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segunda-feira, 28 de março de 2011

O REMEDIO CONTRA A DITADURA


Uma democracia bem aplicada é um mecanismo muito importante pois é a via que permite o desenvolvimento moral de cada indivíduo, este desenvolvimento é simplesmente uma consciencialização crescente, é uma forma moderada no patriotismo. Essas liberdades democráticas oferecem-nos a possibilidade de poder abertamente comunicar com diferentes líderes nas formas sugestivas, criticas, encorajamento sem que sejamos ameaçados pelas forças da segurança nacional, uma vez limitamo-nos na base do respeito aqueles que merecem-lho. Eu gosto de opinar uma vez sinto que os meus conhecimentos podem contribuir positivamente a vida daqueles que gostam de discussões vazias, daqueles que carecem de verdadeiras informações mas também aproveito sempre o conhecimento daqueles que algo positivo podem oferecer. Muitas vezes, como nas semanas passadas, assistimos a uma serie de debates que colocou-me na posição dos silenciosos, porque não tinha a certeza das minhas conclusões embora que eu tinha várias perguntas….

A conversa da actualidade está mais virada a África onde o vento das manifestações vai instalando-se numa corrente que vai arrancar ditadores no poder, começando por Tunísia. Eu prevejo que esta actual geração de ditadores é a penúltima no mundo.

Temos realmente um ditador?

Quando fito a imagem do meu Presidente, fico pasmado pois já não vejo um homem muito calmo, silencioso e muito calculista. Talvez situo-me no canto dos ultrapassados porque vivemos numas circunferências onde a informação deve ser primeiramente mastigada pelos órgãos do partido que tem potência de tudo filtrar antes que seja divulgada pelos órgãos estatais da comunicação social. O próprio personagem do nosso PR é muito místico porque vive numa vultuosa concha que não permite mesmo a fuga de um fio do ar, guardando assim toda a experiencia que acumulou só para si. Este homem poderá deixar atrás uma fortuna talvez líquida mas enquanto socio-histórica, será com tantas dúvidas. Parece o tipo de homens que tudo carregam nos seus sepulcros! mesmo a herança aos filhos vai tornando-se subjectiva! Bem, isto é uma responsabilidade aos profissionais das polémicas.

A capacidade de ver, observar e analisar não tem nada a ver com as preferências partidárias de cada indivíduo, senão da própria vontade e escolha conforme as analises ou decisões calculistas ou premeditadas de cada ser humano. Contudo a verdade não conhece cores e é muitas vezes fora do controlo manipulativo do homem. Assim a ideologia só pode fazer o homem desde que este permite-la de convencer-lhe, dando-a um espaço no seu cérebro. Não é de esquecer que qualquer que seja o tipo da filosofia ideológica, o espaço do tempo filosófico também pode alterar muitas coisas mudando a realidade autêntica numa faixa histórica anteriormente rejeitada, oferecendo-lha todas as características da veracidade. Não é esta lógica que fez do Gadaffi um bom homem e líder de ontem perante europeus para ser hoje um ditador sanguinário? Isto ainda vai acontecer com muitos dirigentes africanos, mas também aos melhores partidos de ontem. Nesta lógica, vejo o nosso MPLA cair nas profundidades de um saco escuro. Há grande pânico nas casas de ditadores!

Ainda há muito para aprender e a actual retirada das águas que abala o globo vai revelar profundos segredos. A discussão não se localize em quem é ou não ditador mas como definir um ditador. Isto vai-se aplicar aos homens mas também aos partidos ou organizações. Debater hoje se o nosso PR é ditador ou não é uma discussão vazia, sem bases, caduca e ultrapassada. Um ditador não só existe nas sociedades capitalistas como pensem alguns homólogos a este debate invitaminoso. Qualquer sociedade existente; seja ela capitalista, marxista ou mesmo socialista democrática como pretende basculhar-se hoje para justificar perante o povo que serão sempre os melhores de Angola e que fora do sistema não há outros melhores. Então a noção de insubstituível também é caduca, irracional e irreal em termo de management das estruturas. Queira como não eu sempre acredito que o homem foi criado e sou daqueles que energicamente rejeitam a teoria da evolução de Darwin. Digo isso porque vejo cada homem com capacidades e qualidades incríveis para oferecer algo positivo a sua sociedade. Portanto foi negado ao homem angolano pelo sistema as possibilidades de provar de que é capaz de produzir, já que a governação foi especializada na aplicação duma política de exclusão social do angolano no seu próprio território em preferência aos estrangeiros. O homem politico desprezou as estruturas nacionais em detrimento as comissões.

Permita-me emprestar uma lógica do cristianismo que comprova que: a qualidade do homem não garante-lhe o reino de Deus mas a sua relação com seu Criador é que determina o acesso ao reino. Assim as qualidades do dirigente/presidente não defendem-lhe perante manifestações mas a sua relação com o povo é que determina. Há líderes que são bons de natureza mas o que fizeram para o seu povo? Não são as mesmas qualidades que usaram para usurpar as economias? Para investir e acumular fortunas no estrangeiro?

Já não tenho forças de discutir vagamente, já não tenho tempo de convencer, já não tenho milagres para os cegos mas quem não vê que a Rússia já não é a URSS? Quem não sabe que lá houve golpe do estado? (de Gorbatchov ao Yeltzin) mesmo o pobre cubano tem hoje direito a um mobile (móvel). Acorda angolano!

Mais de trinta (30) anos no poder não é ditadura? E ditadura proletarizada? jogo de palavras!!! E porque esta atrapalhação politica? A própria fisionomia do partido prova a falta da tranquilidade nas fileiras dos camaradas. Nesta altura as lutas entre os três partidos não tem as mesmas formas nem objectivos. Presentemente não acredito que a atmosfera política é mais calma no M… em relação aos protagonistas da oposição. A própria linguagem já não tem a mesma tonalidade onde as vozes ecoam com certas perplexidades. As enunciadas de actualmente são mais irrelevantes, por isso intenciona-se ameaçar com tanta ferocidade. Quem ri o ultimo…. (alguém complete esta frase por favor!). Acabou a dança da turma dos ratos porque o gato continental (consciência dos povos) já não está ausente.

Há coisas que podem-se reparar mas o tempo não se repara! E eu acredito pouco (não quero dizer que não acredito) que quem passou toda a sua vida a destruir pode um dia bem reconstruir. Mesmo se fosse um socialista democrático não pode recuperar as ruínas de mais de 30 anos em alguns dias (como carcamanos tem hoje dias contados). Desculpe mas os nossos pastores sabem como os israelitas não deram ao Cristo a oportunidade de reconstruir o templo que levou anos de construção para reconstrução em três dias (parábola que falava do seu corpo). Espero que o africano/angolano também não vai porque dê-se a política o que é da política! Ai está! evita-se a ditadura desde o primeiro dia da ascendência ao poder e não nas últimas horas.

Todos nos sabemos que o inicio para a cura de um doente começa pelo reconhecimento do seu estado. Isto é quando aceitamos que realmente alguma coisa está errada na nossa vida, só assim teremos a coragem de visitar um posto de saúde. A cura contra a enfermidade da ditadura reside então nas mãos do povo. Só reconhecendo o seu estatuto publicamente que um ditador pode activar o processo da sua liberdade. Este processo/medicamento consiste em pedir perdão a este povo, que há longos anos foi sujeito e exposto a um tratamento negativo. Depois de obter (como não) este perdão do povo é que se inicia o processo de afastamento definitivo ao poder e política, sem porem jogar a carta da hipocrisia, que se chama a substituição: deixar o poder aos herdeiros do círculo da influência. Um ditador teve sempre a faca e o queijo na sua mão mas a viragem histórica do momento está devolvendo tanto a faca como o queijo nas mãos do povo que produz o queijo e que fabrica a faca. Foi este processo que salvou Matthieu Kerekou do Benino mas no mundo de hoje já não temos ditadores emancipados ou civilizados.

A salvação da vida não se obtém com vaidade, pois a humildade precede o perdão/sucesso!


Nkituavanga II

sexta-feira, 11 de março de 2011

BEU EM LUTO


Mais uma vez, desde a capital angolana (Luanda), a morte infiltrou a demografia do Béu para roubar o nosso querido e imortal irmão, filho António Quiala. Não consigo reencontrar-me com o meu poder e liberdade da expressão para transmitir esta infelicidade que derrubou a paz da consciência daquele que neste espaço comunal deixou logo ao seu nascimento o cordão umbilical.

O ilustre professor António Quiala, embora assim conhecido e chamado devido a sua profissão, era na realidade Doutor psicólogo. Ainda jovem António Quiala começou a leccionar desde o tempo colonial. Ele foi entre os primeiros jovens da comuna de Béu que deslocaram-se para a cidade de Uíge (Carmona na altura) e Luanda para enfrentar a dura vida estudantil, aturando toda a política da exclusão social.

Ele tinha investido parte da sua vida para a melhorarão da vida não só de Béu mas também do Kuilo Futa como Sacadika. A. Quiala sempre liderou com exemplos e foi grande motivador a juventude a procura de meios e vias para consolidação de uma vida profissionalmente boa. Ele foi um incansável educador e eu tenho orgulho de dizer que sou produto da sua refinaria. O professor Quiala foi um dos meus melhores professores de português, enquanto cooperava com o Jorge Dukulo para formar uma equipa de educadores para ajudar a juventude. Ainda me lembro uma altura que fiquei misteriosamente adoecido. O meu professor Quiala deslocou-se de Mbanza Béu para ter um bate-papo com os meus tutores, isto prova o seu amor para com seus estudantes.

Antonio Quiala foi uma grande figura na comuna do Béu e em todo o município de Maquela do Zombo, pois fazia parte dos poucos quadros angolanos formados pelo colono. Foi o António Quiala que organizou a administração da comuna do Béu, na qualidade de comissário voluntario, liderando uma equipa de jovens que dirigiu esta comuna entre 1976-77 depois do retiro da FNLA. Ele organizou a primeira equipa de jovens voluntários na ODP. Ele liderou um grupo de jovens que trabalhou no sentido de recuperar o mínimo daquilo que foi pilhado na comuna depois do abandono da FNLA. Também foi com os esforços do Professor António Quiala, que tudo fizera para que o primeiro contingente de FAPLAs chegue as comunas da Terra santa do norte de Angola (Béu, Kuilo e Sacadika); já que lá tinha a presença de nenhum governo. Foi também com riscos que António Quiala protegeu e salvou a vida do Francisco; o único branco que no Béu vivia, cujo alguns militares da FNLA queriam sem razão eliminar.

Vê… como António Quiala é e ficará para todos os filhos de Béu um herói comunal; já que não se sabe os critérios para um herói nacional. António Quiala merece indiscutivelmente um monumento na comuna do Béu. O falecido deixa atrás uma família mas também quase toda a comuna. O professor Quiala foi irmão menor do Revendo Pastor Mabanza Daniel da UEBA e do Dr. Simão Quiala da cruz vermelha.

Tal como Cristo chorou por Lazaro, tal que chorei para este homem que marcou todo o Béu. Ilustre! Que a sua alma repousa em paz ao lado dos seus antepassados.


Nkituavanga II

quarta-feira, 9 de março de 2011

A (IN)CONSCIENCIA DE UM DITADOR


Como sabeis que as moscas se concentram onde há algo cheiroso ou simplesmente apodrecido. Assim nestes últimos tempos a visão da humanidade está mais meditabunda onde há turbulência política. Este clima da zona mediterrânica e do meio oriente é tão atractivo que até analfabetos tem uma curiosidade que transmite a mesma mensagem das moscas; porque algo está apodrecendo. Aqui não há escolha, pois tanto os metafísicos como ateus, acreditem que chegou o tempo das mudanças. Portanto esta mudança tão esperada vem surgindo e exigindo aos desesperados um tremendo preço colorido com o sangue dos sem vozes. Aié, o preço da liberdade é só pago a quem quiser a liberdade.

Liberdade, opressão, ditadura, manifestação, fuga, democracia, guerra e tantas outras palavras derivadas destas, são notórias palavras que enriquecem os dicionários da filosofia, da religião e da política. Essas palavras não são do uso familiar ou do dia-a-dia mas estão em vogue nesta temporada. Mesmo os apolíticos falam deste clima político que abala o continente africano. Esta enfermidade política não só afectou o Egipto, a Tunísia e Líbia mas não deixa em paz os povos oprimidos que continuamente vão orando e esperando a chegada destes ventos. Infelizmente muitos dirigentes e suas cúpulas continuam vivendo com palpitações uma vez não têm consciência tranquila, devidas suas formas e maneiras (estratégias) de dirigir as nações. Há pânico no continente negro onde tem prevalecido quase em cada território o totalitarismo.

Na realidade tivemos homens com rostos de monstros a dirigir-nos neste continente. Uns, ainda ontem eram fieis amigos do ocidente e do mundo desenvolvido mas (in)felizmente são hoje classificados, pelos mesmos, como grandes ditadores. Outros por razões desconhecidas fizeram-se inimigos dos seus povos, que negaram olhar mas procurem hoje como aproximar-se destes. Dali alguns procurem com antecipação e estrategicamente melhorar as condições destes povos, que sempre consideravam de lixo social ou restos da humanidade. Há tranquilidade em quase nenhum país subsahariano, embora que muitos procurem formas de dissimulação mas o pânico não é subentendido. Observar estes países e como se observasse um bêbado. Um homem bêbado quando apresenta-se diante de alguém procure, com toda a sua energia, caminhar direito, pensa e convence-se que está andando direitinho, enquanto quem o observa vê como o serpenteado bêbado anda torta-direita. A chegada desta democracia é uma bola cheia que não se pode manter no fundo das águas. Ela não pode ser desviada, nem travada e não há ciência ou teoremas em uso para manipula-la.

Não há engano porque o povo sabe bem diferenciar entre o good and bad leader como entre a clareza e obscuridade. A consciência de cada homem ajuda-lhe a uma auto-classificação, assim um ditador sabe bem a sua posição, antes que seja apontado pelo povo. Há elementos que foram eleitos, digitados, auto-proclamaram-se ou mesmo golpearam outros e ficaram no poder, no topo da nação. Uns são presidentes, outros reis a dirigir repúblicas ou reinos mas que finalmente optaram uma forma de dirigir a braço de ferro, que não deixe espaço de respiração ao seu povo impondo uma pressão que vai sufoca-lo em qualquer parte do território nacional e em qualquer esfera da vida social e profissional. Na verdade um ditador é a verdadeira incarnação do diabolos na terra pois vive e dirige sem consciência. Um ditador é aquele ‘’chefe’’ que manda tendo um poder ilimitado, em cima da lei. Ele é realmente um tirânico que não considera as instituições já que o seu poder absoluto dê-lhe o direito de fazer e desfazer quando e como quiser e achar.

Em África, um ditador nunca tem consciência própria. Ele não é maluco nem drogado embora actua como fosse. Um líder africano é muitas vezes teleguiado pelo mundo desenvolvido, pela mulher ou mesmo pela kimbanda mas a sua grande preocupação reside na acumulação de tudo: fortuna, poder, fama, mulheres (omito maridos porque até aqui só tivemos uma mulher no poder na Libéria), propriedades e volumosas contas bancárias no estrangeiro como sempre.

Na acumulação de poderes, um ditador coloca-se sempre em cima da lei e das instituições. Ele procura fazer cumprir e respeitar a lei enquanto ele, a sua família e o seu círculo nunca respeitam a mesma lei. Em todos os regimes ditatoriais no continente verifica-se sempre a dominância da corrupção. Esta corrupção encontre a sua seiva desde o tronco principal, que é o palácio presidencial. Um tirânico não hesite matar. Esta é a dinâmica em uso para acabar com toda a oposição. O pior de tudo é que nenhum ditador acredite que haja no seu país outro elemento, independentemente dos seus filhos, capaz de dirigir como ele. Por isso pensam todos eternizar-se no poder em qualquer preço. O louco de Mobutu mesmo doente não quis deixar o poder. Gadaffi é hoje capaz de matar toda a população só para se manter no poder. Chaucescu tinha fugido mas preferiu voltar a pátria para continuar no poder antes que seja visitado pelas balas mortais.

Um autoritário tem uma (in)consciencia que estimula-lhe não só dominar a politica mas também a economia. Ele procure ter os mais luxuosos carros e apartamentos tanto no país como no exterior. Ele sempre confunde o seu próprio bolso ao bolso do estado. Até porque considera o país como a sua própria propriedade privadíssima. O país é para ele uma herança como bolo que pode distribuir com seus incalculáveis filhos, oriundo duma autêntica poligamia. A acumulação de toda a riqueza nacional torna-lhe cego que perde confiança aos bancos nacionais preferindo salvaguardar estupidamente sua fortuna além fronteira; no continente dos colonizadores. Um ditador condena sempre a sua própria população a miséria, preferindo investir todo o dinheiro no exterior. Isto é prova que nunca tem consciência pois logo a sua ascendência perde logo o cérebro. A riqueza que Ben Ali deixou na sua casa demonstra a insanidade de um ditador. Como explicar alguém possuir mais de 60 bilhões como Mubarack surpreendeu a humanidade?

Não só um ditador sabe colocar seu povo no inferno da miséria e sofrimento mas como egocêntrico torna-se monstruoso agente de mal porque sabe eliminar perfeitamente toda a elite intelectual do país. Todo ditador africano acredita ser duro nas suas tomadas de decisões e tem a melhor arte de mentir seus companheiros do partido/estado mas perante os europeus assina sem verificar! Um ditador africano nunca tem emoções ou sentimentos, por isso mata sistematicamente sem crepúsculo. O homem informado ou com o mínimo de conhecimento é sempre o pior inimigo de um ditador mas as estruturas organizativas e infrastruturas são seus indesejáveis amigos no território.

Qualquer ditador é destrutor. Qualquer ditador é sanguinário. Todo ditador africano é polígamo. Qualquer ditador é ladrão mas nenhum ditador é patriótico e nunca pode ser nacionalista porque sofre da cegueira. Todo o ditador tem um fim de poder muito dramático, deixa cicatrizes na geografia histórica da nação, onde vai ocupando um espaço vazio. A consciência de um ditador é sempre nula pois possui um cérebro regulado e estimulado pelas formigas. Muitos de ditadores fazem parte de ceitas obscuras e misteriosas, uns são cangonheiros e outros drogados. Como sempre, um ditador nunca é amigo do povo, que nunca defende. Os herdeiros de um ditador são sempre visitados pela miséria e tormentos. A experiencia indica que a actual geração de ditadores é a penúltima no mundo por isso é possível de dizer ‘’hasta la vista’’ este ano aos tiranos de África. Um ditador nunca vive bem no asilo. O defunto de um ditador africano nunca é honrado.

A questão não é quem será o próximo mas quem poderá resistir? pois alguns serão eliminados pelos espaventos.


Nkituavanga II



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A DRAMATICA E DESASTROSA LICAO DA LIBIA


A Jamahiriya socialista da Líbia com uma superfície de 1 760 000 km² é maior que Angola (contra 1 247 000) mas tem uma população com uma densidade de 3,5 hab/km². Isto representa quase o terço da nossa população. A Líbia é a maior produtora de petróleo no continente africano com uma produção de 300 000 barris por dia, cujo rendimento tem servido para o financiamento da promoção de Islão e banga para a família presidencial; isto o fashion show do arrogante Ghadaffi na Itália bem prova.

A dramática forma que facilitou ao coronel Muammar Ghadaffi a ascendência ao poder derrubando a monarquia num sagrante golpe militar em 1969 deu origem a uma revolução verde que foi-se angariando poderes a volta de um regime ditatorial e cleptocrático. Em 42 anos no poder, Ghadaffi só conseguiu travar muitos avanços sugeridos ou planejados para o continente em detrimento do avanço da religião islâmica que procurou a todo o custo implantar no continente. Este ajudou na instalação e financiou a construção de um mosque em Angola. Ghadaffi investiu muita riqueza na guerra religiosa no Sudão e Somália como tinha anexado no seu território uma parte chadiana. Ele foi um dos opositores a criação da Liga dos Estados de África Negra (LINA). Porém não vai-se negar que foi um dos activistas na criação da União Africana embora com a mesma intenção da expansão da religião islâmica.

Os últimos acontecimentos da dramatologia líbia têm tendência de culminar-se com um massacre económico e assiste-se já a um genocídio populacional. O coronel Ghadaffi vai desafiando a realidade e está determinado a morrer como mártir, levando ao mundo dos mortos seus filhos, que sempre teve por aliados político-militares, tudo igualmente como H. Saddam. A avalanche já partiu e não se pode travar!

A grande lição

Actualmente é difícil comparar a situação da Líbia com Angola, uma vez as similaridades são poucas. O que se passa presentemente na Líbia se difere totalmente daquilo que acontecera na Tunísia como no Egipto. A posição geográfica da Líbia não permitia evitar o vento destas manifestações, uma vez situada entre Egipto e Tunísia por enquanto Angola está longe deste espaço e tem uma população fatigada com guerras/sangue. Portanto pode-se também concluir que o surgimento deste movimento não tem nenhuma particularidade ou especificação em relação a este país ou aquela nação. Acredita-se que é um fenómeno do tempo porque chegou o tempo de mudanças e alteranças, já que o homem tem sofrido ao longo de séculos. Ninguém pode hoje explicar a origem dos ventos que sopram desde oceanos mas sente-se e vê-se as suas consequências e nelas o africano está postulando.

A única realidade em consideração é que o continente africano necessita mudanças e chegou o tempo para o africano dizer basta a miséria e sofrimento impostos pelos homens egoístas, dirigentes brutos, cobardes, ditadores, bandidos, gatunos, genocidários, assassinos, ameaçadores, esbanjadores e com gula de poder. Chegou o tempo dos sem vozes!

Logo que capturou o poder, Ghadaffi preparou-se para eliminar qualquer possibilidade para um golpe de estado. Ele investiu milhões para preparar regimentos para a protecção presidencial. Ele favoreceu a sua tribo com boas condições sociais mas negligenciou o resto do exército regular, como todo o resto de ditadores tem feitos. Eis a razão hoje que só a sua guarda pode suportar-lhe e a sua tribo continua alinhar-se com o regime. Este ponto prova com uma certa lógica a grande questão tão debatida de Makuta Nkondo. Ghadaffi tentou em vão na última hora encontra um terreno de asilo mas mesmo seus fiéis amigos como Hugo Chavez e Belursconi foram obrigados negar-lhe este direito. O máximo líder da Líbia viu-se isolado de todos e decidiu defender-se até o ultimo suspiro da sua vida. O homem foi sempre arrogante e o excesso da riqueza endoideceu-lhe por isso pensa colocar-se na posição de mestre dando lição ao seu povo e ao ocidente. Ele continua seguir cegamente o poder e disposto a eternizar-se na cadeira presidencial mesmo morto. Também tinha esquecido que nos tumultos, os comunistas russos não ajudam.

A Líbia foi sempre isolada do resto do mundo porque Ghadaffi não permitia a presença da média internacional no seu território. Os órgãos de comunicação social eram uma propriedade privada do ditador que operava como instituição de controlo. A internet e outros meios de comunicação que foram utilizadas para a mobilização desta revolução foram na Líbia suprimidas. Verificava-se que seria impossível manifestar-se hoje sem a massiva presença da média internacional e Ghadaffi impedira a penetração desta no seu solo. Portanto a voz e os gritos do povo da Líbia transbordou as ondas marítimas.

Outra coisa que Ghadaffi pensou anular foi a possibilidade de qualquer eventual manifestação na capital Tripoli, mas foi bem surpreendido uma vez a revolução partiu das províncias. Ele ficou traumatizado pelas reclamações da população e tentou refugiar-se numa toca dando espaço político ao seu filho, Saif Al-Islam Ghadaffi para calmar os manifestantes. Saif que apresentava-se com moderado e reformista tenta jogar a ultima carta mas se perdeu num discurso ameaçador e intimidativo contra a população, igualmente como de Dino Matros. O discurso do nosso Matros deixa transparente o antecipado pânico do MPLA, de dirigentes angolanos e de famílias do círculo da influência. Este apelo não vai repulsar as demonstrações, mas, é um agradável convite as manifestações! O discurso de Saif que precedeu o endiabrado discurso do ditador e arrogante Ghadaffi viria completar-se por acções barbáricas, onde o mundo inteiro assiste ao bombardeamento do povo indefeso pelas forças armadas com artilharia pesada, tanques, blindados e aviões.

Muammar G que em 42 anos no poder trabalhou negativamente está agora recolhendo os frutos das suas obras monstruosas mas procure culpabilizar a América de Obama até Osama Bin Laden. De forma que ordenou no passado a sabotagem do avião de Lockerbie matando mais de 300 britânicos e outros, está ordenando a carnificina das suas populações sem remorsos. O coronel não quer morrer sozinho mas quer primeiramente danificar e destruir completamente toda a economia para deixar atrás um povo numa ruína sem hipótese de vida. Este drogado está disposto a morrer como um sujo kamikaze maluco.

Ghadaffi não foi só negado, rejeitado e abandonado pelo povo que oprimiu durante longos anos mas batalhões militares aliaram-se ao povo. Pilotos desobedeceram ordens de bombardear as populações. Diplomatas que o representaram fielmente abandonaram o barco em naufrágio e levantaram vozes apelando contra as atrocidades de uma desesperada família e desequilibrado presidente.

O comportamento de Ghadaffi demonstra hoje a qualidade de homens que dirigem-nos em África. Esses homens não só vem para dirigir-nos com ferro e fogo mas são dispostos de massacrar quando entender e como quiserem. Eis a razão que nunca conseguiram diferenciar seus bolsos privados ao do estado. Hoje o mundo que ficou silencioso aos massacres económicos perpetuados pelos dirigentes que foram-nos impostos aceita que fomos liderados por maníacos; homens com corações de ferro que nunca pressentiram feelings.
  
Uma coisa é certa, Angola ainda tem influências no exterior e consegue comprar o silêncio do mundo capitalista para presenciar a um divertimento muito horrível na praça da independência. Isto a governação angolana tem coragem de oferecer ao mundo, mas o angolano tem surpresas como o africano tem determinação. Então tudo é possível…

Who will be the next? The time will tell.



Nkituavanga II

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O CACHORRO DO VELHO


Ainda não terminei a minha frase prognóstica sobre os acontecimentos que se desenvolve neste ano na casa do meu vizinho, quando de repente as concretizações vão dando aparências numa velocidade surpreendente que exigem uma reflexão e analises daquilo que o tempo reserva para mim ou na nossa casa. A verdade é que não sou humano mas sim um simples canino que foi comprado por simples razões e para simples objectivos. O tumulto que vejo, assisto e vivo hoje não é em consonância aquilo que foi preconizado pelos donos que foram forçados pelos ventos das forças misteriosas que carreguem tudo no seu perfilo negando qualquer hipótese aos patrões de confrontá-los ou mesmo de resistir contra suas pressões.

Na realidade sou um simples cachorro que foi ontem adquirido, quando afligidas pelas tautologias que as ocorrências sociais dos dia-a-dia as filhas menores solicitaram ao velho, meu dono, que é o pai chefe da família e dono da casa onde vivo, respondendo assim ao pedido da moçada. Fui então nesta altura comprado para servir de brinquedo as filhas do meu dono. Foi autenticamente neste contexto que fui instalado nesta família como objecto, de ser talvez eternamente uma propriedade privada desta família. Assim sou hoje um povo sem valor, excepto nas épocas das eleições!

Por ser um instrumento de pouco valor mas bom acompanhante nos momentos infelizes da família, vivo umas realidades que o mundo fora não percebe. Este mundo pode adivinhar e sonhar a minha fortuna mas acredita nela duma forma duvidosa. Duvidosamente acredita nos tratos que tenho sido alvo porque a aparência do meu dono, do meu mestre não se conota com nenhuma virilidade, agressividade pois é de natureza meiga. Pouco importa o que outros cachorros vivem nas suas respectivas casas. Não diria suas casas uma vez tem estatutos de propriedades e não proprietários mas o lapso de caridade que me é ofertada pela rapaziada nos poucos momentos da minha felicidade obriga considerar esta de minha casa. Na realidade sou…eu dizia que dentro das quatro paredes no quintal do meu dono sou muitas vezes capturado. Digo capturado porque vivo momentos sem liberdade, limitado de todos os meus direitos pois fico acorrentado. Esses foram e são sempre os momentos da angústia na minha inútil vida. Nos tais momentos, fazem de mim um escravo não destinado ao comércio triangular mas dão-me as mesmas características; amarado com uma corrente do pescoço a grande betão que serve de suporte a casota onde se armazena outros equipamentos. Dali fico exposto aos braços de calor, frio, chuva que também devoram a minha liberdade. Finalmente sou agradecido com uma chicotada quando neste dia ou nesta hora tento ladrar como sinal de reclamação e assim dizem que sou um zangado. Portanto sou hoje um povo sem liberdade, excepto para eleger um candidatado já apontado que me é indicado.

Vejo os homens pois vivo com os meus patrões. Eles levam uma vida diferente enquanto a minha foi-me imposta. Alguém entendeu e decidiu que tenho assim de viver satisfazendo-lhe nas suas necessidades e isso pode alterar conforma a evolução e reacção das suas hormonas teleguiadas pelos raios solares que aquecem a manteiga dos seu cérebro. Não temos comunidade nem organização de cachorros por isso não temos onde e como reclamar. Mesmo se tiver espaço e tempo, somos naturalmente afónicos. Quem iria prestar atenção a um ser irracional: assim somos considerados e chamados pelos homens. Sou um cachorro que conhece curtos momentos de felicidade, que antecipa sempre a minha miséria. Embora que o meu velho, pretendia dizer o meu dono é rico, eu vivo com toda a pobreza com expoentes elevadas. Não tento me comparar ao homem mas penso ter o direito a vida. Não só foi-me proibido utilizar loiças (pratos e garfos) durante as pobres refeições. Este meu mestre alimenta-me com ossos, que deitam em baixo da mesa; nos dias positivos, isto é quando tem bom senso, senão tenho desenrascado sozinho na lixeira no pátio. Sou muitas vezes ignorado. Passo horas e dias sem comida e riem-se de mim até apelam-me por esquelético. Sou na realidade a consequência de maltrato. Assim sou hoje um povo que se alimenta de migalhas e do odor de boas comidas que invadem minhas narinas e que os deputados por mim eleitos se entulhem.

Eu sou o cachorro da casa ou da família cujo mestre comprou para também guardar a casa. Passo noites fora para proteger e defender as propriedades. O meu ladrar de dia torna-se pelo homem como pecado mas as noites sou muitas vezes convidado a ladrar contra intrusos invisíveis. Tenho que ladrar contra gatos e ratos, e mesmo ladrar contra ruídos, sopros e murmures mas os meus verdadeiros inimigos são bandidos armados e comanditados pelas instituições estatais. Há vezes sou chamado a ladrar contra a minha própria sombra; ladrar em tempos de medo e de frustração. Ladrar é a minha defesa mas também a minha comunicação e consolacao. Tenho que ladrar para proteger a paz daqueles falsos amigos que maltratem-me. Assim sou hoje um povo condenado a fantochada vida, convidado a lamber botas dos homens com e influencia de poder.

Por destino qualquer fui sempre o cachorro do meu mestre, brinquedo das filhas do mestre. Hoje há tempestade que rasa as esperanças de uns mas traz mudanças aos outros. Já não sou kambua de ontem pois ganhei certa massa e volume, sou robusto e consideram-me de cão. Por azaro da natureza ganhei um certo respeito, que o mestre e as filhas não gostam pois temem-se ocasionalmente de mim. Com a minha teimosia adquiri certa liberdade de circular, de negociar certas condições. Hoje tenho a brecha de decidir sobre quem tem o direito de entrar no quintal do meu mestre ou não. Tenho forças e capacidades de se defender contra qualquer eventualidade nas ruas da cidade do meu mestre e não preciso hipócrita protecção do homem. Hoje já não é fácil acorrentar-me como habitualmente. Já não preciso muito da alimentação domiciliar. Assim sou um povo que os meus dirigentes já não gostam mas aqui já não sou o cachorro. Agora os meus patrões odeiam-me só porque engrandeci e sou incontrolável, pois já não manipulem a vontade. Então agora odeiam-me e pensam se libertar de mim a todo o custo. Eles tem um plano maquiavélico, que ainda guardam como segredo mas mesmo sendo irracional já o decifrei.

O meu mestre, o meu dono e velho da casa em colaboração as filhas pensam vender-me aos comerciantes mas enganaram-se pois já ninguém precisa de comprar um grande cão; prefere-se cachorro. A outra alternativa planejada é de botar-me fora da casa mas numa aldeia/terra longínqua que não garante possibilidades de regresso ao domicílio. Eles não vão eliminar a possibilidade de matar-me e deitar os meus restos na lixeira uma vez não há controlo das organizações de defesa contra a crueldade animal.

A minha ferocidade salve-me e torna-se impossível ao velho controlar-me, as crianças brincar comigo como antes, dali consideram-me de cão raivoso e desamparem-se de mim, mas como sou cão na época da democracia e democrático posso me libertar deste trauma africana. Assim como povo vejo o que se passa no continente e no mundo e vou ganhando coragem. Não preciso de depender aos outros, já que posso negociar os meus direitos e reclamar o que me foi tanto roubado, proibido e libertar-se daquilo que foi-me imposto. Já não sou afónico mesmo sem assistência da comunidade internacional, muitas vezes corrompida pelas governações locais. Tenho o direito de negar o estatuto que me foi imposto perante as indiferenças desta comunidade internacional. Sou o futuro da nação de do continente. Eu sou, inexplicadamente pelas vontades alheias, um bom rico africano pobre.

Ora viver bem não implica possuir uma consciência branca, e praticamente já foi verificada que foi a consciência branca que colocou a África a miséria; quando já existia uma consciência africanamente purificada.


Nkituavanga II

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

LUPA BIBLICA: AS LACUNARIAS INFORMATIVAS


O direito a expressão ou simplesmente o direito a palavra é classificado entre os direitos primários do homem que complete o quadro, que consta na lista de direito a vida: direito de comer e beber (questão da quantidade) para não dizer ainda de se alimentar (qualidade) porque em Angola muitos nunca mais conseguiram se alimentar, pois constitui hoje um privilégio só para ricaços. Porquanto pouco importa ainda falar do trabalho, saúde, formação escolar e profissional, alojamento e salário compatível, porque crentes como não todos vivem a base da fé, com a expectativa de um milagroso acontecimento.

Na Lupa bíblica nunca se manipulou a palavra, oferecendo-a uma autoridade de lapidar a nação ou o sistema angolano mas procuremos uma forma de interpretar as coisas numa visão especificada angolanamente. Isto é localizar as causas e efeitos da palavra dentro da realidade angolana, focalizando-se mais na sensibilidade do dia-a-dia social do terreno. Não é fácil debruçar-se neste sentido, por enquanto muitos ainda não se aperceberam que a Bíblia é a mãe de todos os livros e a teologia é o fulcro de todas as ciências. Esta autenticidade da palavra santa foi o estímulo para Cristo de falar, declarar, argumentar sobre a história, geografia, oceanografia, agricultura e agronomia, matemática, finanças, economia, filosofia, medicina, física, biologia física e marítima, cultura e tradição, literatura, demografia, estatística etc. Eis a razão que surpreendia, aturdia e escandalizava os fariseus e escribas dizendo: não é este a carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de judas e de Simão? E não estão aqui connosco suas irmãs? De onde lhe vem esta sabedoria? Ele que nunca estudou!

Hoje seleccionou-se uma passagem para expor uma veracidade que o homem vê, sente e nela vive mas prefere ignorar, negar e rejeitar as acções dos seus ouvidos, olhos e consciência. Contudo entende-se porque alguns nasceram ou escolheram de ser teimosos, limitados e outros continuam no cativeiro do obscurantismo colonial reforçado hoje pela política da exclusão social. Vejamos

Oséas 4:6
O meu povo está padecendo, porque lhe falta o conhecimento…

O Livro da sabedoria está generalizando, ou melhor globalizando este versículo. Esta passagem uma vez dirigindo-se só aos angolanos seria assim apresentada: O meu povo de Angola padece, porque lhe falta o conhecimento. A Bíblia fala aqui deste direito a palavra não como direito primário mas divino. O homem que se difere completamente do animal recebeu do seu Criador o direito a palavra porque foi-lhe dado capacidade de analisar, planificar, decidir, resolver e inovar. Sendo o único ser espiritual que tem alma e vive num corpo, o homem tem uma especificidade que nenhum outro elemento possui.

O direito a palavra que também constitui um importante e decisivo atributo na democracia existiu mesmo antes da sociedade primitiva. O direito a palavra é simplesmente aquilo que se considera como direito ao conhecimento, que doutra forma seria o direito a informação. Na democratização das estruturas dentro de um sistema social primado pelas liberdades a informação seja ela escrita, verbal ou oral em diferentes formas serve de pontes da correspondência e troca. O conhecimento ou informação é o elo da ligação em qualquer tipo de relação social entre humanos, grupos ou colectividades ou comunidades.

Esta falta de informação ou direito a informação adequada é a causa de padecimento do nosso povo (de Angola). Esta falta de conhecimento pode ser visto como 1) alto nível de analfabetismo 2) manipulação da informação 3) deturpação das fontes informativas. 4) desequilibrada/injusta distribuição. Esses quatro pontos colocam em causas os trabalhos negativos ou as nefastas funções que desempenham os meios de comunicação social de Angola. Este não deixa escapar o silêncio de políticos e historiadores angolanos, incluindo sobas, pastores ou homens da religião e anciãos que detêm as verdades da nossa história, cujos políticos sujam com todas as sequelas segregativas só para se manter no poder, só para promover uma certa ideologia, um determinado grupo de homens cobiçados de poder. Estes réus que deformam hoje a nossa história desprezam as consequências desses crimes pensando que é possível mentir eternamente um povo. Foi desta forma que o colono privou-nos da nossa consciência angolana.

Esta falta de conhecimento está muito presente entre os deputados que trocaram seus direitos a debates pelo silêncio, remunerados com casas, luxuosos carros, avultosas contas bancárias no estrangeiro como na terra. Estes escolheram a via do silêncio mesmo vendo os sofrimentos dos seus familiares demonstrando assim que cada um por si, Deus para todos. Este cambalacho de fazer e desfazer a informação deixou a população indiferente perante qualquer situação infelizmente silenciá-lo não quer dizer torná-lo mudo.

O direito a palavra não foi concedido ao homem pelo nenhum governo do mundo, por isso qualquer governação que retira-lo a sua população pratica ditadura e não faz a diferença com qualquer partido ou governo colonial. Segundo o Criador, o poder do homem reside na força da sua palavra, por isso o direito a palavra não deve ser nacionalizado e nenhuma força governamental deveria ‘’jogar’’ com a consciência do homem. Um angolano sem palavras não pode se defender, não consegue se justificar e não é capacitado de definir-se socialmente.

Por falta deste direito a palavra, o angolano está confuso sobre a data do inicio da luta armada e sua historia. Pela falsa industrialização do direito a verdade nos laboratórios das ideologias políticas entre os três movimentos históricos, o angolano vive num tribalismo tão agudo que até filho duvidam das proveniências dos próximos parentes. Por falta de conhecimento a maioria dos angolanos vive miseravelmente com migalhas enquanto uma minoria detentora de informações vive folgadamente em cima do luxo.

Por falta de conhecimento no seio do governo, o país está sendo vendido aos chineses e sujeitado pelo estrangeiro que domina protegido pela suja prática da mundialização. Em nome desta mundialização o angolano está condenado ao desemprego, sua cultura é violada, sua economia é pilhada, seu poder político é manobrado pelos bunguladores nos laboratórios alem fronteiras e a sua única música consiste repetidamente num diapasão aguda pelo refrain: estamos paiados mwangoles! Estamos paiados mwangoles! Estamos paiados mwangoles!

Nestas lacunas de precisas informações Luanda, o espelho da riqueza angolana continua reflectir a imagem de uma economia sã e a penumbra duma população faminta que sonha do prazer da vida num sentido oposto e em retrocesso. The best brainwashing process!


Nkituavanga II

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ANGOLA NO TURBILHAO EGIPCIACA ?


Depois duma boa observação da actual situação, no que concerne o desenvolvimento das economias e dos próprios rumos nas vias politicas que se auto-desenham no continente africano, descobre-se vários motivos para comparar diferentes situações entre diferentes nações. Os acontecimentos políticos que vão se desenrolar entre diferentes países neste ano provam o anúncio duma nova era, nova disciplina e mesmo nova ordem tanto politica como económica. Isto é um fatalismo que o continente vai descobrir, conhecer e viver. Desta vez os deuses dos antepassados estão dispostos a responder os incessantes choros dos filhos do continente, causados pelo sofrimento, miséria, ditadura e todas as formas de exploração do homem negro pelos europeus ou pelas potências mundiais.

Evidentemente o homem negro não veio ao mundo para assistir e aplaudir outros. Ele não surgiu, como diria o meu velho amigo intelectual, para só ajudar na cozinha enquanto vai morrendo com fome. O africano tem alma e conhecimento tanto como outros. Ele foi tão explorado moralmente, culturalmente, espiritualmente durante longos anos até que foi nele dilapidado toda energia só com a finalidade de ver-lhe tornar um elemento inútil a sociedade. O explorador nunca pensou que o homem africano seria um dia um importantíssimo recurso a economia do continente. Com o tempo, os dados foram mudando e o homem em todo lugar faz parte de uma potência económica, que se classifica como recurso humano. A resposta dos antepassados foi inspirando o homem do continente de aperfeiçoar-se em tudo. Outros até por imprudências dos patrões foram-se formando nas grandes escolas europeias junto aos filhos dos exploradores.

Hoje, o ano novo traz novas esperanças porque houve sempre expectativas como diz-se ‘’mesmo que a noite for tão densa, o dia acabará por surgir’’. Hoje, estes ventos políticos que sopram ainda na Tunísia e no Egipto trazem uma nova mensagem. Ainda grita-se com mais coragem para que este se expande no continente porque não foi só o Luther King que tinha sonhos mas grandes dignitários africanos como Lumunba, Mandela, Kimpa Vita e outros também tem tido sonhos.

Nestes ocorridos de eventos vai-se desbobinando e codificar a mensagem que estes ventos continentais trazem aos seus filhos, que a injustiça quis eternamente oprimir. O que já se passou e o que se passa ainda hoje na terra dos Faróis merecem as nossas atenções. O Presiden6e da Tunísia não resistiu a pressão daquele povo, que maltratou durante anos; abandonando assim a cadeira presidencial a qual jurou nunca deixar. Duma hora a outra, os mesmos ventos transbordaram as fronteiras para instalar-se no Egipto.

O Egipto que nos séculos passados já foi força mundial mas ainda é uma potência regional. Militariamente o Egipto ocupa uma posição estratégica no médio oriente onde é também um potencial líder entre os países árabes desta zona. De mesmo como Angola tendo variados recursos minerais poderá dominar o mundo; uma vez que haja uma consciência patriótica. Angola é também uma potência militar na zona de África central e tem uma posição estratégica entre os países da SADC. Angola dirigida nos tempos pelos reis, fez parte do poderoso reino do Kongo (Ndongo e outros) que tinha uma estrutura organizativa muito desenvolvida como o Egipto que foi encabeçado por Faróis tendo um povo com uma organização socioeconómica. Egipto foi liderado pelo Presidente Sadate que devido a sua politica de inclinação foi assassinado como Agostinho Neto que misteriosamente faleceu por motivo da inclinação política. A população do Egipto é constituída por árabes, dominada por uma crença muçulmana enquanto os banto de Angola preferem a religião da tolerância. Josni Mubarack deu quase toda a sua vida servindo a sua pátria, tem desempenhado um importantíssimo rolo na manutenção da paz entre Israel e seus vizinhos árabes, portanto o nosso JES nunca goza deste privilegio mesmo a nível continental, mas jogou o certo rolo entre os estados da linha da frente. Contudo Mubarack que está no poder há décadas como JES apresenta os mesmos sintomas africanos: eternizar-se no poder. Uma vez que se consegue desarmar bruscamente a cadeira presidencial ao Mubarack, será uma estratégica chave para derrubar muitos tiranos africanos no poder. A actual resistência do Presidente Mubarack esta ajudando muitos dinossauros políticos a preparar-se eventualmente com os ocorridos e colocar novos mecanismos de protecção mas o que realmente está em jogo é a digestão do assunto pelas forças armadas de cada pátria e o jogo da complementaridade com a população. A voz do governo de Obama tem muita influência mas ela inclina-se a vontade dos povos. Mubarack tem um coração palpitando como o nosso JES e todos os dirigentes africanos que vivem de violência, corrupção, arrestação arbitraria, manipulação da constituição, ditadura, cléptocracia, gula do poder etc.

Egipto conheceu na sua cronologia sócio-histórica uma passagem ‘’nos sonhos de José’’. Mesmo aprovado pelos arqueólogos, muitos ainda persistem a acreditar que foi uma ficção como as fábulas de Ngangulas. Esta passagem atirou a minha curiosidade pois vejo algumas similaridades a marcha de Angola. Egipto conheceu períodos de vacas gordas que Angola ainda vive. Egipto conheceu também períodos de vacas magras que conseguiu desmarcar-se devido a sabedoria na implementação de regras económicas. Este período Angola ainda não conheceu mas que vitalmente vai conhecer sem hipóteses de aliviar. No Egipto, um prisioneiro foi elevado pelo King enquanto outro foi morto, assim acontecerá em Angola pois os pássaros irão alimentar-se das suas carnes, porque segue-se umas visões esquecendo o Inspirador de boas visões.

A realidade é que Angola não é Egipto. O angolano conheceu longos anos de guerra e prefere agora repousar e viver a paz. No Egipto ainda a lei opera mesmo de forma mbuco. O Presidente Mubarack não tem poder a arte de dominar as potências como JES. Egipto não possui reservas de recursos que passam incontroláveis e inapercebidos como em Angola por isso Mubarack não poderia esbanjar como os nossos dirigentes que continuam recolhendo nas hortas familiares.

A pequena conclusão que esta lição deixa escapar é que em qualquer país do mundo o estrangeiro pode dirigir para dominar mas nunca dirige para libertar como se tem feito em muitos países africanos. Caros Africanos vamos crer cruzando os braços e seremos mais miseráveis do que nunca. Sabeis que só os africanos poderão libertar esta África.


Nkituavanga II