Caiu uma bomba em Angola de magnitude incalculável. Esta bomba capitulou
desde Luanda partindo especialmente do gabinete do PR, que está já causando
seus efeitos na consciência do angolano ate da diáspora. Este efeito ''boomerang'' já vai produzindo
resultados porque vive-se um ambiente caótico e de debandado tanto nas
repartições, nos quartéis e nas direcções de partidos políticos. Toda Angola
está concentrada neste assunto en vogue
sobre a retirada do PR em 2018 da cadeira mais importante que a colocara com
toda família politica e biológica em cima da constituição e da lei em geral. Toda atenção
angolana está virada nesta explosiva. Na oposição vai-se procurando estratégias
para contiver uma substituição dinástica. Mesmo no seio do partido da situação
os menos informados estão mais preocupados estabelecendo listas de substituintes
enquanto o PR sentado no seu trono presidencial vai-se rindo destes cenários e no
seu lado constituir assim a lista de cobiçados que cansados rezavam sobre a sua
prematura partida. Não é este o tempo de descobrir os bons amigos! No lado
politico parece que a martelada ''baixar a tensão'' está pegando porque os
peixinhos estão devorando os anzóis.
O povo, embora esquecido vai-se auto-desmantelado em partitivos insignificantes
grupos: uns festejando esta retirada uma vez já andam cansados, ''39 é muito''.
Outros vão chorando da crise económica que está abalando a nação desde que o
preço do petróleo baixou dramaticamente, quando a corrupção angolana continua
robusta e o esbanjo continua firme entre os membros efectivos da cúpula e da
dinastia. A escassez tanto da moeda nacional como de dólares nas ruas de Luanda
faz lacrimejar.
O mais alarmante e doloroso choro vai-se alinhando ao lado daqueles ''mais esquecidos''
que actualmente são ignorados tanto pelo governo como pela oposição. Enquanto
celebra-se por toda Angola este efeito boomerang simulado pela presidência,
milhares de nossos familiares estão morrendo secamente em vários bairros da
periferia de Luanda com a epidemia de febre-amarela
que vai dizimando a nossa população. Angola está calada ou festejando, enquanto
em todos os bairros há choros histéricos. Há em Luanda choros de desesperança
que vem do osso e carne, do fundo da alma. Há em Luanda gritos secos e
invitaminosos de perdidos. Há mortos em centenas nos bairros de Luanda enquanto
está-se wrestle em torno do bolo
presidencial já roído que será abandonado pelo cidadão JES.
Luanda está em perigo, pois a febre-amarela está matando. A cólera e
malária ainda estão resistindo e as campanhas de ''awarreness'' não tem músculos para convencer os cépticos e
religiosos mal informados. Temos 4, 5 ate 6 óbitos por ruas porque a
febre-amarela está eliminando seriamente desde 2015.
O 11 de Novembro é uma data tão significativa na historia do povo angolano.
Ele marca o nascimento duma nova nação no seio do continente africano e no
universo terrestre. O homem angolano iniciou uma nova experiência como ser
humano entre outros; direito esse que lhe foi negado pela colonização. Querendo
como não, diria felizmente este ano festeja-se o quadragésimo ano da soberania
angolana. Digo felizmente porque cada um tem a liberdade de pensar como cidadão
livre e as divergências de opiniões não retirem a alguém o direito a cidadania.
Temos todas as razões de celebrar esta oportunidade; baseando-se de facto
que a esperança da vida do angolano circunda a volta dos quarenta, então é
motivo de festejo. Não se nega aqui as realidades no terreno, e não se deve
jogar a hipocrisia, sabendo que temos botado fora de casas familiares e da
sociedade multitude de crianças que vão poluindo as ruas de grandes cidades.
Umas vitimas da guerra, outras da suja-nova politica religiosa e algumas de
condição egoística de dirigentes angolanos. Também não se vai esquecer de
tantas crianças que dia após dias morrem famintas no Kunene e noutras partes
desta grandiosa pátria. Diz-se que ''o
africano tem uma curta memoria'' mas sabe-se bem que o angolano tem a
qualidade de reflexão politica que muitos não tem ainda. Isto proporciona um equilibro
que permite-nos celebrar mais uma década da nossa existência. Quarenta não
deixa de ser uma buzina que alerta-nos sobre a rápida aproximação à cinquenta;
que marca o meio século cuja maioria de países africanos vergonhosamente já
atingiu sem portanto desfrutar bases primarias para um bom estar socioeconómico.
Foram quarenta anos que um grupo de escravos libertados sob o jugo egipcíaco andou
em circulo pelo deserto de sofrimentos e misérias mesmo tendo mais de que cheques
brancos.
Economicamente Angola não é dos melhores ou fortes entre os africanos mas também
não é o pior ou fraco. Angola tem cometido o pecado de fiar-se sempre no seu petróleo
e diamantes, enquanto éramos os mais privilegiados para assimilar a experiência
cubana. Nisto, contando primeiro com o seu recurso humano! Dias e noites nunca se
parou de avisar e alertar que os dias de vaca gorda nunca se eternizam e que
Angola estava não muito longe para iniciar períodos de vaca magra; cá estamos
hoje! Perdeu-se o tempo domesticando anacondas e jacarés, então paga-se hoje
com lágrimas.
O 11 de Novembro é um tempo de fazermos balanço tanto individualmente como
colectivamente. Ė um tempo de comunhão: reconciliar-se e reforçar os laços de
fraternidade jogando fora o tribalismo, a exclusão social e todo tipo de
discriminação que tem roendo nossa nação. Este é o tipo de espírito que deve
animar o angolano, especialmente a juventude.
O nome de Angola é como o nome duma certa família cujos membros devem
continuamente proteger e defender. Porem há sempre aqueles que por ignorância,
tolice, desobediência, gula da gloria ate mesmo por vaidade própria sujam e
corrompem a reputação desta. Enquanto isto acontecer o restante de membros vai
levantando-se energicamente para dar uma nova imagem, defender sua integridade
e restaurar o respeito e honra da mesma. Não é que roupas sujas lavam-se no
seio da família? O futuro ainda é prospero para Angola. Ainda há tempos de
reparar os erros de quatro décadas. Todo angolano não é laranja podre no saco.
Angola tem ainda seus melhores filhos e as esperanças não secaram. As pessoas
de boa vontade e com boas iniciativas podem ainda sentar a volta duma mesa e
debater tudo para o interesse deste povo. Temos ainda tempo de oferecer algo
decisivo para aquela criança da rua. Mesmo sem petróleo e diamantes pode-se
construir uma nação forte mas só com homens conscientes, de corações
cristalizados capazes de dirigir fortes instituições. As reformas são formas
para melhorar ou inovar aquilo que tinha falhado, errado, falsificado ou mesmo
mal partido. O perdão também existe para os que tem qualidades de reconhecer
seus erros, culpas ate pecados gravíssimos. Só os que reconhecem seus erros
podem neles aprender porque todos temos o direito à erros mas não à escândalos.
Acredito eu que se Angola continue confiar e apostar nas suas escolas partidárias
que preparam as crianças, jovens e mães/mulheres a conviver na descriminação,
tribalismo e todo tipo de segregação, a nossa nação nunca conhecerá a Reconciliação.
Deve-se acabar com todos laboratórios políticos que manipulam a consciência de
uns a rejeitar outros só porque defendem ideais diferentes. Para uma Angola
coesa, unida deve-se abolir a OPA, LIMA, JMPLA, JURA, JFNLA etc. Deve-se criar
uma única só organização para crianças, uma só para a juventude e uma só para
mulheres mantendo diferentes partidos políticos para patriotas maduros de fazer
escolhe do destino ou inclinação politica seguindo seus gostos, já que formulara-se
uma consciência angolana. As ideologias e ensinos destas organizações segregativas
estão à base de divisões que se vive continuamente no país sabendo bem que
Angola tem uma historia manipulada e falsificada. Elas fazem parte da herança
da guerra ideológica que alimentou a guerra desde 1975. Só resolvendo isto
Angola poderá ser ''um só povo uma só
nação''.
Procura-se angolanos com boa vontade para dirigir o bom destino da nação.
Vamos escolher e manter aqueles que merecem.Já temos a prova que discursos bonitos não resolvem nada mas precisa-se
criatividade no colectivismo. Aproxima-se o descalabro e deve-se reagir
positivamente. Tal como a paz sem unidade é tão falso, a unidade sem amor é
falsíssimo.
A historia não se escreve mas vive-se; ela escreve-se a si mesma é por isso
quem tenta escreve-la o faz possivelmente com erros. A historia de um povo
narra-se; a historia não se corrige mas completa-se e complementa-se. A
historia é na realidade a experiência de um individuo num certo tempo em certo
situo.
No percurso da sua historia a mulher angolana conheceu duas vividas experiências.
Actualmente é uma experiência de todos angolanos mas arremessada da forma mais
marcante na vida da mulher. O homem viveu uma experiência única, invariável e
continua enquanto a mulher que é o berço da família angolana tem experimentado
no seu osso e carne uma caminhada dolorosa numas expectativas regressivas cujas
promessas dos ilusionistas vão carregando ao abismo do desespero.
Os grandes maquiavélicos da historia que souberam como destruir uma nação,
souberam eliminar silenciosamente e paulatinamente a mulher endurecendo suas condições
socioeconómicas apagando seu lugar de destaque no seio da sociedade.
Infelizmente esta regra, queira como não, é aplicada contra a angolana que vive
numa sucessão da pobreza à miséria, do desemprego ao sofrimento, do desleixo ao
abandono experimentando com persistência uma tortura moral na sua amargurada
vida.
Os sábios observadores que entendem como se faz a leitura do tempo angolano
descobriram que a mulher de Angola que sobreviveu os sofrimentos do comunismo e
do partido/governo único safou-se porque soube aproveitar esquematicamente o
que o sistema colocara indesejavelmente na disposição da sociedade: A BICHA.
Maria da Bicha não foi uma novela, fabula ou sonho; era uma realidade visível
e palpável na sociedade angolana. Ao homem desta época foi bloqueado toda
capacidade criativa e inovativa e toda iniciativa no mercado laboral, produtiva
dependendo simplesmente as orientações da ditadura proletarizada. A economia da
guerra não oferecia um salário capaz de aguentar o sustento completo da família.
Maria da Bicha era uma mulher metropolitana porque no campo rural nunca havia
bichas. Queria aqui dizer que o dirigente angolano sempre confundiu Luanda com
Angola. Ele sempre limitou estrategicamente Angola por Luanda. Tem uma visão
escura crendo que Luanda é Angola por isso desde aqueles tempos nunca meditaram
de abastecer as bualas, comunas, raramente os municípios. Maria da Bicha não
podia deslocar-se as comunas para vender seus produtos uma vez que as deslocações
eram possíveis com permissão de ''guia de marcha'' que não era fácil adquirir
para desempregados. Algumas curiosas com ''boas relações ou cunhas'' iam
comprar nas bichas em províncias e possivelmente lá vender; por enquanto
os bilhetes da Taag não eram fáceis (comprar, confirmar, reconfirmar e as
listas de espera no Aeroporto eram ilimitadas).
A mulher angolana identificou-se por Maria da Bicha, não porque gostava de
bichas mas a condição foi-lhe imposta pela dureza da sociedade. Condição esta
que também lhe foi imposta pelo dirigente do partido único incapacitado de
abastecer o mercado comercial. Foi uma escolha de seguirmos a via politica que
optamos e temos de assumir a nossa responsabilidade; de mesma forma que
aconteceu com a guerra em
Angola. Maria da Bicha não tinha liberdade de comprar nem
vender porque era controlada pela segurança comunista. Maria da Bicha foi ate impedida
de praticar kitanda, pois era chicotada nas praças, apanhada nas ruas, não deveria
ter cantina ou lanchonete. Tinha filhos a cuidar e outros nas escolas e um
marido enviado constantemente nas frentes de combate. Muitas entre elas foram parar
na comarca de Petrangola ou Viana. As poucas mais teimosas ficaram desgastes. Maria
da Bicha sacrificou a sua vida para sustentar a família uma vez o homem não
pude faze-lo. Há uma pouca minoria que conseguiu distinguir-se mas apenas
aquela tendo conexão com o partido: eram filhas de... ,mulheres de... ,famílias
de...Mesmo assim Angola tinha mulheres lideres, mulheres nas instituições,
mulheres politicas e militares, mulheres operarias etc. Realmente Maria da
Bicha passou toda a sua vida de bicha em bicha só porque o salário do marido
era insuficiente numa sociedade em escassez de produtos alimentares e um
mercado vazio em bens industriais. Ela foi a defensora e ganha-pão da família
angolana, embora considerada de irrelevante pelo dito Partido de trabalho.
A chegada da dita democracia angolana ajudou a mulher a transladar na sua
profissão não desejável. Neste sistema deu-se certa abertura para praticar a
kitanda mas com que preço? A kitandeira podia ser operacional mas sua
actividade foi ultrapassada pela zunga, uma vez que todo mundo necessita de
vender e os poucos clientes com grandes poderes de compras, tem agora ''asas''
e esperem que os produtos vem ao seu encontro.
A mulher angolana esperou pelo melhoramento da situação mas suas esperanças
caíram no buraco uma vez viu o seu marido condenado ao desemprego em detrimento
aos alheios. A bruta concorrência na kitanda viu-se infiltrada com a participação
de alheios que trouxeram novas formas de vender produtos andando duma ponta da
cidade a outra, nas ruas, nas repartições, ate no meio das estradas
engarrafadas. Hoje em dia vende-se produtos especiais nos quartos, sala de
banhos, nas discotecas, cinemas, no comboio etc.
Zungueira aproveita uma ocorrência quase castigo da sociedade, que vai
usando como oportunidade para colocar a sua experiência, a sua antiga arte,
desta vez renovada e inovada. A mulher angolana não teve grandes brechas para
estudar como outras africanas visto a limitação diabólica do colonialismo. A independência
trouxe esta possibilidade mas o sistema comunista não tinha capacidade na resolução
de problemas angolanos. A mulher angolana como jovem é dedicada e tem características
e vontade de instruir-se, preparar-se profissionalmente. Ela tem a gula de
frequentar grandes instituições educacionais uma vez possibilidades são disponíveis.
Ela preocupa-se sempre entrar no casamento com boas bagagens intelectuais, já
que o seu homem embora desempregado tornou-se exigente. O homem da democracia
angolana não ficou com braços cruzados mas vê-se com possibilidades limitadas
como no comunismo. A boa sociedade é só para os angolanos escolhidos e não para
os chamados. A porta para um futuro melhor já anda impenetrável para o homem
angolano. Essa condição tem estimulado a mulher a refugiar-se na zunga. A Zungueira
tem certas liberdades que permite-lhe circular livremente o território
nacional; já não há guerra e as minas tem hoje poucos efeitos. Ela viveu uma porção
da vida em abundância aproveitando as poucas migalhas que caiam nas mesas de
gatunos que saciavam as riquezas angolanas, que caiam das gavetas de tribos
de...,famílias de... ,segunda e terceira mulheres de...Ela usa hoje o que
acumulou neste tempo do ''boum económico, da economia crescente'' para montar
um pequeno negocio vendendo primeiro nas ruas, depois a toda cidade passando
pelas comunas, penetrando municípios. Quando o negocio é florescente então
dá-se uma pequena olhadela nos portos, aeroportos e postos fronteiriços.
A zunga representa hoje a imagem de Angola. Segundo o nível de Angola a
zunga não deveria ser uma profissão; seria um biscate de vergonha. Para
confundir a visão de lideres de Angola, a Zungueira é hoje famosa mesmo
carregando sofrimento pelas costas. Por isso ate homens optaram pela esta alternância
profissional e poluam sem vergonha as ruas da China, Turquia, Namíbia etc. Em
Luanda e partes a Zungueira é corrida, insultada e surrada, seus produtos
deitados ou dados aos cavalos da policia. Governantes criaram mercados intermediários
sem balancear com o índice populacional, índice do desemprego nos bairros etc.
O grande mercado é situado alem do alcance da própria Zungueira, solução dada
com inveja. A Zungueira tem mais opções que Maria da Bicha, que tinha um marido
trabalhador com um salário insatisfeito. A Zungueira tem um marido condenado ao
desemprego pois o mercado laboral está inundado por chineses e outros
protectorados de generais.
Hoje a única forma de combater a Zungueira é fechar completamente o mercado
de dólares enquanto o próprio governo precisa-los para a sua reserva e
business. Hoje ate alguns políticos praticam uma forma de zunga por isso temos
muitas contas perdidas em vários bancos da Suíça, Portugal, Brasil, contas
espalhadas em varias ilhas de paraíso planetário.
Queiram como não a zunga é uma solução forte para varias famílias
angolanas. Ela não é uma tola profissão mesmo assim pensam alguns. Algumas pagam
impostos e resolvem mais problemas mesmo sem dizer que ''o mais importante é resolver os problemas de certo povo''. Afinal
a Zungueira também tem conselhos a dar aos intelectuais angolanos.
Tendo em conta a sua superfície (1246700 km² o quarto maior país do
continente), a sua população (20 milhões de hab), com uma densidade
populacional de14.8hab/km²), a riqueza do seu solo, hydro-fluvial, vegetal e
climática, a sensibilidade e maturidade politica da população, as necessidades
e ambições populacionais diria que nenhum partido angolano tem hoje capacidade
de dirigir solitário Angola ao seu prospero destino. Esta realidade que posso
defender e demonstrar em varias ópticas pode ser discutida, debatida mas queira
como não, terá sempre um resultado inalterável. Por mais de três décadas, o
poderoso partido da situação tem afrontado esta realidade mudando
sucessivamente estratégias de falências, quecada vez mais vão expor publicamente suas debilidades a vista crua e nua.
A única realidade que o politico angolano tem forçadamente negado e
ignorado é que: ''um dedo não pode lavar
a cara'' na melhor e simples forma que qualquer analfabeto e sábio velhote
angolano pode perceber e explicar. Esta é a cristalina e única realidade, que
tornou-se monstruosa ao MPLA, que tem combatido-la com sua infernal teimosice
mesmo somando falhas e escândalos. Como dedo médio, o dedo do meio é também o
maior de todos, o MPLA tem procurado incessantemente dirigir sozinho esta
grande nação. Ele está em melhor posição, tem um tamanho que outros não tem por
isso pensa que pode sozinho lavar a cara sem o concurso de outros. O partido
comunista que se democratizou dum dia ao outro guardando a sua bandeira
comunista procurou alcançar seus desejos egocêntricos aplicando duas
estratégias que foram insucessos. Primeiro, logo fez uma partida rápida com
intenção de sozinho lavar a cara isolando-se de outros. Por consequências
sabe-se bem, para que se lave a cara os cinco dedos tem de se agrupar fechando
as brechas, apertando-se uns aos outros para melhor cartar e conservar a agua,
levando-la ate a face para depois esfregar em harmonia. Esse
isolamento não surgiu efeitos no tempo do partido único e não dará efeitos
amanha. Ele lutou em vão para eliminar os outros, finalmente foi forçado pela
natureza de reconhecer outros embora que continuou afastado de si. Depois de
tantas inefectivas tentativas, ''ele
mudou a sua arma de ombro'' passando pela segunda fase. Ele aceitou (com
amargura no coração) de cooperar com outros dedos, de acordo as orientações
superiores, dando-lhes espaço ao seu lado. Assim passou-se pelo plano B, que
constitui de atenuar o poder operacional de outros quebrando-lhes no meio. Esta
tola vaidade é só para aglomerar honras inúteis mas sacrificando uma inteira
nação.
os bakongo de Angola que contribuíram bastante no enriquecimento da
historia do partido da situação sofrem hoje as consequências duma injustiça não
justificada. Os bakongo, o dedo polegar embora afastado de outros dedos tem
sempre desempenhado um papel decisivo na lavagem desta face/pátria. Os bakongo
paguem hoje pelo facto de beneficiar esta posição divina (nortenha) nesta mão
chamada Angola. Portanto o polegar suporta, ajuda e socorre o trabalho de
qualquer dedo na mão. Não é um povo perfeito, que tem seus erros como outros
mas que merece consideração. O que este povo vive hoje não é comparável.
Vejamos: ate hoje não se sabe como e que originou este castigo. As três
províncias do norte (Cabinda, Uíge e Zaire) vivem as consequências da politica
da exclusão social traçada pelo partido da situação. A presença Americana e
outras por razoes económicas, a própria riqueza petrolífera e a existência de
vários movimentos que reclamam a independência do enclave fazem com que Cabinda
tenha um estatuto especial, mas não deixa de ser kikongo. Essa guerra fria
absurdamente implementada pelo partido da situação contra os bakongo não é nova.A agudização desta invejosa crise partiu da
Sonangol onde deplora-se certos erros estratégicos que foram cometidos por
técnico desta Empresa provocou a ira do líder máximo, que fortemente apertou o
botão para ''limpar'' técnicos bakongo próximo da direcção. Como ''o azaradonunca vem sozinho'' esta medida foi-se alargando as outras empresas.
Em 2010 deparei-me com este dossier sobre o desmantelamento do ministério das
minas, o vulgo ''ministério dos bakongo''. Neste ano por ordens superiores
lançou-se a caça contra os quadros superiores bakongo desta instituição . Foi
nesta ordem de coisas que o próprio ministro o Dr. M.A foi exonerado e varrido
assim com toda a sua nomenclatura ministerial. Também tenho recebido
lamentações e oiço choros visto que hoje em dia a promoção de bakongo no
ministério da defesa tornou-se raríssima e quase impossível.
Os inoficiosos choros do Embaixador (N)dombele B.Mbala tem dupla justificação.
O facto de ser digitado naquele buraco chamado ministério das relações exteriores
justifica o carácter operacional do partido da situado. O Sr. Ndombele nunca
fez parte dos filhos bem amados de bakongo. Ele sempre fez parte daqueles cães (não
pejorativo) quando tem o seu osso não quer ver alguém se aproximar e torna-se
mesmo raivoso. Uma vez que foram aceite no MPLA puseram uma nova pele, rejeitando
a bakongo. Isto não é racismo mas covardia. Pelo facto, a sua idade avançada já
não pode defender-lhe contra a injustiça politica de reforma do seu partido.
Ele aproveita esta razão de combate ou exclusão de bakongo, que sabia de
antemão e nunca denunciou para justificar hoje o que deve ser normal no seu
caso e de outros. O Sr. Ndombele está bem informado das poucas ocorrências que
aqui detalhei com as quais se tem conformado. Ele tenta usar esta razão nesta
hora do seu declive ao abismo laboral para ganhar a paixão de bakongo que nunca
procurou nem precisou. Desculpe mas o tempo da sua reforma já chegara.
Sendo familiar do falecido Sr. Luvualu, o Sr. Ndombele sabe muitíssimo bem
que na era do Pr. Agostinho Neto, especialmente nos seus últimos momentos da
vida, que os homens mais confiantes do circulo de Neto eram Lúcio Lara, Iko
Carreira, Pascoal Luvualo e Ambrósio Lukoki. Esses tinham capacidades e
qualidades de substituir o Saudoso Neto. Lara durante toda a sua vida politica
preferiu sempre dirigir numa posição subentendida, embora que fosse o homem a
puxar os fios. Iko não devia devido a sua participação activa nos
acontecimentos dramáticos em relação a historia politica e revolucionaria em Angola. Tirando
estes a supremacia do poder politico do partido de trabalho ficaria com Ambrósio
Lukoki, que também era a escolha de Neto, já que Luvualo tinha certas limitações
cientificas. Claro que o Sr. Ambrósio Lukoki não ascendeu ao poder só pelo
facto de ser kikongo. O Sr. Lukoki apresentava um CV três mil vezes rico em
todos planos que o cidadão JES na altura ministro do plano. O Sr. Ndombele sabe
sem sombra de duvida, como qualquer angolano que existe ainda um segredo código
negro do MPLA penalizando os bakongo e que nenhum cidadão kikongo pode ascender
ao trono de poder em
Angola. Tudo isso e mais dados que não se desbobinou aqui
provam essa guerra fria e continua contra os bakongo em Angola.
Que o Sr. Ndombele não condena ninguém quando enfiou-se o seu próprio dedo
no olho. Mas a certeza é que chegou-se a hora de desmantelar os bakongo nas
relações exteriores. Actualmente Angola precisa imperativamente a contribuição
de todos os angolanos e bakongo continuem firmes a jogar aquele papel positivo
para o progresso da pátria.
A actual
realidade pode ser chocada porque as experiências de cada estão piorando cada
vez mais. A própria lei da sociedade capitalista exige isso. Os duros momentos
que florescem na vida económica de Angola vão cada vez mais agudizando. As
razoes propriamente angolanas são varias partindo da má vontade, corrupção, má gestão,
mau sistema politico, má qualidade do coração humano/angolano etc. A experiência
também demonstra que não haverá grandes mudanças. E tempo ao angolano ser
preparado a espera de momentos mais difíceis. Na altura do ''boom do petrodolar'', o cidadão angolano já sofria. Mesmo quando
se gritava altamente que Angola tinha uma economia mais crescente, havia mais
centenas de mortes causadas pela fome na parte sul do país para ainda não falar
das zonas rurais mais recuadas condenadas a miséria, onde a bandeira comunista
só flutua saudavelmente nos períodos eleitorais. Poderá haver uma mudança
subtil na economia só daqueles que fazem parte da nomenclatura do sistema, do
circulo fechado e da influencia do núcleo, e da tribo em questão.
Vive-se momentos
maus e não se prevê nada que num futuro próximo trará sorrisos nos lábios de
angolanos. Os estrategas do partido da situação são nesta circunstancia do tempo
irrelevantes; já não tem estratégias para a mudança. Seus cálculos e projectos são
direccionados para a obtenção de lucros pessoais ou interesses próprios.
O mundo está atravessando
um período financeiro muito caótico. A economia do mundo conhece momentos turbulentos
nesta crise. Para alem de ocupar, conquistar novas terras ou mercados para
explorar, pilhar recursos minerais: vegetais, marítimos, agrários como o
subsolo em geral, as hipóteses para o melhoramento são reduzidas, raras ou inalcançáveis.
O regresso do Irão no cenário da politica internacional vai ainda complicar
pois tem petróleo de qualidade melhor e tem ambições para uma economia melhor.
Por isso a batalha da politica de preços no mercado petrolífero será bruta e
Angola vai sofrer nisso; independentemente das ocorrências na Sonangola.
Os estrategas do
partido da situação estudaram a conjuntura do país, embora caducos entenderam
que Angola já não tem probabilidades para melhorar a sua economia. Qualquer que
seja o clima ou a temperatura o escassez predomina a economia angolana e os
escapes de recuperação são para este governo inatingíveis. O mercado do
petróleo angolano está corrompido ate a sua espinha. A transição da economia dolarizada a uma economia propriamente
angolana que está sendo feita com intenções egoísticas, com inclinação as
multiplicações de lucros da família em questão. A atmosfera politica também já não é a
mesma. As crises politicas no seio da família do partido da situação conhecem
graves vertigens. A protecção e segurança das instituições estão cada vez mais
débeis, perto a anunciar o desabando. A moral politica de membros está
quebrada. O poder corruptivo vai enfraquecer-se visto a falta da circulação da
moeda habitual, o dólar. Esta condição reviravolta afectou a forma e maneira
como esses estratégicos operam. Como a crise abalou toda a economia nacional
tem que se localizar em que departamento, gabinete ou gavetas repousa o dólar
neste território. Este estudo permitiu aos estratégicos discernir que só a presidência
que nunca poderá ''secar''. Secar entende-se por falta, crise, escassez ou
penúria.
A nossa presidência
está conhecer momentos difíceis. A nossa presidência já não se identifica com a
inovação. Ela já não tem aquele poder operacional do passado pois não só perdeu
membros calibrados em termos de raciocinar, mas os poucos restantes perderam
confiança entre componentes da cúpula. A estratégia do comunismo virou contra a
própria maquina do vermelho-preto. Os estrategas do movimento pensaram
aproveitar esses últimos momentos da decadência do poder para fazer dividendos.
Estudou-se a questão como fazer fortuna e onde encontra-la. Estudou-se então o
que neste momento perturba a consciência da cadeira presidencial. O que na
realidade rouba a paz na consciência do líder máximo não é a oposição. A
oposição que temos já não tem capacidade como tal. Uma oposição que come na
cozinha e nos pratos do partido com o qual opõe. Uma oposição que respira
dólares que lhe são fornecidos pelo poder. Esta oposição só existe para acompanhar
o partido em fim de oficializar seus mandatos, permitindo-lhe renová-los. Uma oposição
que senta com o poder na mesma ''komba'' nos lugares incógnitos; por isso nunca
poderá estremecer o poder. Ela não é para o poder um tira-sonho. Ela é um
elemento parasitário que vive nas veias do poder.
Os estrategas do
partido compreenderam que só os estudantes, a juventude e os activistas que tem
poder de atemorizar a presidência. Portanto a mesma presidência é actualmente a
única fonte que pode ''pagar'' fortunas. A hora é de incertezas com um futuro imprevisível.
No desabando cada opera egocentricamente numa inconsciência, onde a traição é
moeda corrente. O principio é saudável: ''cada
um por si Deus para todos''. Para melhor ''chupar'' a presidência, o
triangulo foi facilmente traçado. Da presidência aos activistas passando pelos dólares.
Vai-se sacrificar as cabeças de activistas num belo prato a presidência pondo
em questão a segurança do estado ou simplesmente da presidência em troca dum
preço volumoso em verdes. O
cenário foi fácil a desenhar, montar e aplicar. A presidência ficará satisfeito
uma vez terá o seu tira-sonho inesperadamente com muita facilidade sob
assistência duma oposição parada, cega e muda. A presidência é actualmente o
melhor poço para cartar verbas, dividendo e fortunas. A nossa presidência já
habituou com esse género de troca, cambio humano. Neste tipo de troca onde está
em causa o tira-sonho do PR, a presidência só tem uma mão livre, suave e fraco
que vai pagando com olhos fechados. Assim nasceu um golpe de estado imaginado,
montado e arquitectado pelos estrategas do movimento da situação.
O que se ignora
voluntariamente é que a mentira tem sempre curtas pernas. Os especialistas do
partido no poder esqueceram que os activistas tem somente poder de manifestar-se,
capacidade de organizar marchas sem portanto possuir habilidades de golpear um
estado soberano, um partido rico e politicamente enraizado, um tronco curvo da
revolução vermelha. Os pobres activistas angolanos não tem uma base de reforço.
Eles não tem uma base de concentração ideológica nem politica. Não tem suporte
de nenhum partido. A medrosa oposição escolheu sua equipa ao lado do
partido-governo. Os activistas não tem capacidade financeira para sustentar a
oposição como o partido da situação tem feito.
Neste momento de
parto doloroso, a criança está pronta para sair mas a mãe não tem forças para
puxar e precisa-se uma parteira para ajudar. Para os estrategas, o tempo é
favorável para fazer dinheirão chupando a presidência. Neste propicio momento é
muito lucrativo e encorajado para os angolanos que tiver possibilidades de
subtrair certos dólares a presidência visto que os ...
''A vida é um jogo, a vida é uma quebra-cabeças'' uma forte citação de uma telenovela
brasileira que com tempo rasgara os ares pesados que a atmosfera comunista
incutia ao povo, enquanto esta dramaturga oferecia-nos a profecia que hoje se
vive na nossa terra. A vida é um jogo para aqueles que numa fracção de tempo
dormiram pobres e subitamente acordaram ricaços. Ė um jogo para aqueles que com
poderes plenipotenciários vivem em cima da lei: manipulam tribunais, alimentam
a corrupção e controlam tudo. Em contra partida, a vida é quebra-cabeças
para aqueles que são eternamente condenados ao desemprego, que são socialmente
excluídos a uma vida sossega, apaziguada e vivem miseravelmente tormentos com
migalhas. Aqueles que continuamente sonhem a preto-e-branco pois nunca poderão
enviar seus filhos nas boas escolas quando os de outros estudam no
estrangeiro, onde também vão tratando suas dores de unhas, tosse e pequenas
enfermidades, e fazem suas pequenas compras de mini saias, meias, perucas, bolachas,
cebolas, sapatos, sal e peixes.
Nesta mesma vida
a educação familiar, escolar e a própria sociedade foram grandes fontes para
acumular ricas experiências e know-how que fazem parte do meu património
individual. O facto de viver no hemisfério norte como no sul, de habitualmente
frequentar os países mais pobres do universo como os mais desenvolvidos permite
raciocinar com coesão: sem influencias religiosas, ideológicas, das moralidades
turva e corrupta, da fome e das injustiças. Aprendi que o valor do homem não se
mede pela profundeza do seu poder financeiro. O sentido da vida não se obtenha
pelo poder manipulativo que se tem para cativar outros. E o respeito não é uma
graça que se oferece. Ele não vem do seu estatuto social mas merece-se. Por
isso temos visto os pequenos, os insignificantes, os pobres ate aqueles que
chamamos por simples povos revoltar, se manifestar e ate faltar respeito a este
ou aquele que talvez ontem respeitaram incondicionalmente. A lei social da
natureza funciona no tempo, nas circunstancias e num espaço respondendo aos
problemas do povo, como o dizia Agostinho Neto.
Esses acumulados
inspiram-me compreender que não se deve
mentir aos seu advogado, como ao seu medico, tanto ao seu pastor. Isto seria a
lógica da vida mas a realidade pode ser diferente, amarga e falsa. Hoje vê-se
advogados que defendem seus clientes mas já com ordens superiores e predeterminadas
para trair estes. Advogados digitados para arruinar a vida de clientes e
curiosamente de uma nação. Advocacia tornou-se uma plataforma para
enriquecimento ou um trampolim para um futuro lugar no seio da politica ou de
partidos. No seu lado, o cliente pode não ter confiança ao seu advogado e
procure mentir para ganhar o processo. O cliente procure dominar ou mesmo
manipular seu advogado. Quantas vezes refutamos categoricamente visitar um
centro medico? Nos casos de doenças ditas ''tabus'' muitas vezes demos falsas
informações ao nosso medico. Se pastores fossem realmente homens de Deus não
haveria necessidade para as ovelhas os driblar com falsas informações. Como eu
diria: ''aquando a pergunta é mal
formulada, a resposta pode ser tão aperfeiçoada e apetrechada não serviria para
a resolução adequada''.
Uma sabedoria
moderna de bakongo diz: ''a mentira para
subir toma um elevador enquanto a verdade usa as escadas'' isto implica que
a mentira é sempre o primeiro a chegar. Estudando esta sabedoria também entendo
que não se deve nem se pode mentir o
povo: a população da sua terra/duma pátria. Um povo pode ser tão estúpido mas o
tempo opera sempre ao seu favor. Pode ele hoje receber a mentira (como chega
sempre primeiro) mas amanha mesmo com atraso, quando chegar a verdade, este
estúpido povo como não é cego, vai enxergar e chegar ao ponto de comparar e
determinar as diferenças. Ainda mais que a mentira e a verdade não se vestem
pela mesma cor. Eis a razão que um antigo presidente americano diz uma vez: ''pode se um dia mentir ao povo mas não se pode
sempre aldrabar a este povo''. Infelizmente os ditos intelectuais
dirigentes que mentem-nos esquecem uma outra sabedoria kikongo dizendo: ''se mentir não dorme na mesma povoação onde
mentiu, porque no dia seguinte será exposto'' A mentira não pode se
esconder mais do que 32 dias, por isso no trigésimo terceiro dia é descoberta,
exposta, botada no chão e pisada nas praças publicas. Ė claro que a mentira tem
vida bem curtinha enquanto a verdade vive para sempre; que nunca pode ser
tapada. A melhor comedia que a humanidade pode oferecer-lhe é assistir a uma
reunião de mentirosos; que gargalhadas!!! Aquela reunião esquemática de
dirigentes da igreja ''pomba b...ca'' no alto mar.
Também tomei
conhecimento desta realidade, que não se
pode mentir ao seu Criador e a sua consciência. A mentira é uma arma para
os fracos mas também é uma arte para os mal-intencionados. Os que habitualmente
e naturalmente mentem procurem sempre obter lucros nesta arte sem dar conta que
vão um dia perdendo valores, respeito, credibilidade e personalidade. Um homem
natural e racional, que derivou do homem sabe que nesta vida não é possível enganar
ao seu Criador. Pode se tentar mas nunca resulta pois vai-se basculando numa
auto decepção. Ate o próprio diabo nunca tentou mentir ao seu Criador. Ninguém
pode mentir a sua própria consciência porque ninguém fiscaliza a linguagem da
sua consciência ora treinada pela mentira ou pela verdade. Os profissionais
mentirosos são conscientes das suas mentiras e do seu estatuto. Eles sabem como
e quando mentem. Podem não aceitar isso publicamente mas sabem, realmente que
são mentirosos. A mentira tem uma factura muito desaborosa. O mentiroso procura
abrigar a sua mentira e proteger-se sem saber que tem sempre uma cauda que vai
traindo-lhe. Notei nesta experiência que os mentirosos tornam mesmo feio de
fisionomia facial e os mentirosos tem sempre uma grandeza hipocondríaca.
Ė actualmente
irrelevante e absurdo persistir na imaginação que a politica continua sendo uma
arte de mentir, dominar e corromper. A politica já não opera como ciência de
mentiras. Esta forma caduca de pensar tem ate hoje estimulado multidões de
infiltrar-se na politica com objectivo de acumular dividendos numa fracção de
''abrir-fechar'' olho. Uma vez descobertos, perdem sonhos e refugiam-se nas
makumbas. Só a verdade garante um lugar seguro de um patriótico na historia da
sua nação.
A liberdade de
expressão surgiu no dicionário da política de dia-a-dia como simples slogan que
declaramos livremente como se tivéssemos uma memoria do papagaio. E
infelizmente triste de ouvir entidades que seriam honrados oferecer-se a luxaria
de incutir e impor aos angolanos aceitar que tem a liberdade de expressão.
Talvez isso haja no território angolano mas que os angolanos não desfrutam.
Permitem-me dizer isso pois entendo que há dirigentes que amam Angola mas que
nunca amaram nem gostam os angolanos. Provar isso não exigiria grandes diplomas,
só colocar simplesmente o "dar e receber" no balanço e a equação será
resolvida.
Em pouca palavras
liberdade de expressão deriva do direito de exprimir-se livremente num espaço
com palavras que tem um sentido, uma significação e valor. Por isso no exercício
da comunicação, falar/se exprimir é de antemão precedido pelo processo de
reflexão e analise. Nesta conjuntura não vejo como algum angolano pode
responder a contenda de ter a liberdade da expressão sem primeiramente
responder a seguinte questão: será que o
angolano tem o direito de pensar? Diria ainda que pensar e ter o direito de
pensar são duas distintas referencias.
Abordar
profundamente esta questão é muitíssimo riscante pois estimula a nervosidade daqueles
que aperfeiçoaram-se na arte de intimidar. Pensar, ainda não deixou de ser uma
faculdade humana, natural e normal para cada cidadão tendo um estado são. Este
poder de raciocino foi aos angolanos retirado e substituído por uma faculdade
mecânica. Não digo isso de forma pejorativa mas prática; visto que alguém
procura, tenta e exige-nos pensar de acordo com as orientações partidárias,
segundo ordens superiores e seguindo fulanos inconscientes e incógnitos. Talvez
haja um artigo constitucional que proíba o direito de uso dos cinco sentidos
aos angolanos. Quem sabe?...
Quando os ditos intelectuais
duma nação perdem capacidades de diferenciar um governo a um partido reinam
trovoadas. Quando alguém se posiciona em cima da constituição, a lei fica
abafada e instaura-se a corrupção. Quando um partido está em cima do governo e
de todas instituições tudo torna-se disfuncional. Quando se debate no nosso
Parlamento assuntos premeditados, já resolvidos, já determinados, já consumados
então perde-se o tempo e já não se ganha (salários) mas se rouba (fortunas). O
que realmente se passa é um cenário muito desgostoso. Coloca-se indivíduos como
deputados discutindo durante longos tempos e anos assuntos que já foram
decididos pelos superiores. Neste caso apresenta-se puramente um concerto de
uivadores. Debates inúteis e infrutíferos.
De mesmo tem
acontecido com as eleições! Porque então esbanjar tanto recurso: força de
trabalho, equipamentos, tempos e meios financeiros para algo que não produz
efeitos; já que os resultados são premeditados e predeterminados? Para que
servem estes protocolos?
Nunca, na nossa
terra, fomos consultados mesmo pelos beligerantes tanto pelo partido da
situação como pela oposição. Fomos e ainda somos obrigados a fazer coisas injustas,
inumanas, cruéis que nunca desejamos. Tanto faz gritando ou chorando de dia
como a noite, no cachimbo como no tempo chuvoso ignorem-nos. Sentados numas
banqueteiras riem-se de nos. Porque alguém nega teimosamente reconhecer que
temos também ''miolos'' para pensar e que ninguém deveria pensar no nosso lugar!
Hoje em dias, os pais matam-nos e os filhos enterram-nos. Vão escravizando-nos
silenciosamente enquanto vão bruscamente e agressivamente enriquecendo-se,
portanto ontem diziam-nos que éramos todos cegos e que não tínhamos morcegos.
Quem ainda tem
duvida que pensar é um direito divino? Queira como não; em qualquer território
os "karkamanos" tem sempre dias contados!!!