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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A LOGICA DO TOPO

Chegar ao topo pode ser normal mas não é natural. Eu queria dizer todo homem é chamado a escalar um certo ‘’chain of command’’ numa empresa, organização, grupo sociocultural, partido, comunidade etc. Todos iremos avançando dum lugar, dum posto ao outro mas todos não foram convidados a chegar ao topo. Eu acredito sempre que nenhum ser humano é vazio; por isso cada tem algo contributivo. Ninguém está neste universo social para acompanhar os outros. Daí não compreendo como alguns se coloquem voluntariamente a disposição dos outros para ser usados. Também não acho justificativo como outros se tornem lambe-botas, e finalmente admiro o poder cruel daqueles, tendo um sorriso irónico no cantinho dos lábios, orgulhosamente condenam a grande maioria no sofrimento, pobreza e cativo.

Forjar o caminho para o topo é uma batalha para ambiciosos mas também de cobiçosos. Cada elemento vai lutando, dando o melhor de si para chegar ao destino dos seus sonhos. Nesta caminhada, o estilo empregue vai dividindo-nos em diferentes grupos tais de corajosos, combatentes, ambiciosos, cobiçados, monologamos etc. Cada individuo vai chegar no seu tempo, investindo a sua energia, tempo e finanças; uns antes dos outros e no seu estilo; facilmente ou dificilmente: alguns com mérito, uns fraudulentamente (cunha, batota, corrupção), outros digitados. Se permitisse dizer por azar da natureza; então a infelicidade cai naqueles que tem competências porem não tem padrinhos na cozinha! nunca serão vistos, conhecidos, nem promovidos. Neste cortejo para lobos, as raposas fiquem logo na esquina da despromoção.

Subir ao topo é já uma luta, mas manter-se no topo pode ser mais brutal e fatal; o topo tem suas realidades. O raríssimo caso é manter-se eternamente no topo da hierarquia de qualquer estrutura organizacional. Bem, o facto é que há vitalícios no dinamismo desta politiqueira africana! A explanação que este cenário oferece é que esta sociedade/organização não concebe inovação; refuta evolução, está pútrida talvez rota. A outra alternativa é dada pela crise de leadership no movimento político de África, determinando desta forma que o homem do topo seja antes de tudo auto-superlotado ou talvez auto-ditador. Em Angola contemporâneo manter-se no topo é ditado pela ferocidade da competição que ocorre no meio sócio laboral entre as hienas. Estes, em vogue sobrevivem envenenando-se uns aos outros com a poeira como se denomina na gíria de Luanda. A outra lógica do topo que a sociedade africana/angolana proporciona é recorrer a religião ou kimbanda. A religião já muito decepcionara por isso muitos membros da classe media emergente de Angola preferem a segunda via; da makumba/magia negra que melhor combate contra exonerações. Bem aventurados são os pastores, professores, doutores, directores, técnicos, políticos e outras elites desta nova classe social que vão se inclinando pela magia branca. Há quem se orgulha pertencer a um aquartelamento/lodge satânico da Rose-croix ou maçónico. Eis a nova moda da prosperidade angolana. Que pena?

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A COR DO MAL ANGOLANO


Há quem profere que Angola é uma República bananeira. Dando possibilidade, este pode evidenciar a sua tese com argumentos que justificam suas declarações. Existem também aqueles que não aceitam Angola como uma República, pois pela prática justifica-se como uma dinastia. Outros ainda imaginam que Angola é um país rico, mesmo quanto a realidade fundamente a nossa pobreza e demonstra que somos ricos vivendo na calamidade; assim obrigam-nos crer.

Crescemos com uma mentalidade emocionalmente comunista porque fomos instruídos desde nossos locais de trabalho, quartéis, organizações populares como a jota, opa e oma mas também nos centros escolares, que éramos camaradas e não amigos, camaradas e não compatriotas, camaradas e não familiares por isso cada um tinha a missão de controlar o outro, até espiar o outro para conservar a segurança do estado, que era simplesmente o partido único. Isto implicava queixar, acusar, reportar o mínimo erro ou falha do outro. Num outro falatório diria denunciar ‘’o mal’’. Este mal só tinha características angolanas, definidas conforme o dito partido. Angola nasceu assim nesta ideologia!

Segundo o dicionário didáctico, o mal define-se por: ‘’tudo que prejudica, que causa dano ou que é contrario ao bem. Doença. Dor. Desgraça’’. Eu tive complicações para explicar isso uma vez que eu pensava defini-lo como pecado. Infelizmente declinei cair nesta armadilha para não ser incriminado de religioso, que nunca gostei de ser. Portanto acredito também que o mal é tudo que se faz fora das normas e regras gerais. O que não segue a lógica, não respeite a ética e não se execute conforme a deontologia profissional e patriótica. Tudo que se faz além, contra e em cima da lei e produz insatisfação.

A actual misteriosa democracia implementada pelos comunistas de ontem não foi suficientemente preparada para definir o mal. Como não pode se definir então não se denuncia. O mal integra o nosso dia-a-dia, entrou na agenda da República como positivo virtude. O mal é o convidado de honra nas instituições. Ele está vestido de casaco vermelho, calça preta e calçado amarelo. Isto porque nunca tivemos aulas de civismo nem da religião, porque alguém decidiu de fazer-nos fanáticos de um homem e não de deuses. Os valores morais da nossa cultura e sociedade vão cada vez mais se evaporando.

Denunciar o mal é hoje negócio de invejosos, de frustrados, de falhados até de fantochadas. Calar ou fechar a boca é patriotismo enquanto denunciar é covardia; por consequência reclamar seus direitos é rebelião, atentado contra a integridade territorial, contra a segurança nacional.

Se por uma obrigação sociopolítica não podemos denunciar o mal talvez tenhamos o mínimo direito de rejeitá-lo. Que fazer? Fomos erguidos como políticos no sentido oposto. Querem fazer-nos crer e aceitar que tudo enquanto feito por eles é sempre bom. Mesmo quando as consequências semeiam miséria, sofrimento e retrocesso. Que o mal não existe nesta terra onde foi instaurado o espírito de ‘’sim senhor’’ partindo do Parlamento que foi se alargando no seio dos populares.

Que somos nos então? Uma Republica bananeira, uma nação de mentirosos, ou um país de covardes? A proliferação do mal está atingindo todo tecido social e vai estendendo-se até agasalhar todas as culturas. Só que o mal não reina eternamente, queira como não, ele acaba sempre ser exposto a vista dos cegos. Aí está… tudo que brilha não é …O mal nunca mude de cor, cheiro e efeitos.


Nkituavanga II

 

 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MPLA, DO PARTIDO A TRIBO

Desde a sua (suspiciosa) fundação ate hoje, o MPLA conheceu uma história própria que não só evolveu com o tempo mas que causou e sofreu também grandes metamorfoses no núcleo e na fisionomia do Movimento. Partindo do Movimento revolucionário para a libertação a passagem ao Partido do trabalho, e ate que se transforma duma sigla a uma entidade propriamente denominada MPLA, acumulou-se atributos históricos que com o tempo provaram e caracterizaram o seu perfil, funcionamento, historia, destino, objectivos, tesouro e reputação.

Vejamos uma coisa: um Partido Político (latim pars, partis = rachado, dividido, desunido) ‘’é um grupo organizado, legalmente formado, com base em formas voluntárias de participação numa associação orientada para influenciar ou ocupar o poder político’’ conforme a definição de wikepedia.

Enquanto Tribo é definida pelo mesmo dicionário como sendo: (do latim tribu) ‘‘o nome que se dá a cada uma das divisões dos povos antigos, possuindo um território e com algum tipo de comando, possuindo em comum a mesma ancestralidade’’

Para especificar certos atributos socioeconómicos, nas sociedades africanas numas certas limitações que caracterizem uma tribo, diria-se que ela pode ter diferentes línguas que vem da mesma raiz linguística, e que nos remotos, os anciãos ou a geração contemporânea compartilha a mesma geografia social. Pode ser um conjunto de famílias, e mesmo de clãs que tem denominadores comuns tanto na língua, hábitos ou costumes, e elos matrimoniais.

Com um reduzido grupo constituído pelos braços políticos e militares, que veio instalar-se no novo território soberano de Angola em 1975, o Mpla colocou-se logo a disposição da pátria negando qualquer colaboração com outros movimentos revolucionários que também lutaram pela independência. Tendo uma ideologia socialista na bagagem, o movimento comunista optou a dirigir o destino da nação num estilo totalitário; sem concurso de outros que qualificara de fantoches. Foi uma longa governação sob a ditadura proletariado, num território poluído pelas guerras que dizimaram dezenas e centenas de filhos de Angola. Foi um Partido que se montou com todas peças marxistas a procura obrigatóriamente colocar-se no meio da população sofredora. Pareceu-nos como se a independência trouxe com ela uma certa maldição; porque Angola conheceu miséria e sofrimento, não havia esperança e o pior foi que não havia saídas, porque careceu-se também sabedoria politica. Por enquanto o factor guerra era um rico argumento que tudo justificava. De outro lado, partindo das matas o Mpla teve uma preferência de criar uma cobra no seio do partido como da nação. Com o tempo, as mudanças politicas do universo forçaram o Partido do trabalho optar pela democracia, uma vez o barco do progresso estava visível e a única oportunidade era nele saltar. Optar pela democracia não foi uma opção escolhida mas forçada pelos próprios ventos da democracia que abalaram o universo, depois da queda do murro de Berlim.

A mudança ou transferência da mata a cidade não fomentou tantos transtornos na consciência desses revolucionários como foi caoticamente provocado na passagem do marxismo a democracia. Isto porque seus membros beneficiaram de uma observação da Rússia e Cuba mas especialmente duma auto-espionagem nas estruturas internas do Movimento como do Partido. A presença tanto física como ideológica do Agostinho Neto também arrepiava, pois as consequências sofridas pelos ditos fraccionistas eram uma lição do proletariado. O histórico Mpla ou o Mpla movimento tinha uma consciência. O Partido do Trabalho nasceu logo com crises de perca de memória. Aqui os anti-candonga tornaram-se candongueiros. O marxismo começou enfraquecer-se apresentando sinais de rebentamento. A propaganda da oposição armada também desempenhou uma função capital denunciando ‘’os segredos sujos’’ do partido de JES. E o tempo permitiu que o povo visse a verdadeira natureza do cameliao.

A função de um partido político é de desempenhar um importante rolo no seio do governo, de unificar o povo num conjunto que tem controlo deste. Ele desenvolve linhas políticas favoráveis e avantajosas, que interessem seus adeptos mas também a população que poderá influentemente organizar para que votasse ao seu ideal candidato, baseando-se do seu programa. Um partido não é um estado mas um participante activo aos programas do governo em todos os níveis, colaborando quanto necessário com outros partidos para o progresso ou desenvolvimento da consciência nacional. Um verdadeiro partido aceita a oposição, aproveitando sua s falhas para lançar seu programa coeso para o sucesso.

Falando hoje do Mpla, encontre-se uma imagem muito diferente cuja historia não tem haver com aquela do movimento e do Partido do trabalho. Hoje o Mpla tem novas formas de gerir e dirigir o país. Tem novos dirigentes que continuam emergir não das escolas do partido mas digitados com critérios inexplicáveis, escolhidos nas famílias de elites e nas preferências de homens com influências no círculo da alta liderança. Negam as concurrencias loyais e rejeitam toda proximacao.

Hoje já não se tem aquele Mpla que se infiltrou e se apoderou do povo Kimbundo com que se identificava como movimento nacional e partido de angolanos. O Mpla criou suas estruturas, com nova ideologia, tem suas fontes da inspiração e do recrutamento do seu efectivo ideológico. Hoje o Mpla já não fala a língua do povo. Tem a sua própria língua de comunicação. Tem uma filosofia indefinida e indetectada, que só líderes da proximidade sabem classificar. O Mpla tem a sua linguagem, que não é Kimbundo nem português, o seu modo de vida enraizado na luxúria, tem seus aspectos morais, diplomáticos e estruturais, e formulou uma historia própria que os ideológicos do partido como Lúcio, Lukoki, nacionalistas do tamanho de Mendes, Lopo não sabem explicar e muitos deles vão abandonando por decepção e morrendo por desgostos.

Assim como tem-se mudado a imagem de Luanda, se mudou as acumulações financeiras, se mudou também a politica de gerência. O proteccionismo do MPLA em vários domínios não facilitou a população reconhecer a visão deste. Este cegamente calculado proteccionismo continuou sobrevivendo nas bases da política da exclusão e do selectismo. Assim sofreram este, não só os povos do norte de Angola (conotados a UPA FNLA), como do sul (conotados a UNITA) mas também os próprios do centro (conotados hipocritamente ao MPLA). A exclusão social contra seus povos causou um isolamento e ruptura entre o MPLA e a população abandonada ao desemprego, pobreza e sofrimento enquanto nos alicerces do movimento caro ao Viriato da Cruz criou-se círculos de influência no poder. Esses privilegiados descobriram as debilidades do ‘’chefe’’ e lançam-se a caça da fortuna; pilhando tudo que Angola pode germinar e produzir. Sabe-se bem, quando o barco perde a direcção, há sempre confusão, debandado, massacres, torturas, saques, fugas, portanto distingue-se sempre na ultima hora um grupo de aventureiros prontos a procurar soluções para remediar mas define-se também heróis que desejam catapultar com o navio no seu naufrágio.

Como partido, o Mpla conseguiu seus objectivos de governar Angola. Ele fez muito para mudar a imagem de Angola, especialmente de Luanda. Fez tudo para reconstruir Angola; tarefa não fácil. Ele teve a vontade de realizar e realizou muitos empreendimentos embora que careceu-lhe experiencia. Falou-se constantemente da reconciliação nacional infelizmente procurou unificar-nos na divisão, com agenda tribalista. O Mpla se caracteriza como dois tipos de galinha. A primeira, o Mpla com história revolucionária, foi a galinha que deixe-se queimar protegendo seus pequenos. A segunda, o Mpla de hoje que continua sendo a galinha que chupa ovos. Este Mpla é visto pelos angolanos, e no exterior como tribo rica, multimilionária, que dirige uma nação capaz de produzir 2 milhões barris de petróleo/dia, tendo uma população que vive com menos de 1.00 dólar por dia, cujos dirigentes enchem salões de Bingos no Mónaco. Foi em 1992 que o povo perdeu a sua esperança neste grupo; porque as cascas de amendoins comidas nos fundos das águas têm paulatinamente subido nas superfícies.

Assim nascemos na luta e crescemos na frustração pois na família fomos criados em conjunto com cobras que foram digitados como filhos da casa. Nos crescemos ignorando que os nossos são realmente cobras. Essas cobras cresceram e vão multiplicar-se acreditando que são filhos da casa mas cobras… Os nossos pais da revolução ficaram sem vozes. Já não tem como dizer-nos que os irmãos não são filhos mas cobras; já que participaram nesta lavagem cerebral do Mpla contra os angolanos. Talvez a morte console estes e aqueles que partem pois há tendências que a tribo desse um salto, num futuro próximo para monarquia.


Nkituavanga II

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A MORTALIDADE DO IMORTAL


Este último tempo tem-se falado incessantemente sobre Madiba Nelson Mandela não só nos horizontes africanos mas do universo. Nelson continua ocupando volumosas páginas de jornais, magazines, rádios e de programas televisivos. Comenta-se quase em varias fontes confirmando que a memória do Nelson ficará eternamente nas consciências. Dá-se um estatuto meritório de imortal ao homem que combateu contra o regime da injustiça, da desigualdade em África do Sul.

Portanto as vozes de maturos e experimentados analistas da política angolana clamaram aos meus ouvidos sobre esta afirmação, comparando ao que se vive actualmente em relação ao Guia Imortal da revolução angolana, O saudoso Dr. Agostinho Neto. Neto faleceu algum dia em Rússia, e, subitamente foi declarado Guia Imortal na história de Angola. Enquanto vou riscar as tintas nesta página; já não se fala de A. Neto. Quer dizer, passou do Imortal ao mortal. O que realmente tem se passado? Crianças que nascem hoje não sabem nadinha de Neto.

Eu não gostaria de responder esta critica afirmativa porque acho que é um ponto de vista muito precioso que merece atenção. Ora Neto faleceu quando Angola era ainda uma Republica Marxista Socialista, e o socialismo africano/angolano foi-se constituído nos alicerces de slogans revolucionários. O dirigente político sofria nas alturas umas tonturas causadas pela poesia, que se usou como arma não só de combate mas também de propaganda. Angola habituou-nos a engolir sapos, assim fomos acreditando tudo.

Realmente o presidente Agostinho Neto seria imortal, mas alguma coisa aconteceu nos fornos ideológicos do Mpla, que obrigou a máquina da propaganda de basculhar no sentido oposto, escapando o controlo de antigos homens fortes da era do Neto, que nas suas vezes encontraram-se nas escorregadelas. O poder caiu nos poderes de novo substituído, o presidente JES. Este, sem experiencia e ambições pessoais prometeu emocionalmente copiar tudo sem mesmo esquecer vírgulas. Como se diz ‘’a noite traz conselho’’ Nas suas horas nocturnas, JES concebeu uma genuidade própria procurando marcar a história de Angola puxando pelo nome da sua tribo/clã avante. Dai, a estratégia do Mpla tomou uma nova direcção e o comando dos destinos do partido passou as mãos alheias. Aconteceu então aquilo que considero como o nascimento de um novo Mpla tendo uma nova visão, com uma nova direcção, nova historia e novos dirigentes com uma outra forma de olhar, discernir e aplicar. Brevemente sabe-se que o Mpla de Agostinho Neto já não é este que governe-nos hoje. Neto teve que mudar de títulos, qualidades e honras porque já não ocupa a mesma posição histórica em Angola. Eis a razão que caiu nos esquecidos. Neto perdeu a sua imortalidade como Savimbi nunca teve, e muito menos o Holden Roberto. Hoje pensa-se e planeia-se como o JES será imortal, pois é o Senhor da situação que tem a faca e queijo.

Não espero que esta situação aconteça ao Mandela porque a mentalidade sul-africana não é angolana. Os carcamanos tem uma consciência mais aclarada que angolanos. A obra de Madiba ultrapassa de longe as da dupla Neto - JES. Existe ainda hoje povos em partes de Angola que nunca conheceram Neto e nunca conhecerão o JES. Na África do Sul combina-se o estilo da política africana e europeia enquanto em Luanda não é o caso. Por consequência o Mpla continua ainda aplicar a exclusão e uma forma do tribalismo subentendido mas está construindo Luanda. As obras de Neto tanto do JES eram/são de tamanho angolano, enquanto as de Mandela tem uma dimensão universal.

Na lógica da angolanidade de hoje a injustiça supera a justiça! mas a universalidade escolheu Madiba. 

Nkituavanga II

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

NELSON MANDELA TRANSLADADO


Eu não sei onde emprestar palavras para brevemente enunciar certas qualidades apreciáveis de Nelson Mandela. Mesmo antes do seu desaparecimento, me lembro ainda alguém ter dito: ‘’Se tivéssemos poder de aumentar o tempo na vida de um indivíduo aumentaríamo-lo ao Nelson Madiba’’.

Mandela resta uma figura histórica não só na África do Sul mas em todo o continente africano. Mandela foi e resta um personagem marcante, emblemático, histórico conotado de forma pluralizadíssima com todo positivo na sua pureza. Nelson foi fonte de qualidades inesgotáveis que nos puros tempos do apartheid, da exploração do negro pelo civilizado ou mesmo da escravatura: onde o homem era mercadoria, diria-se do revoltoso, de um criminal ou mesmo de um terrorista como tem sido para melhor diminuir, desprezar, reduzir e aniquilar completamente o africano. Seu estatuto histórico restará indiscutível neste universo. Embora que da prisão ao palácio é uma plena maravilha mas a sua consciência e sabedoria tem espantado a humanidade.

Mandela foi corajoso, inteligente e com sabedoria, visionário revolucionário, patriota,
Pai da nação, viveu o amor por isso soube perdoar mesmo aos seus predadores. Como todo o homem Nelson tinha também seus erros, fraquezas pois não era perfeito mas procurou sempre dar o melhor de si, viver apaziguado com os restos. Todavia Nelson procurou desmarcar-se de ditadores e piores líderes africanos: dinossauros políticos, sanguinários, cleptocratas, plutocratas e gatunos engravatados. Ele jamais fará parte daqueles que tem sentenciado a África na miséria. Mandela ficará eternamente na história do seu povo porque não aproveitou enriquecer-se com o erário da pátria condenando o seu povo na desgraça, como tem feito quase todos presidentes africanos. Foi ele o primeiro líder africano a eclipsar-se voluntariamente do poder sem sofrer o vírus da gula presidencial. Seu procedimento foi e será inconsistentemente uma lição de civismo ao mundo, denunciando as injustiças, corrupção. Nunca hesitou propalar o mal e criticar os maus.

A África perdeu neste doloroso tempo dois dos seus melhores filhos amados: o grande musico congolês Pascal Tabu Rochereau, que com mais de 500 canções não deixa de ser o melhor compositor do mundo e o então prisioneiro feito melhor Presidente africano de todos os tempos, Nelson Madiba Mandela primeiro Presidente negro da Republica Sul-africana.

Mandela não morreu mas transitou-se dum estado ao outro; assim ficará na mente do mundo. Que a terra dos anciãos lhe seja favorável.

Nkituavanga II

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NO CASAMENTO, SO FALTOU O NOIVO!


No dia, na hora, no período da festa a euforia tem sido maior e completa quando todos os interessados estão presentes, sobretudo os honrados. Num baptismo, o baptizado nunca é convidado assim como numa casola o noivo nunca é convidado. Entende-se a ausência do pai na hora de nascimento do seu filho, uma vez não é ainda um costume integre da nossa cultura, mas, um bom pai antecipa sempre as escusas, mesmo assobiando com um ar gago.

A grande festa de Angola se realizou na ausência de noivado não por motivo da saúde mas, como consta-se no livro justificativo do partido, por razoes desconhecidas. Holala, vous etes vraiment exigeants! Não, cumpre-se as leis aquele que preparado em jogar o tal papel está. É mesmo assim que tem perpetuamente acontecido: quando o maldito vírus de Malburg dizimou angolanos ninguém deu a mensagem da esperança e pêsames mas quando morre o velhote papa católico em Roma foi-se lá com urgência apresentar as condolências e partilhar as dores com um mundo estranho.

Num dia tão grandioso, a noiva ocupou seu lugar enquanto a cadeira do noivo eternizou-se desocupada num estilo parlamentar. Que tal então? Foi-se possível exonerar até interinos?

11 de Novembro; mais um parabens aos angolanos



  Nkituavanga II

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

DESMENTIR NO SENTIDO ANGOLANO!


Que seja no que concerne queixas, acusações mesmo declarações que se faz contra este ou aquele, existe sempre a possibilidade de resposta, aquilo que simplesmente se considera como direito a resposta. Quer dizer, o acusado tem o pleno direito de se pronunciar dando a exposição do sujeito seguindo a realidade do acontecimento ou do evento de acordo a sua experiencia. Esta forma de se proteger permite anular calunias, corrigir a desinformação e defender-se contra qualquer tentativa de denegrição contra o alvo.

Pela experiencia que se vem vivendo na terra angolana, parece-me que o habitual está ditando uma realidade e lógica diferentes. O pior se localize no círculo governamental, que não é ainda habituado de engolir críticas tanto da oposição como de observadores. Entende-se, que isto, deve-se a falta da maturidade politica ou também limitação em conhecimento sobre a ética profissional mas também pelo facto que a politica da liderança se baseia sempre nos alicerces da arte de mentir e roubo.

Desmentir não deixa de ser a possibilidade de contradizer o que foi dito. Desmentir é provar com factos, com argumentos sólidos e demonstrar a realidade com provas. Desmentir é também expor as falhas, erros, e toda desinformação contrariando o que foi dito ou informado com uma conotação basculhada na faixa errada. Desmentir é procurar ajustar e reajustar o que foi mal dito sem portanto se justificar. Desmentir é oferecer esclarecimentos variados e compreensíveis sobre o assunto. Seguindo vários dossiers que temos seguido, a media não deixa de nos cansar com as declarações deste ou daquele líder ou dirigente que desmente acusações feitas não só contra este ou aquele mas também contra instituições governamentais, especialmente o Partido no poder.

Quando alguém da família do Mpla vem desmentir acusações sérias feitas contra o Partido do Trabalho ou outras network pertencentes ao partido. Partido este que continua confundir o bolso do estado com o bolso pessoal. Confusão esta, que faz com que as pessoas venham defender seu partido, mesmo naquilo que não dominam, com raiva; raiva esta que vai ajudando-lhes perder a razão e desbobinar coisas de forma torta.

Espero que quem vem acusar sem precisões, está desviando a intenção e consciência dos leitores. Portanto os do MPLA que vem desmentir nunca procuram recuperar a consciência dando informações concretas e verdadeiras. Assim a Princesa Isabela veio desmentir um artigo que considera por calúnias sem portanto desmentir o mesmo.

Normalmente membros deste partido, sempre que fossem acusados, reagem energicamente desmentindo numa prologue insignificante. O que se faz; eles seleccionam no texto parte da queixa que interessa-lhes. Usam esta parte para lançar ataques contra o autor sem portanto pronunciar-se profundamente sobre o núcleo da informação que causou o fogo. Eles usam a fúria, entram irracionalmente numa guerra de insultos baratos, vão negando o que foi dito sem palpar a matéria da informação.

Vejamos que o artigo em vogue foi uma co-autoria de um angolano. Este angolano tem um nome cuja princesa tenta ignorar, mesmo que continua ressonar como martelo na sua consciência. Ela procura isolar o angolano como weeker-link sem tocar ou tossir a palavra contra o autor do artigo (protegido pela América). Desmente a informação sem ladrar a sua faixa da realidade. Ela procura convidar os angolanos neste assunto, quando nunca procurou ela consultar angolanos nos seus bons momentos. Eu sendo angolano não vejo como RM fez uma intentona contra Angola, quando procura saber como vivemos na pobreza e em desemprego no mesmo país, onde a princesa tornou-se ricaço num click de fecha-olho. Coloca-se ainda um micro-baladeur nas ruas de Luanda sobre o enriquecimento da princesa é veremos qual seria a reacção do angolano! Outra coisa, porque não se leve RM por difamação num tribunal não angolano ou soviético? Pelo que se saiba, ninguém conseguiu ainda desmentir o Rafael Marques, Makuta Nkondo, Marcelino Moço, Josefa Ngutuika e mesmo as meias verdades do Pepetela.

E lamentável que a princesa paga fortunas aos peritos estrangeiros para fornecer-lhe um rapport tão pobre com dados superficiais e que se publica para desmentir um RM que bem sabe o que tem feito. Ele não só tem informação mas está apetrechado com substâncias informativas da fonte certa.

Desmentir não se faz com injúrias batedeiras. Negar a realidade sem apresentar contra-factos é a moeda corrente no partido; ate no topo. Felizmente RM não faz parte do Parlamento para amanha ser exonerado num decreto pré…


Nkituavanga II