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sábado, 8 de setembro de 2018

FINALMENTE....NOVO PARAGRAFO DA HISTORIA DE ANGOLA E DO MPLA

A história tumultuosa de Angola continua a conhecer momentos inexplicáveis animados por sucessões de intempéries vacilatórias que vão ameaçando ate a estabilidade moral e sobrevivência da nação. Em qualquer lapso que se tenta debruçar sobre a historia de Angola, a atmosfera moral na (in)consciência dos intelectuais, historiadores e políticos se perturbe pelos marés da corrupção, manipulação, subordinação e brainwash iniciado pelo colonialismo e abraçado pelo MPLA vai-se refervendo para poluir e intoxicar os ares com um nocivíssimo químico que vai entrofiando a célula pensadora dos verdadeiros patriotas angolanos. Assim, desde 1975 ate hoje, aos angolanos os ladrões políticos cautelosamente inculcaram e cimentaram uma psicose de choros devido a cruel miséria e calamidades rudimentares implementadas; efeitos de sistemáticos esbanjamentos que assolaram esta nação feita chorona. Só quem não conhece Angola dirá que aqui bem se vive; se não for parasita que nas próprias células do sumo angolano convive.

Como ''dia não mata dia'' chegou o tempo de colocar um ponto que vai permitir o início de um novo parágrafo: tempo de aspirar! ''Mesmo que a fruta na árvore fosse verde, queira como não, numa grande tempestade acaba por cair'' A teimosa e resistente fruta na árvore chamada Angola caiu. Isto é uma brecha que permite a árvore se preparar para a nova estação de produção. Este círculo produtivo é um processo natural e divina, pois nenhum homem poderoso, que tenha poder de mudar, inverter, corromper este processo. Para com Angola chegou a fase de mudar o seu rumo. Esta oportunidade que o MPLA tanto negou com rigor e vigor aos angolanos. Com a instalação de JLo na cadeira presidencial, Angola iniciou uma fase transitória para um futuro diferente.

Para um científico capaz de observar e analisar a estrutura da gestão eco politica de Angola pode concluir que tanto o país permanece dirigido com este estilo de organigrama económica, as alternâncias terão poucos efeitos. Vejamos: Angola é dirigida como todos os países africanos em via de desenvolvimento pela política. Portanto a nossa politica não é científica nem patriótica mas emocio-sentimental. Segundo a nossa estrutura o MPLA dirige sozinho o destino de Angola. O nosso governo depende do Movimento, ele é apenasmente uma porção dependente ao partido. Tudo de/em Angola pertence primeiro ao MPLA. A equação torna-se mais difícil porque o próprio MPLA não é ainda capaz de se colocar levantado/erguido. ''Um cego (MPLA) que carrega outro cego (governo), vão caindo juntos no buraco diz o livro da sabedoria. Angola não possui seu próprio bolso; Angola (eterna) vive do bolso do MPLA (passageiro). Por isso como Angola não possui ainda seu próprio bolso e o bolso do MPLA pertenceu ao PR, então o JES, Presidente da Republica não podia diferenciar o seu próprio bolso ao bolso do MPLA, assim como os filhos. O Movimento vive em cima de tudo, ate a nossa constituição depende do MPLA, (gravíssimo erro) uma realidade e lógica tão absurda. Se não mudarmos isso, o balanço do reinado de JLo será tão negativo como o de JES. Por consequência JLo só poderá mudar o aspecto moral da sociedade, sem portanto mudar a economia. Combater a corrupção não lhe será possível, uma vez não poderá combater seus colegas com que compartilha a riqueza da nação/MPLA. A questão de desenvolvimento de Angola não repousa nas implementações de politicas (somos teóricos!!!) mas sim na mudança da própria estrutura organizacional da gestão da nação (aqui seremos teóricos e práticos com uma mentalidade nova).

A preocupação de enriquecimento foi o ultimato golo no reinado de JES que não pensou arquitectar (negando nossos conselhos) um legado histórico. Criar vias para ocupar uma página na história é sempre uma herança eterna mas criar um império financeiro pode ser um legado temporário. Hoje está se apagando paulatinamente a memoria de JES (ainda vivo) e família, apontando-os dedos como patrocinadores do sofrimento de Angola.

Se fazermos uma breve análise do reinado de JES, baseando-se no que concretamente se vive, mesmo nas ruas empoeiradas do Kazenga, passando pelos ornamentos de Talatona, o saldo é autenticamente negativo. Não houve nenhum progresso político que se realizou no fulcro do MPLA. Ele jurou seguir os ensinamentos de Neto; coisa que não realizou. As poucas bases deixadas por Neto foram completamente destruídas. Levou-nos na passagem do comunismo a democracia portanto optou pela realidade de ''orneou o carro com nova pintura enquanto manteve o motor patifado'', negando toda adaptação ao progresso universal que assolou nações. Duma forma à outra preferiu instalar e alimentar com benignidade a corrupção. Ele promoveu os interesses pessoais do círculo da sua influência.

Na economia, realça-se a passagem de todo tecido económico para os novos patrões; a sua família e o seu arredondado que pilharam sem piedade os recursos e rendimentos angolanos como se pertencessem ao seu clã. Deu nascimento a uns milionários que partiram da venda de golden eggs e roubos. Grandes empresas como Sonangol, Cimangol, Taag etc. tornaram-se patrimónios privados da família (cleptocracia e nepotismo). Construiu-se algumas inaugurações como moedas de troca eleitoral. Foram assinados alguns contractos fantasiados e fantochadas cuja factura é uma volumosa dívida que hipoteca assim dezenas de gerações vindouras. Foi forçado pela fragilidade da saúde deixando um cofre bem esvaziado ao JLo, que irá transpirando décadas a pois década.

Nos aspectos sociológicos, podemos realçar que JES com a sua cúpula partidária destruiram quase todo o tecido moral, disciplinário e tudo de angolanidade. Foi sempre entrincheirado no seu palácio, aquecido pelo perfume de uma primeira-dama, que na última hora, com certa razão o fez solteiro maior. A lógica prova-nos que ''Quem não consegue conglomerar sua própria família não terá efectividade de dirigir uma estrutura maior''. Sua família vive hoje um desabando que a filha (Josefa) que rejeitou publicamente tenta reconstituir. A sua politica da exclusão social e o carácter tribal do partido abismaram a reconciliação entre angolanos. As suas associações de massas (JMPLA, OMA, OPA) incluindo a domesticação da Igreja têm contribuído para conservar angolanos divididos. Essas falhas fazem com que hoje o Movimento não conscientemente permite eleições livres e transparentes.

A passagem de poderes no seio do partido vai exigindo muita reflexão aos membros. O MPLA que mais se preocupa para aniquilar outros partidos enquanto na sua arruinada casa as fissuradas paredes estão em lambes, deve aprender a ''varrer a sua casa antes de criticar as dos vizinhos'' Sabe-se que tudo nesta baralha se faz na competição mas procurar acabar com outros movimentos históricos é um jogo de mau gosto e utopia. O MPLA é mesmo anémico e precisa um controlo terapêutico muito sério. Muitos membros históricos do Movimento morreram amargurados e chateados na pobreza. Bem aventurados aqueles cachorros que cedo desertaram cada levando um osso nas mandíbulas. JLo fez uma boa partida mas ainda corre o risco de estagnar no vazio do tempo. Ele tem de incentivar angolanos que o observam a braços cruzados, eliminar no seu círculo as más frequências com os quais esbanjaram juntos este bolo angolano, valorizar as leis, fazer respeitar as instituições e dedicar um lugar notável ao angolano (estudo, saúde, emprego e habitação). Desassociar-se totalmente e completamente com JES é um factor imperativo como garantia de sucesso. Vamos encerrar o velho parágrafo chamado JES e iniciar nesta semana uma nova frase do novo parágrafo; dando nova esperança ao angolano, oferecendo-lhe nova motivação. Vamos dar uma oportunidade ao angolano de trabalhar, pois nunca labutemos. A criação de diferentes bolsos é muito estratégico para o sucesso financeiro e desenvolvimento da nação. Que haja um bolso próprio da nação. Que cada partido tenha o seu próprio bolso, incluindo o MPLA, e finalmente o PR deve com o seu bolso pessoal diferenciar o estatal ao privado.

Parabéns ao novo Presidente do MPLA! Que o passado lhe serve de lição e trampolim.

 

Nkituavanga II

sexta-feira, 1 de junho de 2018

O JEITINHO DE JOÃO LOURENÇO


Durante a campanha eleitoral, tive aquela curiosidade de descobrir e conhecer um pouco o candidato JLo. Tive a oportunidade de ler sua biografia em diferentes paginas, infelizmente nenhuma delas indicava que JLo falasse francês. Esta (voluntária ou estratégica) omissão criou uma certa perplexidade no meu raciocino, sabendo que o homem passou pelo Congo Brazzaville. E se na realidade, este não domina o francês com qual interesse pretende enquadrar Angola na miserável francofobia; desculpe, diria francofonia.

Hoje só posso agradecer o Presidente da Franca, que confirma aos céus abertos, que o nosso PR entende bem a língua de Molière. Outrossim teria eu uma preciosidade de saber se JLo tem algum domínio linguístico na articulação de um idioma ou língua nacional. Questão de curiosidade e não tribal como a mentalidade diminutiva apetece.

Quase a maioria dos meus colegas oriundos de Malange reclamavam vaidosamente o seu lugar de nascimento (naturalidade) mas o tempo ensinou-me que JLo nasceu em Lobito e não Malange como pretendiam. Espero que não haja mais frustração nos meus fusos mentais confundindo São Paulo e Sambizanga!

Outra coisa; ate aqui, não percebo como se regulou hoje o cenário de JLo como general de reserva de ontem? E quem será ele amanha como já patenteia outros generais que nos seus tempos nomearam defuntos e inauguraram duas vezes as mesmas instituições. Que a grande deputada opinasse livremente.

O que mais aprender? Que os peritos enchem me com mais vesgas informações. Já portanto no passado de uma Angola vivemos e vimos alguém negar oficial e publicamente o seu sangue (Nguituka).

 

Nkituavanga II

sexta-feira, 25 de maio de 2018

PALAVRITAS AO PRESIDENTE


Eu gostaria de dizer poucas palavritas ao Presidente JLo; só pelo fato de ser cidadão da soberania Angolana, direito cujo me oferece a natureza. Eu não aceitaria de capitular na tentativa de lhe endereçar uma letra aberta: pois não tenho um conteúdo volumoso a desaguar na consciência deste dignitário. Redigir uma carta aberta a um dirigente da cleptocracia angolana do passado, me borrifou numa chuvada de ameaços e intimidações de tortura e morte, porque segundo alheios, alcancei o inalcançável e toquei no intocável.

Eu queria dizer-lhe umas palavritas uma vez no passado ''julguei o livro segundo a capa'' e hoje vejo a sua liderança tomar um rumo diferente ao do seu predecessor. Fui entre aqueles que questionavam: ''como poderá ele destruir a corrupção angolana que ajudou a montagem, implementação e instalação?''. Doravante, eu usaria o meu direito natural de escolhe para localizar-me numa postura que permite observar, analisar e expor conclusões construtivas.

Por direito, eu queria dizer ''congratulation'' pela sua eleição ao trono angolano: questão de consciência e patriotismo, já que não é tarde. Hoje, ainda se verifica lacunas no sistema mas agradeço porque assume uma liderança confrontadora, usando um estilo tipicamente africano. Isto incentiva-me escavar no fundo do meu coração umas palavritas para o PR, dizendo: ''coragem e vigilância''

Vigilância porque o MPLA desde 1975 tem criado uma cobra no seu seio. Esta víbora esta na sua maturidade e preparada para em súbito engolir Angola. Também os ''anacondas'' do passado não estão ainda preparados para ''botar o lenço no ringue''. Coragem porque os ''crocodilos'' do tempo não querem admitir que estão vivendo fora da zona confortável e expostos ao público.

Ainda é tão cedo aplaudir pelo sucesso de JLo na direcção governamental, uma vez JES na outrora teve um ''depart presidentiel'' muito positivo; jurando não esquecer nenhuma virgula da politica comunista de Neto, mas que (in)felizmente acabou por inclinar-se num nepotismo exagerado, levando o seu partido num tribalismo totalitário e Angola no calabouço da sua politica da exclusão social.

Caro Excelentíssimo Presidente, Eu vejo em ti um solitário pronto para mudar o destino de Angola, enquanto o resto da nação observa o cenário numa feição de braços cruzados. Vejo um presidente da Republica de Luanda, e que sonha coloridamente como seus precedentes ser PR de Angola. Cautelas! porque consigo há esperança mas o barco do MPLA é completamente desértico!

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A MISSÃO DE JOÃO LOURENÇO: O DILMA ANGOLANO


Descrever a missão de João Lourenço não depende dos estudos feitos nem dos certificados acumulados nas universidades desconhecidas deste mundo desorientado, mas simplesmente de como observar e examinar a situação partindo de uma analise selectiva da lista de membros fieis ao MPLA e também do subconjunto daqueles fieis ao JES. Ė questão de ter a sua cabeça no lugar, paz e liberdade. Só questão de não ser fanático politico.

JLo sairá de forma triunfante como representante do MPLA nas eleições de 2017. O rumo já foi traçado e nada poderá impedir a linha seguir a via pela qual a agulha passou. Assim funciona a premeditação no proletariado.

Actualmente o povo angolano vem gemido devido a miséria, por isso a escolha de JLo tem de ser aplaudido como se fosse a escolha de qualquer outra pessoa, porque Angola precisava uma alternativa fora do clã Eduardista. (Não se tem direito a escolha; ate porque nunca tivemos). Isto evitaria a nação de sombrear caoticamente num estilo político de género dinástico, sabendo também que a outra família já suficientemente torturou os angolanos e Angola. Duvida-se bastante que a escolha de JLo se deve simplesmente a sua bondade e capacidades como dirigente partidário. Não esquecendo que dirigentes do MPLA são sempre digitados; neste alinhado, naturalmente a voz do precedente líder tem sempre um volume e peso incontestáveis. Com certeza houve ''consensos internos'' entre o partido e o digitado, mas também entre o predecessor e o sucessor. Por isso neste âmbito ''a roupa suja se lava em família''. No cumprimento deste cenário baseou-se na fidelidade do digitado perante o protegido, tanto no passado como no futuro. Esta situação faz com que o futuro presidente leva na sua difícil missão uma bagagem podre, que consiste a proteger o ''partante'' com a sua família e seus bens, assim como Dilma actuou no grande Brasil.

Tem o JLo o carisma de um bom líder? A personalidade que Angola precisa para a sua unidade nacional? Tem ele alguma qualidade exigida pela profissão? Tem este homem a consciência de combater a corrupção que ele ajudou arquitectar? Poderá ele um dia recuperar a riqueza angolana que foi delapidada, esbanjada pelos seus protectores, que eram autênticos nepotistas e cleptocratas? Poderá suportar a presença de homens mais ricos que a própria Angola no seu reinado? Terão a paz aqueles que são mais ricos que ele? O único atributo que poderá garantir o sucesso da governação de JLo tem de partir a luta contra a corrupção; do resto será gasto de sabão! A luta contra a corrupção será o principal sinal da boa vontade de servir a nação de forma organizativa. Sabeis! Uma vez é do MPLA para sempre é comunista.

JLo aceitou a pior missão como ''Dilma angolano'', protegendo o incorrecto, ilógico e anormal. Ele é o provável futuro presidente uma vez as eleições do PMLA são vencidas pela força do poder financeiro e fraudes. As eleições angolanas nunca foram/são livres nem democráticas. Tanto no sentido de defender a lógica de ditadores, Omar Bongo do Gabão disse um dia; ''organiza-se eleições em Africa para vence-las''. Ele queria simplesmente dizer que ninguém neste continente organiza eleições para as perder. Já há mais índices provando que JLo será uma autêntica marioneta de JES. Para que isto deixe de acontecer, ele deve se desmarcar totalmente das grandes linhas do MPLA de JES e optar pela ideologia do MPLA de Neto misturando algumas exigências da Unita, ou estabelecer uma outra via, quase impossível. Ele deve precisar de cortar a corda umbilical da incompetência do seu partido mas isso vai provocar numerosos inimigos nas suas peugadas e feridas quase incuráveis.

Na verdade herdou um barco furado no meio do mar perturbado, onde os ocupantes são ricos, armados cuja maioria não sabe nadar. Ele tem um osso duro para roer! Por isso precisa de dentes afiados. Contudo o homem também já amassou uma boa fortuna.

JLo poderá inserir mudanças na sua politica uma vez eleito (premeditado). Isto só lhe seria possível se não sofrer influências de JES, mas este, não está ainda disponibilizado para abandonar o mundo dos vivos. Mesmo se desaparecer a sua sombra risca de ficar eternamente no seio do seu partido. Será que JES com sopro da vida vai permitir que o seu bolso pessoal (Angola) seja controlado por um alheio? E será que JLo está ajeitado ajoelhar-se constantemente diante dos poderosos Isabel e Sindika? Para dirigir Angola após JES é preciso ser imperativamente um verdadeiro homem, e resta a provar se JLo será autêntico homem. Ele deve recusar de funcionar como fotocopia de JES, tem de provar a sua própria natureza, características, competências etc. Ele tem escolhas a fazer e decisões a tomar, mas saibam que Angola já não precisa mais demónios na sua cadeira presidencial e oremos que JLo seja o tal Anjo que se necessita.

Ate aqui tudo indica que JLo restará parte da farinha do mesmo saco. Por isso quem tem ouvidos e sabedoria, que vote pela alternância!

 

Nkituavanga II

sábado, 5 de agosto de 2017

QUEM QUISER MISERIA QUE VOTE PELO MPLA!

 O que eu saiba, cada cidadão angolano devidamente identificado, socialmente e politicamente apto tem direito de eleger ou ser eleito conforme estipula a constituição, uma vez que reúne as exigências desta. Em Angola se persiste falando teoricamente das eleições livres e democráticas não só para fintar a opinião internacional mas também para manipular a consciência angolana e torna-la cativo do sistema. Voila! mais uma vez Angola vai desperdiçando milhões de dólares nessas eleições premeditadas, arquitectadas com um vencedor digitado, antecipado e pre-eleito quando o povo continua lacrimejando com dores e angústia no padecimento.

Creio que faço parte dos poucos angolanos que não admitiram suas capacidades de percepção, raciocino e expressivo fossem monopolizadas, nacionalizadas e corrompidas, por isso tenho usado todos os poderes que me foram divinamente conferidos para compartilhar as poucas ideias com patrícios da terra. A minha opinião só pode ferir aqueles que escolheram a via de viver e operar em cima da lei, que produzem fora das normas e dos que são classificados como lambebotas.

Neste precioso momento os angolanos devem ter esta interrogação flutuando sua consciência. Sabemos que a história do nosso povo tem sido completamente e totalmente deturpada portanto a verdade nunca muda de cor. Felizmente existem ainda angolanos que detêm ou testemunharam a verdadeira verdade. Vejamos uma coisa: desde 1975 ate hoje, Angola foi e continua sendo dirigida pelo poderoso MPLA. Este com o qual conhecemos varias fases, partindo do período da instalação ideológica ao proletariado, das guerras e lutas, do colonialismo ao comunismo, da dita democracia a cleptocracia. Essas transições constituíram a cronologia da nossa falsificada história de 42 anos de sofrimento. Durante 42 anos tivemos 2 presidentes do MPLA: Agostinho Neto (1975-1979) e José Eduardo dos Santos (1979 ate o presente). O primeiro viu encurtado seu mandato com um saldo negativo mas justificado e o segundo adicionou mandatos por mandatos também tendo saldos sucessivamente negativos e assombrados. Sub a direcção do MPLA Angola viveu longos tempos do comunismo, onde a palavra eleição não constava no dicionário da sociedade. Na ideologia do MPLA, a visão incontestável é dirigir eternamente sem oferecer brechas a qualquer outro partido para contribuir a edificação de uma Angola nova e prospere. Assim continua labutando para findar com outros partidos históricos, tanto emergentes, excluindo também outras tribos que não acatam sua mentalidade.

Aproxima-se as ditas eleições e os angolanos estão dispostos para votar. Diz-se as eleições são ou serão justas e democráticas mas as sequelas das fraudes já estão omnipresentes como na outrora e habito. Em contexto eleitoral os africanos são recordistas no tempo de obtenção de resultados, pois em Africa já se conhece o vencedor antes do início da maratona. E Angola do MPLA pertence a família de peritos em fraudes em colaboração com Brasil e Rússia. Na lógica sociológica e politica eleger é um direito cívico nacional e patriótico, é uma responsabilidade humanista mas também um direito divino para cada cidadão duma pátria. Esse direito deve ser aproveitado porque marca a nossa própria historia como cidadão de uma Soberania. Quando as eleições são livres e democráticas, cada cidadão deve ter a liberdade e paz de eleger conforme a sua vontade; quer dizer sem sofrer pressões, influencias e que não seja teleguiado. Nesta liberdade não pode haver ameaços, medo, manipulação, promessas corruptíveis, consequências nefastas e outras formas de apertos externos. Isto é o que se chama exercer seus direitos livremente.

A escolha não deve ser instintiva, emulativa, imitativa mas tem de ser o resultado de análises profundas do eleitor. Ela não deve ser emocional mas uma reflexão calculada, para não dizer cientifica. A observação de cada indivíduo que facilita a escolha deve se basear na experiência histórica do nosso povo e de cada elemento mas também da visão ou expectativas. Como todo angolano consciente ou patriota eu perguntaria: o que fez o MPLA desde 1975? O que JES fez na sua governação desde 1979? Estas perguntas dariam luz para renovar a confiança ao MPLA e João Lourenço ou rejeita-los completamente.

No passado o MPLA prometia-nos o bem-estar social. Esta promessa caiu hoje no esquecimento porque a visão do Movimento Popular da Libertação de Angola/PT difere na dos Milionários Promovidos pelos Ladroes de Angola. Talvez a mudança de dirigentes no topo da hierarquia partidária ocasionou esta mudança de visão. A queda do murro de Berlim marcou o fim do comunismo em Angola, que logo abraçou a democracia. Logo para o dirigente angolano, a democracia tem uma definição que se completa pelos actos vergonhosos deste. Como o poder do MPLA se caracteriza por um enriquecimento rápido e escandaloso não só do dirigente mas incluindo sua parentela. Assim a riqueza de Angola continua como partilha de um grupo limitado de angolanos e estrangeiros que participem activamente na pilhagem desta terra. Este círculo que manda e determina com a mão de ferro e coração de bronze tem feito o possível para conter a maioria da população na miséria e no sofrimento.

O MPLA que prometera fazer de Angola um paraíso africano, só conseguiu ascender o fogo colocando o angolano numa temperatura atmosférica igual a do inferno, de certeza com a ajuda da domesticada Igreja. Eis a razão de tantos choros, miséria, sofrimento e desespero. Visto tudo isto, é tempo de conscientemente questionar: se em 42 anos do poder do MPLA não se conseguiu mudar o destino de Angola, como será possível agora mudar este destino num mandato? Alguém pode ter uma opinião diferente pois todos não vimos da mesma forma ou do mesmo ângulo. E a liberdade não é uma propriedade privada controlada por um clã dominante. A lógica sociopolítica prova que qualquer partido que produz um sistema nunca consegue criar um novo anti sistema para combater o velho. Assim o MPLA que fabricou ou germinou a corrupção não poderá nunca combater a mesma. A resolução da equação angolana não reside simplesmente na mudança na Presidência, pois a visão é da família com uma bandeira que tem martelo para decimar e derramando continuamente sangue da população. Diz-se: ''uma vez cão; sempre será cão'' Noutra linguagem disse-se: ''mesmo carro, mesmo motor mas só se mudou a pintura e o motorista''.

Me lembro ainda alguém que uma vez diz: ''encontrei a pobreza em Angola e não estou preparado para acabar com a pobreza dando mais que a população jovem de Angola é constituída por frustrados''. Sim com certeza já havia pobreza em Angola, e é um sujeito indiscutível, mas, a actual pobreza é fantasmada obra do MPLA! Já tínhamos a nossa pobreza mas não chorávamos como hoje. Tínhamos miséria mas comíamos a nossa mandioka. Sim, o MPLA não inventou o negativo angolano mas ajudou a instalação e expansão do negativismo, onde tudo é mais difícil para o angolano enquanto estrangeiros vão florescendo.

Para melhor ver e entender a pobreza de Angola convém ainda ou primeiro ver e analisar a fortuna de milionários angolanos que surgiram nesta década. São do MPLA, fazem parte da família MPLA e são os únicos que vivem alegremente, colonizando a maioria. Não me digam que é inveja! Desde 1992 ate hoje Angola produziu homens com mais dinheiro que o Presidente Donald Trump realizou em toda sua vida mesmo nascido já numa família cujo pai era milionário.

Este é o momento dado aos angolanos para decidir o seu futuro; momento decisivo. Estás livre de escolher; pois tem direito a escolha. Decide hoje o seu futuro, negando viver com promessas mal executadas e não cumpridas. Chegou o tempo de dizer basta as mentiras! Podem os angolanos mandar parar o comboio da miséria. Negam a pobreza e refutem o sofrimento. Escolhem um governo consciente: governo que tem alma. Então quem votar pelo MPLA, escolhe a miséria, sofrimento e escravatura. Estamos cansados ver os corpos dos nossos filhos botados aos jacarés ou mortos a tiro só porque reclamaram suas liberdades. Estamos cansados de ver os nossos pais no desemprego. Estamos cansados de contar mortos nos hospitais que são reais matadouros! Estamos cansados do MPLA, sabendo também que João Lourenço não trará nada de diferente: farinha do mesmo saco!

Quem tem ouvidos, vote pela alternância!

 

Nkituavanga II

 

sábado, 8 de julho de 2017

O DESPERTAR DE SINDIKA

Uma das heranças que foi-nos deixada pelos velhos sábios na minha terra é um adágio que diz: ''o pau mesmo demorando anos e anos nas aguas nunca se tornará jacaré'' isto explica o livro da vida e sabedoria que também diz: ''o etíope nunca pode mudar a cor da sua pele''. Actualmente na nossa sociedade corrompida e fragmentada, esta lógica é sempre combatida pela vontade manipulativa de minúsculos homens com poderes partidários e políticos que intentam ocupar a posição de Criador. Porem este homem é limitado, que nem tempo consegue controlar. Corrompendo a consciência do homem estes dirigentes acreditam, que este iria engolir qualquer sapo que for lhe colocado na boca, esquecendo que Angola tem homens capacitados para enxergar, mesmo no silencio. Portanto que o tempo vai desbobinando a verdadeira historia, já que a verdade não tem asas e nunca pode ser escondida...

Acontece que temos um cunhado, que durante longos anos fizeram-nos crer que fosse especial.  Na verdade, tanto nós como o próprio cunhado adormecemos  nesta armadilha que tem-nos hipnotizado, e finalmente ate acreditamos no inaceitável. Fala-se de um homem de negocio, um operador económico, um autor, agente e delegado da cultura africana e em particular angolana. trata-se do esposo da nossa irmã; que misteriosamente tornou-se a primeira filha do nosso querido PR, cujo por acidente da ecologia do sistema politico deste tempo e por ironia da estratégia politica preferiu ignorar a verdadeira primeira (Josefa Ngutuika), optando pela princesa Isabel. Convenceram-nos que Sindika Dokolo era diferente de outros congoleses, ou bem dizendo vulgo zairenses. O próprio Sindika tem leccionando-nos que tendo cuidado um negocio que ele ajudou crescer partindo de simples kitanda de ovos a um império financeiro, faz dele mais angolano com direitos, liberdades e regalias que o coloquem em cima da lei como outros membros do circulo presidencial. O facto de consertar laços matrimoniais com a especial donzela, único quadro divinamente capacitado para dirigir os destinos da Sonangol proporcionou ao Sindika um estatuto privilegiado e uma voz poderosa no solo angolano.

Por acaso temos tido momentâneas oportunidades de ver o Sindika quase em todos grandes capitais europeus como Londres, Bruxelas, Paris, Copenhaguem ate ultimamente em varias cidades de leste do continente carregando nas calmas as expensive bags da princesa. Este homem que por direito sanguíneo, marital e económico compartilha com a princesa mais de 4 nacionalidades (angolana, dinamarquesa, britânica, russa, belga, possivelmente portuguesa e brasileira) voltou ao seu senso reclamando a nacionalidade congolesa: é maravilhoso! Não pretendo dizer que tem ele negado a sua nacionalidade congolesa mas anunciá-la no estilo de Moisés, o libertador no Egipto é surpresa, espanto etc. Lembrais que a relação entre Angola e RD do Congo tem sido fantasmada com ambiguidade orneada pelo MPLA.

Hoje Sindika vem assumir publicamente a sua postura do filho do Congo? Não é nos mementos difíceis que se reconhece os bons amigos? Quantas vezes Angola conheceu momentos difíceis? Vimos Dokolo ajudar seus compatriotas refugiados de Kassai em Angola com vários bens. Por enquanto ontem e ainda hoje milhares morreram no Uíge com a pestilência de marburg. No Cunene morrem diariamente centenas de crianças famintas deste rico país. Nos hospitais de Luanda morrem em sucessão centenas de crianças mas Sindika nunca encorajou seu sogro, ou talvez sua esposa para ajudar a nação que há quatro décadas dirigem. Sindika tem hoje audácia de declarar que come kizaka, fumbwa e funje como todo congolês genuíno, infelizmente esqueceu de citar a carne humana como o seu sogro e seu partido MPLA diabolizaram milhares de angolanos/bakongos como canibais só porque vieram do Congo ou vivem ao longo das fronteiras com Congo. Talvez isto seja a razão pela qual hipocritamente JES disse a sua progenitura: ''o pai biológico de Josefa é uma outra pessoa que ela deve continuar de procurar''. A voz promissora de Sindika dos Santos continue dando esperança ao povo do Congo. Esperança esta que nem Dos Santos nem Isabel ou nenhum outro membro da parentela nunca deram ao angolano. Mesmo nestas paradoxas, os mais curiosos deduzem que na última hora poderá o sogro de Sindika empregar seus cães da guerra para desalojar Joseph Kabila no poder. Enquanto pensam ainda que mesmo perdendo tempos valiosos a família pode eternizar-se no poder usando um certo digitado no topo.

Também podemos agradecer pelo facto que se evitou o cenário onde teríamos a Princesa Isabel como PR de Angola enquanto na mesma onda Sindika a presidenciar no Congo Democrático. Obrigado a União Europeia que nos poupou deste macabroso cambalacho da Cidade Alta, que procurou arquitectar este first african presidential couple.

Assim se despertou o Sindika num pesadelo prolongado, com lábios tremendo e... espantou-se vendo o seu povo num primitivismo inaceitável, refuta as prerrogativas do Egipto para salvar a sua nação! E nós, quem nos salvará? Sindika patriota, pan-africanista ou oportunista? Parabéns cunhado, consigo estamos! sem desistência ate a entrada a terra prometida!

 
Nkituavanga II

 

 

sábado, 17 de junho de 2017

JOÃO LOURENÇO: A SOMBRA DE JES

Há dias que o nosso Amado Presidente era moribundo numa sofisticada cama hospitalar em Espanha. Só teria lá ser porque Angola não tem hospitais capacitados para tal missão, talvez diria que o MPLA nunca pensou investir num hospital adequado no seu território. Alem de falarmos da falta de confiança deste partido aos técnicos da medicina angolana. No terreno as flutuantes emoções eram fortes e o desespero era visível entre os dirigentes. O seu regresso sustenta a minha tese; vimos uma colossal presença na sua recepção no Aeroporto, que evidenciou muitas exclamações, reticencias e hipóteses. Contudo, durante esta hospitalização muitos angolanos como eu tivemos orando. Eu implorei os deuses angolanos que dessem vida ao nosso PR. Que dessem tempo ao nosso PR assistir as ocorrências do processo eleitoral ate o seu fim. Que dessem oportunidade ao nosso PR festejar publicamente num futuro próximo a fraudulenta vitoria arquitectada pelo seu partido. Que finalmente dessem ocasião ao nosso PR lacrimejar as absconsas a real e verdadeira derrota do seu partido decidida pelo bravo povo.
 
Cada dia, conforme o calendário da CNE aproxima-se as injustificadas eleições angolanas. Um processo desenhado para arruinar milhões de dólares; quando o nosso dilapidado e desprotegido povo sofre. Uma aventura louca que já tem um destino e um vencedor antecipado, que puramente serve de figura decorativa para provar ao mundo aquilo que somos enquanto não somos; hipocrisia. Neste processo, diria parabéns a oposição e igreja que são cheap acompanhantes para oficializar a posição do MPLA. Também diria parabéns ao João Manuel Gonçalves Lourenço, o previsto vencedor desta macabrosa manipulação.
 
Angola acedeu a independência em 1975 com um governo marxista, que actualmente por ironia do destino continue no poder. Agostinho Neto foi o primeiro Presidente ate quando foi-nos raptado inesperadamente pela morte em 1979. Pouco importa o que aconteceu dentro da nomenclatura partidária; todavia José Eduardo dos Santos foi digitado para continuar a obra de Neto. No seu vivido juramento, que me lembro ainda como se fosse ontem, JES prometeu não esquecer nenhuma virgula entre os ensinamentos de Neto: que fidelidade! Tempos depois, JES mudou escrupulosamente de cor tendo dentes e garras bem afiados. Por consequência o malogrado Neto tombou no obscuro e no completo esquecimento. Nasceu assim o novo MPLA e a nova Republica. Solitário no poder JES alterou o rumo da nação dirigindo com um braço de ferro ate a dita passagem do totalitarismo a democracia. Angola persegue ate hoje um percurso confuso, sem ideologia politica nem direcção económica. Passou-se o tempo das guerras e terminou-se também com tais ''desculpas'' mas a caótica situação de Angola foi-se agudizando. O saldo geral do reinado de JES é realmente negativo ao quadrado em todas as esferas, embora que houve algumas realizações de péssimas qualidades em Luanda. A herança que será legada por Dos Santos será uma lista prolongada de milionários criados e inventados pelo regime mamando o sangue e suor de um povo miserável, sofredor e desesperado.
 
A brilhante e orneada oportunidade que JES obteve, substituindo Neto na cadeira presidencial, não será a mesma brindada ao JLo. Este tem a responsabilidade não só de dirigir Angola, mas uma Soberania tendo no seu seio um circulo e clã presidenciais com um estatuto especial. Ele vendeu a sua alma jurando em sigilo pelo pescoço de um JES, que lhe restará omnipresente em tudo. Ele terá pouco espaço de manobras politicas, económicas e jurídicas. JES que na outrora tinha pelo pescoço de um ''defunto físico'' jurado, conseguiu desviar a linha de Neto e redigir uma nova historia eduardista caracterizada pelo enriquecimento supersónico. JES soube adaptar um jogo duro, de batota onde se precipitou enviar seus colegas da revolução numa aposentação prematura. Em tudo fez com que ficasse na posição de jogador, capitão da equipa, arbitro e comissário de jogo ao mesmo tempo. Fez-se mestre solitário num terreno onde é proibido tossir, gracejar e mesmo raciocinar.
 
Desde que JES vive ainda, JLo nunca terá mãos livres para implementar seus próprios planos, para exercitar suas capacidades e colocar ao serviço do povo suas iniciativas. Ele tem mais probabilidades de operar como fotocopia de JES, assim será autentico penumbra deste. Não é bom nem fácil continuar a obra negativa de um ''falhado'' e melhorar os objectivos enquanto teleguiado. Aqui não se pretende acelerar a morte inevitável de JES, porem é preciso sermos realistas. Vivo como morto, JES será sempre um problema, ate incluindo a sua família. Só valorizando o povo é que JLo poderia sair desta armadilha e nó, que auto-colocou no pescoço, cortando assim as correntezas amarradas nos seus braços e sair deste minado ninho onde deseja repousar. Contudo é quase impossível trabalhar bem e contribuir positivamente quando ganha-se as eleições com fraudes. Especialmente quando vive-se num meio corrompido, onde o bolso do governo pertence a quem monopolize o poder. Tem de ser um artista pro para desempenhar a função de cego, quando este não é.
Espera-se que JLo saiba se desmarcar destas ideologias ilógicas que amplificam o sofrimento do nosso povo. Embora milionário pode ele com a sua fortuna ajudar os angolanos reconquistar sua visão, esperança e rumo perdidos. Ele tem o direito de amar Angola e angolanos se na realidade tem nas suas veias sangue angolano: verdadeiro patriota. O tempo vai-nos dizer algo.
 
 
Nkituavanga II
 
 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

ISABEL DOS SANTOS: DIARREIA VERBAL

Ultimamente temos assistido em varias justificações infinitas e inúteis que provenham da Princesa angolana Isabel dos Santos; a mulher mais poderosa de Angola e mais rica de Africa. Gostaria de emprestar aqui uma dica francesa ''qui s'excuse s'accuse'' que tanto o cunhado Sindika como a própria princesa conhece o significado. Ela intenta se omnipresentar positivamente na consciência angolana para justificar o injustificável mesmo em tribunais angolanos. Qual surdo em Angola precisa duma explicadura da donzela?

Isabel não tem uma consciência livre e procure defender-se contra uma inteira nação manipulada economicamente durante longos e prolongados anos. Desamparada e continuamente assustada, ela com certeza tem sido fantasmada da sua própria sombra, por isso em qualquer espaço que tiver, torna-se restritamente proibido aos passantes de gracejar, já que ela automaticamente deduz que riem-se dela. Assim concebeu uma lógica pessoal que faz com que em Angola ninguém pode exprimir-se livremente, porque ela pensa que fala-se mal dela. Neste âmbito afundou na estratagema de combater tudo e todos. Essa diarreia verbal é mesmo resultado de ''engolir o alheio''. Portanto saiba dona Isabel que o silencio não é fraqueza  nem tão pouco estupidez.

Estimaria de compartilhar uma experiência que tanto Isabel como Dokolo nunca viveram e não tem possibilidades de um dia conviver. Na nossa vida rural, no mato, ou bem dizer nos kimbos quando alguém desperdiça algo valioso, consulta-se o soba da aldeia. Este, na sua vez vai esperar ate que todos regressem das suas obrigações diárias, nas tardinhas. O soba vai prenunciar, clamando duma ponta da aldeia a outra apelidando quem furtou a devolução num tempo determinado. A sua mensagem será direita e clara pois tem se a certeza que o objecto foi bem roubado. Infelizmente quem arriscar responder esse apelo é logo visto e considerado de suspeito gatuno, e merece ser imediatamente investigado. Na maioria dos casos (99,99%) averigua-se correcto.

Na sua lógica, ora vendia ovos, com o tempo vendeu seu carro e depois arranjou um emprego que lhe oferecia milhões mensalmente. Isto tudo ocorreu num planeta chamado Angola. Isabel.., Isabel.., Isabel...''é possível driblar uma nação um dia mas não possível ludibriar um povo todos dias''. Tu és livre e não tem que se justificar a ninguém, uma vez Angola é seu bolso. Angola foi sempre um património privadíssimo da sua parentela; o quintal do velho onde quem não manda cumpre!

Escute mana, fizeste um nome e és tão grande, continua caminhando gloriosamente com sapo na garganta. Diz-se ''vale mais a honra bem acumulada de que a riqueza mal aglomerada'' Parabéns! Contudo, depois da festa vem sempre a fome, e já não é tempo de negociar simpatias. Se deparar hoje com Cristo lhe pediria nas calmas que entregasse toda a sua riqueza a sua irmã maior Josefa Ngutuika, assim a equação deste imparável diarreia será resolvida.

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 7 de abril de 2017

POUCO SE PODE ESPERAR DE JOÃO LOURENÇO


Nunca gostei de assumir uma posição baseando-me simplesmente nas efémeras emoções. Pouco gosto de escrever algo na posição de narrador e ao mesmo tempo autor. Esta postura muitas vezes toma uma inclinação com uma tonalidade orgulhosa, e se não tiver cautela opta-se uma postura de ''sabe-tudo''. Portanto colocar a sua sabedoria a disposição de um leitorat oprimido, sem voz, tendo um raciocino nacionalizado pela ditadura é verdadeiramente uma missão que acho preciosa.

A certeza do tempo e das práticas prova que João Lourenço (JLo) será definitivamente o próximo Presidente de Angola. Angola se prepara para suas eleições, e continuar depois se desenrascar certamente para um futuro caótico. As garantias da sua vitoria pouco convincente se decifra brevemente de tal forma:

Sabe-se bem que J.Lourenço vai sem lascas vencer as eleições de 2017. Vencerá porque é membro do MPLA, que tem tido 365 dias por ano da propaganda, quanto outros só terão 90 dias sob batotas para realizar o impossível. Vencerá, não porque é melhor que outros, ou populoso que outros, ou mais capacitado que outros mas simplesmente porque as eleições foram e serão sempre fraudulentas, injustas e não democráticas. Vencerá porque as eleições angolanas são sempre premeditadas com um vencedor antecipado. Vencerá porque o MPLA tem como partenariados a Rússia e Brasil que são autênticos peritos com mecanismos e sistemas computarizados especializados nas fraudes eleitorais. Pensem como a Rússia afectou as eleições de Trump!!! Vencerá porque as urnas já estão sendo aquarteladas e fichas preenchidas em vários lugares tanto no país como nas vizinhanças; claro como de habito. O MPLA colocará a sua disposição todo o seu musculo financeiro, equipamentos e estratégias dominantes mas também a riqueza da família Dos Santos que jurou defender a qualquer preço. Vencerá porque tem o controlo total de todas instituições partindo da própria CNE, que é mais um compartimento do bolso do M. ''As eleições africanas são organizadas para serem vencidas'' reitero aqui uma citação de Omar Bongo.

Uma vez, o destino de Angola posto nas mãos ditatoriais de JLo, a obscuridade vai-se abater agressivamente nas terras angolanas. O que faz confirmar isto não se baseia em emoções ou inclinações politicas, mas chamando o cão pelo seu nome, diria que herdou um regime nepotista e ditatorial onde as probabilidades de mudanças não são viáveis pois se jurou pelo pescoço de JES. Por isso, este próximo candidato oferece alternativas insignificantes na mudança da gestão. Vejamos o porque:

JLO tem um estatuto complicado, que eu trataria como hybrid. Ele é profissionalmente militar, com patente de general. Ao mesmo tempo, o Sr. é civil, empresário e politico membro do MPLA (Milionários Promovidos pelos Ladroes de Angola). Queria dizer que tem um posicionamento de morcego; que não pertence a família de ratos nem de aves. Nesta sua posição torna-se difícil operar eficientemente tanto como militar ou como civil. Alem disso em nenhuma boa constituição de qualquer Republica no mundo, disciplinada, organizada e democrática aceita-se esta dupla titularidade biótecnica em função no topo de um governo que quer ser produtivo. Lembreis-vos que em Angola o exercito não é independente ou apolítico, continua ainda partidário servindo cegamente o MPLA. Esta complexidade oferece autênticas frustrações!

Por enquanto é ministro da defesa. O que se sabe foi-lhe incumbido esta função, não só pelo facto de ser fiel ao seu partido mas também com a missão de continuar obras iniciadas pelo então general João de Matos. Angola ocupa uma posição estratégica em Africa central e possui um exercito que no contemporâneo tem maior capacidade para manter a paz na região. Sendo também vizinho do Congo, Angola tem a nobreza missão de manter e controlar a situação no Congo, impedindo assim infiltrações de outras influencias. Depois do general João de Matos, o general Miala era o outro habilitado para responder adequadamente nos problemas do Congo. Na ausência destes dois generais, só João Lourenço pode responder ao tempo nos problemáticos deste gigantesco vizinho nórdico que Angola tem. Infelizmente João Lourenço não foi capaz de resolver a crise do Congo uma vez obteve esta posição quando Angola capitulou logo de imediato numa crise económica: o preço do petróleo baixou e a Sonangol Ltd vive turbulências voluntariamente semeadas. Na sua experiência como governador não teve um resultado tecnocrático notável.

Este candidato não tem carisma para a cadeira presidencial como teve nos exércitos. Seus discursos não são apetrechados como deveriam. Este ponto é discutível porque os discursos em geral são feitos por outrem mas a postura, concentração, coolnes, audácia, articulação e outros aspectos determinam o estilo de um presidente. Corre-se o risco dele copiar o modelo frio de JES e optar por um estilo europeu: afastado do povo, sem conviver os problemas do povo embora que tenha um reconhecimento as culturas africanas. A sua aparência (ditadora) diz muito mas pode ser enganosa. Há possibilidades de adoptar certas características mas o tempo e posição não facilitam aprendendo os atributos que carece visto que esta cadeira presidencial promete competição em acumulação de poderes e fortunas.

João Lourenço herdou um barco furado que vai lentamente afundando, tendo motores encravados, com peças ferrugentas e  animado com desespero nos prazeres. Ele terá uma responsabilidade prioritária de mais se concentrar com problemas internos do partido, tal como a hierarquia de Angola posiciona o MPLA em cima do povo e de tudo. Eis a razão que hoje já não se diz ''o MPLA é o povo'' mas também ''o mais importante é resolver os problemas do povo'' A sua missão tem mais de 85 % de probabilidades para falhar uma vez ela já é corrompida. Há mais lutas internas do seio deste partido: lutas de posicionamento, lutas de enriquecimento, lutas de estruturamento, lutas tribais, lutas de redireccionamento etc. A sua autoridade será confrontada e posta em questão pelos mais poderosos do partidos e mais ricos de clãs e famílias que actualmente dirigem Angola.

Porem todo este conceito é reforçado pelo argumento do próprio MPLA. Tal como Sidika Dokolo interpelou que em Angola, de Kabinda ao Kunene só a princesa Isabel é o único quadro capaz de dirigir a Sonangol Ltd, assim como o MPLA nos fez crer e eternamente aceitar que JES resta insubstituível e candidato único habilitado para dirigir o país. Isto na visão do MPLA quer dizer que mesmo JLo não tem capacidade para liderar Angola. Então pouco ou nada se espe....nesta grandiosa contenda.

Reconheço que em nenhum caso a minha opinião seja determinativa , ou que tenha qualquer influencia nos resultados eleitorais em Angola. Uso simplesmente o meu direito para compartilhar as analises que acho coerentes visto o que se vive, e que também se preconizam para uma Angola sofredora cujo faço parte. Vou negando o sofrimento, e lutaremos todos contra esta miséria, que prometeram ser incapaz de acabar; pois já tinha enraizado antes da sua (M...) chegada em Angola (ou Luanda?).

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 24 de março de 2017

MPLA, CLUBE DE MILIONARIOS

 Ainda me lembro claramente a entrada oficial e triunfante do MPLA em Angola, embora que noutra óptica esta entrada se fazia paulatinamente em vários pontos do território. Tanto o MPLA como outros movimentos históricos da época da revolução, que culminou com a independência de Angola, fizeram suas entradas do mesmo formato estratégico. Os que presenciaram estes ingressos tem testemunhado com euforia glorificando o resultado dos esforços do povo angolano. As imagens arquivadas daquele passado presente eram também uma fonte que preparou ricamente o angolano na narração verdadeira da sua historia, partindo deste acontecimento especial do nascimento da nossa republica. Falo do passado presente para simplesmente caracterizar aquele passado real que conhecemos naquele presente ou nas alturas que não se podia narrar a nossa historia com manipulação ou deturpação. Nesta altura havia uma consciência angolana que não tinha sido invadida pela competição rudimentar e gula na conquista egoísta do poder entre angolanos de diferentes fracções politicas.

Sabe-se que os três movimentos da luta para libertação vieram das suas bases político-militares que se situavam fora das fronteiras angolanas. Uma vez que o governo colonial deu a luz verde a entrada a estes; uns entraram cautelosamente em porções para melhor defender e proteger a sua unidade e identidade. Outros já tinham alguns grupos infiltrados no território, começaram emergir na superfície político-militar duma colónia em transição a Republica. Como já disse no inicio a entrada dos movimentos foi uma alegria nacional, porque a conquista era algo precioso que foi comprado com o sangue de muitos angolanos. Entende-se que um ou outro movimento fez a sua entrada glorificada numa determinada zona ou província da sua preferência ou digamos da sua vantagem em termo de segurança, acolhimento ou do selo da identidade étnica.

Os movimentos trouxeram ideologias e políticos, estratégias e exércitos. Cada tinha nos seus cofres a sua bagagem de direitos, responsabilidades, missão, objectivos, visão etc. Esses movimentos eram diferentes em conteúdo e características. De comum só tinha a angolanidade e pobreza.

Falando de angolanidade queria dizer que tinha uma boa mentalidade de criar uma nação angolana para angolanos. Eram movimentos autênticos angolanos para servir Angola ao beneficio do angolano. Alem das suas propagandas, os três movimentos já eram derivados e conotados com uma pequena semente de tribalismo camuflado. As representativas eram normais como em todo universo, tendo uma dominação maioritária duma determinada etnia, misturada as outras etnias de forma insignificativa.

Falando da pobreza, não gostaria de minimizar as capacidades destes movimentos na sua organização ate ao sucesso. Partiram de nada para conseguir ajudas financeiras, contribuições ate empréstimos de vultuosas somas que aguentaram operações e pessoais etc. O equipamento militar de cada movimento, mesmo nesta altura era contabilizado por milhões. Sim, eles tinham contratos e promessas excelentíssimas que custavam biliões! Duma outra forma esta riqueza era abstracta, pois no concreto trouxeram malas vazias; sem liquido. Vieram pobres, mas digo: pobres! Neto não era milionário e muito menos seus aliados. Holden não veio milionário, como seus pupilos. Savimbi e a cúpula também trouxeram riqueza nenhuma. A única riqueza que todos esperavam era Angola porque seria a pátria mãe, património de todos, fonte de tudo para os angolanos. No seu tempo com a pasta do plano ou do partido JES também não era rico e muito menos a sua família.

A nossa historia ocorreu como foi arrastada pelos marés do egocentrismo de homens com coração tortuoso e mau visão. A mata pegou o fogo e o desabando surgiu, cada foi salvando a sua pele conforme a sua vitoria ou derrota. Assim o poder ficou com o MPLA. Soube-se oficialmente que o governo português não tinha deixado um cofre com milhões como ultimamente fez em Macau. O pouco que tinha deixado diz-se volatilizado nas mãos de um dirigente da FNLA muito conhecido devido as propagandas do tempo, que eu não gostaria de aqui citar (SB). Infelizmente hoje a ironia foi descoberto, pois este individuo nunca foi entregue aos tribunais.

O movimento marxista ficou longos e longos tempos dirigindo Angola com um braço de ferro. Dirigiram Angola como suas casas, desconseguindo ate ao fim acabar com a pobreza do angolano. Finalmente, foi-nos avisado, confirmado abertamente e claramente que o MPLA não tiraria Angola da pobreza, porque encontrou Angola pobre e que (eles) o MPLA não tinha capacidade para tal fazer.

Eu tive uma bela oportunidade nos anos passados de participar em duas reuniões de membros do partido, dirigidas pelo antigo Secretario Geral do MPLA em dois diversos países europeus. A coisa que mais me escandalizou nestas participações foram as declarações repetitivas que este fez tanto ali como ai dizendo que: ''Angola é rica e faremos de nossos membros ricaços'' A intenção segundo o plano do MPLA é de fazer dos seus membros milionários. Infelizmente hoje que escrevo estes trechos, temos uma nova direcção e possivelmente teremos uma nova Republica com nova visão.

Eles já eram ricos com a intenção de formar novos ricos. Eles preconizaram dirigir eternamente Angola saqueando a esquerda e direita. Nestas reuniões o SG disse ''tanto que vivemos nunca um dia Angola será dirigida pela UNITA ou CASA'' Essas mesmas palavras oiço constantemente da boca de Kangamba. Na realidade e experiência, eles vieram pobres mas saíram riquíssimos, deixando cofres vazios sub pretexto de ''baixo preço do petróleo'' O MPLA é um clube só de milionários, para milionários. Esses comunistas são conscientes sobre o sofrimento do povo, porem carecem a mínima vontade e capacidade para alterar esta situação, mesmo assim pensam perpetuamente serem mestres da terra angolana. Eles ate imaginam serem deuses; que eternamente viverão, por isso vão vivendo em cima da lei. São governantes que vieram servir suas barrigas e suas famílias. Eles jamais pensaram ao angolano, eis a razão pela qual já não se diz MPLA é o povo. Vieram sem cofres; para não dizer que vieram com cofres vazios, portanto saíram com bancos quase em todo universo. São os mais ricos de Africa, tem carros, aviões, frotas de barcos e casas etc. E o povo continua lagrimando com pobreza nos bairros de Luanda enquanto eles joguem ''a orelha surda'' nas grandes praias do Brasil. Foi assim que traímos a nossa pátria a aqueles que ontem aplaudíamos, só porque vieram com caras bonitas.

A grande questão que gira a consciência angolana: João Lourenço, o novo presidente do clube de Milionários Promovidos pelos Ladroes de Angola e (provável) futuro Presidente será para Angola um anjo ou um demónio?

 

Nkituavanga II

sábado, 31 de dezembro de 2016

ANGOLA NAVIGANDO NO SILENCIO

 Estamos contando horas e minutos para terminarmos o ano 2016. O processo de terminar um ano é sempre acompanhado com sentimentos de prazeres, porque ganha-se mais esperança para iniciar o novo ano com seus desafios nas novas resoluções. Pois reconhece-se também que muitos começaram connosco o tal ano mas infelizmente alguns não chegaram a finalizar a oferta da vida neste ano. Assim como beneficiários deste ano e do vindouro celebramos esta preciosa oportunidade que foi-nos concedida mas também regozijamos sobre resoluções cumpridas.

O ano 2016 foi violento. Ele começou numa brutalidade que roubou muitos famosos do mundo musical, desportivo, cinematográfico, politico etc. Por muitos, o ano 2016 foi um tempo de choros, sofrimentos, silencio, fome, reflexão, duvidas mas também de cálculos na ausência da paz espiritual uma vez havia incertezas neste mandato anual. Universalmente houve tempestades de choros partindo da morte da cantora congolesa Marie Misamu ate a morte de George Michael passando por vários como Ekumani Papa Wemba, Mohamed Ali, Lucio Lara, David Bowe, Prince, Nancy Reagen, Zsa Zsa Gabor etc. Também muitos pobres ou humildes encontraram a morte em diferentes ocasiões através a planeta: na guerra da Líbia, nas aguas da Turquia, no deserto de sahara e na travessia do atlântico, nos massacres da Síria, os vitimas de Boko Haram na Nigéria, Camarões, Chade mas também no Congo, onde os populares pacificamente reclamaram seus direitos constitucionais para se libertar da ditadura de Joseph Kabila.

Em Angola 2016 foi um ano de muito silencio. Neste ano Angola acabou de celebrar o seu 41. aniversario da independência. Esta celebração foi talvez a primeira ou bem dizer foi o inicio de uma nova experiência na historia penetrando num marasmo económico. Autenticamente como a cultura de Angola e de Africa exigem, celebra-se nas terras dos antepassados bantus com musica, comida, bebida, danças etc. porque uma festa difere-se ao óbito. Cada vez por 40 seguidos anos os angolanos pobres souberam festejar possuindo simplesmente mandioka, kizaka, feijoada, canjika, maruvo etc no entanto quando os muatas banquetearam sempre com pão, queijo, salada, maccaronia, churrasco, whisky, cigarro etc. Assim tanto nos kimbos como nas cidades tem-se celebrado sucessivamente a festa da nossa independência, coroada por um discurso popular de dirigentes tanto a nível nacional, provincial e como comunal. O grande e periódico estimulo é sempre o discurso feito pela PR que alimenta a esperança dos angolanos, que tem sido na base das promessas sobre o bem estar social do homem angolano. Este ano marcou a viragem de Angola na curva habitual, nesta inclinação a entrada aos períodos da vaca magra. Se a barriga vazia não tem ouvidos, penso eu que a mesma não terá energia para exibir um pé de dança, isto senão for sub influencia da droga ou qualquer outra substancia corruptível.  Independentemente da sua vontade, perguntaria eu, foi este ano possível aos angolanos celebrar no silencio! ou bem dizer com fome?

Há bastante que os angolanos vivem no silencio partindo da data que foram decepcionados com os resultados fraudulentos das ultimas eleições. Não é mais surpresa que em Angola actual alem das eleições nada mais faz falar, já não há sujeito excitante para um divertimento popular. A politica continua a ciência para mentirosos, já não é o prato de dia porque tornou-se emporcalha e amargurada enquanto o povo desinteressado. E como o jogo é forçado na sociedade ditatorial; tudo e todos participam mesmo que a batota é infalível, sabendo que o vencedor digitado já foi de antemão eleito.

Este 11 de Novembro foi bem eclipsado pela eleição de Donald Trump no topo da politica americana. Por ironia era necessário a vitoria de Leila Lopes no concurso da beleza mundial para D. Trump descobrir a existência de uma nação chamada Angola. O homem nunca ouviu falar das guerras que colocaram Angola na segunda posição mundial em termo de mutilados de guerra. Nunca soube da violente corrupção que vai derrubando todas estruturas económicas e que deu origem a múltiplos milionários angolanos só em duas décadas. Mesmo assim 2016 ficou insignificativo para os africanos, porque realizou-se que as vazias promessas de Barack Obama nunca seriam cumpridas. Os homens fortes africanos provaram ao Obama que Africa não precisa de fortes instituições mas da miséria.

Do lado da direcção partidária e governamental, o silencio nas festividades foi uma vez mais justificado pela ausência do PR numa das suas visitas privadas e repetitivas em Espanha. Visita esta que também foi interrompida pelo falecimento do seu irmão em Angola (valeu mais que numerosos que morreram com a fome). Em 2016 Angola também perdeu seus filhos que foram vitimas da febre-amarela patrocinada pela negligencia do governo sub o silencio de todos observadores internacionais. Mesmo no falecimento de Fidel Castro, Angola ficou tão diferente como se tratasse de um inimigo do povo, quando este foi um grande herói que comandou as operações de Cuito Canavale e tantas outras proezas que fez em beneficio ao angolano.

O ano vindouro; 2017 a sociedade civil angolana vai conhecer momentos de silencio embora que haverá momentos turbulentos no território nacional. A crise económica de Angola vai crescer e o povo vai pagar na carne e na alma. Neste ano, o sofrimento de angolanos vai agudizar-se, por isso haverá mais silencio. Noutro lado, como já se sabe que haverá eleições, os políticos vão esperando a sinete de alarme para começar suas campanhas. As eleições deste ano serão um evento distinto uma vez trata-se do ano em que a promessa da retirada do PR na chefia da nação para se concentrar unicamente na politica do seu partido seria concretizado. O outro ponto de curiosidade que levantará a poeira repousa sobre a eventual substituição na cadeira presidencial. O barulho, debates e discussões deste ano serão a volta destes dois cruciais sujeitos: eleições e substituição presidencial. Queira como não a oposição só terá um curto período entre 60 a 90 dias para sua campanha enquanto o Mpla/governo/estado tem tido 365 dias por ano. Por consequências depois das ditas eleições também teremos que contar os mortos indesejáveis porque as eleições angolanas produzem sempre vitimas.

Na questão das eleições não há temas novos para debater porque tudo será como de habito; o ciclo vicioso. Os políticos vão debatendo temas explorados e caducos de sempre. A oposição não trará matérias novas e o poder vai utilizar as mesmas estratégias com a cumplicidade de brasileiros e portugueses. As eleições serão a fotocopia de sempre e sombra de si. Nas eleições o MPLA vai utilizar seus músculos financeiros como alicerce da sua supremacia. Mesmo com pouco domínio financeiro o Mpla resta o patrão que ate alimenta a tal oposição. Eu diria que os deuses angolanos não estão em favor nem na diapasão com os camaradas, por isso cada ano em poder ele vai perdendo a sua capacidade financeira assim como a liderança democrática e justa. Este é também o motivo que continuamente vai impedindo patrocinar eleições democráticas e justas. O Mpla histórico ou original criou e estabeleceu bases para reinar mais de meia década em Angola, condições estas que vão sendo destruídas pelas estratégias corruptivas do novo e actual M que vai afastando-se cada vez do seu povo. Muitos militantes do M serão também desapontados já que o partido não está em altura de cumprir com as promessas de enriquecimento de membros praticando uma distribuição injusta do rendimento financeiro e das riquezas da nação. Este ano a corrupção será alojada na Igreja e servos na horta do Senhor servirão como vias de condução desta vergonhosa epidemia.

A substituição não será fácil uma vez que os candidatos preferidos para este trono são membros da mesma família Eduardista. Nesta altura existe uma guerra fratricida entre os membros desta família onde reina uma desordem caótica. Os outsiders (João Lourenço, Nando incluído Kopelika e Manuel Vicente) já não tem consideração e confiança do Sr. JES e tendo segredos agendas não estão bem animados. Portanto a comunidade internacional como a Comunidade Europeia já orientou ao PR de não fazer de Angola uma dinastia e que o poder não deve se cambiar entre pai e filhos ou vice-versa. Como Jammeh em Gambia e Kabila do Congo (casos de Mugabe e Natanyau são diferentes) tem resistido a comunidade internacional sem sofrer repercussões, JES como heavy weight vai resistir as ordens desta. Portanto a disputa será na escolha do candidato entre a Princesa Isabel, a filha preferida e Zenu o herdeiro natural do Império. De Angola não se espera qualquer resistência da oposição hipnotizada mas o problema é conceptivo: quem o JES quer nesta posição. Ele está claramente mais propenso a escolha da filha, mas esta preferência não é receptiva mesmo no seio da família.

Existe probabilidades que JES mude de ideia, e isso não será surpresa pois não será novidades. Vendo a continuidade em poder de seus colegas de países de Africa central poderá influenciar a sua precipitada ideia. Perder a presidência seria por ele perder o seu bolso pessoal e JES não está preparado a depender do bolso da filha nem tão pouco do filho. ''L'argent appele l'argent'' cantou Pierre Muntuari. Ver este bolso nas mãos alheias é ainda impensável, mesmo se o próximo fosse um anjo que se coloca na presença do diabo! Nesta lógica eduardista, o cão poderá então morder o outro cão. Espero que o angolano neste ano não seja como sempre: estatística. Quero aqui dizer uma voz, ou simplesmente um voto. Que o angolano tenha consideração de homem; ser humano ou vivo, um cidadão livre.

Mobutu uma vez declarou: ''nunca serei ex-presidente'' uma inspiração aos presidentes africanos que continuem não enxergar ate ignorar o destino final de Mobutu Sese Seko. Aconselho sempre aos outros: preparem a historia e não a riqueza.

Aos nossos: feliz ano novo, 2017

 

Nkituavanga II

 
 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

FOI LUKOKI UMA VEZ TRAIDO?


Vamos debruçar um pouco sobre o cidadão angolano Ambrósio Lukoki. Este nome, ou para bem dizer este personalidade tornou-se uma bruta tempestade para alguns e uma suave brisa para outros, porem em vogue não só em média social mas no coração de cada angolano. Ultimamente Lukoki tem abalado a atmosfera informática e politica nomeadamente depois cada congresso do MPLA. Na realidade o senhor tornou-se uma escada que vai ajudando muitos para subir nesta estação; uma pedrinha no sapato de alguém capaz de atrasar a chegada na maratona ou mesmo uma rocha que pode esmagar carreiras de alguns.

Sabe-se bem que, o Sr. Agostinho Neto foi o presidente do MPLA e o primeiro de Angola independente. Durante o seu reinado o Presidente Agostinho Neto reuniu alguns homens de confiança na sua circunferência, como todos tem feito. Este circulo fechado era constituído por 4 membros fieis do partido comunista por longos e longos anos, cito: Iko Carreira, Pascoal Luvualo, Ambrósio Lukoki e Lúcio Lara. Entre estes repousava a confiança da alma de Neto para em casos bruscos e emergentes continuar carregar a bandeira da República defendendo a ideologia marxista e os ensinamentos de Neto.

Iko Carreira ( verdadeiro nome: Henriques Teles Carreira) era e foi ministro da defesa por longos anos. Ele participou na luta da libertação de Angola como companheiro da trincheira como outros. Iko tinha capacidades e qualidades de dirigir Angola como PR. Infelizmente não deveria ocupar tal posição visto um sombrioso litigio a sua passagem histórica no colonialismo, onde participou como tropa deste monstruoso exercito. Ele foi ministro angolano da defesa onde estruturou a organização deste ministério antes de ocupar também a posição de Embaixador de Angola em Algéria. Salienta-se que foi general do exercito e valoroso combatente a quem Neto confiou a chave da defesa territorial nuns momentos difíceis de Angola.

Pascoal Luvualu foi o membro fidelíssimo aos ensinamentos de Neto. Luvualu foi formulado como politico desde as células do movimento sindicato que criou com outros. Militou no movimento de forma cega sem exercitar suas limitadas capacidades raciocinativas, assim foi-se tornando fiel comunista. Ele foi o braço mais direito de Neto e homem forte do movimento. Na sua completa prestação politica no movimento serviu como secretario da UNTA (União Nacional dos trabalhares Angolanos) e membro do comité central. O seu amor cego ao MPLA era infinito e continua ainda hoje contagioso no seio da sua restritíssima família. Luvualu fez parte dos bakongo ''avidi'' aqueles que rejeitaram a cultura kongo. Analisando seriamente o que se desejava, Luvualu não tinha capacidades de dirigir Angola embora sua fidelidade.

Lúcio Lara era o grande ideólogo e estratega do MPLA tanto nas matas como na soberania de Angola. Na sua carreira politica serviu como secretario geral do movimento/partido - estado. Ele foi membro do comité central e do bureau politico do MPLA. Este nacionalista tinha capacidades e qualidades de dirigir Angola. Alguém que merecia respeito da parte de Agostinho Neto. Ele leccionou a química. Este foi sempre a poderosa voz do MPLA no ''back stage''.

Finalmente Ambrósio Lukoki, que também foi um membro fiel ao movimento. Ele foi comissário provincial do Uíge, ministro da educação e actualmente embaixador de Angola na Tanzânia. Ele foi secretario geral do partido, membro do bureau politico e do comité central que acaba de recentemente desistir. Reconhece-se ao Lukoki uma inteligência excepcional mas também gabaria na experiência laboral no seio do partido. Lukoki foi também ideólogo do partido em substituição a Lara. Foi também professor universitário e resta o único sobrevivente entre os 4 fieis do circulo de Neto.

O caso Lukoki foi activado e acentuado logo depois da morte de Agostinho Neto na Rússia. Ambrósio Lukoki era a substituição lógica e natural de Neto. A prioridade do tempo para o prosseguimento da ideologia de Neto e da unidade angolana apontavam-lhe como escolha pessoal do Neto na cadeira presidencial. De acordo com todos os cálculos e estudos estratégicos era impensável nesta altura imaginar outra alternância nesta posição. Logo pois da morte do malogrado, respeitando o seu desejo, Lukoki era o único candidato e preferência a presidência da República. Esta preferência foi antecipadamente feita em concordância a da vontade de 3 membros deste circulo fiel.

Num tempo oportuno, Lukoki foi assistindo sem reacção como a presidência escorregou-se das suas mãos. Seus olhos seguiram com atenção a trajectória desta escorregadia presidência e que foi afastando ate repousar nas mãos de JES. Assustado e ultrapassado, Lukoki ficou paralisado de vê-se negado a presidência devido um entre muitos ''código segredo'' do MPLA que estipula e sublinha que: ''nunca, tanto que o MPLA existir, Angola seja encabeçada por um bakongo'' Face a esta lei, o Lukoki viu-se perante uma realidade que nunca soube mas a qual serviu por longos anos. Assim os fungos da amargura começaram brotar no seu coração e consciência. Ele viu-se traído pela própria realidade do seu movimento. Então que fazer? Ficou contagiado pela peste Lukoki e foi combatendo contra a sua sombra ate um dia abandonar a terra dos vivos. O pecado de hoje é que Angola é dirigida a braço de ferro por alguém que naquela altura jurou ''copiar tudo sem esquecer nem sequer uma virgula'' nos ensinamentos do Neto. Ao Lukoki foi vendido pelo MPLA um gato preto num saco preto num quarto escuro e ele vai mordendo-se continuamente a língua ate roer pó.

No seu relacionamento com JES, a relação é simplesmente profissional. Entre os dois existiu sempre um antagonismo silencioso no sentido biunívoco. Servindo a nomenclatura partidária dirigida por JES, ele já foi uma vez exonerado como vitima do caso dito ''caricatura''. Ai está o homem servindo fielmente sem expectativa de auferir algo estimulativo deste movimento. Evidencie-se que foi recuperado antes de 1992 para contive-lhe criar outro partido politico; como fizeram com tantos membros que já não necessitavam. 

 
Nkituavanga II

sábado, 3 de setembro de 2016

A PESTE LUKOKI

A peste é uma enfermidade que surge ou ressurge num determinado tempo cobrindo progressivamente um determinado espaço. Ela espalha-se dramaticamente trazendo um pânico já que o seu poder de contaminação é rápido e ameaçador. Uma peste é a circulação livre de um tipo de micróbio ou bactéria que vai causando transtornos, mortes e outros resultados traumatizantes.  Angola já conheceu a sarna após guerra, o marburg nas regiões do Uíge e recentemente a febre amarela nas voltas de Luanda.

Para alem destas pestes, já houve varias pestilências políticas originadas pelos casos tais como a Kalupeteka no Huambo, Mavungu em Cabinda e a peste 15 activistas+ 2 em Luanda. Falariamos hoje da peste Lukoki. Ultimamente tem-se averiguado um comportamento revoltoso entre os membros veteranos e nacionalistas do MPLA. Como é frequente no seio deste movimento/partido onde predomina a politica de ''sim senhor''; quer dizer quando aceita-se todas ocorrências, planos, propostas e tudo incondicionalmente e mecanicamente. Neste contexto todos membros fieis são alinhados a integrar, incorporar e adoptar tudo sem sombra de dúvida. Este é a única forma de ser fiel ao líder e aos ensinamentos partidários. Portanto com o decorrer dos tempos a maioria fica decepcionada com a realidade que se convive na grande família comunista. Amontoa-se neste caso experiências amargas no percurso de cada. Então muitos que honestamente contribuíram na montagem desta historia ficam tanto fisicamente esgotados como moralmente magoados e revoltosos. Eis a razão pela qual alguns abandonam, outros morrem antes do tempo e certos escondem-se resmungando nas esquinas nebulosas, acumulando riquezas de migalhas que vão caindo em baixo das mesotas. Estes efeitos formam então uma doença, epidemia ou fôlego que gostaria de chamar por PESTE LUKOKI. Alguém terá a curiosidade de saber porque Lukoki? Pensei assim porque Lukoki é talvez o único, que como outros no circuito, observou, falou e enfrentou abertamente vários casos defendendo-nos com argumentos sólidos a uma posição correspondente a filosofia original do Movimento. Ele tem tentado pegar, agarrar o touro pelos cifres sem dobrar joelhos perante este gigantesco mito. Habitualmente todos os membros históricos amargurados do MPLA, logo que entram na terceira idade, recebem a coragem de falar, denunciar ou reclamar mas sem efeitos. Quase todos ficam insatisfeitos com a política do novo MPLA e do seu líder, JES. Coragem este que nunca tiveram/terão na flor e vigor da idade, nos postos de comando ou posições por eles aceitáveis. Talvez haja razão para tal, que se justificaria por poucos restantes dias nas suas existências. Este atrevimento assimila-se com a estratégia do Mugabe: ''ninguém gostaria de perder suas balas no corpo de um velhote''. Assim vão falando sem medo de JES.

Todos amargurados (só velhos, porque os jovens adaptam-se a corrupção e vacinam-se contra a realidade) desabafaram antes de morrer: Paulo Jorge, Mendes de Carvalho, Maria Mambo Café etc só com excepção de Norma Nlamvu e Maria Tonia Pedale. Alguns berraram antes de saltar o barco em perigo como Lopo de Nascimento, Pepetela, Marcolino Mouco etc...Também há ministros, generais e outros lideres que foram forçados a aposentamente. Ate aqui Lukoki não saltou do barco, pivotou somente da cabina da tripulação para se esconder nos porões.

O remédio contra este flagelo enraizado no seio da família ainda não foi descoberto.  Por enquanto o fanatismo e o lambe-botismo tem dado efeitos positivos a curto prazo. E os bajuladores vão subindo os degraus da escada caçoando-se da população sofredora!

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 6 de maio de 2016

PADRE MORREU A MISSA CONTINUA!

 Foi na noite de sábado, quando de repente deparei-me com uma multidão gritando ''padre morreu, missa acabou! padre morreu missa acabou! padre morreu missa cabou!'' o eco destes gritos foram prolongando-se numa diapasão musical ate aos confins da cidade, fazendo com que muitos metropolitanos ouvissem-lo. Logo que dei a entrada no lar familiar, fui surpreendido com uma curiosa questão: Ô tio, é verdade que quando morre o padre a missa acaba? Bem a pergunta é fácil mas requere muita reflexão sobre tudo quando é feita por crianças pois vivem num universo mais vulnerável.

Numa reflexão madura sabe-se que numa paroquia não pode haver somente um padre. Caso seja assim, os diáconos contemporâneos tem também capacidade de conduzir a missa. Portanto esses gritantes que profetizam na cidade não são crianças!

Tentei responder filosoficamente; '' olhem... bem o pad...é que nesta missão o padrrr...'' fiquei engasgado pronunciando sons prolongados sem sentido fraseológico; tentando ao mesmo tempo cavar algo tranquilizante na minha consciência. Porem dos poros do  meu rosto escapara um liquido morno que procura dificilmente um percurso para escorregar num zig-zag lento. Pensei logo na festa de casamento onde saíra e a experiência pessoal que lá se viveu. E eu disse: ''Olhem, estive numa boa festa onde participei como empregado da cozinha num biscate duma noite''. Esta festa era de bons homens, homens de valor e consideração da nossa sociedade, festa de honrados. Neste convívio havia ministros, generais, grandes quadros políticos da governação, deputados da confiança governamental e outros convidados da sociedade elite da nossa capital. As aparências e as ocorrências indicam que é uma festa para muatas. Uma festa orneada pelo sucesso, prazeres e ambientes. Uma festa perfumada pelos churrascos, barberques, vinhos, champagnes e cervejas e animada pelas conversas politicas sobre as ultimas exonerações e novas nomeações mas também sobre as inúteis inaugurações. Uma vez à outra lançava-se uma piada sobre as sucessivas derrotas da oposição, que causava gargalhadas partilhadas por cada grupúsculo num estilo politicamente calma. Todos de luxuosos fatos e gravatas e todas com longos vestidos boiados limpando o chão a volta duma circunferência que prova a dominação e poderes.

''Quando tudo ocorria bem, alguma coisa aconteceuuuu...'' prolonguei uma vez o termino da minga expressão para chamar atenção e continuei dizendo: ''quando tudo aquecia, a noiva desaparece! Isto é verdade tio? e como? perguntou a criançola. ''Eu não sei como, talvez foi desviada por um antigo namorado. Talvez foi raptada por um politico da oposição. Talvez ficou embriagada e escondeu-se inconscientemente. Talvez ficou cansada e foi dormir sem avisar''. Talvez, talvez, talvez e talvez!

No inicio tudo parecia brincadeira, mas com tempo sentimos a presença da bofia fazendo o seu habitual serviço; quase todos éramos suspeitos. Ai já, ninguém entra nem sai. A comida e bebida ficaram amarguradas sem clientes para saborear. Todas as mandíbulas de muatas ficaram paralisadas; mastigar tornou-se proibido pelo destino do tempo. Estabeleceu-se na sala um silencio mortuário onde ate respirar fazia-se com alto auto controlo. Paradoxalmente todas as crianças gritavam em coro: tio é verdade que a noiva fugiu? Ė mesmo verdade que a noiva sumiu? Foi para França ou à América? em Cuba ou no Brasil? Ė verdade tio, a nova fugiu mesmo? ''Esperem, esperem, esperem! Eu não sei se fugiu e eu não disse que fugiu; esperem ainda! Eu continuei insistindo para que a miudeza acalmasse. ''Sabem o que aconteceu? eu ainda disse. Não, responderam todos num grito expectativo. Diz lá tio, o quê aconteceu. O noivo surgiu com uma garrafa de wiscky meia vazia na mão direita e um bom pedaço de churrasco à esquerda dizendo numa declaração forte e bem martelada. Calma! calma!  não se atrapalhem a gaja gosta de sumir. Este não é a primeira vez. Ela, mesmo assim acaba sempre para um dia voltar! Então continuem com a feeestaaaaa! Então rebenta um outro corajoso general: ''afinal a filha da ... customa fugir! vamos dançar mais kizomba, e não queremos cu-duro por aqui!

A festa foi reactivada, tudo normalizou-se como se nada acontecera. Assim hoje em Angola padres vão morrendo mas as missas continuam.

 
Nkituavanga II