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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA TRANSLADADO


Eu não sei onde emprestar palavras para brevemente enunciar certas qualidades apreciáveis de Nelson Mandela. Mesmo antes do seu desaparecimento, me lembro ainda alguém ter dito: ‘’Se tivéssemos poder de aumentar o tempo na vida de um indivíduo aumentaríamo-lo ao Nelson Madiba’’.

Mandela resta uma figura histórica não só na África do Sul mas em todo o continente africano. Mandela foi e resta um personagem marcante, emblemático, histórico conotado de forma pluralizadíssima com todo positivo na sua pureza. Nelson foi fonte de qualidades inesgotáveis que nos puros tempos do apartheid, da exploração do negro pelo civilizado ou mesmo da escravatura: onde o homem era mercadoria, diria-se do revoltoso, de um criminal ou mesmo de um terrorista como tem sido para melhor diminuir, desprezar, reduzir e aniquilar completamente o africano. Seu estatuto histórico restará indiscutível neste universo. Embora que da prisão ao palácio é uma plena maravilha mas a sua consciência e sabedoria tem espantado a humanidade.

Mandela foi corajoso, inteligente e com sabedoria, visionário revolucionário, patriota,
Pai da nação, viveu o amor por isso soube perdoar mesmo aos seus predadores. Como todo o homem Nelson tinha também seus erros, fraquezas pois não era perfeito mas procurou sempre dar o melhor de si, viver apaziguado com os restos. Todavia Nelson procurou desmarcar-se de ditadores e piores líderes africanos: dinossauros políticos, sanguinários, cleptocratas, plutocratas e gatunos engravatados. Ele jamais fará parte daqueles que tem sentenciado a África na miséria. Mandela ficará eternamente na história do seu povo porque não aproveitou enriquecer-se com o erário da pátria condenando o seu povo na desgraça, como tem feito quase todos presidentes africanos. Foi ele o primeiro líder africano a eclipsar-se voluntariamente do poder sem sofrer o vírus da gula presidencial. Seu procedimento foi e será inconsistentemente uma lição de civismo ao mundo, denunciando as injustiças, corrupção. Nunca hesitou propalar o mal e criticar os maus.

A África perdeu neste doloroso tempo dois dos seus melhores filhos amados: o grande musico congolês Pascal Tabu Rochereau, que com mais de 500 canções não deixa de ser o melhor compositor do mundo e o então prisioneiro feito melhor Presidente africano de todos os tempos, Nelson Madiba Mandela primeiro Presidente negro da Republica Sul-africana.

Mandela não morreu mas transitou-se dum estado ao outro; assim ficará na mente do mundo. Que a terra dos anciãos lhe seja favorável.

Nkituavanga II

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NO CASAMENTO, SO FALTOU O NOIVO!


No dia, na hora, no período da festa a euforia tem sido maior e completa quando todos os interessados estão presentes, sobretudo os honrados. Num baptismo, o baptizado nunca é convidado assim como numa casola o noivo nunca é convidado. Entende-se a ausência do pai na hora de nascimento do seu filho, uma vez não é ainda um costume integre da nossa cultura, mas, um bom pai antecipa sempre as escusas, mesmo assobiando com um ar gago.

A grande festa de Angola se realizou na ausência de noivado não por motivo da saúde mas, como consta-se no livro justificativo do partido, por razoes desconhecidas. Holala, vous etes vraiment exigeants! Não, cumpre-se as leis aquele que preparado em jogar o tal papel está. É mesmo assim que tem perpetuamente acontecido: quando o maldito vírus de Malburg dizimou angolanos ninguém deu a mensagem da esperança e pêsames mas quando morre o velhote papa católico em Roma foi-se lá com urgência apresentar as condolências e partilhar as dores com um mundo estranho.

Num dia tão grandioso, a noiva ocupou seu lugar enquanto a cadeira do noivo eternizou-se desocupada num estilo parlamentar. Que tal então? Foi-se possível exonerar até interinos?

11 de Novembro; mais um parabens aos angolanos



  Nkituavanga II

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

DESMENTIR NO SENTIDO ANGOLANO!


Que seja no que concerne queixas, acusações mesmo declarações que se faz contra este ou aquele, existe sempre a possibilidade de resposta, aquilo que simplesmente se considera como direito a resposta. Quer dizer, o acusado tem o pleno direito de se pronunciar dando a exposição do sujeito seguindo a realidade do acontecimento ou do evento de acordo a sua experiencia. Esta forma de se proteger permite anular calunias, corrigir a desinformação e defender-se contra qualquer tentativa de denegrição contra o alvo.

Pela experiencia que se vem vivendo na terra angolana, parece-me que o habitual está ditando uma realidade e lógica diferentes. O pior se localize no círculo governamental, que não é ainda habituado de engolir críticas tanto da oposição como de observadores. Entende-se, que isto, deve-se a falta da maturidade politica ou também limitação em conhecimento sobre a ética profissional mas também pelo facto que a politica da liderança se baseia sempre nos alicerces da arte de mentir e roubo.

Desmentir não deixa de ser a possibilidade de contradizer o que foi dito. Desmentir é provar com factos, com argumentos sólidos e demonstrar a realidade com provas. Desmentir é também expor as falhas, erros, e toda desinformação contrariando o que foi dito ou informado com uma conotação basculhada na faixa errada. Desmentir é procurar ajustar e reajustar o que foi mal dito sem portanto se justificar. Desmentir é oferecer esclarecimentos variados e compreensíveis sobre o assunto. Seguindo vários dossiers que temos seguido, a media não deixa de nos cansar com as declarações deste ou daquele líder ou dirigente que desmente acusações feitas não só contra este ou aquele mas também contra instituições governamentais, especialmente o Partido no poder.

Quando alguém da família do Mpla vem desmentir acusações sérias feitas contra o Partido do Trabalho ou outras network pertencentes ao partido. Partido este que continua confundir o bolso do estado com o bolso pessoal. Confusão esta, que faz com que as pessoas venham defender seu partido, mesmo naquilo que não dominam, com raiva; raiva esta que vai ajudando-lhes perder a razão e desbobinar coisas de forma torta.

Espero que quem vem acusar sem precisões, está desviando a intenção e consciência dos leitores. Portanto os do MPLA que vem desmentir nunca procuram recuperar a consciência dando informações concretas e verdadeiras. Assim a Princesa Isabela veio desmentir um artigo que considera por calúnias sem portanto desmentir o mesmo.

Normalmente membros deste partido, sempre que fossem acusados, reagem energicamente desmentindo numa prologue insignificante. O que se faz; eles seleccionam no texto parte da queixa que interessa-lhes. Usam esta parte para lançar ataques contra o autor sem portanto pronunciar-se profundamente sobre o núcleo da informação que causou o fogo. Eles usam a fúria, entram irracionalmente numa guerra de insultos baratos, vão negando o que foi dito sem palpar a matéria da informação.

Vejamos que o artigo em vogue foi uma co-autoria de um angolano. Este angolano tem um nome cuja princesa tenta ignorar, mesmo que continua ressonar como martelo na sua consciência. Ela procura isolar o angolano como weeker-link sem tocar ou tossir a palavra contra o autor do artigo (protegido pela América). Desmente a informação sem ladrar a sua faixa da realidade. Ela procura convidar os angolanos neste assunto, quando nunca procurou ela consultar angolanos nos seus bons momentos. Eu sendo angolano não vejo como RM fez uma intentona contra Angola, quando procura saber como vivemos na pobreza e em desemprego no mesmo país, onde a princesa tornou-se ricaço num click de fecha-olho. Coloca-se ainda um micro-baladeur nas ruas de Luanda sobre o enriquecimento da princesa é veremos qual seria a reacção do angolano! Outra coisa, porque não se leve RM por difamação num tribunal não angolano ou soviético? Pelo que se saiba, ninguém conseguiu ainda desmentir o Rafael Marques, Makuta Nkondo, Marcelino Moço, Josefa Ngutuika e mesmo as meias verdades do Pepetela.

E lamentável que a princesa paga fortunas aos peritos estrangeiros para fornecer-lhe um rapport tão pobre com dados superficiais e que se publica para desmentir um RM que bem sabe o que tem feito. Ele não só tem informação mas está apetrechado com substâncias informativas da fonte certa.

Desmentir não se faz com injúrias batedeiras. Negar a realidade sem apresentar contra-factos é a moeda corrente no partido; ate no topo. Felizmente RM não faz parte do Parlamento para amanha ser exonerado num decreto pré…


Nkituavanga II
 



sexta-feira, 7 de junho de 2013

ASSIM QUEBRA-SE O SILENCIO!


A não existência de um estabelecimento escolar para ‘’Presidentes’’ neste universo prova que pode-se adquirir qualidades para tal em diversas esferas técnicas ou profissionais, mesmo buscando aventuras. Não é por isso justificativo que na constituição angolana se estipula: todo cidadão angolano tem o direito de eleger ou de ser eleito; desde que reúna condições necessárias para o cargo. A experiencia ensina-nos que entre os líderes que a humanidade já criou nenhum nasceu presidente. Exerce-se a função de presidente como outras com ajuda de um Job description elaborado. Sabe-se pela lógica que todo presidente é antes de tudo um ser humano, tendo faculdades como outros com possibilidades de melhor contribuir ou de falhar e direitos de errar e corrigir.

Bem sabendo que discursar faz parte da arte de governar temos que ter em conta o tipo e estilo da governação que este mandatário empregue como metodologia de trabalho. Naturalmente sabe-se que o nosso PR não manda tanta cantura como tem-se procurado exigir a um shy. JES não é radicado no seio do povo como a maioria dos presidentes em nações em via de desenvolvimento, especialmente africanos. Pouco importa as obrigações morais da actualidade, os gritos de angolanos, JES fala pouco!!!

Para alem das condições arrendais (temperatura, luz, conforte, material e sonorização e segurança) que foram óptimas, a reacção do entrevistado vai correspondendo a acção do jornalista. Não vamos julgar ou mesmo condenar o facto desta entrevista ser indirecta porque razoes existem. Seria também injusto criticar a posição do jornalista, mesmo que foi péssima, pois ninguém decifra as cláusulas deste business.

Pela expectativa, diria-se que deixou muito a desejar porque a prolongação do silêncio era tão silenciosa que o próprio silêncio. Seria normal uma vez que os políticos angolanos não foram chamados a fazer a leitura do tempo no meio do povo, senão somente nos sofás do parlamento. O facto de colocar este quebra-silencio nas mãos da mídia não angolana enxugou o dulçor da fruta. Vejamos que no decorrer de 45 minutos da entrevista, o jornalista foi bem limitado. Procurou afastar-se da deontologia jornalística, esquivando importantíssimas questões que preocupam a inteira nação. Talvez que não dominasse bem o dossier angolano ou que tivesse medo da máfia angolana. A sua acção demonstrou claramente que foi uma entrevista ficcional onde a água só seguiu o percurso do rio.

Em toda entrevista houve simplesmente duas perguntas: a primeira e a penúltima. Do resto foi protocolar! Acredito autenticamente que os locais fariam melhor, mesmo alem das camisolas partidárias.

Para responder a primeira questão, o Presidente basculhou repetidamente da esquerda a direita seus olhos fitando incessantemente o seu caderno de notas. Na sua resposta, Ele não desenvolveu os pontos que anotara mas sim foi recapitulando no seu caboche o que já tinha memorizando, repetindo varias vezes duma tarde a outra sem nela introduzir o sentimento (que se espera) de aperfeiçoar tanto nas promessas como nas realizações.

Psicologicamente, o Presidente ficou muito mais meditabundo na gramática, como se tivesse medo de errar. Este ultra concentração usurpou o sentido e o valor do pronunciado, do patriotismo e da própria serenidade. Assim no discurso, orneou-se um quadro numa tábua roto, oco e podre com cores permeáveis. A seguir retomou o controlo da entrevista respondendo facilmente tudo que lhe foi atirado sem transpiro para agradar o desempregado português e um publico angolano incógnito. Na sua presentação física, daria-se-lhe a máxima nota. Ele tem vigor de quem não está disposto a deixar brevemente. Portanto foi triste ouvir como conotou de forma pejorativa certos jovens manifestantes (de falhados, frustrados). Uma desconsideração que um verdadeiro Pai não faria aos seus próprios filhos. O nosso PR não foi posé nas suas locuções. Ele ofereceu muitas aberturas ao jornalista dando-lhe cem e uma possibilidade de bombardear com mais perguntas e sob questões sensitivas, mas o cara ignorou todas as brechas.

Na penúltima questão:
Q. que tipo de regime ideológico vigora actualmente em Angola?
R. Uma sucessão nebulosa de palavrões. Umm… de esquerda, umm…democrático, umm…de centro esquerda… enfim boa fraseologia. Seria muito vulnerável perante reputados bons jornalistas por ai. Então, indicadores provam pelo menos não é hoje que: angolanos vão matar a sede.

Assim o PR quebrou um abstracto com o concreto? ou foi um concreto com o abstracto? Advinha quem poder!



Nkituavanga II

sábado, 22 de dezembro de 2012

DESCAMINHANDO NA DEMOCRACIA



Não gostaria hoje de emprestar a definição da democracia no dicionário como tenho habitualmente feito. Talvez acarretaria esta definição na consciência dos velhos que na prática a viveram no dia-a-dia, inspirados pelas linhas culturo-ideológicas do reino do Kongo. Mesmo os mais clássicos da política das ruas, nos ditos Parlement Debout sabem que para evaluar um sistema democrático, há virtudes imperativas que devem constar no cesto da democracia, tais como:

  1. Direitos humanos: - violações contra os direitos primários do ser humano. Impedir um povo usufruir esses direitos.
  2. Liberdade da palavra (mídia/imprensa): – dirigir uma nação constituída por surdos e mudos forçosamente amoldados pela ditadura. Manter cativeiro a consciência de um povo.
  3. Justiça independente: – um povo e instituições que respiram a lei, onde a injustiça e impunidade não tem expressão. Onde a lei funciona.
  4. Sem Corrupção: – promover o roubo e injustiça. A dominação da maioria pela minoria tendo um poder material e financeiro que mantêm cativeiro todo sistema governamental.

Há mais valores sociopolíticos que atestam a existência da democracia de um regime que dirige um povo, uma porção da terra partindo da consciência e vontade do líder, o próprio balanço numérico dos recursos humanos nas instituições governamentais e ministeriais, nas comissões eleitorais e o comportamento de elementos chamados a proteger a população, bens e estruturas; os chamados elementos da segurança, da policia e das forças armadas.

Evoluir na burocracia ministerial

Com um espaço de 1246000 km² e uma população estimada de 18 milhões de habitantes, tendo uma divisão territorial de 18 províncias, Angola necessita um organigrama ministerial que permite eliminar a burocracia, combater a pobreza e criar parâmetros para o desenvolvimento socioeconómico tanto cultural do povo. Infelizmente a própria cultura do trabalho nos países em via de desenvolvimento tem sempre colocado um ministro na postura de patrão, com autoridade de comandar e não de servir. Assim maioritariamente os ministros angolanos alinham-se na mesma regra de acumular riquezas, mulheres e concubinas, luxuosos carros, casas e vultuosas contas bancárias no estrangeiro. Em cima de tudo são políticos, empresários e sócios ao mesmo ritmo e tempo.

Em Angola, ministros são nomeados e exonerados pelo PR que os digitam num ciclo vicioso, trocando rotativamente pastas sem portanto produzir um resultado duradouro. Entre eles uma punhalada é seleccionada para aderir ao ciclo da confiança presidencial, que se posiciona em cima da lei. Geralmente em África todos os ministros não têm a mesma consideração, poder ou direitos; tudo dependendo da fidelidade ao Partido e especialmente ao PR.

Em Angola, a própria divisão da estrutura organizacional de ministérios reforça a burocracia. Os componentes desta se familiarizam neste aparelhado núcleo defendendo-se com garras sem exprimir-se profissionalmente de modo a cativar a apreciação do povo. Não se coloque aqui a equação de negar o bom trabalho que se tem desenvolvido pelo governo. Portanto a resolução de conflitos na divisão organizacional daria outra flexibilidade na obra porque vejamos:

Ministério de Estado e Chefe da Casa Civil: numa Angola não reconciliada, onde a pertença partidária tem um papel preponderante na política da exclusão social e no tribalismo, onde as organizações de massas apartidárias ou inclinadas a oposição não são aceites, este ministério não tem lógica da existência. Ele subsiste somente para o benefício de determinadas pessoas, indivíduos ou grupos escolhidos. O que tem feito este ministério para que a sociedade civil seja aceite com certo peso na Assembleia Nacional. A quando um postulante apartidário a presidência? Que mecanismo tem esse para contribuir ao topo da hierarquia?

Ministério de Estado e Chefe da Casa da Segurança: Este seria uma secção ministerial ou departamento dentro do ministério da Defesa ou do Interior! Aqui trata-se de assunto que afecta um bom reduzido número de angolanos. Ele tem uma missão desviada e concentrada a protecção do PR, sua família e bens. Inexplicável é a misteriosa função que este ministério desempenha nos países em via de desenvolvimento, quando seria irrelevante no mundo democrático. Por consequência ela reitera e defende então um sistema puramente ditatorial. Como ultima bastião da protecção presidencial, é um ministério plenipotenciário mas parasitário que com exagero chula mais capital da nação. Este ministério incarna sempre as características da entidade que protege.

Entre o Ministério do Planeamento e Desenvolvimento territorial e o Ministério da Administração do território como o Ministério da Administração Publica e Segurança Social as tarefas são bem repartidas mas tem uma interjeição operacional que vai causando conflitos. Apresentam conflitos na posição que ocupam na estrutura organizacional do governo que é vertical mas tem matematicamente subconjuntos que se interferem.

Depois de mais de 30 anos, o angolano não possui ainda um documento identificativo próprio de um cidadão livre. Os ditos bilhete de identidade, o vulgo BI são trocados conforme a mudança climática. Os passaportes mudam mensalmente de fisionomia. E triste ver os nossos velhos nas aldeias a morrer solteiros uma vez nas comunas o casamento cívico não tem expressão. Vive-se ate hoje nas estatísticas de assumpção.

Existem outros ministérios importantíssimos cujas funções requerem resolver primeiramente certas equações existenciais. Seria necessário um Ministério da Justiça quando a lei não funciona? Quando existem elementos que vivem em cima da lei e que as ordens superiores não cessam de chover? Um Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria não tem lógica quando cidadãos são classificados por grupos e classes sociais, onde se pratica um tribalismo estatal e injustiça. Ministério de Transporte: pensou se aqui no transporte em Luanda ou em Angola? Transporte nunca significa a Taag (que é um sucesso) por favor. Comunicação social do governo ou do partido? sua definição não esta clara, tem atribuições controladas e é fonte de decepções. Ainda tem dois ministérios decisivos: Ministério da Energia e Aguas e o do Ambiente. Angola tem suficientemente águas para aprovisionar a sua população e fornecer uma energia a cada aldeia e sanzala. A resolução da questão de Energia e Agua vai melhorar a esperança da vida da população e acarretar o bem-estar social. Actualmente prevê-se que num futuro próximo haverá escassez de Agua no planeta e ela poderá ser o motivo de guerras económicas na terra. Angola que deseja entrar no industrialismo deve proteger-se contra ataques ecológicos da indústria e de monopolistas. A protecção das suas florestas mas também lutar contra certos elementos nocivos: poeira, fumo, barulho e outros efeitos hereditados do conflito armado. Não se concebe como temos por exemplo o Ministério de Agricultura onde não se pratica (em Luanda) actividades agrícolas, e tantos…Luanda tem reclamado uma descentralização ministerial.

Existem ministérios que se classificariam por nulos ou injustificados, visto suas funções, influência territorial, magnitude ou descrição do trabalho. Um cómico Ministério dos Assuntos Parlamentares que seria um simples departamento. O Ministério do ensino Superior é muito mais prematuro tê-lo quando o Ensino básico não tem alicerces apropriados. O ministério da Assistência e Reinserção Social quando Angola carece dum bom programa social.


O dito governamento democrático

Observando o governo de Angola que opera no ultimo mandato de JES como PR (2012-2017), eleito oficialmente primeira vez pela nação há muito para gaguejar e sequelas que provam talvez está-se caminhando numa via errada ou talvez numa boa via mas em direcção contraria.

Ate a presente data não se sabe o que pretende o PR, não se sabe as pretensões do partido no poder. As duas instancias nunca se pronunciaram claramente nesta situação e nunca se posicionam embora declara-se ‘’comunismamente’’ sobre uma faíscada metamorfose sofrida de um dia ao outro: do comunismo a democracia, sem conhecer períodos de transição. Tudo está desacertado e absurdo, quando deixa-se o povo adivinhar, especular e procurar descobrir o que se oculta na consciência do PR e do partido no poder. Muitas vezes os coloridos discursos não pactuam com praticas.

Segundo a agenda do MPLA existem realmente motivos para seguirmos a democracia? O que tem-se feito no seu seio para formar novos quadros democráticos para amanha dirigir o partido e a pátria? O que se fez com os actuais dirigentes que são calejados comunistas para se metamorfosear-se em democráticos? Acredita-se portanto que não tem qualidades de camaleões! Será que durante o partido único, demonstraram capacidades e consciência de bons dirigentes? Qual jeito tem esses para levar a nação percorrer esta longa caminhada? O que ate hoje demonstraram para ser conotados com a democracia? Porque então tanta hipocrisia? Assim o Mpla seria do povo, mas o povo nunca foi do Mpla, da Fnla ou da Unita.

Será que o PR tem uma consciência democrática? JES crê mesmo na democracia? Deve-se na democracia africana eternizar-se no poder para ser bom líder. Ainda é hoje, o nosso JES patriótico como era ontem? Se analisarmos hoje as características de um patriótico, e de um democrático em que canto poderemos colocar o homem forte da nação angolana? Tem ele uma palavra de honra nos seus discursos. Sim, o tempo mudou e as coisas mudaram, por isso homens também mudaram mas a mudança não implica obrigatoriamente um progresso. Em que pólo do movimento da mudança pode-se localizar Angola? No progresso ou regresso. Bem digamos que a economia cresceu mas que tal da vida social do angolano. Que tal da vida nas aldeias do Kunene; sendo a província mais pobre de Angola. O PR sendo o Garante da nação e defensor da Constituição, tem reflectido na preparação politica do angolano a democracia. Isto se viveu quando foi inculcado o comunismo na consciência do povo durante tempos de conflitos armados. Qual hoje a preocupação primordial do nosso PR? e da oposição? A PRESIDENCIA! Esta mesma presidência que dividiu-nos em 1975. Sabe-se portanto que para dirigir um país africano não é necessário ser um mágico mas só pode lá dirigir quem é capaz de fazer milagres!

Existe a noção da democracia na nossa Assembleia Nacional? Serão os nossos deputados democráticos ou foram/são preparados para que sejam democráticos. Os verdadeiros democráticos operam na justiça e defendem os interesses nacionais. Os poucos democráticos da oposição de ontem são hoje corrompidos, lutam para objectivos monetários e tráfico de influências. Na AN a matéria básica é o oportunismo e mais-valia. Deputados capazes de violar a Constituição nunca são patriotas. Deputados que permitem a revisão frívolo da Constituição e concordam-na com qualquer manipulação dando vantagens a certos indivíduos são chupistas.

A falta da mentalidade democrática faz com que praticamos a democracia sem democráticos; optamos assim por uma democracia sem democracia. Eis a razão que tem-se uma CNE que nunca é independente, que tem uma camiseta partidária com uma maioria que só cumprem ‘’ordens superiores’’ cimentadas nas injustiças e coroadas por fraudes. Esta carência da democracia será também a constante causa de conflitos entre o Presidente e o Vice-presidente de Angola. Esses dois plenipotenciários, com o mesmo poder da decisão, têm um Job descrption mais conflituoso da nação. Um é figura do estilo enquanto outro é estilo da figura. 

Mesmo o diabo, nunca manda seu filho ao rio cartar água, quando ele vai então plantar cacos no caminho do mesmo rio. Assim o filho de Angola esta exposto pelo governo e oposição! As declarações políticas não fazem uma governação/nação democrática mas sim as aplicações dos princípios democráticos.

Muitos dos nossos valores culturais e tradicionais eram mais democráticos ante o modernismo que a actual politica tem integrado no quotidiano da nação exposta a ridículo. A modernização emprestada de angolanidade tem causado conflitos no comportamento do povo, perdeu-se o nosso proteccionismo cultural e basculhou-se erradamente na mundialização, sem entender o conceito deste. E preciso que se faça algo (governo e oposição), senão a democracia vai afastando-se cada vez de nós, convidando um sistema mais bruto, de injustiças, de desespero e miserável.


Nkituavanga II

sábado, 15 de dezembro de 2012

LUANDA HOJE: O GRITO DOS SILENCIADOS



Luanda, que seria a capital angolana continuar sendo a capital da república de Luanda conforme a curta visão daqueles que se intitulam dirigentes. O que se passa actualmente em Luanda não se identifica com a lógica social na vida de qualquer nação neste século XXI. Identifica-se actualmente duas condições que se vive numa açoteia socialmente oposta. Soubemos que a aparência da paisagem física é ilusionária como a própria história manipulada persevera sendo gravada nas arreias a beira-mar.

O que se convive em Luanda é um clima de contradições sociais numas geofísicas conflituosas. A actual urbanização de Luanda desenhada pelas assopradelas das loucas forças da natureza tem em qualquer forma preconizado e determinado uma divisão sócio-administrativa da vida na capital. Socialmente Luanda se divide em duas partes: o centro e as periferias; que seria também interpretado numa lógica banal como a capital da capital contra as províncias da capital. Tanto no centro como nas periferias de Luanda existe um clima sociopolítico que vai definir duas sociedades, dois mundos distintos paralelamente opostos, numa definitiva prolongação sem interjeição.

Há silêncio no centro de Luanda, a capital. Depois das vertigens eleitorais, a moralidade da nação sucumbiu num silêncio abismal. Os partidos políticos recorreram a uma nova etapa da guerra-fria tipicamente angolana. Uma guerra ideológica diferente a de posicionamento ideológico e poder de 1975. A pílula amarga das eleições deixou um sabor nauseabundo na consciência de grandes partidos, que decidiram um retrocesso as fontes ideológicas. Este silêncio no centro de Luanda obriga os partidos às fontes da inspiração ideológica: a procura de outras estratégias que poderão projectá-los a nova imagem antes as vindouras eleições. Os partidos optaram pelo mutismo, a busca de novos valores capaz de combater as injustiças, corrupção e nepotismo. Assim a Unita vai procurar uma nova dinâmica para ser realmente a verdadeira cabeça da oposição. A morta Fnla, vai no seu lado lutar para ressuscitar a sua alma e salvaguardar-se da maldição chamada Lucas Mpipita. Quanto a Casa-ce emergente, vai organizar-se para substituir na posição cimeira da oposição. O problemático Mpla também vai purificando-se das impurezas da privatização do partido e da questão da liderança tão contestada as escuras. Há silêncio no centro de Luanda condicionado pelo clima político.

A única pergunta subentendida que, predomina no quotidiano angolano, vai poluindo num ciclo vicioso os ares do centro da capital: quem será o próximo PR de Angola? Enquanto noutro pólo, entre os vermelhos alguém esta pensando na liderança partidária. Tudo indica que o jogo será brutal!

Nas periferias de Luanda não há silêncio, mas sim choros e gritos. Há gritos no Sambizanga. O povo esta chorando no Rangel. No Kazenga corre-se rios de lágrimas. Mabor, Kilamba e tantas outras zonas de Luanda estão animadas pelo desamparo, angustia e desespero. Este povo vai acompanhando de perto como a esperança ou o futuro está-se afastando. Chora-se, está-se chorando; que tais das chuvas, cheias, inundações, falta da luz, falta de água, ruas intransitáveis. Há décadas que fomos continuamente alimentandos com promessas alucinárias pelo vampirismo da política angolana. O povo das sanzalas vai chorando mas no centro reina um grande silêncio. Portanto, queira como não, desta vez o grito dos silenciados vai ecoando com grandes clamores o centro, a cidade, nas instituições, nos palácios e ministérios. A comunidade internacional será em altura desta vez de interpretar o sonho do mudo.



Nkituavanga II

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A DEPUTACAO IREAL



Não fomos a escola como se fosse numa deambulação, mas lá fomos com fortes instruções, que permitiram-nos reconhecer o motivo e justificação das pressões que fomos sujeitos, então estudamos não só para garantir um futuro melhor mas também para aglomerar conhecimentos, sabedoria e experiencia. Hoje ganhei, adquiri certa maturidade e tenho vias de conceber coisas a um nível razoável. Portanto a experiencia politicamente caótica que vivo tem projectado-me numa frustração, desespero e tem roubado o sonho do meu futuro. Muitas vezes escolho ficar na sombra do silêncio, infelizmente a minha actual consciência não permita-me. Não é que, num sistema onde reina a injustiça, os silenciosos são os mais covardes como lambe-botas?

Sem sombra de dúvida que Angola é soberana; quer dizer, tem uma independência política, económica, cultural, social. Ela tem uma estrutura que depende da decisão, acção e determinação do angolano. Brevemente dizendo, depende duma visão puramente angolana. Dali foi pela primeira vez e oficialmente eleito o nosso JES!

Parlamento! Parlamento! Parlamento é uma instância, uma instituição governamental que tem abalado meus conhecimentos, por isso vou emprestando conhecimentos alheios para expor a minha barafunda.

O dicionário didáctico define ‘’Parlamento: a câmara legislativa, aos países de regime constitucional’’. Parlamento é simplesmente a instituição (instalação, material e pessoal operativo) que na nossa terra chamamos por Assembleia Nacional (AN). Na sua forma mais restrita a Assembleia Nacional pode se limitar pelas instalações onde os deputados (parlamentários) têm debatido questões decisivas a nação. Quando se fala em questões decisivas trata-se de um envolvimento de profundas analises partindo da fonte as consequências de importantes documentos sobre as leis, normas e princípios que vão constituir a constituição da nação e outros temáticos sobre os direitos e deveres da cidadania. O parlamento não é só casa de debates mas também de sugestões, criticas construtivas, onde as divergências produzem um bom e duradouro produto de fina convicção que garante o progresso da nação. O parlamento é então o sítio de produção, oficina, lavra, gabinete do deputado ou laboratório para a transformação de Angola.

Recorremos agora ao mesmo dicionário para explicar quem é deputado? ‘’Deputado: que faz parte da deputação (reunião de pessoas encarregadas de missão especial. Delegados). O que é eleito para representar a nação no parlamento’’. Para facilitar a compreensão, vejamos o que o dicionário explica sobre ‘’Delegado: substituto; comissário. Aquele em quem se delega’’ Um delegado não deixa de ser um enviado. Alguém quem vai representar outros com um definido. Um delegado nunca defende a organização com suas próprias ideias. Como encarregado numa missão, o delegado recebe da sua estrutura/núcleo recomendações para o debate, tendo capacidades de fazer prevalecer a opinião da organização para que as medidas conclusivas trazem sucesso, progresso a organização/sociedade. Ele deve possuir capacidade de convencer seus homólogos em debates, partindo dum estudo, analises sobre o assunto submetido a aprovação. Ele e mais do que um porta-voz.

Ao atravessar o hemisfério sul para o norte como do paralelo oriental para o ocidental verifiquei que um deputado é eleito. Ele é raramente digitado como tem sido habitualmente em Angola. Deputado tem uma missão que defende, protege durante o seu mandatário (bem definido). Em vários países deputados tem jurisdição. Jurisdição é o espaço territorial, uma porção limitada da terra/população. Um deputado defende os interesses duma certa zona, que vai levando a transformação e progresso.  Um deputado recolhe da população da sua jurisdição tudo que é necessidade, desejo ou que se precisa para elevar o nível da vida. Esta responsabilidade cria uma conexão, uma familiarização entre a população e o deputado. É da população que o deputado recolhe e infiltra suas informações e conhecimentos. Existe uma correspondência biunívoca entre a população e o deputado, entre as necessidades populacionais e o ideal partidário.

Observando o estilo da deputaria angolana os olhos fitam numa decepção. Não vamos esquecer que Angola é livre. Só que um povo martirizado por longos anos precisa um governo assentado no seu seio, colaborativo. Isto valorize o povo e prova que o mais importante é resolver os problemas do povo. Eu não vejo como a preocupação dos meus primos que vivem a mais de 500 km da capital poderá um dia chegar a nossa AN. Tudo indica como limitado é a visão do governo mal-intencionado e omnicansado de Luanda.

Aproveito esta brecha de saudar os esforços do governo na construção de novos edifícios do parlamento. Infelizmente os nossos burocratas deputados, pois a nossa AN que carece de tecnocratas, vão tornar com toda certeza estes por centros de business para um clube de fieis seleccionados, escolhidos e digitados que só defendem a vontade de um só elemento com o titulo de patrão, chefe, e que vão cumprindo ordens superiores.

É lastimável que ate hoje não se pode adquirir desde as comunas e municípios documentos de identificação nacional (diferentes certificados, bilhetes etc). Mesmo assim, a obtenção destes documentos nas grandes cidades necessitam ainda grandes piruetas e bichas; é incrível! Este também constitui o sinal da fragilidade administrativa, falta de boa vontade e patriotismo que vem reinando há mais de trinta anos.

A falta de aproximação e instalação de deputados no seio do povo prova que o país não está disposto, não quer adoptar a democracia. Que o governo não tem confiança a sua população, que é tão desconsiderada. Este comportamento é meramente o iceberg da corrupção e da ditadura, porque a visão do povo ficará eternamente despromovida e de nula importância. O deputado angolano defende e representa o ideal do seu partido e não da nação, isto também patrocina a divisão de classes, tribos, regiões etc. promove a politica da exclusão social, a injustiça e o desequilibro económico.

Tanto no parlamentarismo como no presidencialismo ou em qualquer sistema/estilo que se preconize criar a aproximação da deputaria as populações não altera na funcionalidade, valorização e benefícios.



Nkituavanga II