Que dizer? Que fazer? E o que acreditar?
A verdade é que os jogadores, cantores, engenheiros morrem como os generais e ministros também. Vamos todos um dia morrer, cada um na sua vez, no seu tempo e duma forma diferente. Ele deixa aos filhos uma educação inabalável pelo facto que foi disciplinado, exemplar, inteligente, justo e lógico
As minhas condolências a família enlutada.
Que a memoria do David repousa em paz!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
LUPA BIBLICA: O RESPEITO DA LEI
Como sempre tem-se definido a lei como um conjunto de medidas jurídicas que regula a marcha progressiva do homem na sociedade. A lei é um despertador e regulador da consciência do homem, que o interpela a fazer o bem e evitar assim o mal, convidando este a organizar-se para não só desenvolver a sua vida mas pensando nos próximos, ou sociedade/universo.
Diz-se que a lei existe para ser desrespeitada. Esta realidade não é objectiva a todos e não constitui uma lógica aos que têm sabedoria. A interpretação da lei nesta óptica tem encorajado muitos homens na posição de autoridade de formular leis com intenções injustas. No conteúdo da lei geralmente existe os direitos e deveres para cada componente da sociedade por isso a lei estimula os eficientes com reconhecimentos enquanto os malfeitores são punidos conforme o que esta lei estipula.
O homem só não respeita a lei inconscientemente, isto é através um intuito ou reacção estrangeira estimulada pelo egoísmo, selvagismo, ou falta de controlo. A desinformação ou falta de educação e a colecção de informações erradas podem ser causas de desrespeito a lei. Existem aqueles que ocupam posições tanto individuais com familiares ou pertencem a uma sociedade de elites, que funciona em cima da lei. Estes têm o monopólio e o controlo do poder e de todos os instrumentos jurídicos que manipulam a lei e as forças que protegem-na.
Prov 28:9
O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
No seio duma comunidade ou um grupo de pessoas que pretendem viver de forma organizada e disciplinada tendo um objectivo de desenvolvimento social, económico, político e cultural a obediência a lei é muito imperativo e decisivo. Neste, o estabelecimento da lei deve-se repousar nos alicerces da justiça valorizando todos os componentes da sociedade com igualdade. Isto exige a independência e neutralidade das instituições que fazem a lei. Esta neutralidade deve ser individual como corporativo para formar uma sociedade equilibrada.
Quando a lei é mal aplicada cria-se a injustiça na sociedade. A injustiça por sua vez vai causando danos morais como físicas dando nascimento as revoltas, prisões arbitrárias, manifestações, e novas formas da gestão política como exclusão social, divisões de classes, ditadura, corrupção mas também outras formas de comportamento nocivo como vandalismo, crimes, kazukuta, candonga, recalcitração, anarquia etc. O sofrimento físico imposto pela injustiça altera o comportamento moral do povo: alienação fanaticamente mental para a minoria e amargura para a maioria. Os que não tem coragem de reclamar publicamente vão recuar nos escondidos para chorar com dores. Estes choros podem transcender-se a forma de orações. O choro do povo vai afectando sempre o metabolismo operacional de líderes da nação.
Vejamos o nosso concreto: na realidade a nossa lei não é assim respeitada embora que haja toda a máquina repressiva para fazer cumpri-la. A lei não é respeitada primeiro porque aqueles que inventam as leis os fazem numa consciência corruptiva procurando beneficiar certas pessoas, indivíduos ou grupo determinado de elementos. A lei não é respeitada porque existe uma elite que ainda funciona fora da lei e em cima da lei. O nosso povo, que já entende certas coisas tem muita dificuldade de obedecer a lei porque tem uma visão sobre as intenções empreguem na promulgação desta lei. A nossa lei favorece ao estado enquanto o nosso estado já não é o povo mas um número limitado de homens que regozijam-se com o estatuto de intocáveis. Nela existem cláusulas da injustiça que prejudicam indiscretamente o povo.
Será os choros/oração do nosso povo abominável? Acredito pouco porque o nosso povo foi exposto e forçado a respeitar o que é corruptível. Esta lei preparada a funcionar parcialmente para uns e completamente aos outros não tem uma bênção divina já que não foi construída nas bases da verdade e justiça. Pelo contrário os convites do governo coloquem o povo numa posição sem escolha, onde o desrespeito já foi premeditadamente estabelecido. Até encontramo-nos numa posição onde o próprio governo é que desvia seus ouvidos a lei, por isso seus planos são muitas vezes abomináveis. O governo é uma instituição autoritariamente divina (originalidade) que nos deveríamos respeitar.
A lei na justiça faz com que o povo ouça e suporte o seu governo mas a injustiça vai distanciá-lo da sua liderança. Portanto sem a justa lei não pode haver remodelação da mentalidade e a boa mentalidade é a nossa grande ‘’quebra-cabeças’’ no continente.
Nkituavanga II
Setembro 2010/003
Diz-se que a lei existe para ser desrespeitada. Esta realidade não é objectiva a todos e não constitui uma lógica aos que têm sabedoria. A interpretação da lei nesta óptica tem encorajado muitos homens na posição de autoridade de formular leis com intenções injustas. No conteúdo da lei geralmente existe os direitos e deveres para cada componente da sociedade por isso a lei estimula os eficientes com reconhecimentos enquanto os malfeitores são punidos conforme o que esta lei estipula.
O homem só não respeita a lei inconscientemente, isto é através um intuito ou reacção estrangeira estimulada pelo egoísmo, selvagismo, ou falta de controlo. A desinformação ou falta de educação e a colecção de informações erradas podem ser causas de desrespeito a lei. Existem aqueles que ocupam posições tanto individuais com familiares ou pertencem a uma sociedade de elites, que funciona em cima da lei. Estes têm o monopólio e o controlo do poder e de todos os instrumentos jurídicos que manipulam a lei e as forças que protegem-na.
Prov 28:9
O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
No seio duma comunidade ou um grupo de pessoas que pretendem viver de forma organizada e disciplinada tendo um objectivo de desenvolvimento social, económico, político e cultural a obediência a lei é muito imperativo e decisivo. Neste, o estabelecimento da lei deve-se repousar nos alicerces da justiça valorizando todos os componentes da sociedade com igualdade. Isto exige a independência e neutralidade das instituições que fazem a lei. Esta neutralidade deve ser individual como corporativo para formar uma sociedade equilibrada.
Quando a lei é mal aplicada cria-se a injustiça na sociedade. A injustiça por sua vez vai causando danos morais como físicas dando nascimento as revoltas, prisões arbitrárias, manifestações, e novas formas da gestão política como exclusão social, divisões de classes, ditadura, corrupção mas também outras formas de comportamento nocivo como vandalismo, crimes, kazukuta, candonga, recalcitração, anarquia etc. O sofrimento físico imposto pela injustiça altera o comportamento moral do povo: alienação fanaticamente mental para a minoria e amargura para a maioria. Os que não tem coragem de reclamar publicamente vão recuar nos escondidos para chorar com dores. Estes choros podem transcender-se a forma de orações. O choro do povo vai afectando sempre o metabolismo operacional de líderes da nação.
Vejamos o nosso concreto: na realidade a nossa lei não é assim respeitada embora que haja toda a máquina repressiva para fazer cumpri-la. A lei não é respeitada primeiro porque aqueles que inventam as leis os fazem numa consciência corruptiva procurando beneficiar certas pessoas, indivíduos ou grupo determinado de elementos. A lei não é respeitada porque existe uma elite que ainda funciona fora da lei e em cima da lei. O nosso povo, que já entende certas coisas tem muita dificuldade de obedecer a lei porque tem uma visão sobre as intenções empreguem na promulgação desta lei. A nossa lei favorece ao estado enquanto o nosso estado já não é o povo mas um número limitado de homens que regozijam-se com o estatuto de intocáveis. Nela existem cláusulas da injustiça que prejudicam indiscretamente o povo.
Será os choros/oração do nosso povo abominável? Acredito pouco porque o nosso povo foi exposto e forçado a respeitar o que é corruptível. Esta lei preparada a funcionar parcialmente para uns e completamente aos outros não tem uma bênção divina já que não foi construída nas bases da verdade e justiça. Pelo contrário os convites do governo coloquem o povo numa posição sem escolha, onde o desrespeito já foi premeditadamente estabelecido. Até encontramo-nos numa posição onde o próprio governo é que desvia seus ouvidos a lei, por isso seus planos são muitas vezes abomináveis. O governo é uma instituição autoritariamente divina (originalidade) que nos deveríamos respeitar.
A lei na justiça faz com que o povo ouça e suporte o seu governo mas a injustiça vai distanciá-lo da sua liderança. Portanto sem a justa lei não pode haver remodelação da mentalidade e a boa mentalidade é a nossa grande ‘’quebra-cabeças’’ no continente.
Nkituavanga II
Setembro 2010/003
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
OS RIDICULOS MACAQUICES
Não sou um cientista para debater um ponto de visto bem arquitectado há séculos pelos famosos desta arte que o mundo aceitou, acreditou e que ao mesmo tempo foi-lhe incutido. Não sou fomentador de controversas para desafiar cegamente aquilo que os altos estudos tem aprovado. Que fazer? Vivemos numa democracia onde cada tem direito a palavra e espaço de declarar o que acha, mesmo se for errado aceita-se as divergências de ideias. Sendo homem com certas capacidades, revejo-me na posição de observar coisas que me rodeiam, mesmo sem querer pois não vivo numa gaiola isolada de tudo e em tudo. Ainda mais cresci no seio duma sociedade, onde os velhos mesmo limitados estudaram certos objectos, animais e grupos de homens usando métodos empíricos para compreender algo. Assim no meu Béu estudou-se por curiosidade as actividades de macacos.
Curiosamente entendo a minha escolha deste estudo mudo, que tanto mal como vá que não vai, foi transmitido duma geração a outra até hoje em dia. Quem talvez nunca teve oportunidade de descobrir meu povo lá no fundo da região norte de Angola saiba que no Béu dedica-se muito a agricultura, raramente a pesca que é uma actividade mais praticada pelas donas e a caça que se praticava semanalmente em colectividade ou individualmente dia por dia. Também gostaria de partilhar com a nossa juventude aquilo que por falta em Angola de um jardim zoológico, Quissama não oferece.
Na caça colectiva que chama-se makonde temos tido velhos com mais experiencia: que dominam a geografia cadastral das matas, com capacidade de ler os sinais do clima, o comportamento de animais mas também que tenham dominância sobre cães e sabedoria sobre a caça. Esses velhos são chamados de nganga mbwa que significaria deuses de cães ou sábios de cães mas propriamente mestres de cães. Como é sempre imperativo para qualquer caçador de compreender os hábitos de animais porque a caça é um jogo de ‘’esconder-achar’’ simplesmente com arma na mão.
O macaco sendo primata no mesmo grupo com o homem, não só apresenta muitas similaridades com este mas é também sujeito de debates incessantes e interessantes. Sou um daqueles que não consideram o homem de animal e não tão pouco que é produto duma evolução do macaco, embora que tenham células e funções iguais como mamíferos. O que encoraja-me debater este ponto de visto é porque vejamos como o dicionário explique: Primatas ou primates (subst. Masc. Plu) família de mamíferos que compreende o homem e os animais que mais semelhança tem com ele. Baseando-se nesta definição posso sugerir que os macacos não são os únicos animais que compreendem o homem portanto todos animais não são primatas. Ultimamente Paul, o polvo alemão adoptado na Inglaterra fez melhor que o homem/ciência na escolha das equipas vencedores nos jogos de futebol mundial na África do Sul. Felizmente hoje a ciência não argumenta-lo, porque os actuais macacos já não evolvem para homens. Agora talvez já se acredite que o polvo é mais inteligente que o homem-macaco, só porque é capaz de ganhar uma lotaria.
Recentemente um cão duma unidade policial na Inglaterra foi excluído dos serviços policiais porque foi provado que este operava com intenções raciais. Se a ciência pode provar que animais têm tendências ou inclinações raciais, porque já foi-se também provado a mesma em relação a um cavalo da polícia. Nestes, eu tenho perguntando-me ultimamente se não é possível que um dia haja também um cão ou um macaco tribalista em Angola. Esta pergunta é a inspiração da minha escolha aos macacos do Béu ou mesmo de Angola para que amanha alguém considere-me de tribalista/nacionalista.
Os macacos têm grupos laborais como grupos familiares. Macacos vivem em determinadas zonas e dividem-se territórios florestais. Existem vários ou diferentes tipos de primatas como gorilas, chimpanzés, orangutas, babuínos etc assim como há africanos, europeus, angolanos, brasileiros, bakongo, nganguelas, brancos, mulatos etc. Encontre-se macacos no Béu como no Cuilo ou Sakadika mas também em diferentes zonas de Angola como em Cabinda, Lundas, Moxico etc. e estes podem se distinguir conforme as zonas residências. Entendo que é muito mais fácil para um chimpanzé adoptar um outro chimpanzé de que adoptar um babuíno mas também não entendo como o homem nega autenticamente coabitar com seu conterrâneo, seu adversário político.
O comportamento do macaco atrai a curiosidade do homem visto a sua aproximação biológica ao homem mas também a sua adaptação em trabalho e organização. O macaco tem uma família própria que não consegue manter definitivamente como um homem normal porque suas relações familiares podem entre si mudar ou cessar. Assim a filha pode um dia ser mulher; o que aos homens seria incesto. O macaco não conhece incesto, poligamia, adultério ou seja casamento. Melhor que o homem, ainda não foi detectado aos macacos um comportamento homossexual ou de pedofilia.
Na comunidade de macacos há sempre um velho na liderança, tendo sabedoria e força de batalhar. Este tem a responsabilidade de proteger a família e a comunidade. Ele investigue os terrenos para encontrar novas residências onde abundam produtos alimentícios. Em casos de ataques ele organiza o grupo e procure maneiras para defender a comunidade. O macaco velho também tem a responsabilidade de encorajar o processo de procriação, por isso em muitos casos este velho aglomera dentro do grupo mais mulheres que outros, jogando o papel semelhante a um ditador. O experiente velho vai com o tempo perdendo suas capacidades tanto físicas como raciocinais. Uma vez neste estado, os imperativos da comunidade exigem uma mudança natural na direcção. Os nossos velhos aconselharam-nos sempre pondo acento no comportamento misterioso de um envelhecido macaco.
Um macaco velho apresenta sempre um comportamento cheio de intrigues. Primeiro, ele sente-se um pouco ultrapassado e começa a desenvolver dentro de si um procedimento invejoso. Ele olha sempre a rapaziada ou a juventude com olhos de desconfiança. Ele mete sempre em prática uma estratégia comunista da guerra fria, vendo aos jovens como possíveis sucessores no comando do governo da comunidade. Ele fica animado de ira contra estes jovens porque vê neles sucessores na hierarquia familiar, isto implica que ele será posto fora do jogo, perdendo assim toda influência perante as belas mulheres. Este comportamento vai causando transtornos na sua consciência que vai mudando suas acções. A sua mudança vai deixar escapar cargas de desespero ou de instabilidade, por isso vai preferindo intimidações contra os mais fracos.
Um macaco velho no processo de ultrapassagem inventa asneiras, armadilha outros com objectivo de ridiculizar-lhes ou de minimizar-lhes. Como o macaco é um ser irracional vai empregar estratégias obscuras, fazendo campanhas destrutivas contra os machos do grupo. Ele acusa constantemente e falsamente os outros mesmo em assuntos desnecessários. Como a velhice impede-lhe uma movimentação ajustada, então vai repousando com cansaço e vai ganhando peso. Com uma locomoção lenta, as suas técnicas de balançar-se entre diferentes árvores sofrem uma queda em qualidades. Uma vez nesta posição, perde também a capacidade de alimentar os mais pequenos com as melhores frutas da área. Geralmente para se defender continuamente contra este montante juventude, já que não será possível fazê-lo fisicamente vai promulgar decretos para limitar a capacidade observadora e analista desta. Quer dizer, aplica uma técnica para cegar o resto de machos e jovens, fofocando contra este ou aquele. Ele vai contando até aos jovens que esta mulher é sexualmente humedecida só para diminuir a curiosidade destes. Este vai acusando até de forma mais obtusa que este ou tal árvore não produz bons frutos, só para impedir os jovens recolher as frutas da árvore que desconseguiu trepar, e qual coloque a nu a sua incapacidade física.
Um velho macaco já não se lembra do tempo porque vive numa prolongada fantasia onde as agulhas do relógio estão sem alma. Ele projecta sempre o atrazmente no futuramente esquecendo a única verdade: que o homem nasce, cresce, produz e morre. Ele se auto-proclama Sese Seko (homem eternal) negando mesmo a cor (branca) dos seus cabelos dizendo que é fashion. Ele desafia a lógica do fatalismo social de que Mobutu já não vive, que Bongo já morreu, que a riqueza de Marcos ficou nos bancos suíços sem que a família recuperasse migas. Muitas vezes é sempre um pequeno incógnito (de ontem) que vai se concentrar uns dias numa mata da vizinhança que voltará decisivo e por fim ao reinado do velho teimoso macacão. O macaco velho nunca abandona seu posto mesmo cego, fique até que alguém tire-lhe o poder a força. Ele raramente foge mas prefere ser morto numa confrontação física.
O que mais fascina-me nestas lições ou comportamento de macacos velhos, é como um irracional torna-se cego pelo sabor do poder e como pela teimosia do poder aceita de morrer quando tem possibilidade de retirar-se livremente num terreno para viver em paz os últimos dias da vida. O que me cativa é a nova capacidade irracional que se empregue para diabolizar até alheios sem portanto realizar está-se ridiculizando perante criançolas e mulheres.
‘’Quando o velho macaco desconsegue recolher uma fruta, fofoca aos demais que as frutas desta arvore são amargas’’ diz um provérbio bantu.
Nkituavanga II
Setembro 2010/002
Curiosamente entendo a minha escolha deste estudo mudo, que tanto mal como vá que não vai, foi transmitido duma geração a outra até hoje em dia. Quem talvez nunca teve oportunidade de descobrir meu povo lá no fundo da região norte de Angola saiba que no Béu dedica-se muito a agricultura, raramente a pesca que é uma actividade mais praticada pelas donas e a caça que se praticava semanalmente em colectividade ou individualmente dia por dia. Também gostaria de partilhar com a nossa juventude aquilo que por falta em Angola de um jardim zoológico, Quissama não oferece.
Na caça colectiva que chama-se makonde temos tido velhos com mais experiencia: que dominam a geografia cadastral das matas, com capacidade de ler os sinais do clima, o comportamento de animais mas também que tenham dominância sobre cães e sabedoria sobre a caça. Esses velhos são chamados de nganga mbwa que significaria deuses de cães ou sábios de cães mas propriamente mestres de cães. Como é sempre imperativo para qualquer caçador de compreender os hábitos de animais porque a caça é um jogo de ‘’esconder-achar’’ simplesmente com arma na mão.
O macaco sendo primata no mesmo grupo com o homem, não só apresenta muitas similaridades com este mas é também sujeito de debates incessantes e interessantes. Sou um daqueles que não consideram o homem de animal e não tão pouco que é produto duma evolução do macaco, embora que tenham células e funções iguais como mamíferos. O que encoraja-me debater este ponto de visto é porque vejamos como o dicionário explique: Primatas ou primates (subst. Masc. Plu) família de mamíferos que compreende o homem e os animais que mais semelhança tem com ele. Baseando-se nesta definição posso sugerir que os macacos não são os únicos animais que compreendem o homem portanto todos animais não são primatas. Ultimamente Paul, o polvo alemão adoptado na Inglaterra fez melhor que o homem/ciência na escolha das equipas vencedores nos jogos de futebol mundial na África do Sul. Felizmente hoje a ciência não argumenta-lo, porque os actuais macacos já não evolvem para homens. Agora talvez já se acredite que o polvo é mais inteligente que o homem-macaco, só porque é capaz de ganhar uma lotaria.
Recentemente um cão duma unidade policial na Inglaterra foi excluído dos serviços policiais porque foi provado que este operava com intenções raciais. Se a ciência pode provar que animais têm tendências ou inclinações raciais, porque já foi-se também provado a mesma em relação a um cavalo da polícia. Nestes, eu tenho perguntando-me ultimamente se não é possível que um dia haja também um cão ou um macaco tribalista em Angola. Esta pergunta é a inspiração da minha escolha aos macacos do Béu ou mesmo de Angola para que amanha alguém considere-me de tribalista/nacionalista.
Os macacos têm grupos laborais como grupos familiares. Macacos vivem em determinadas zonas e dividem-se territórios florestais. Existem vários ou diferentes tipos de primatas como gorilas, chimpanzés, orangutas, babuínos etc assim como há africanos, europeus, angolanos, brasileiros, bakongo, nganguelas, brancos, mulatos etc. Encontre-se macacos no Béu como no Cuilo ou Sakadika mas também em diferentes zonas de Angola como em Cabinda, Lundas, Moxico etc. e estes podem se distinguir conforme as zonas residências. Entendo que é muito mais fácil para um chimpanzé adoptar um outro chimpanzé de que adoptar um babuíno mas também não entendo como o homem nega autenticamente coabitar com seu conterrâneo, seu adversário político.
O comportamento do macaco atrai a curiosidade do homem visto a sua aproximação biológica ao homem mas também a sua adaptação em trabalho e organização. O macaco tem uma família própria que não consegue manter definitivamente como um homem normal porque suas relações familiares podem entre si mudar ou cessar. Assim a filha pode um dia ser mulher; o que aos homens seria incesto. O macaco não conhece incesto, poligamia, adultério ou seja casamento. Melhor que o homem, ainda não foi detectado aos macacos um comportamento homossexual ou de pedofilia.
Na comunidade de macacos há sempre um velho na liderança, tendo sabedoria e força de batalhar. Este tem a responsabilidade de proteger a família e a comunidade. Ele investigue os terrenos para encontrar novas residências onde abundam produtos alimentícios. Em casos de ataques ele organiza o grupo e procure maneiras para defender a comunidade. O macaco velho também tem a responsabilidade de encorajar o processo de procriação, por isso em muitos casos este velho aglomera dentro do grupo mais mulheres que outros, jogando o papel semelhante a um ditador. O experiente velho vai com o tempo perdendo suas capacidades tanto físicas como raciocinais. Uma vez neste estado, os imperativos da comunidade exigem uma mudança natural na direcção. Os nossos velhos aconselharam-nos sempre pondo acento no comportamento misterioso de um envelhecido macaco.
Um macaco velho apresenta sempre um comportamento cheio de intrigues. Primeiro, ele sente-se um pouco ultrapassado e começa a desenvolver dentro de si um procedimento invejoso. Ele olha sempre a rapaziada ou a juventude com olhos de desconfiança. Ele mete sempre em prática uma estratégia comunista da guerra fria, vendo aos jovens como possíveis sucessores no comando do governo da comunidade. Ele fica animado de ira contra estes jovens porque vê neles sucessores na hierarquia familiar, isto implica que ele será posto fora do jogo, perdendo assim toda influência perante as belas mulheres. Este comportamento vai causando transtornos na sua consciência que vai mudando suas acções. A sua mudança vai deixar escapar cargas de desespero ou de instabilidade, por isso vai preferindo intimidações contra os mais fracos.
Um macaco velho no processo de ultrapassagem inventa asneiras, armadilha outros com objectivo de ridiculizar-lhes ou de minimizar-lhes. Como o macaco é um ser irracional vai empregar estratégias obscuras, fazendo campanhas destrutivas contra os machos do grupo. Ele acusa constantemente e falsamente os outros mesmo em assuntos desnecessários. Como a velhice impede-lhe uma movimentação ajustada, então vai repousando com cansaço e vai ganhando peso. Com uma locomoção lenta, as suas técnicas de balançar-se entre diferentes árvores sofrem uma queda em qualidades. Uma vez nesta posição, perde também a capacidade de alimentar os mais pequenos com as melhores frutas da área. Geralmente para se defender continuamente contra este montante juventude, já que não será possível fazê-lo fisicamente vai promulgar decretos para limitar a capacidade observadora e analista desta. Quer dizer, aplica uma técnica para cegar o resto de machos e jovens, fofocando contra este ou aquele. Ele vai contando até aos jovens que esta mulher é sexualmente humedecida só para diminuir a curiosidade destes. Este vai acusando até de forma mais obtusa que este ou tal árvore não produz bons frutos, só para impedir os jovens recolher as frutas da árvore que desconseguiu trepar, e qual coloque a nu a sua incapacidade física.
Um velho macaco já não se lembra do tempo porque vive numa prolongada fantasia onde as agulhas do relógio estão sem alma. Ele projecta sempre o atrazmente no futuramente esquecendo a única verdade: que o homem nasce, cresce, produz e morre. Ele se auto-proclama Sese Seko (homem eternal) negando mesmo a cor (branca) dos seus cabelos dizendo que é fashion. Ele desafia a lógica do fatalismo social de que Mobutu já não vive, que Bongo já morreu, que a riqueza de Marcos ficou nos bancos suíços sem que a família recuperasse migas. Muitas vezes é sempre um pequeno incógnito (de ontem) que vai se concentrar uns dias numa mata da vizinhança que voltará decisivo e por fim ao reinado do velho teimoso macacão. O macaco velho nunca abandona seu posto mesmo cego, fique até que alguém tire-lhe o poder a força. Ele raramente foge mas prefere ser morto numa confrontação física.
O que mais fascina-me nestas lições ou comportamento de macacos velhos, é como um irracional torna-se cego pelo sabor do poder e como pela teimosia do poder aceita de morrer quando tem possibilidade de retirar-se livremente num terreno para viver em paz os últimos dias da vida. O que me cativa é a nova capacidade irracional que se empregue para diabolizar até alheios sem portanto realizar está-se ridiculizando perante criançolas e mulheres.
‘’Quando o velho macaco desconsegue recolher uma fruta, fofoca aos demais que as frutas desta arvore são amargas’’ diz um provérbio bantu.
Nkituavanga II
Setembro 2010/002
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