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terça-feira, 27 de março de 2012

ABEL, O OVO DA CASA




Há quem encara isso (CASA) como projecto do mano Abel Chivo. As turvadas não faltem de projecta-lo como uma das pétalas da monstruosa criatura do M. Bem, nascemos na guerra e optamos por uma democracia desordenada, porque é uma compostura acidentada de vários componentes partindo do comunismo, neocolonialismo, democracia, nepotismo com varias fragmentações tais como ditadura, arrestações arbitrarias, injustiças, exclusão social, corrupção, manipulação, enriquecimento ilícito, violências, exonerações e nomeações obsequiarias etc.

Falou-se tanto da tempestade do mundo árabe (window 10/30) como único preço, para salvar os povos oprimidos do mundo subdesenvolvido. Porem a sabedoria senegalesa prova hoje que o africano pode instaurar a paz sem derramar sangue e demolir suas infrastruturas. Valioso é o tempo para muitos, mas talvez seja o tempo de pânico para com os regimes sanguinários. Quando para a cigarra é tempo de cantar, a formiga na sua vez vai armazenando o que poder: assim, Abel Chivukuvuku coloca-se entre o tempo e espaço.

O Abel que já é um dignitário notório no palco político de Angola vai actualmente fazer-se mais admirável nas calmas, mesmo quando a conjuntura permite aos brutos pugilistas de vangloriar-se em detrimento de manifestantes que vão-se agonizar com dores. Pouco importa porque é a lei da selva! Mesmo quando o ladrar não é rugido, faz portanto qualquer efeito aos ladrões.

A CASA que é um plano politico do arquitecto Abel Chivo. O cidadão Abel Chivukuvuku cresceu nas escolas politicas do JMS (Savimbi) como muitos dirigentes da Unita. Há um longo tempo que este ficou impregnated com este plano. Esta gravidez era tão visível que qualquer observador míope deveria notar. O lançamento deste plano surge como CASA que com o tempo poderá se tornar por um PREDIO. A Casa não é realmente um partido político. Ela ainda não foi bem definida mas tem tendência de engrandecer uma vez foi arremessada como semente para testar o terreno. Embora como projecto, sem definição, a Casa vai hesitantemente actuar como uma coligação de partidos e grupos de pressão. Portanto como a semente caiu numa boa terra e no tempo das brisas, ela vai germinando e vai metamorfosear-se por um verdadeiro edifício.

Abel foi sempre bem recebido pelos angolanos, mas constantemente posto em causa no seio da família do galo negro. Uma vez foi-me dado a oportunidade de tossir algo sobre esta personagem. Eu pude simplesmente definir o homem como OVO da Unita e de Angola, acrescentando: se a Unita não souber como acarretar este ovo, poderá quebrá-lo e sujar-se mas que Angola ficaria sem comida. Por consequência na lógica deve-se quebrar os ovos para fazer qualquer desejada omeleta. Hoje vai-se contar os dias para comprovar esta realidade.

Como partido político a CASA poderia reforçar a oposição angolana, caso que se enquadre na visão da verdadeira oposição. Isto implique não ser um satélite do partido da situação e não entrar em guerra-fria com a Unita (como já se verifique). Qualquer ambicioso político do calibre do Abel não poderia viver eternamente na sombra do Samakuva. Tal como Abel, o Daniel Maluka, Adalberto e Gato irão abandonar o barco um apois outro, já que cada destes tem plano, ambições mas que nenhum terá tempo na Unita.

O que será saudável para os angolanos é aproveitar as capacidades do Abel. Para tal a Unita como Mpla devem pautar pelo patriotismo e não pelo tribalismo. O Abel não deve encarar a Unita como a sua principal rival. Como cabeça da oposição a Unita não soube agrupar outros partidos da oposição no seu torno para dar uma nova dinâmica a esta. Ela deu voluntariamente uma brecha ao MPLA para facilitar este ultimo manipular-lhe, recolhendo por seu turno migalhas as escondidas. Tanto a CASA como a UNITA serão doravante chamados a provar uma maturidade politica excepcional. As probabilidades indicam que haverá grandes tropeços entre estes. A Casa tem a santa missão (premeditada) de recuperar a posição da Unita. Estaremos diante de um grande desafio. Desafio porque Abel pretende provar que é melhor que Samakuva. Desafio porque a Unita quer provar que é melhor partido que a Casa. Cada, entre as duas prepara-se para aniquilar a outra como o Mpla tenciona fazer com a Fnla. Assim Angola não beneficiará da expertise da oposição e o MPLA vai navegando livremente sozinho arrastando toda Angola como sempre ao naufrágio.

Por enquanto em 2012 a Casa aspira ganhar algumas cadeirinhas no parlamento para desafiar todas as expectativas nas próximas (sem batota). Isto não será possível nas desordens, pois sabemos que a moto doutro lado é dividir para melhor reinar!

Enquanto cresce a distracção, os filhos vão-se aproximando. Uhm…eh kiula mukoboka kina! (o sapo vai se enfiando!)



Nkituavanga II

sexta-feira, 9 de março de 2012

COM DIAMANTES E PETROLEO SE ESCREVE A NOVA HISTORIA DE ANGOLA




Sabe-se perfeitamente que Angola como nação tem a sua história. Mesmo que, infelizmente tendo muitas historietas, a realidade não deixa de ser única. Confrontado e exposto as varias demagogias o homem angolano foi desde os tempos remotos do colonialismo visto como instrumento que se pode facilmente tornar e retornar, virar e rebolar ate rebangular, vincular aqui e desvincular acolá. O tempo sendo um factor precioso, que inspira e ensina, trouxe uma clareza a consciência angolana dando uma brecha aos natos de Angola de berrar: basta!

Este berro revolucionário foi um único golpe que arrancou as raízes do sistema colonial dando lugar a independência da nação angolana. Estrategicamente o desesperado colono já contava os dias com seus arrepiados e tortos dedos cobertos com o sangue do angolano. Espertinho de sempre, o colono português planificou abandonar Angola, estando (ao mesmo tempo) presente em Angola. Assim deu-se a independência ao MPLA, colocando-se todavia na postura de colono e mentor do novo governo. Incumbiu-se a este movimento a liberdade de escrever sozinho a história do povo de Angola sob a supervisão do pai-colono. Os mancebos copy cat do Mpla não tiveram a percepção de discernir que Portugal tem dado-lhes a mão direita guardando atrás uma navalha dissimilada a mão esquerda. Os comunistas não sabiam que o princípio estratégico do colonialismo é sempre dividir para melhor reinar. Foi assim que o Mpla com o sangue dos angolanos começou escrever a história de Angola na base da mentira, do tribalismo e da exclusão usando uma fraseologia orneada e slogans revolucionários para melhor se camuflar.

O MPLA foi então recebido em todo território nacional como um movimento de santos e anjos. Com a distribuição de sobejos de queijo, macarrão e outros produtos alimentares herdados aos colonos atrapalhados em varias armazéns de Angola, o povo caiu fanaticamente numa armadilha dos lobos feitos cordeiros. Distraídos pelos lindos discursos de Agostinho Neto, ninguém se apercebera da caída da mascara na face destes marxistas na véspera do 27 de Maio em Luanda quando foram barbaramente massacrados centenas e centenas de angolanos autóctones carimbados por fraccionistas. Na verdade e pela verdade, o … tornou-se anjo da luz.

Nas mesmas ondas de mentiras forçaram outros movimentos da libertação, seja de abandonar ou de mergulhar-se numa guerra suja e injustificada. Como tinham-se conseguido de autoproclamar-se justos revolucionários e libertadores, os heróis do MPLA emergiram como únicos merecedores de governar Angola num totalitarismo burocrático produzindo portanto prejuízos em regresso socioeconómico e politico da nação.

O MPLA soube sempre nos brandir com anedotas, lendas, fábulas e outros preconceitos tendo um acento profissionalmente sofisticado de aldrabices aperfeiçoadas e preparadas nas grandes instituições comunistas da KGB soviética mas também da famosa DISA angolana. Eis a razão pelo qual fomos engolindo sapos e gafanhotos sobre a própria fundação do MPLA, do 4 de Fevereiro, muitos mais dicas sobre Ngangula, Irene e outras ate culminar pela digitação tribalista do JES a cadeira presidencial.

Assim foi que com o sangue se escreveu a primeira história de Angola. Acreditem quem queiram mas a mentira nunca teve longas pernas…

Em tudo as justificações se inclinavam poeticamente na guerra. A guerra já não falava porque não tinha como se defender…tudo era guerra. Quando se falava da guerra o queixoso mirava direitamente a Unita como único destruidor. Em Angola a Unita era mais condenado do que o próprio diabo. Só que depois da morte do bruxo, as pessoas ainda misteriosamente morrem mesmo nas portas das eleições de 2012. Para resolver esta equação os fiéis e a elite do Mpla decidem escrever a nova história de Angola, mas desta vez com diamantes e petróleo.

Portugal exposto pela vigilância angolana já não depare frinchas para infiltrar-se perfeitamente no jogo. Ele tem seus problemas internos; não tem capacidade de sustentar seu povo ou oferecer emprego aos seus filhos enfim uma serie de problemas bicudos. Pelo seu egocentrismo o Movimento dos camaradas não aceita partilhar o poder com outros angolanos. Nasceram e cresceram ditadores, pensam continuar governar a mão de ferro contando com umas forças policial e militar armadas ate os miolos, capazes de raptar e torturar onde haja divergências. O nosso movimento da situação com o seu parlamento patético, uma oposição sem expressão vai dirigir sozinho a todo o custo o destino deste barco em naufrágio mesmo carecendo uma opção para salvar.

A intrigue tribalista do movimento popular já está flutuando nas superfícies da consciência angolana. Os incontroláveis choros de mortos angolanos já não se emudeçam. Já não existem lugares para sequestrar as almas dos angolanos. A média estatal já não tem espaço de manejo mesmo sem competição no mercado. A super capacidade financeira, mal empregue pelos fiéis da elite partidária e membros de clã afinado está criando um nó que irá certamente sufocar os beneficiários.

Os muatas e os mutiamvuas não aprenderam a lição, continuem dominar no mesmo estilo, moda, forma, batendo na mesma tecla onde o Mpla era o povo e o povo era o Mpla. Só que o povo das alturas era mudo, comunista imposto, desinformado, restrito a monotonia, facilmente manipulado, incorporado involuntariamente, isolado e provavelmente analfabeto, condenado a miséria etc.

Hoje quando se escreve a nova historia de Angola, o MPLA está sentado num sofá, apreciando a brisa do ar fresco que amortiza o calor de Luanda, no belo recinto perfumado com a beleza de flores que reflectem o orgulho de milionários, animado pela cadencia rítmica do balancete que com vás e vens exprime com folga um vocabulário futungista e da nomenclatura ditatorial que sonha reinar eternamente neste pólo onde as eleições não tem significado uma vez funcionam sob as imperativas de elementos digitados pelo regime a satisfação das necessidades internas dos intocáveis. Robotizado pela macromagica do roubo sistemático, pilhagem e enriquecimento ilícito, o dirigente angolano fiel a manipulação e corrupção não espere pelo fatalismo, negligenciando ou menosprezando as aventuras de muitos outros ditadores que praticaram uma cleptocracia que os levaram prematuramente a derrota, falência perdendo lugares especiais nas bancadas históricas dos seus respectivos povos.

A tortura, a exclusão social, o desemprego nunca foram fiáveis instrumentos para a reconstrução de um estado nem para a reconciliação nacional. O Mpla nunca pensou nunca na legacia que deixará aos angolanos porque no processo da dilapidação nunca se pensa na fonte da herança aos filhos mas só no volume. Certamente que o angolano já não espere nada destes dirigentes uma vez a experiencia prova que aqueles que contribuíram na demolição duma economia nunca ajudaram para a reconstrução, visto que carecem desta mentalidade. Os comunistas da Rússia como da Cuba nunca se converteram em democratas. Isto não aconteceu com os padrastos e nunca poderia acontecer com as laranjadas angolanas do mesmo saco.

A própria lógica da matemática ensina-nos que 5-6= -1. Esta álgebra não coloque o angolano no lugar de ignorante ou ingrato. Ele reconhece as boas obras ou obras positivas do Mpla por isso dê-se-lhe 5 pontos, infelizmente Este pediu aos seus filhos de tapar os olhos para que lhe aumentasse algo na mão, portanto acabou por retirar mais do que já tinha-lhe dado. Assim retirou-se 6 pontos dos cinco que tinha e o Mpla terminou com uma nota negativa. O que continuamente se de ao povo é uma migalhinha em relação aquilo que os filhos herdeiros tem apoderado, ocupado e monopolizado. Para o povo angolano, já que não se fala sobre a nação pois numa definição bem apropriada Angola não é ainda uma nação. Entende-se que uma nação é um conjunto de povos unidos e coordenados a uma visão ou fim comum. O denominador comum dos angolanos de Cabinda ao Cunene resta a miséria, sofrimento, desemprego, falta das liberdades. O angolano não tem direito a escolha anyway nunca recuperou a sua voz. Por consequência sabe-se que Angola é o novo Eldorado do mundo, um paraíso africano; a massiva presença de portugueses, brazucas, malianos e outros prova isto. Esta projecção pode ser verdade mas só para uma minoria com conexão a cidade alta e famílias/clãs de classe superlativa. Como os cambalachos produtivos só rendem em combinação com estrangeiros, Angola tornou-se uma plataforma giratória onde como cachorro o angolano se alimente dos resíduos que se deitem nas lixeiras dos forasteiros.    

Na verdade e pela verdade, vos sabeis que numa mesma família, há sempre competição entre os filhos do mesmo pai. Este, tendo boas qualidades nunca deve proibir os seus filhos de comunicar entre si. Um verdadeiro pai nunca deixe padecer seus filhos de fome quando tem capacidade de suportar-lhes. Um bom pai nunca faz humor de mau gosto com o fim de desprezar um ou outro filho. Desculpe mas…foram os antigos carpinteiros que não possuíam boas cadeiras nas suas casas. Bem claro que não se vai distribuir o diamante nas ruas de Lunda como petróleo em Cabinda mas o verdadeiro filho das Lundas como de Cabinda nunca tocaram nestes produtos e muito menos beneficiar dos seus rendimentos. Isto, ninguém pode me provar contrario pois as contas revelam tudo.

Na nossa girabola, cada um tem a sua equipa. Cada equipa tem as suas cores, sua sede e suas estruturas mas joguem todos no mesmo campeonato onde o melhor ganhe. Numa outra altura alguns serão chamados para representar a nação e fazem-no patrioticamente com dignidade (aqui não se refere sobre a podre politica da administração da FAF). Na verdade e pela verdade, eis uma inspiradura!

O angolano sofreu muito com as guerras, torturas e injustiças, mas precisa hoje de alguém que o reconhece como ser humano, que valorize-lhe assim as lágrimas que percorrem sua face poderão secar e as feridas do seu coração serão curadas. Na verdade e pela verdade, quando o estrangeiro se prevarica do autóctone na sua terra, aproxima-se a calamidade.

O que se precisa é que se escrevesse a história de Angola com o sorriso do povo: todos os filhos de Cabinda ao Cunene (sem excepção).


 Nkituavanga II

sexta-feira, 2 de março de 2012

A POLITICA DA CADEIRA VAZIA



As grandes potências ocidentais vão concebendo uma crise financeira que a humanidade nunca antes experimentou. As suas teorias e as contigency plans vão falhando. Por enquanto o solo africano é a melhor alternativa para tapar as fossas económicas da economia do mundo desenvolvido e que vai expandir a escala do desequilibro entre o norte e sul, entre os ditos países industrializados contra os pobres.

Angola pertence ao grupo dos países africanos divinamente abençoados, que se localize na região que se considera por ‘’escândalo geológico’’, que infelizmente esta egoisticamente e invejosamente colocado num mercado cujo dono reside no cemitério dos mudos. Esta bênção (talvez pejorativa) é hoje o fulcro da miséria o povo angolano. Os polvos políticos do mundo desenvolvido colocaram no cimo de cada país africano dinossauros económicos que facilitem-lhes a tarefa; castigando seus cidadãos.

Eu crescera acreditando, como fui ensinado, que o cabelo branco é sinal e sinonimo da boa experiencia, justiça, amor e paz. O que se repare hoje assente as concepções filosóficas sobre a verdade e realidade em contradições com as suas respectivas definições. Os velhos que nos lideram hoje já não têm noção de patriotismo, ainda muito menos seu sentimento. Tornaram-se teimosos e não escutem conselhos embora que tenham multidões de conselheiros, que servem de figuras de embelezamento arquitectural. Jovens que ontem sabiam o que a lógica, trabalharam respeitando a cultura, a deontologia profissional são hoje carrascos sem piedade, esqueceram-se da visão, trabalham sem direcção e preocupam-se mais com as suas próprias contas bancárias, que na realidade são fortunas do estado. Esses optaram colocar-se com suas familiares em cima da lei. São hoje donos da pátria com pleno poder de nomear e exonerar quando e como quiser e achar. Eles pensam ser mais do que Deus, enquanto outros não passam por lixos da humanidade.

Os injustos trabalham sempre usando a manipulação e corrupção como arma de combate contra a população, o bem, a mudança e tudo que progressivamente traz a inovação. Porquê haver numa Angola paralisada, instituições que tem nada para desempenhar? Tal como tribunais que não apliquem leis, uma Assembleia que não aceite a oposição, um governo que não precisa outros partidos, um corpo policial que não honra a população etc.

Aproxima-se as eleições e agudiza-se as injustiças. Os debates na casa da lei vão borbulhando mesmo quando se prefere ofertar o membership só aos surdos e mudos. Assim oferece-se a oposição a via da política da cadeira vazia. Esta alternativa proposta indirectamente pelo partido da situação e a única via em que a oposição se atina. Portanto não estamos numa democracia onde as leis e normas são empregues e respeitadas. O partido no poder tendo a maioria esmagadora na Assembleia Nacional (AN), a lei, as instalações e poder politico, mediático e financeiro e todo o mecanismo robótico da manipulação e corrupção é já um vencedor antecipado.

Nas nações democráticas onde o objectivo comum do governo e oposição é desenvolver a pátria, a politica da cadeira vazia tem uma expressão muito fértil. Isto porque cada membro da AN (vulgo deputados) tem condições socioprofissionais que se consideram por normal ou aceitável. Porem quando a barriga não é cheia, sabe-se bem que a barriga vazia não tem ouvidos. Abandonar o parlamento ou mesmo abandonar as eleições deve ser estrategicamente um ponto culminante to expose o partido da situação perante o mundo. Por enquanto Angola constitui uma fonte de ‘’honey’’ que embebedesse o pequeno tutsiamericano Barack Obama e seu governo, tanto como outros ditadores que dirigem hoje as grandes nações europeias em crise principalmente França, Alemanha e Grande Bretanha. Esses detentores de decisão estão ainda encaracolados nos bolsos dos dirigentes que alguém chamaria de criminosos, mas que os portugueses considerem por ricos palhaços e não estão dispostos a considerar a opinião da oposição de qualquer povo africano que aspire a prosperidade. Outra realidade adicional é a falta das condições de deputados, que vai condenar muitos fracos deputados da oposição de não cumprir esta politica de ‘’cadeira vazia’’, optando pela política da ‘’barriga cheia’’, seguindo a chuva dos verdes.

Esta política necessita muita cautela, uma vez nas repúblicas bananeiras a lei não funciona. A maquinação da midia bolchevica pode usar isso como uma deserção ou má vontade, acusando assim a oposição de boicotar as leis, que eles nunca respeitaram.

Esse tempo, cada verdadeiro politico angolano deve sacrificar-se, jejuando para que a situação de Angola mude!!!



Nkituavanga II

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CHOROS DAS SEXTAS



A história da pré-revolução angolana demonstra que a maioria dos meus antepassados não se exprimia em português, facto que não prova que gentes da minha terra eram mudos ou parvos. Por consequência a riqueza da minha cultura bem prova a coerência da comunicação musical e verbal empregue nesta comunidade. A selecção ou escolhe de nomes era um instrumento comunicativo muito decisivo para os bakongo, porque cada nome carrega consigo determinada história duma família, clã, tribo ou duma certa comunidade. Isto é a base em que repousa a importância e o significado de cada nome que se coloque aos descendentes, mesmo aos animais domiciliares.

Para mim possuir um grande nome é mesmo inspirativo: partindo duma simples curiosidade ate embarcar as profundidades do núcleo da investigação. Assim fui nascido com a denominação de Nkituavanga II, já que o meu falecido pai era o Nkituavanga primeiro. Este apelido que se traduz por: que fizemos ou o que fizemos. Ora, uma vez procurei curiosamente, solicitando meu velho para descobrir o que realmente ele fez, ou talvez que alguns pertencentes a família tinham feito. Nunca na sua réplica evocou a palavra ‘’niet’’, se não for deixar escapar dos seus lábios um simples sorriso amigável, que remetia a conversa por uma outra oportunidade. Infelizmente a vindoura oportunidade tão esperada nunca iria surgir uma vez o meu pai viria sucumbir nas matas fugindo a UNITA que havia ocupado as terras santas do norte de Angola, projectando assim a minha vida numa orfanato antecipado. Hoje transbordei a minha curiosidade para com a minha mãe que também prefere enviar-me investigar o significativo deste curioso nome fazendo uma leitura do tempo; que prova?

Que fizemos ou o que fizemos (Nkituavanga) na minha profunda observação e na lógica da minha investigação deveria se terminar com um ponto seja de exclamação tanto da interrogação. Isto dependendo das circunstancias em que o sujeito se encontre ou da posição que o mesmo ocupa na hora da proclamação emocional ou sentimental. No entanto seria anormal e incorrecto o nome de num indivíduo se termine assim com um ponto qualquer. Concretizando a realidade deste nome num cenário prático, quem assim atira este apelido com um ponto de interrogação (Que fizemos?) procura conhecer porque vem sendo punido, quando inocente é. Talvez porque vai sendo continuamente sujeito às queixas ou perseguições quando está carimbado com inocência. A tonalidade com que se invoca este nome prova que o castigo é violento, sente-se a brutalidade onde as consequências são físicas.

Que fizemos! prova que o sujeito está ainda livre mas sofre pressões duma injustiça qualquer. Ele não está acreditando o que se passa para com ele mas a tortura é ainda verbal/moral.

A leitura do tempo nunca foi em nenhuma parte fácil porque o tempo é muito imprevisível. O tempo das actualidades sociais já não respeitem as normas e as regras que gerem a tal sociedade. O tempo social do dia-a-dia do angolano é manipulado pelo político e desfigurado pelos profissionais da arte da bajulação e média, sabendo também que a história do povo angolano vai sendo montado peça por peça nos laboratórios daqueles que detêm o monopólio da mentira.

Quando faço a leitura do tempo fico sempre confuso. Confuso porque não sei qual ponto colocar nesta situação. Eu tenho feito perguntas aos incógnitos e exclamo no vazio. Não tenho quem me responder ou simplesmente não vejo quem me responder. Todos sabem que sou inocente mas preferem o silêncio, e regozijar-se dos meus sofrimentos. Isto é a cobardia do homem mas…

Este meu nome não é a profecia do meu falecido pai? Sabendo que ninguém no seio da sua família cometeu, será que algum lado alguns bakongo cometeram? Injustamente fomos acusados e condenados em 1975 dali digo Nkituavanga? Isto só porque alguém da casa pensou em criar um movimento e iniciar a guerra da libertação. Isto só porque alguém quis ganhar a luta e teve maquiavélicamente uma genial estratégia de diabolizar nosso povo. Para sermos malvistos nas ruas e mesmo nos bairros fomos então em 1992 acusados e massacrados nas nossas casas: dali digo Nkituavanga? Isto só porque temos uma terra que faz fronteira com o Zaire (RDCongo). Isto só porque falamos mal português e fomos nascidos em Cabinda, Zaire e Uíge. Isto só porque cometemos o pecado de vivemos no Mabor e Palanca. Somos acusados porque alguém incapacitado pensa distrair o resto da população dorminhoco!

Este fim da semana muitos vão festejando, mas nos estamos fechados nas casas tentando responder: O que fizemos? Este fim da semana perdemos em Luanda os nossos filhos, irmãos, netos, sobrinhos, primos enfim parentes só porque alguém preferiu acusar-lhes de toda a maldade e colocou um adjectivo condenativo nas suas vidas devido os interesses político-económicos. Todos bem sabem que somos inocentes mas escolheram a via do silencio deixando os bakongo no sofrimento, e vão alegrando-se da sua eterna condenação.

Será que meu pai soubera que um destes dias seremos falsamente acusados e eternamente condenados. Será que meu pai sabia que nenhum dos actuais (eternais) dirigentes tossira palavra para rectificar a condenação? Mesmo os comparsas da equipa governamental cruzarão as mãos rindo-se dos bodes expiatórios?

Num deste fim da semana houve massacre de bakongo que ninguém pode negar mas cujo resultado do inquérito ficou nas gavetas do governo como sempre. Esta memória resta impagável na consciência dos comanditários, dos actores mas também do povo sacrificado.

Que as lágrimas dos bakongo entoam, Nkituavanga!


Nkituavanga II





quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

VERGONHOSAS ELEICOES NO CONGO


Muitas vezes somos convidados a explicar certas coisas em formas comparativas para facilitar os problemáticos de poder cativar as revelações. Isto muitas vezes não tem nada haver com a capacidade intelectual do individuo, sabendo que fomos todos sujeitos ao brainwasching process duma revolução cuja ideologia era de dividir para melhor reinar.

Observando o mapa geográfico de África vê-se logo um grande espaço territorial colocado em cima (ao norte) de Angola que na realidade é maior a esta. A RD do Congo, o ex-Zaire de Mobutu é o país que tem uma fronteira terrestre que cobre quase a metade da fronteira não marítima de Angola. O Congo não só é maior (com 2 345 000km²) que Angola mas é também mais povoado (estimada + de 60 milhões) e mais rico em termo de mineral (coltão, cobre, diamante, urânio, (floresta equatorial, okapi), petróleo etc.).

Historicamente o Congo ajudou, participou e colaborou sem sombra de dúvida para a independência de Angola. Não se vai negar as influências negativas deste, mas não implicaria rejeitar hipocritamente o positivo. Congo albergou a FNLA, MPLA e UNITA no seu território, onde quase a maioria de dirigentes não só transitaram mas viveram. Não foi o famoso discurso de Mobutu nas tribunas da ONU que alarmou o mundo sobre o comportamento nefasto dos portugueses e compadres em África? Que acelerou as independências de muitos países incluído Angola.

NOUTRO LADO

O grande revolucionário e filósofo Frantz Fanon, uma vez declarou: ‘’a África tem a forma duma pistola cujo gatilho é no Congo’’ nesta realidade geoestratégica eu vejo e tenho declarado que: Angola é o ferro em meio arco da pistola que cobre o gatilho dando-lhe protecção e manobra para circundar’’. Pondo esta declaração com os acontecimentos de hoje numa mistura das minhas concepções, vejo um grande filme surpreendente que vai se desbobinando no mundo.

Os congoleses conheceram uma ditadura de mais de 30 anos, facto que fez que hoje a juventude congolesa se espalhe no mundo. Congo é actualmente reconhecido oficialmente como único país do mundo que tem cidadão em cada nação do globo. Num passado próximo o congolês foi então visto no mundo como BMW (Bier (cerveja), Music (musica) e Woman (mulher; designando mulherengo). Esta fraqueza de ontem vai-se paulatinamente transformando por uma força. Então o BMW de ontem fez-se hoje combatente.

O Congo acaba de sair do período eleitoral e entrou numa revolução tumultuosa que vai cristalizar a consciência da humanidade numa exposição onde os bons vão se separar dos maus. Permite-me dizer que nunca houve eleições justas no mundo, porque mesmo nos países desenvolvidos, as eleições foram sempre conotadas com fraudes. Assim como já se viu na Alemanha de Helmut Kohl, Na América de Jorge Busch, Na Rússia de Putin, No Zimbabwe de Mugabe, em Angola de JES etc. O que se passou no Congo não se pode considerar por eleições! Foram na realidade as eleições mais sujas do planeta. Nelas foram apanhados boletins de voto antes e mesmo depois do período eleitoral. Surgiram boletins sem a figura do Tshisekedi, candidato do povo. Outros apareceram com um postulante desconhecido a mais. Carros da ONU foram surpreendidos cheios de boletins de votos já marcados, digitando Kabila. Foram apanhados boletins armazenados em muitos edifícios de igrejas. Kabila cometeu a imprudência de ganhar 100% numa província, justificando que o povo vive do tribalismo. Na cabeça do CENI (comission electoral mational et independante = ao CNE angolano) colocaram um pastor co-fundador do PPRD (partido de Kabila, que se candidatou como independente só pelo facto de não ser fundador deste e intenciona criar seu próprio MPLA congolês).

Tanto em 1992 como em 2006 houve eleições fraudulentas em Angola, onde se verificou a obra do músculo escuro do MPLA na manipulação da consciência do cidadão. Primeiramente houve grandes batotas e cambalachos nas campanhas e propaganda. O MPLA fez-se dono de todo equipamento, apropriando-se de tudo desde simples ar atmosférico, tempo, vidas de angolanos, rádio, televisão, bancos, meios de transporte e todas as infrastruturas que serviam para o evento. Angola conseguiu de esconder fantochadas urnas aquarteladas no Congo, Namíbia e em diferentes quartéis militares só para garantir a vitória dos comunistas. Esta mesma prática Angola usou em 2006 para garantir a cadeira presidencial ao Joseph Kabila kanambe.

Hoje o mesmo Kabila ganhou ilicitamente as eleições mas teatralmente depois uma vitória que se diz convencida, enche as ruas com 25 000 mercenários vindo de diferentes países como Ruanda, Uganda, Tanzânia, Angola, Zimbabwe e África do Sul para alem das forças da ONU. As ruas de Kinshasa são invadidas pelos tanques e tropas armadas ate aos dentes caçando uma população indefesa. Legalmente Kabila ficou na terceira posição e reconhece sem dúvida que houve irregularidades.

Kabila que fez um juramento na presença de uma população reduzida e numa esquina ao lado de um quartel militar encontra resistência nesta rivalidade presidencial com o populoso Etienne Tshisekedi. No seu juramento oficial participaram vários músicos e artistas da comédia congolesa e dois outros candidatos a mesma presidência como Kengo Wa Dondo que possivelmente será o primeiro-ministro do governo kabilista. Independentemente de embaixadores, não houve representações estrangeiras se não for os de ONG’s. Angola fez-se representada pelo ministro das relações exteriores enquanto Congo Brazzaville enviou seu ministro de transporte para dignificar Kabila como antigo taxista em Ruanda. O único presidente no mundo que presenciou as aventuras de Kabila foi Robert Mugabe do Zimbabwe. Por seu lado, Tshisekedi foi impedido de jurar como previsto no grande estádio Kamaniola. Este viu a sua residência barricada por uma armada com tanques prontos para ‘’apanha-lo’’ felizmente salvo na última hora numa chamada urgente de Hillary Cliton. Congo é hoje palco da revolução! Talvez Congo será a tal trincheira firme da revolução que Agostinho Neto sonhara.

O medroso congolês de ontem se metamorfoseou, pois já não conhece o medo. Com os congoleses, nasceu em vários países europeus uma revolução que faz estremecer as consciências. Em Kinshasa existe hoje muitos reduzidos bolsos da resistência e o ambiente está dominado pelo medo, terror, óbitos, choros, caça e tiroteios etc. Noutras províncias há calma mas em Kananga e Baixo-Congo vive-se o terror imposto pelos cães angolanos da guerra. A tropa angolana já entrou em cena como sempre sem que haja opinião do dito parlamento. O chefe não hesitou para lá mandar seus cachorros mas a única preocupação foi explicar ao genro Sidiki Dokolo que lá se vai proteger os interesses nacionais e impedir a movimentação as forças da FLEC, pensando que este não sabe localizar Kananga no mapa do Congo e Cabinda em Angola.

Na diáspora, penso eu que o congeles vai dando lição ao resto do mundo juvenil africano. Revejo o cenário onde o revoltoso Libório do Bem-Amado estrangula com uma tremenda força a sua ladroeira esposa. Quem poderia imaginar que o jovem Cedrick apetrechado com um patriotismo abandone Angola e regressa ao Congo só para eleger o candidato do povo Tshitshi. Infelizmente o voto do rapaz foi desviado a vantagem do Kabila e Cedrick heroicamente para reivindicar seus direitos ascende seu corpo agasolinado e queima-se. Que bravura? Mesmo se alguém considere por estupidez!

O que foi alcunhado por BMW levanta e mete-se a gritar ao topo da sua voz apelando povos do mundo ao reconhecimento dos seus direitos e respeito a sua escolha. O congolês da diáspora vai manifestando em Londres, Bruxelas, Toronto, Venezuela, África do Sul, Escócia, Cap Town, Jonesburgo, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Paris, Austrália, Washington, Correia etc. A Bélgica, a metrópole colonial vê suas lojas evaporar nos incêndios. As embaixadas congolesas no exterior estão completamente fechadas (excepto em Luanda e Harare). A luta é dura e será longa mas o combatente (que achávamos de Libório) está preparado.

A INSENSIBILIDADE DO OCIDENTE

Perante estas manifestações, os grandes dirigentes guardem o silêncio, As contas já foram calculadas e rejeitam qualquer mudança de plano. Sarkozy da França, Cameroun da Inglaterra, Obama de América adicionando o rei da Bélgica já tem preferências mas as multidões continuam berrando nas suas respectivas portas e gabinetes. O mundo guarda o silêncio quando o congolês/africano vai continuando morrer com as balas das Faplas e Kabila. Para o ocidente nesta altura o negocio é mais importante que o homem; perdeu-se então o sentido do humanismo por causa de diamantes, ouro, petróleo etc.

As mulheres congolesas, as mães lamentaram, choraram os mortos e reflectiram como milhões de mulheres foram e continuam sendo violadas. Elas clamaram ao mundo e o mundo optou pela mudez. Votaram e seus votos foram usurpados. O ocidente, campeão da democracia estampou os seus direitos. Elas decidiram manifestar no recinto da embaixada dos Estados Unidos de América em Kinshasa.

A mulher africana é na cultura do continente um ser sagrado. As mães congolesas levantaram suas vozes e foram a embaixada americana reclamar seus direitos. Elas trouxeram o seu memorandum que foi dificilmente entregue aos diplomatas americanas, que mostravam pouca vontade em recebe-lo. Elas ficaram lá chorar e gritar durante o dia, sem comer nem beber. Lamentaram dormindo, rebolando no chão com dores, pena e choros mas não houve reacção americana e tudo ficou sem efeito.

Logo ao anoitecer, penetra no recinto da Embaixada Americana um grupo armado de militares apoiados com tanques e armas ligeiras tanto pesadas. Lançaram contra as fracas mulheres gases lacrimogéneas, roubaram suas carteiras e telemóveis, tiraram-lhes sapatos e ‘’suraram-lhes’’ ate ao desfiguramento. Outras conseguiram escapar apenasmente com fato de Adão. Isto tudo, foi bem presenciado com sabor pelo pessoal da embaixada americana sem que se fala de agressão neste santuário.

O que se passa hoje com os congoleses pode se passar amanha com o resto de nos. Eu sou solidário com este povo não pelos laços políticos mas pelos factos históricos que compartilhamos mas também vejo algo que outros não vejam. ‘’O galo que se alegre hoje pela morte do pato, será……’’

Ate 2012!



Nkituavanga II


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

2012: MA NOVIDADE SOBRE AS MAS NOVIDADES



Os dias são contados para que se termine o ano 2011. As pessoas estão motivadas para começar um ano novo; pois geralmente um ano novo traz sempre novas esperanças, independentemente das regiões ou circunstancias em que vivemos. O ano 2011, não trouxe felicidade a vida de cada ser humano, mas, foi um ano muito marcante na vida de muitos. Globalmente foi um ano animado com diversos controversos e muitas polémicas politicas.

Neste ano de 2011 agudizou-se a crise ecológica no mundo. O mundo político que com toda a teimosia tem negado este fenómeno foi convencido sobre o perigo que a ecologia representa contra humanidade e o universo. O mundo desenvolvido ou as nações poderosas também conheceram a mesma agudização na crise financeira que tem abalando as economias do norte-sul. Não vamos dizer que os países pobres sofreram ou sofrem desta crise uma vez que nunca conheceram períodos de vacas gordas, e vivem continuamente numas crises eternas.

A poderosa Europa conheceu várias dificuldades contínuas no que diz respeito a moeda única. O famoso EURO ganhou uma face desfigurada uma vez as perturbações financeiras arrastaram as economias de várias nações que fazem partes das costelas do mesma coluna. Os compatriotas gregos, italianos e espanhóis não cessam de lagrimar enquanto os portugueses aproveitaram uma brecha para fazer-se parasitas, chupando um pouco de sumo da economia incontrolada de Angola. Sarkozy da França e Mekkel da Alemanha sacrificaram-se para salvar a economia europeia com sucessivas reuniões de insucessos, quanto Camerões da Grande Bretanha foi travando as rodas da carroça.

A vitória, o prazer da vida e sucesso foram atribuídos aos protesters (manifestantes) que nos países árabes conseguiram colocar um ponto final as vidas de muitos ditadores nos respectivos países. Os manifestantes do Egipto, Tunísia e posteriormente da Líbia foram coroados com flores de ouro mesmo quando o sangue continua derramando nas estradas da Síria e choros no Yemen. Esta celebração se realize sob um olhar silencioso de J.P Mbemba do RD Congo e Gbagbo de Cote d’Ivoire que vão orneando as prisões de Haye/Holanda.

A África vai acabar este ano com muita amargura, uma vez agora é mais claro de que a clareza que as promessas de Barack Obama eram simples discursos para decorar o parlamento da Ghana já que o fazia perante a estátua de Nkuame Krumah. A situação do povo do Egipto ainda não é serena porque ainda há confrontações no Cairo. As ruas de Kinshasa e outras províncias congolesas estão sendo patrulhadas pelas tropas mercenárias de Ruanda e Uganda como de cães da guerra de Angola e de África do Sul.

Assinala-se também a continuação de Samakuva na cabeça da UNITA. A FNLA, a fragilizada monstro de duas cabeças vai continuar a sua vagabundagem com tumultos, mas com um espírito mais patriótico, a FNLA poderá (em 2012) ver a luz no fundo do túnel, uma vez que a entrave chamada Lucas Ngonda já não tem alicerces políticos.

O ano 2012 não traz boa novidade para os povos de África. Em 2012 a África vai conhecer momentos mais difíceis. A África vai recolher as consequências de maus trabalhos realizados pelos filhos do continente: falo de Boutros Ghali e Koffi Annan nas nações unidas e Clinton. A África vai conhecer mais uma crise humanitária que será a continuação dos genocídios da Ruanda e do RD Congo.

Todas as injustiças socioeconómicas aplicadas contra a África atingirão um ponto culminante onde não haverá possibilidades de esconde-las. O africano está mais consciente e o europeu será determinado de mais conquistar. A luta de compartilho entre os pobres e ricos, entre os mais desenvolvidos e os menos desenvolvidos vai-se agudizar e causar assim umas revoltas e enfim uma crise regional que se vai alastrar para global.

A falta do respeito a vontade do povo africano, também será um outro ponto da partida. Muitos ditadores serão forçados pela pressão popular a abandonar o poder. O Ocidente vai querer proteger seus interesses a ferro e fogo. A injustiça será exposta e a democracia será pisada pelos democratas, dali as vozes vão se levantar.

Em Angola haverá descontentamento do povo porque as exigências do povo não serão respeitadas. O MPLA vai ganhar num músculo fraudulento as eleições como sempre. O nosso PR vai ver o seu prestígio internacional evaporando, porem vai ainda exprimir-se com muita obras. Nada vai se fazer para combater a corrupção no círculo restrito mas JES vai tentar colocar um mecanismo político para acabar com a política da exclusão social, portanto o tempo será uma barreira. Muitos membros influentes do partido da situação vão procurar formas de desistir entre os camaradas. Existe probabilidade que Angola entre em conflito com Ruanda/Uganda, envolvendo o Congo Brazzaville e Congo democrático.


Nkituavanga II



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A INGERENCIA DE ANGOLA NAS ELEICOES DO CONGO


Não há dúvida que Angola já foi uma trincheira firme da revolução em África, enquanto hoje ela não pode se considerar como tal. A história do continente prova que muitos líderes africanos diligenciaram em todas as circunstâncias para que Angola se libertasse do jugo colonial e muitos povos patrocinaram, oferecendo seus territórios e outros meios aos movimentos revolucionários de Angola. Uma vez independente, Angola jogou um papel preponderante para o alcance das independências da Namíbia e Zimbabwe mas também da ANC para findar com o vergonhoso sistema de apartheid implantado em África do Sul. Angola ainda concedeu uma importantíssima ajuda a OLP de Yasser Arafat e do esquecido movimento Saharahiu que combatia nos Marrocos.

Angola que sempre desejou possuir um poderoso exército também enviou seus mercenários para desalojar Mobutu no reinado e ara a instalação do Laurent Kabila no Congo. No Congo Brazzaville também viu-se um depoimento de tanques angolanos rasparem as poucas pequenas cidades recolocando o Sassou Nguessou no poder. Os guineenses que participaram a caça e ao último assalto contra J. Savimbi, viram também as tropas angolanas desfilarem suas ruelas em tempos de necessidades. Angola que procure eternamente um lugar entre os grandes no continente continue enviar seus internacionalistas em todas as frentes de combate que vão surgindo no continente. Esses contingentes militares são enviados por varias missões e em varias razoes nomeadamente amizade e cooperação, lucrativas (financeira, uma vez oferece uma factura incontrolada pelo governo e AN), prestígio moral (para a honra do JES) e capacitação militar (testar o material e estratégias).

A realidade proporciona uma experiencia revelando que a actual formação e capacitação militar das FAA não é comparativa as das FAPLA. O novo exército do MPLA que constitui as Faplas e o exército integrado da Unita tem um equipamento modernizado mas apresenta muitas lacunas e debilidades em termos tácticas uma vez tem um leadership militar (quadros superiores) muito corrompido visto que opera como um mecanismo partidário e politico. Elas perderam a preparação politica e a motivação profissional baseia-se no rendimento monetário e material. FAA não tem a complexidade e homogénea que as Faplas tiveram, mesmo sendo na altura pobre.

Num passado recente, as tropas de Angola participaram direitamente nas confrontações armadas no Cote d’Ivoire apoiando as forças do presidente Laurent Gbagbo. Esta hipócrita participação foi energicamente denunciada pelos angolanos mas oficialmente rejeitada e negada pelo governo de Angola incluindo a Presidência. Finalmente a ‘’gravidez’’ começou apresentar suas formas quando centenas de militares angolanos foram feitos presos e que obrigou o governo de Luanda negociar suas libertações. Assim o que era negado foi exposto a vista do mundo deixando as gloriosas FAA submetidas a vergonha.

Hoje corre-se o risco de repetir a mesma vergonha de Cote d’Ivoire uma vez já se repara a presença de tropas angolanas na região do Bas-Congo, neste tumultuoso período eleitoral. Angola que se preocupa com a situação no Congo vai jogar a mesma hipocrisia de ontem declarando oficialmente que está ausente no teatro militar naquele país vizinho. Evoca-se em Angola a questão de Cabinda e a longa fronteira que Angola compartilha com o Congo como motivos da preocupação mas Angola vai ignorando que as actuais eleições no Congo tem um carácter paralelo as promessas deste povo. A presença das FAA no Congo vai ainda complicar a situação uma vez as tropas de Ruanda e Uganda já estão massivamente no terreno. Existem probabilidades que estas forças venham fazer um face-a-face muito desastroso no solo alheio.

Em caso que haja um levantamento do povo contra qualquer eventual fraude a sua vontade, seria uma dupla vergonha para as tropas angolanas com altíssimos riscos de perder o seu estatuto e sujar a sua reputação. Quando as forças estrangeiras são capturadas já não se desmente e isto já se experimentou no Cote d’Ivoire. As tropas angolanas são bem conhecidas pelos povos da região do Baixo-Congo e suas movimentações nestas regiões já são assinaladas em Tshela e Songololo.

Nas passadas fraudulentas eleições do Congo (2006) muitas fantochadas urnas, tendo cartões já preenchidas foram introduzidas desde Cabinda/Angola.

Até quando a Africa será unida?


Nkituavanga II