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terça-feira, 10 de maio de 2011

PELA JANELA SAIREMOS!


A nova dinâmica política que assumiu o controlo do país desde 11 de Novembro 1975, não teve água na boca para declarar; O MPLA é o povo, o povo é o MPLA. Quem ainda não apercebeu-se desta dita, talvez vive ainda as condições sociais do Béu, que se identifica no espaço do século 14. Mesmo assim para facilitar a compreensão de muitos dorminhocos políticos o ilustre militante Lúcio Lara viu-se obrigado uma vez a declarar: ‘’Conquistamos o poder pelas forças das armas, que ninguém tenha ilusões, só o deixaremos pela mesma via’’.

Não é em vão que se pretende fazer a guerra contra o uso do Internet em Angola, pois este constitui um importante instrumento nesta campanha de alfabetização política no território angolano e a caça aos dinossauros no continente. Os sanguinários têm suas formas de explicar suas realidades e de conotar-se a elas. Portanto a contínua permanência ao poder permite-lhes adquirir a substancia (sangue) da sobrevivência no círculo de bunguladores. Dali surge este dilema de eternizar-se no poder como movimento/partido dos sabem-tudo e fazem-tudo. Pelas forças das armas conquistaram o poder e pelas mesmas forças vão dirigindo, impondo suas corrompidas ideologias, saciando tudo que poder, falsificando eleições até implementar a miséria em todo o território nacional. Negam ser chamados por ditadores mas fazem discursos que provam que o são. Esta é a linguagem do MPLA: ‘’quem pela espada mata, pela espada morre’’. A melancólica prova da teimosia na megalomania dos comunistas do MPLA. Nunca aprenderam e nunca vão mudar, por isso não são capazes de trazer mudanças. Até porque já se defenderam dizendo que não são promotores da pobreza em Angola e não são disponíveis a combatê-la e não vão se aventurar opor-se nela. Tal como fazem promessas dormindo, vão fazer discursos dormindo.

Não lutaram para libertar o país do jugo colonial, mas para oferecer algo a elite e suas descendências. A verdadeira causa justa da luta da libertação não era para enriquecer-se escandalosamente para hoje debater no Parlamento da vergonha sobre luxuosos carros e casas. Não foi esta consciência patriótica que fez chorar o Paulo Jorge na véspera do seu desaparecimento eternal, ao ver a consciência do actual deputado, que faz parte desta cambada dos imortais políticos angolanos.

Como é melhor fazer parte desta cúpula? pois mesmo se não conseguir milhões, os filhos serão entre os mais ricos de continentes e países. Os amigos serão sempre ministros e generais vacinados contra a tolerância zero. Os filhos dos verdadeiros heróis são hoje pobres. Suas viúvas nunca foram reconhecidas pois eles lutaram só para acompanhar outros nas luxuosas vidas que o MPLA vai oferecendo aos seleccionados. Não se tem a cor da democracia e nunca se sabe o que é justo e livre. Assim vive-se bem em Angola!

Nkituavanga II

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O QUE SE RECLAMA EM ANGOLA?


Há mesmo tumultos no espaço terrestre! Mas isto deve-se ao facto das ocorrências sociais que exigem tomar viragens rotativas de180 graus. Todavia as pressões tanto internas com externas, tanto individual como colectiva estão conjugando o mesmo verbo que exige metamorfoses. E soubemos todos que o movimento espiral da história não é regressivo, por isso a leitura dos sinais do ‘’time and seasons’’ é decisivo para a sobrevivência das pátrias, dirigentes e entidades.

Que acontece tudo que está acontecendo porque alguém tinha já profetizado que ‘’pode-se mentir um dia um povo mas não se pode mentir este todo o tempo’’. Esta realidade está hoje prevalecendo e vai-se transformando filosoficamente por uma verdade. E todos sabemos que a verdade nunca é quebrada, disfarçada ou escondida. Assim os lideres que habituaram-se a quebrar leis e dobrá-las estão hoje expostos e ameaçados pela verdade e não pelo povo.

Angola é aquele cego que ao Pedro e João tinha pedido uma esmola. Esses como não eram apetrechados com teorias da demagogia e discursos tautológicos, não negaram vergonhosamente dizer que ouro e prata não tiveram, mas com simplicidade deram o que tinham; a cura a enfermidade. Felizmente ao cego angolano, que durante longos anos se prometeu o bem-estar social, os santos justificam-se hoje com antecipação não serem promotores da pobreza. Não se deu ao angolano o ouro nem prata mas deu-se-lhe uma pedra qualquer. Isto só quem é desumano ou animado por espíritos fantasmáticos pode fazer.

O que realmente se pode proporcionar hoje ao desesperado angolano? Vejamos que o nosso povo já não vive nesta altura com promessas ilusionistas, pois mesmo analfabeto consegue ler os sinais do tempo. Tal como as analfabetas kitandeiras conseguem fazer negócios trocando dinheiro em todas as formas que o business exige, assim vai o nosso povo interpretando esses sinais do tempo. Muitas vezes o cego não precisa de esmolas para sobreviver, e muito menos pedir essas aos surdos. O facto que o cego não vê não implica que é estúpido.

O angolano precisa menos compartilhar os diamantes com a elite. As necessidades do tempo não exigem ao angolano de possuir essa riqueza mas precisa daquela cura que lhe foi tanto prometida. Pedro e João não temos, mas santos temos/tinhamos. Esses santos prometeram ontem as maravilhas, enquanto sabiam que não tinha capacidades de realizar as promessas. O angolano tem uma riqueza na sua cultura. O seu recurso humano já é uma fortuna mas o que tem lhe faltado é paz, liberdades pois foi-lhe negado todas as oportunidades. Acreditamos que a paz e liberdades valem muito mais do que milhões nos bancos estrangeiros. Até porque ‘’conta-se com o ovo que está na sua mão, de que com aquele que ainda repousa na galinha’’ como diziam os nossos ngavovos. Que prometeu o fogo vai recolher queimadas, isto é a lógica e princípio da produção. Diria Abraão ao rico: ‘’este é o tempo para o pobre Lázaro de viver o sossego que nunca conheceu na terra enquanto você vai recolher o…’’

Nesta hora os verdadeiros filhos de Angola não precisam mais promessas mas da paz e liberdades mas para isso é necessário aqueles cidadãos capacitados e confiados estejam nos respectivos lugar onde poderão fornecer o que se exige. Alguém continua esquecer que a eternização não se realiza no domínio físico. Os que investiram no domínio físico não terão lugar e nunca farão parte da próxima máquina operacional da governação angolana. Angola precisa de patriotas que contribuem para o avanço e desenvolvimento da pátria sem conflitos de interesses, onde a corrupção, demagogia e egoísmo serão irrelevantes.

O que se reclame hoje em Angola é a paz e liberdades. Portanto homens que garantem estes, precisa-se pois com caducos têm-se um atraso de três décadas. Esses ensinaram-nos a dar passos em retrocesso mas impuseram-nos pensar que progredíamos e fomos acustumados com relatorios/balancos positivos.


Nkituavanga II


sábado, 16 de abril de 2011

JES: SEREIS ETERNAMENTE POBRES!


Não é que tinhamos em Angola um PR visionário? Este presidente projectou sempre suas visões em slogans para melhor inserir a mensagem na consciência do povo. Assim uma vez declarara: nascemos na luta, crescemos na vitória! Este abreviado recado pode ser interpretado em várias formas, dando diferentes opções. Numa clarividência política, exprimia-se sobre as causas da nossa luta e as consequências ou efeitos preconizados como objectivos finais.

Partindo daquela data que o MPLA obteve possibilidades de comunicar tanto clandestinamente como direitamente ao povo angolano, trouxe-nos sempre uma mensagem da esperança, usando métodos e mecanismos bolchevicos. Este movimento/partido apresentou-se sempre como uma força que luta ao lado e com o povo para ultrapassar os obstáculos de forma sistemática prometendo resultados positivos ou simplesmente mudanças. O MPLA fez-nos crer que o comunismo era a melhor ideologia social que garante o bem-estar ao povo. Que era o movimento que tinha a melhor visão, melhor sistema político e que mais se preocupava e melhores soluções possuía.

A verdade é que o MPLA lutou contra um sistema colonial que condenou o povo angolano a pobreza. O partido da situação tem sempre lutado contra a política da exclusão social e contra o divisionismo tribal imposto ao angolano. Nos conhecemos um MPLA que se dizia ser o povo e que na sua politica o povo é que manda. O movimento era a melhor alternativa não só para o angolano mas também para o africano. Não é assim que éramos a trincheira firme da revolução em África? Dali socorremos os povos da Namíbia, África do Sul para suas independências. Partimos depois para implantar a paz económica em São Tome e Cabo Verde. Também fomos derrubar governos de Lissouba no Congo Brazaville e de Mobutu na Republica do Congo. Angola foi uma alternativa para restabelecer a paz em Bissau e ainda ontem lutamos lado a lado com Gbagbo. A verdade é que com o MPLA sempre estivemos ao lado da razão. Infelizmente hoje a historia vai provando-nos que o comunismo foi simplesmente a exploração do povo pelo politico.

O bem-estar social que nos foi tanto prometido é hoje envergado com uma toalha da corrupção comunista. Tudo que se vive hoje, não implique que o visionário de ontem pecou algum lado mas talvez foi um lapso de tempo e mau gosto na interpretação das visões dos fieis seguidores, por isso diz-se hoje que a pobreza no solo angolano já existia desde tempos remotos. Eh pa, vamos ver uma coisa! O angolano sempre viveu pobre mas foi-lhe constantemente prometido o bem-estar social. Essas ilusões de ontem foram sempre apresentadas como realidade do tempo e veracidade do futuro porque alguns estratégicos prometeram-nos maravilhas. Aceita-se que hoje Angola é soberana, embora que não tenhamos certas liberdades. Portanto a pobreza que se vive hoje é pior daquilo que se viveu na época colonial. A política colonial era mais clara pois o angolano não era considerado como ser humano. Na sua promissiva mensagem o MPLA nunca prometeu o bem-estar social para alguns angolanos mas para o angolano em geral. Porem não se sabe como explicar o engrandecimento económico de certos vizinhos do bairro, colegas da escola ou do trabalho, especialmente os partidários. Hoje a pobreza é para a maioria enquanto uma minoria regozija nas grandes praias do mundo com a massa do suor angolano. E temos a coragem de declarar indirectamente que nunca prometemos melhorar a condição do angolano! Dali o treinador deitou a toalha no ringue. Esta coragem de admitir a incapacidade do partido da situação publicamente deveria ser feita com um discurso direito e simples.

O MPLA aceita hoje depois de 30 anos que não tem capacidade de combater a pobreza em Angola pois não foi ele que trouxe-a. Ele nega hoje todas as promessas do bem-estar social prometidas aos angolanos, negando suas posições anteriormente assumidas. Mesmo assim esperem que alguém os vote, porque conta-se distribuir estrategicamente cervejas, camisolas, dando motorizadas aos sobas e outras promessas endiabradas como sempre. Este treinador deita a toalha no ringue já que o seu pugilista já não tem gasolina no peito mas procura acusar o árbitro no fim do combate dizendo que só deitou uma toalha vermelha (pouco importa a cor da toalha), então este não tinha direito de terminar o combate. Ele espere que seu pupilo vence a todo custo. O MPLA deitou as luvas no chão mas quer manter-se eternamente no ringue. A ironia é clara que: nos nunca iremos terminar com a pobreza angolana mas vamos manter-nos no poder. E que as promessas sobre o bem-estar social não eram para todos, especialmente não para o povo. Desbobinar esta fraseologia não necessita manipular as opiniões e compreendê-la não exige ser do lado da oposição!

Não esqueceis que o colonialismo foi a causa da pobreza em Angola mas que a corrupção agudizada, a pilhagem económica, as distribuições desiguais do rendimento, a politica cleptocrática, a exclusão social, a injustiça e egoísmo são as graves causas que o partido da situação adicionou e ampliou na nossa sociedade. Sim conhecemos a guerra mas muitos bilionários angolanos surgiram depois de acordos da paz, cuja maioria pertence a classe dos generais e políticos.

Se um jornalista da meia-tigela como eu, posso discernir estas palavras, então não sei o que resta aos profissionais da média angolana para entender que a verdade não tem cores. Isto não é propaganda, nem tão pouco demagogia!

É verdade, nascemos na pobreza, crescemos eternamente na miséria.



Nkituavanga II

segunda-feira, 28 de março de 2011

O REMEDIO CONTRA A DITADURA


Uma democracia bem aplicada é um mecanismo muito importante pois é a via que permite o desenvolvimento moral de cada indivíduo, este desenvolvimento é simplesmente uma consciencialização crescente, é uma forma moderada no patriotismo. Essas liberdades democráticas oferecem-nos a possibilidade de poder abertamente comunicar com diferentes líderes nas formas sugestivas, criticas, encorajamento sem que sejamos ameaçados pelas forças da segurança nacional, uma vez limitamo-nos na base do respeito aqueles que merecem-lho. Eu gosto de opinar uma vez sinto que os meus conhecimentos podem contribuir positivamente a vida daqueles que gostam de discussões vazias, daqueles que carecem de verdadeiras informações mas também aproveito sempre o conhecimento daqueles que algo positivo podem oferecer. Muitas vezes, como nas semanas passadas, assistimos a uma serie de debates que colocou-me na posição dos silenciosos, porque não tinha a certeza das minhas conclusões embora que eu tinha várias perguntas….

A conversa da actualidade está mais virada a África onde o vento das manifestações vai instalando-se numa corrente que vai arrancar ditadores no poder, começando por Tunísia. Eu prevejo que esta actual geração de ditadores é a penúltima no mundo.

Temos realmente um ditador?

Quando fito a imagem do meu Presidente, fico pasmado pois já não vejo um homem muito calmo, silencioso e muito calculista. Talvez situo-me no canto dos ultrapassados porque vivemos numas circunferências onde a informação deve ser primeiramente mastigada pelos órgãos do partido que tem potência de tudo filtrar antes que seja divulgada pelos órgãos estatais da comunicação social. O próprio personagem do nosso PR é muito místico porque vive numa vultuosa concha que não permite mesmo a fuga de um fio do ar, guardando assim toda a experiencia que acumulou só para si. Este homem poderá deixar atrás uma fortuna talvez líquida mas enquanto socio-histórica, será com tantas dúvidas. Parece o tipo de homens que tudo carregam nos seus sepulcros! mesmo a herança aos filhos vai tornando-se subjectiva! Bem, isto é uma responsabilidade aos profissionais das polémicas.

A capacidade de ver, observar e analisar não tem nada a ver com as preferências partidárias de cada indivíduo, senão da própria vontade e escolha conforme as analises ou decisões calculistas ou premeditadas de cada ser humano. Contudo a verdade não conhece cores e é muitas vezes fora do controlo manipulativo do homem. Assim a ideologia só pode fazer o homem desde que este permite-la de convencer-lhe, dando-a um espaço no seu cérebro. Não é de esquecer que qualquer que seja o tipo da filosofia ideológica, o espaço do tempo filosófico também pode alterar muitas coisas mudando a realidade autêntica numa faixa histórica anteriormente rejeitada, oferecendo-lha todas as características da veracidade. Não é esta lógica que fez do Gadaffi um bom homem e líder de ontem perante europeus para ser hoje um ditador sanguinário? Isto ainda vai acontecer com muitos dirigentes africanos, mas também aos melhores partidos de ontem. Nesta lógica, vejo o nosso MPLA cair nas profundidades de um saco escuro. Há grande pânico nas casas de ditadores!

Ainda há muito para aprender e a actual retirada das águas que abala o globo vai revelar profundos segredos. A discussão não se localize em quem é ou não ditador mas como definir um ditador. Isto vai-se aplicar aos homens mas também aos partidos ou organizações. Debater hoje se o nosso PR é ditador ou não é uma discussão vazia, sem bases, caduca e ultrapassada. Um ditador não só existe nas sociedades capitalistas como pensem alguns homólogos a este debate invitaminoso. Qualquer sociedade existente; seja ela capitalista, marxista ou mesmo socialista democrática como pretende basculhar-se hoje para justificar perante o povo que serão sempre os melhores de Angola e que fora do sistema não há outros melhores. Então a noção de insubstituível também é caduca, irracional e irreal em termo de management das estruturas. Queira como não eu sempre acredito que o homem foi criado e sou daqueles que energicamente rejeitam a teoria da evolução de Darwin. Digo isso porque vejo cada homem com capacidades e qualidades incríveis para oferecer algo positivo a sua sociedade. Portanto foi negado ao homem angolano pelo sistema as possibilidades de provar de que é capaz de produzir, já que a governação foi especializada na aplicação duma política de exclusão social do angolano no seu próprio território em preferência aos estrangeiros. O homem politico desprezou as estruturas nacionais em detrimento as comissões.

Permita-me emprestar uma lógica do cristianismo que comprova que: a qualidade do homem não garante-lhe o reino de Deus mas a sua relação com seu Criador é que determina o acesso ao reino. Assim as qualidades do dirigente/presidente não defendem-lhe perante manifestações mas a sua relação com o povo é que determina. Há líderes que são bons de natureza mas o que fizeram para o seu povo? Não são as mesmas qualidades que usaram para usurpar as economias? Para investir e acumular fortunas no estrangeiro?

Já não tenho forças de discutir vagamente, já não tenho tempo de convencer, já não tenho milagres para os cegos mas quem não vê que a Rússia já não é a URSS? Quem não sabe que lá houve golpe do estado? (de Gorbatchov ao Yeltzin) mesmo o pobre cubano tem hoje direito a um mobile (móvel). Acorda angolano!

Mais de trinta (30) anos no poder não é ditadura? E ditadura proletarizada? jogo de palavras!!! E porque esta atrapalhação politica? A própria fisionomia do partido prova a falta da tranquilidade nas fileiras dos camaradas. Nesta altura as lutas entre os três partidos não tem as mesmas formas nem objectivos. Presentemente não acredito que a atmosfera política é mais calma no M… em relação aos protagonistas da oposição. A própria linguagem já não tem a mesma tonalidade onde as vozes ecoam com certas perplexidades. As enunciadas de actualmente são mais irrelevantes, por isso intenciona-se ameaçar com tanta ferocidade. Quem ri o ultimo…. (alguém complete esta frase por favor!). Acabou a dança da turma dos ratos porque o gato continental (consciência dos povos) já não está ausente.

Há coisas que podem-se reparar mas o tempo não se repara! E eu acredito pouco (não quero dizer que não acredito) que quem passou toda a sua vida a destruir pode um dia bem reconstruir. Mesmo se fosse um socialista democrático não pode recuperar as ruínas de mais de 30 anos em alguns dias (como carcamanos tem hoje dias contados). Desculpe mas os nossos pastores sabem como os israelitas não deram ao Cristo a oportunidade de reconstruir o templo que levou anos de construção para reconstrução em três dias (parábola que falava do seu corpo). Espero que o africano/angolano também não vai porque dê-se a política o que é da política! Ai está! evita-se a ditadura desde o primeiro dia da ascendência ao poder e não nas últimas horas.

Todos nos sabemos que o inicio para a cura de um doente começa pelo reconhecimento do seu estado. Isto é quando aceitamos que realmente alguma coisa está errada na nossa vida, só assim teremos a coragem de visitar um posto de saúde. A cura contra a enfermidade da ditadura reside então nas mãos do povo. Só reconhecendo o seu estatuto publicamente que um ditador pode activar o processo da sua liberdade. Este processo/medicamento consiste em pedir perdão a este povo, que há longos anos foi sujeito e exposto a um tratamento negativo. Depois de obter (como não) este perdão do povo é que se inicia o processo de afastamento definitivo ao poder e política, sem porem jogar a carta da hipocrisia, que se chama a substituição: deixar o poder aos herdeiros do círculo da influência. Um ditador teve sempre a faca e o queijo na sua mão mas a viragem histórica do momento está devolvendo tanto a faca como o queijo nas mãos do povo que produz o queijo e que fabrica a faca. Foi este processo que salvou Matthieu Kerekou do Benino mas no mundo de hoje já não temos ditadores emancipados ou civilizados.

A salvação da vida não se obtém com vaidade, pois a humildade precede o perdão/sucesso!


Nkituavanga II

sexta-feira, 11 de março de 2011

BEU EM LUTO


Mais uma vez, desde a capital angolana (Luanda), a morte infiltrou a demografia do Béu para roubar o nosso querido e imortal irmão, filho António Quiala. Não consigo reencontrar-me com o meu poder e liberdade da expressão para transmitir esta infelicidade que derrubou a paz da consciência daquele que neste espaço comunal deixou logo ao seu nascimento o cordão umbilical.

O ilustre professor António Quiala, embora assim conhecido e chamado devido a sua profissão, era na realidade Doutor psicólogo. Ainda jovem António Quiala começou a leccionar desde o tempo colonial. Ele foi entre os primeiros jovens da comuna de Béu que deslocaram-se para a cidade de Uíge (Carmona na altura) e Luanda para enfrentar a dura vida estudantil, aturando toda a política da exclusão social.

Ele tinha investido parte da sua vida para a melhorarão da vida não só de Béu mas também do Kuilo Futa como Sacadika. A. Quiala sempre liderou com exemplos e foi grande motivador a juventude a procura de meios e vias para consolidação de uma vida profissionalmente boa. Ele foi um incansável educador e eu tenho orgulho de dizer que sou produto da sua refinaria. O professor Quiala foi um dos meus melhores professores de português, enquanto cooperava com o Jorge Dukulo para formar uma equipa de educadores para ajudar a juventude. Ainda me lembro uma altura que fiquei misteriosamente adoecido. O meu professor Quiala deslocou-se de Mbanza Béu para ter um bate-papo com os meus tutores, isto prova o seu amor para com seus estudantes.

Antonio Quiala foi uma grande figura na comuna do Béu e em todo o município de Maquela do Zombo, pois fazia parte dos poucos quadros angolanos formados pelo colono. Foi o António Quiala que organizou a administração da comuna do Béu, na qualidade de comissário voluntario, liderando uma equipa de jovens que dirigiu esta comuna entre 1976-77 depois do retiro da FNLA. Ele organizou a primeira equipa de jovens voluntários na ODP. Ele liderou um grupo de jovens que trabalhou no sentido de recuperar o mínimo daquilo que foi pilhado na comuna depois do abandono da FNLA. Também foi com os esforços do Professor António Quiala, que tudo fizera para que o primeiro contingente de FAPLAs chegue as comunas da Terra santa do norte de Angola (Béu, Kuilo e Sacadika); já que lá tinha a presença de nenhum governo. Foi também com riscos que António Quiala protegeu e salvou a vida do Francisco; o único branco que no Béu vivia, cujo alguns militares da FNLA queriam sem razão eliminar.

Vê… como António Quiala é e ficará para todos os filhos de Béu um herói comunal; já que não se sabe os critérios para um herói nacional. António Quiala merece indiscutivelmente um monumento na comuna do Béu. O falecido deixa atrás uma família mas também quase toda a comuna. O professor Quiala foi irmão menor do Revendo Pastor Mabanza Daniel da UEBA e do Dr. Simão Quiala da cruz vermelha.

Tal como Cristo chorou por Lazaro, tal que chorei para este homem que marcou todo o Béu. Ilustre! Que a sua alma repousa em paz ao lado dos seus antepassados.


Nkituavanga II

quarta-feira, 9 de março de 2011

A (IN)CONSCIENCIA DE UM DITADOR


Como sabeis que as moscas se concentram onde há algo cheiroso ou simplesmente apodrecido. Assim nestes últimos tempos a visão da humanidade está mais meditabunda onde há turbulência política. Este clima da zona mediterrânica e do meio oriente é tão atractivo que até analfabetos tem uma curiosidade que transmite a mesma mensagem das moscas; porque algo está apodrecendo. Aqui não há escolha, pois tanto os metafísicos como ateus, acreditem que chegou o tempo das mudanças. Portanto esta mudança tão esperada vem surgindo e exigindo aos desesperados um tremendo preço colorido com o sangue dos sem vozes. Aié, o preço da liberdade é só pago a quem quiser a liberdade.

Liberdade, opressão, ditadura, manifestação, fuga, democracia, guerra e tantas outras palavras derivadas destas, são notórias palavras que enriquecem os dicionários da filosofia, da religião e da política. Essas palavras não são do uso familiar ou do dia-a-dia mas estão em vogue nesta temporada. Mesmo os apolíticos falam deste clima político que abala o continente africano. Esta enfermidade política não só afectou o Egipto, a Tunísia e Líbia mas não deixa em paz os povos oprimidos que continuamente vão orando e esperando a chegada destes ventos. Infelizmente muitos dirigentes e suas cúpulas continuam vivendo com palpitações uma vez não têm consciência tranquila, devidas suas formas e maneiras (estratégias) de dirigir as nações. Há pânico no continente negro onde tem prevalecido quase em cada território o totalitarismo.

Na realidade tivemos homens com rostos de monstros a dirigir-nos neste continente. Uns, ainda ontem eram fieis amigos do ocidente e do mundo desenvolvido mas (in)felizmente são hoje classificados, pelos mesmos, como grandes ditadores. Outros por razões desconhecidas fizeram-se inimigos dos seus povos, que negaram olhar mas procurem hoje como aproximar-se destes. Dali alguns procurem com antecipação e estrategicamente melhorar as condições destes povos, que sempre consideravam de lixo social ou restos da humanidade. Há tranquilidade em quase nenhum país subsahariano, embora que muitos procurem formas de dissimulação mas o pânico não é subentendido. Observar estes países e como se observasse um bêbado. Um homem bêbado quando apresenta-se diante de alguém procure, com toda a sua energia, caminhar direito, pensa e convence-se que está andando direitinho, enquanto quem o observa vê como o serpenteado bêbado anda torta-direita. A chegada desta democracia é uma bola cheia que não se pode manter no fundo das águas. Ela não pode ser desviada, nem travada e não há ciência ou teoremas em uso para manipula-la.

Não há engano porque o povo sabe bem diferenciar entre o good and bad leader como entre a clareza e obscuridade. A consciência de cada homem ajuda-lhe a uma auto-classificação, assim um ditador sabe bem a sua posição, antes que seja apontado pelo povo. Há elementos que foram eleitos, digitados, auto-proclamaram-se ou mesmo golpearam outros e ficaram no poder, no topo da nação. Uns são presidentes, outros reis a dirigir repúblicas ou reinos mas que finalmente optaram uma forma de dirigir a braço de ferro, que não deixe espaço de respiração ao seu povo impondo uma pressão que vai sufoca-lo em qualquer parte do território nacional e em qualquer esfera da vida social e profissional. Na verdade um ditador é a verdadeira incarnação do diabolos na terra pois vive e dirige sem consciência. Um ditador é aquele ‘’chefe’’ que manda tendo um poder ilimitado, em cima da lei. Ele é realmente um tirânico que não considera as instituições já que o seu poder absoluto dê-lhe o direito de fazer e desfazer quando e como quiser e achar.

Em África, um ditador nunca tem consciência própria. Ele não é maluco nem drogado embora actua como fosse. Um líder africano é muitas vezes teleguiado pelo mundo desenvolvido, pela mulher ou mesmo pela kimbanda mas a sua grande preocupação reside na acumulação de tudo: fortuna, poder, fama, mulheres (omito maridos porque até aqui só tivemos uma mulher no poder na Libéria), propriedades e volumosas contas bancárias no estrangeiro como sempre.

Na acumulação de poderes, um ditador coloca-se sempre em cima da lei e das instituições. Ele procura fazer cumprir e respeitar a lei enquanto ele, a sua família e o seu círculo nunca respeitam a mesma lei. Em todos os regimes ditatoriais no continente verifica-se sempre a dominância da corrupção. Esta corrupção encontre a sua seiva desde o tronco principal, que é o palácio presidencial. Um tirânico não hesite matar. Esta é a dinâmica em uso para acabar com toda a oposição. O pior de tudo é que nenhum ditador acredite que haja no seu país outro elemento, independentemente dos seus filhos, capaz de dirigir como ele. Por isso pensam todos eternizar-se no poder em qualquer preço. O louco de Mobutu mesmo doente não quis deixar o poder. Gadaffi é hoje capaz de matar toda a população só para se manter no poder. Chaucescu tinha fugido mas preferiu voltar a pátria para continuar no poder antes que seja visitado pelas balas mortais.

Um autoritário tem uma (in)consciencia que estimula-lhe não só dominar a politica mas também a economia. Ele procure ter os mais luxuosos carros e apartamentos tanto no país como no exterior. Ele sempre confunde o seu próprio bolso ao bolso do estado. Até porque considera o país como a sua própria propriedade privadíssima. O país é para ele uma herança como bolo que pode distribuir com seus incalculáveis filhos, oriundo duma autêntica poligamia. A acumulação de toda a riqueza nacional torna-lhe cego que perde confiança aos bancos nacionais preferindo salvaguardar estupidamente sua fortuna além fronteira; no continente dos colonizadores. Um ditador condena sempre a sua própria população a miséria, preferindo investir todo o dinheiro no exterior. Isto é prova que nunca tem consciência pois logo a sua ascendência perde logo o cérebro. A riqueza que Ben Ali deixou na sua casa demonstra a insanidade de um ditador. Como explicar alguém possuir mais de 60 bilhões como Mubarack surpreendeu a humanidade?

Não só um ditador sabe colocar seu povo no inferno da miséria e sofrimento mas como egocêntrico torna-se monstruoso agente de mal porque sabe eliminar perfeitamente toda a elite intelectual do país. Todo ditador africano acredita ser duro nas suas tomadas de decisões e tem a melhor arte de mentir seus companheiros do partido/estado mas perante os europeus assina sem verificar! Um ditador africano nunca tem emoções ou sentimentos, por isso mata sistematicamente sem crepúsculo. O homem informado ou com o mínimo de conhecimento é sempre o pior inimigo de um ditador mas as estruturas organizativas e infrastruturas são seus indesejáveis amigos no território.

Qualquer ditador é destrutor. Qualquer ditador é sanguinário. Todo ditador africano é polígamo. Qualquer ditador é ladrão mas nenhum ditador é patriótico e nunca pode ser nacionalista porque sofre da cegueira. Todo o ditador tem um fim de poder muito dramático, deixa cicatrizes na geografia histórica da nação, onde vai ocupando um espaço vazio. A consciência de um ditador é sempre nula pois possui um cérebro regulado e estimulado pelas formigas. Muitos de ditadores fazem parte de ceitas obscuras e misteriosas, uns são cangonheiros e outros drogados. Como sempre, um ditador nunca é amigo do povo, que nunca defende. Os herdeiros de um ditador são sempre visitados pela miséria e tormentos. A experiencia indica que a actual geração de ditadores é a penúltima no mundo por isso é possível de dizer ‘’hasta la vista’’ este ano aos tiranos de África. Um ditador nunca vive bem no asilo. O defunto de um ditador africano nunca é honrado.

A questão não é quem será o próximo mas quem poderá resistir? pois alguns serão eliminados pelos espaventos.


Nkituavanga II



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A DRAMATICA E DESASTROSA LICAO DA LIBIA


A Jamahiriya socialista da Líbia com uma superfície de 1 760 000 km² é maior que Angola (contra 1 247 000) mas tem uma população com uma densidade de 3,5 hab/km². Isto representa quase o terço da nossa população. A Líbia é a maior produtora de petróleo no continente africano com uma produção de 300 000 barris por dia, cujo rendimento tem servido para o financiamento da promoção de Islão e banga para a família presidencial; isto o fashion show do arrogante Ghadaffi na Itália bem prova.

A dramática forma que facilitou ao coronel Muammar Ghadaffi a ascendência ao poder derrubando a monarquia num sagrante golpe militar em 1969 deu origem a uma revolução verde que foi-se angariando poderes a volta de um regime ditatorial e cleptocrático. Em 42 anos no poder, Ghadaffi só conseguiu travar muitos avanços sugeridos ou planejados para o continente em detrimento do avanço da religião islâmica que procurou a todo o custo implantar no continente. Este ajudou na instalação e financiou a construção de um mosque em Angola. Ghadaffi investiu muita riqueza na guerra religiosa no Sudão e Somália como tinha anexado no seu território uma parte chadiana. Ele foi um dos opositores a criação da Liga dos Estados de África Negra (LINA). Porém não vai-se negar que foi um dos activistas na criação da União Africana embora com a mesma intenção da expansão da religião islâmica.

Os últimos acontecimentos da dramatologia líbia têm tendência de culminar-se com um massacre económico e assiste-se já a um genocídio populacional. O coronel Ghadaffi vai desafiando a realidade e está determinado a morrer como mártir, levando ao mundo dos mortos seus filhos, que sempre teve por aliados político-militares, tudo igualmente como H. Saddam. A avalanche já partiu e não se pode travar!

A grande lição

Actualmente é difícil comparar a situação da Líbia com Angola, uma vez as similaridades são poucas. O que se passa presentemente na Líbia se difere totalmente daquilo que acontecera na Tunísia como no Egipto. A posição geográfica da Líbia não permitia evitar o vento destas manifestações, uma vez situada entre Egipto e Tunísia por enquanto Angola está longe deste espaço e tem uma população fatigada com guerras/sangue. Portanto pode-se também concluir que o surgimento deste movimento não tem nenhuma particularidade ou especificação em relação a este país ou aquela nação. Acredita-se que é um fenómeno do tempo porque chegou o tempo de mudanças e alteranças, já que o homem tem sofrido ao longo de séculos. Ninguém pode hoje explicar a origem dos ventos que sopram desde oceanos mas sente-se e vê-se as suas consequências e nelas o africano está postulando.

A única realidade em consideração é que o continente africano necessita mudanças e chegou o tempo para o africano dizer basta a miséria e sofrimento impostos pelos homens egoístas, dirigentes brutos, cobardes, ditadores, bandidos, gatunos, genocidários, assassinos, ameaçadores, esbanjadores e com gula de poder. Chegou o tempo dos sem vozes!

Logo que capturou o poder, Ghadaffi preparou-se para eliminar qualquer possibilidade para um golpe de estado. Ele investiu milhões para preparar regimentos para a protecção presidencial. Ele favoreceu a sua tribo com boas condições sociais mas negligenciou o resto do exército regular, como todo o resto de ditadores tem feitos. Eis a razão hoje que só a sua guarda pode suportar-lhe e a sua tribo continua alinhar-se com o regime. Este ponto prova com uma certa lógica a grande questão tão debatida de Makuta Nkondo. Ghadaffi tentou em vão na última hora encontra um terreno de asilo mas mesmo seus fiéis amigos como Hugo Chavez e Belursconi foram obrigados negar-lhe este direito. O máximo líder da Líbia viu-se isolado de todos e decidiu defender-se até o ultimo suspiro da sua vida. O homem foi sempre arrogante e o excesso da riqueza endoideceu-lhe por isso pensa colocar-se na posição de mestre dando lição ao seu povo e ao ocidente. Ele continua seguir cegamente o poder e disposto a eternizar-se na cadeira presidencial mesmo morto. Também tinha esquecido que nos tumultos, os comunistas russos não ajudam.

A Líbia foi sempre isolada do resto do mundo porque Ghadaffi não permitia a presença da média internacional no seu território. Os órgãos de comunicação social eram uma propriedade privada do ditador que operava como instituição de controlo. A internet e outros meios de comunicação que foram utilizadas para a mobilização desta revolução foram na Líbia suprimidas. Verificava-se que seria impossível manifestar-se hoje sem a massiva presença da média internacional e Ghadaffi impedira a penetração desta no seu solo. Portanto a voz e os gritos do povo da Líbia transbordou as ondas marítimas.

Outra coisa que Ghadaffi pensou anular foi a possibilidade de qualquer eventual manifestação na capital Tripoli, mas foi bem surpreendido uma vez a revolução partiu das províncias. Ele ficou traumatizado pelas reclamações da população e tentou refugiar-se numa toca dando espaço político ao seu filho, Saif Al-Islam Ghadaffi para calmar os manifestantes. Saif que apresentava-se com moderado e reformista tenta jogar a ultima carta mas se perdeu num discurso ameaçador e intimidativo contra a população, igualmente como de Dino Matros. O discurso do nosso Matros deixa transparente o antecipado pânico do MPLA, de dirigentes angolanos e de famílias do círculo da influência. Este apelo não vai repulsar as demonstrações, mas, é um agradável convite as manifestações! O discurso de Saif que precedeu o endiabrado discurso do ditador e arrogante Ghadaffi viria completar-se por acções barbáricas, onde o mundo inteiro assiste ao bombardeamento do povo indefeso pelas forças armadas com artilharia pesada, tanques, blindados e aviões.

Muammar G que em 42 anos no poder trabalhou negativamente está agora recolhendo os frutos das suas obras monstruosas mas procure culpabilizar a América de Obama até Osama Bin Laden. De forma que ordenou no passado a sabotagem do avião de Lockerbie matando mais de 300 britânicos e outros, está ordenando a carnificina das suas populações sem remorsos. O coronel não quer morrer sozinho mas quer primeiramente danificar e destruir completamente toda a economia para deixar atrás um povo numa ruína sem hipótese de vida. Este drogado está disposto a morrer como um sujo kamikaze maluco.

Ghadaffi não foi só negado, rejeitado e abandonado pelo povo que oprimiu durante longos anos mas batalhões militares aliaram-se ao povo. Pilotos desobedeceram ordens de bombardear as populações. Diplomatas que o representaram fielmente abandonaram o barco em naufrágio e levantaram vozes apelando contra as atrocidades de uma desesperada família e desequilibrado presidente.

O comportamento de Ghadaffi demonstra hoje a qualidade de homens que dirigem-nos em África. Esses homens não só vem para dirigir-nos com ferro e fogo mas são dispostos de massacrar quando entender e como quiserem. Eis a razão que nunca conseguiram diferenciar seus bolsos privados ao do estado. Hoje o mundo que ficou silencioso aos massacres económicos perpetuados pelos dirigentes que foram-nos impostos aceita que fomos liderados por maníacos; homens com corações de ferro que nunca pressentiram feelings.
  
Uma coisa é certa, Angola ainda tem influências no exterior e consegue comprar o silêncio do mundo capitalista para presenciar a um divertimento muito horrível na praça da independência. Isto a governação angolana tem coragem de oferecer ao mundo, mas o angolano tem surpresas como o africano tem determinação. Então tudo é possível…

Who will be the next? The time will tell.



Nkituavanga II