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sábado, 8 de julho de 2017

O DESPERTAR DE SINDIKA

Uma das heranças que foi-nos deixada pelos velhos sábios na minha terra é um adágio que diz: ''o pau mesmo demorando anos e anos nas aguas nunca se tornará jacaré'' isto explica o livro da vida e sabedoria que também diz: ''o etíope nunca pode mudar a cor da sua pele''. Actualmente na nossa sociedade corrompida e fragmentada, esta lógica é sempre combatida pela vontade manipulativa de minúsculos homens com poderes partidários e políticos que intentam ocupar a posição de Criador. Porem este homem é limitado, que nem tempo consegue controlar. Corrompendo a consciência do homem estes dirigentes acreditam, que este iria engolir qualquer sapo que for lhe colocado na boca, esquecendo que Angola tem homens capacitados para enxergar, mesmo no silencio. Portanto que o tempo vai desbobinando a verdadeira historia, já que a verdade não tem asas e nunca pode ser escondida...

Acontece que temos um cunhado, que durante longos anos fizeram-nos crer que fosse especial.  Na verdade, tanto nós como o próprio cunhado adormecemos  nesta armadilha que tem-nos hipnotizado, e finalmente ate acreditamos no inaceitável. Fala-se de um homem de negocio, um operador económico, um autor, agente e delegado da cultura africana e em particular angolana. trata-se do esposo da nossa irmã; que misteriosamente tornou-se a primeira filha do nosso querido PR, cujo por acidente da ecologia do sistema politico deste tempo e por ironia da estratégia politica preferiu ignorar a verdadeira primeira (Josefa Ngutuika), optando pela princesa Isabel. Convenceram-nos que Sindika Dokolo era diferente de outros congoleses, ou bem dizendo vulgo zairenses. O próprio Sindika tem leccionando-nos que tendo cuidado um negocio que ele ajudou crescer partindo de simples kitanda de ovos a um império financeiro, faz dele mais angolano com direitos, liberdades e regalias que o coloquem em cima da lei como outros membros do circulo presidencial. O facto de consertar laços matrimoniais com a especial donzela, único quadro divinamente capacitado para dirigir os destinos da Sonangol proporcionou ao Sindika um estatuto privilegiado e uma voz poderosa no solo angolano.

Por acaso temos tido momentâneas oportunidades de ver o Sindika quase em todos grandes capitais europeus como Londres, Bruxelas, Paris, Copenhaguem ate ultimamente em varias cidades de leste do continente carregando nas calmas as expensive bags da princesa. Este homem que por direito sanguíneo, marital e económico compartilha com a princesa mais de 4 nacionalidades (angolana, dinamarquesa, britânica, russa, belga, possivelmente portuguesa e brasileira) voltou ao seu senso reclamando a nacionalidade congolesa: é maravilhoso! Não pretendo dizer que tem ele negado a sua nacionalidade congolesa mas anunciá-la no estilo de Moisés, o libertador no Egipto é surpresa, espanto etc. Lembrais que a relação entre Angola e RD do Congo tem sido fantasmada com ambiguidade orneada pelo MPLA.

Hoje Sindika vem assumir publicamente a sua postura do filho do Congo? Não é nos mementos difíceis que se reconhece os bons amigos? Quantas vezes Angola conheceu momentos difíceis? Vimos Dokolo ajudar seus compatriotas refugiados de Kassai em Angola com vários bens. Por enquanto ontem e ainda hoje milhares morreram no Uíge com a pestilência de marburg. No Cunene morrem diariamente centenas de crianças famintas deste rico país. Nos hospitais de Luanda morrem em sucessão centenas de crianças mas Sindika nunca encorajou seu sogro, ou talvez sua esposa para ajudar a nação que há quatro décadas dirigem. Sindika tem hoje audácia de declarar que come kizaka, fumbwa e funje como todo congolês genuíno, infelizmente esqueceu de citar a carne humana como o seu sogro e seu partido MPLA diabolizaram milhares de angolanos/bakongos como canibais só porque vieram do Congo ou vivem ao longo das fronteiras com Congo. Talvez isto seja a razão pela qual hipocritamente JES disse a sua progenitura: ''o pai biológico de Josefa é uma outra pessoa que ela deve continuar de procurar''. A voz promissora de Sindika dos Santos continue dando esperança ao povo do Congo. Esperança esta que nem Dos Santos nem Isabel ou nenhum outro membro da parentela nunca deram ao angolano. Mesmo nestas paradoxas, os mais curiosos deduzem que na última hora poderá o sogro de Sindika empregar seus cães da guerra para desalojar Joseph Kabila no poder. Enquanto pensam ainda que mesmo perdendo tempos valiosos a família pode eternizar-se no poder usando um certo digitado no topo.

Também podemos agradecer pelo facto que se evitou o cenário onde teríamos a Princesa Isabel como PR de Angola enquanto na mesma onda Sindika a presidenciar no Congo Democrático. Obrigado a União Europeia que nos poupou deste macabroso cambalacho da Cidade Alta, que procurou arquitectar este first african presidential couple.

Assim se despertou o Sindika num pesadelo prolongado, com lábios tremendo e... espantou-se vendo o seu povo num primitivismo inaceitável, refuta as prerrogativas do Egipto para salvar a sua nação! E nós, quem nos salvará? Sindika patriota, pan-africanista ou oportunista? Parabéns cunhado, consigo estamos! sem desistência ate a entrada a terra prometida!

 
Nkituavanga II

 

 

sábado, 17 de junho de 2017

JOÃO LOURENÇO: A SOMBRA DE JES

Há dias que o nosso Amado Presidente era moribundo numa sofisticada cama hospitalar em Espanha. Só teria lá ser porque Angola não tem hospitais capacitados para tal missão, talvez diria que o MPLA nunca pensou investir num hospital adequado no seu território. Alem de falarmos da falta de confiança deste partido aos técnicos da medicina angolana. No terreno as flutuantes emoções eram fortes e o desespero era visível entre os dirigentes. O seu regresso sustenta a minha tese; vimos uma colossal presença na sua recepção no Aeroporto, que evidenciou muitas exclamações, reticencias e hipóteses. Contudo, durante esta hospitalização muitos angolanos como eu tivemos orando. Eu implorei os deuses angolanos que dessem vida ao nosso PR. Que dessem tempo ao nosso PR assistir as ocorrências do processo eleitoral ate o seu fim. Que dessem oportunidade ao nosso PR festejar publicamente num futuro próximo a fraudulenta vitoria arquitectada pelo seu partido. Que finalmente dessem ocasião ao nosso PR lacrimejar as absconsas a real e verdadeira derrota do seu partido decidida pelo bravo povo.
 
Cada dia, conforme o calendário da CNE aproxima-se as injustificadas eleições angolanas. Um processo desenhado para arruinar milhões de dólares; quando o nosso dilapidado e desprotegido povo sofre. Uma aventura louca que já tem um destino e um vencedor antecipado, que puramente serve de figura decorativa para provar ao mundo aquilo que somos enquanto não somos; hipocrisia. Neste processo, diria parabéns a oposição e igreja que são cheap acompanhantes para oficializar a posição do MPLA. Também diria parabéns ao João Manuel Gonçalves Lourenço, o previsto vencedor desta macabrosa manipulação.
 
Angola acedeu a independência em 1975 com um governo marxista, que actualmente por ironia do destino continue no poder. Agostinho Neto foi o primeiro Presidente ate quando foi-nos raptado inesperadamente pela morte em 1979. Pouco importa o que aconteceu dentro da nomenclatura partidária; todavia José Eduardo dos Santos foi digitado para continuar a obra de Neto. No seu vivido juramento, que me lembro ainda como se fosse ontem, JES prometeu não esquecer nenhuma virgula entre os ensinamentos de Neto: que fidelidade! Tempos depois, JES mudou escrupulosamente de cor tendo dentes e garras bem afiados. Por consequência o malogrado Neto tombou no obscuro e no completo esquecimento. Nasceu assim o novo MPLA e a nova Republica. Solitário no poder JES alterou o rumo da nação dirigindo com um braço de ferro ate a dita passagem do totalitarismo a democracia. Angola persegue ate hoje um percurso confuso, sem ideologia politica nem direcção económica. Passou-se o tempo das guerras e terminou-se também com tais ''desculpas'' mas a caótica situação de Angola foi-se agudizando. O saldo geral do reinado de JES é realmente negativo ao quadrado em todas as esferas, embora que houve algumas realizações de péssimas qualidades em Luanda. A herança que será legada por Dos Santos será uma lista prolongada de milionários criados e inventados pelo regime mamando o sangue e suor de um povo miserável, sofredor e desesperado.
 
A brilhante e orneada oportunidade que JES obteve, substituindo Neto na cadeira presidencial, não será a mesma brindada ao JLo. Este tem a responsabilidade não só de dirigir Angola, mas uma Soberania tendo no seu seio um circulo e clã presidenciais com um estatuto especial. Ele vendeu a sua alma jurando em sigilo pelo pescoço de um JES, que lhe restará omnipresente em tudo. Ele terá pouco espaço de manobras politicas, económicas e jurídicas. JES que na outrora tinha pelo pescoço de um ''defunto físico'' jurado, conseguiu desviar a linha de Neto e redigir uma nova historia eduardista caracterizada pelo enriquecimento supersónico. JES soube adaptar um jogo duro, de batota onde se precipitou enviar seus colegas da revolução numa aposentação prematura. Em tudo fez com que ficasse na posição de jogador, capitão da equipa, arbitro e comissário de jogo ao mesmo tempo. Fez-se mestre solitário num terreno onde é proibido tossir, gracejar e mesmo raciocinar.
 
Desde que JES vive ainda, JLo nunca terá mãos livres para implementar seus próprios planos, para exercitar suas capacidades e colocar ao serviço do povo suas iniciativas. Ele tem mais probabilidades de operar como fotocopia de JES, assim será autentico penumbra deste. Não é bom nem fácil continuar a obra negativa de um ''falhado'' e melhorar os objectivos enquanto teleguiado. Aqui não se pretende acelerar a morte inevitável de JES, porem é preciso sermos realistas. Vivo como morto, JES será sempre um problema, ate incluindo a sua família. Só valorizando o povo é que JLo poderia sair desta armadilha e nó, que auto-colocou no pescoço, cortando assim as correntezas amarradas nos seus braços e sair deste minado ninho onde deseja repousar. Contudo é quase impossível trabalhar bem e contribuir positivamente quando ganha-se as eleições com fraudes. Especialmente quando vive-se num meio corrompido, onde o bolso do governo pertence a quem monopolize o poder. Tem de ser um artista pro para desempenhar a função de cego, quando este não é.
Espera-se que JLo saiba se desmarcar destas ideologias ilógicas que amplificam o sofrimento do nosso povo. Embora milionário pode ele com a sua fortuna ajudar os angolanos reconquistar sua visão, esperança e rumo perdidos. Ele tem o direito de amar Angola e angolanos se na realidade tem nas suas veias sangue angolano: verdadeiro patriota. O tempo vai-nos dizer algo.
 
 
Nkituavanga II
 
 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

ISABEL DOS SANTOS: DIARREIA VERBAL

Ultimamente temos assistido em varias justificações infinitas e inúteis que provenham da Princesa angolana Isabel dos Santos; a mulher mais poderosa de Angola e mais rica de Africa. Gostaria de emprestar aqui uma dica francesa ''qui s'excuse s'accuse'' que tanto o cunhado Sindika como a própria princesa conhece o significado. Ela intenta se omnipresentar positivamente na consciência angolana para justificar o injustificável mesmo em tribunais angolanos. Qual surdo em Angola precisa duma explicadura da donzela?

Isabel não tem uma consciência livre e procure defender-se contra uma inteira nação manipulada economicamente durante longos e prolongados anos. Desamparada e continuamente assustada, ela com certeza tem sido fantasmada da sua própria sombra, por isso em qualquer espaço que tiver, torna-se restritamente proibido aos passantes de gracejar, já que ela automaticamente deduz que riem-se dela. Assim concebeu uma lógica pessoal que faz com que em Angola ninguém pode exprimir-se livremente, porque ela pensa que fala-se mal dela. Neste âmbito afundou na estratagema de combater tudo e todos. Essa diarreia verbal é mesmo resultado de ''engolir o alheio''. Portanto saiba dona Isabel que o silencio não é fraqueza  nem tão pouco estupidez.

Estimaria de compartilhar uma experiência que tanto Isabel como Dokolo nunca viveram e não tem possibilidades de um dia conviver. Na nossa vida rural, no mato, ou bem dizer nos kimbos quando alguém desperdiça algo valioso, consulta-se o soba da aldeia. Este, na sua vez vai esperar ate que todos regressem das suas obrigações diárias, nas tardinhas. O soba vai prenunciar, clamando duma ponta da aldeia a outra apelidando quem furtou a devolução num tempo determinado. A sua mensagem será direita e clara pois tem se a certeza que o objecto foi bem roubado. Infelizmente quem arriscar responder esse apelo é logo visto e considerado de suspeito gatuno, e merece ser imediatamente investigado. Na maioria dos casos (99,99%) averigua-se correcto.

Na sua lógica, ora vendia ovos, com o tempo vendeu seu carro e depois arranjou um emprego que lhe oferecia milhões mensalmente. Isto tudo ocorreu num planeta chamado Angola. Isabel.., Isabel.., Isabel...''é possível driblar uma nação um dia mas não possível ludibriar um povo todos dias''. Tu és livre e não tem que se justificar a ninguém, uma vez Angola é seu bolso. Angola foi sempre um património privadíssimo da sua parentela; o quintal do velho onde quem não manda cumpre!

Escute mana, fizeste um nome e és tão grande, continua caminhando gloriosamente com sapo na garganta. Diz-se ''vale mais a honra bem acumulada de que a riqueza mal aglomerada'' Parabéns! Contudo, depois da festa vem sempre a fome, e já não é tempo de negociar simpatias. Se deparar hoje com Cristo lhe pediria nas calmas que entregasse toda a sua riqueza a sua irmã maior Josefa Ngutuika, assim a equação deste imparável diarreia será resolvida.

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 7 de abril de 2017

POUCO SE PODE ESPERAR DE JOÃO LOURENÇO


Nunca gostei de assumir uma posição baseando-me simplesmente nas efémeras emoções. Pouco gosto de escrever algo na posição de narrador e ao mesmo tempo autor. Esta postura muitas vezes toma uma inclinação com uma tonalidade orgulhosa, e se não tiver cautela opta-se uma postura de ''sabe-tudo''. Portanto colocar a sua sabedoria a disposição de um leitorat oprimido, sem voz, tendo um raciocino nacionalizado pela ditadura é verdadeiramente uma missão que acho preciosa.

A certeza do tempo e das práticas prova que João Lourenço (JLo) será definitivamente o próximo Presidente de Angola. Angola se prepara para suas eleições, e continuar depois se desenrascar certamente para um futuro caótico. As garantias da sua vitoria pouco convincente se decifra brevemente de tal forma:

Sabe-se bem que J.Lourenço vai sem lascas vencer as eleições de 2017. Vencerá porque é membro do MPLA, que tem tido 365 dias por ano da propaganda, quanto outros só terão 90 dias sob batotas para realizar o impossível. Vencerá, não porque é melhor que outros, ou populoso que outros, ou mais capacitado que outros mas simplesmente porque as eleições foram e serão sempre fraudulentas, injustas e não democráticas. Vencerá porque as eleições angolanas são sempre premeditadas com um vencedor antecipado. Vencerá porque o MPLA tem como partenariados a Rússia e Brasil que são autênticos peritos com mecanismos e sistemas computarizados especializados nas fraudes eleitorais. Pensem como a Rússia afectou as eleições de Trump!!! Vencerá porque as urnas já estão sendo aquarteladas e fichas preenchidas em vários lugares tanto no país como nas vizinhanças; claro como de habito. O MPLA colocará a sua disposição todo o seu musculo financeiro, equipamentos e estratégias dominantes mas também a riqueza da família Dos Santos que jurou defender a qualquer preço. Vencerá porque tem o controlo total de todas instituições partindo da própria CNE, que é mais um compartimento do bolso do M. ''As eleições africanas são organizadas para serem vencidas'' reitero aqui uma citação de Omar Bongo.

Uma vez, o destino de Angola posto nas mãos ditatoriais de JLo, a obscuridade vai-se abater agressivamente nas terras angolanas. O que faz confirmar isto não se baseia em emoções ou inclinações politicas, mas chamando o cão pelo seu nome, diria que herdou um regime nepotista e ditatorial onde as probabilidades de mudanças não são viáveis pois se jurou pelo pescoço de JES. Por isso, este próximo candidato oferece alternativas insignificantes na mudança da gestão. Vejamos o porque:

JLO tem um estatuto complicado, que eu trataria como hybrid. Ele é profissionalmente militar, com patente de general. Ao mesmo tempo, o Sr. é civil, empresário e politico membro do MPLA (Milionários Promovidos pelos Ladroes de Angola). Queria dizer que tem um posicionamento de morcego; que não pertence a família de ratos nem de aves. Nesta sua posição torna-se difícil operar eficientemente tanto como militar ou como civil. Alem disso em nenhuma boa constituição de qualquer Republica no mundo, disciplinada, organizada e democrática aceita-se esta dupla titularidade biótecnica em função no topo de um governo que quer ser produtivo. Lembreis-vos que em Angola o exercito não é independente ou apolítico, continua ainda partidário servindo cegamente o MPLA. Esta complexidade oferece autênticas frustrações!

Por enquanto é ministro da defesa. O que se sabe foi-lhe incumbido esta função, não só pelo facto de ser fiel ao seu partido mas também com a missão de continuar obras iniciadas pelo então general João de Matos. Angola ocupa uma posição estratégica em Africa central e possui um exercito que no contemporâneo tem maior capacidade para manter a paz na região. Sendo também vizinho do Congo, Angola tem a nobreza missão de manter e controlar a situação no Congo, impedindo assim infiltrações de outras influencias. Depois do general João de Matos, o general Miala era o outro habilitado para responder adequadamente nos problemas do Congo. Na ausência destes dois generais, só João Lourenço pode responder ao tempo nos problemáticos deste gigantesco vizinho nórdico que Angola tem. Infelizmente João Lourenço não foi capaz de resolver a crise do Congo uma vez obteve esta posição quando Angola capitulou logo de imediato numa crise económica: o preço do petróleo baixou e a Sonangol Ltd vive turbulências voluntariamente semeadas. Na sua experiência como governador não teve um resultado tecnocrático notável.

Este candidato não tem carisma para a cadeira presidencial como teve nos exércitos. Seus discursos não são apetrechados como deveriam. Este ponto é discutível porque os discursos em geral são feitos por outrem mas a postura, concentração, coolnes, audácia, articulação e outros aspectos determinam o estilo de um presidente. Corre-se o risco dele copiar o modelo frio de JES e optar por um estilo europeu: afastado do povo, sem conviver os problemas do povo embora que tenha um reconhecimento as culturas africanas. A sua aparência (ditadora) diz muito mas pode ser enganosa. Há possibilidades de adoptar certas características mas o tempo e posição não facilitam aprendendo os atributos que carece visto que esta cadeira presidencial promete competição em acumulação de poderes e fortunas.

João Lourenço herdou um barco furado que vai lentamente afundando, tendo motores encravados, com peças ferrugentas e  animado com desespero nos prazeres. Ele terá uma responsabilidade prioritária de mais se concentrar com problemas internos do partido, tal como a hierarquia de Angola posiciona o MPLA em cima do povo e de tudo. Eis a razão que hoje já não se diz ''o MPLA é o povo'' mas também ''o mais importante é resolver os problemas do povo'' A sua missão tem mais de 85 % de probabilidades para falhar uma vez ela já é corrompida. Há mais lutas internas do seio deste partido: lutas de posicionamento, lutas de enriquecimento, lutas de estruturamento, lutas tribais, lutas de redireccionamento etc. A sua autoridade será confrontada e posta em questão pelos mais poderosos do partidos e mais ricos de clãs e famílias que actualmente dirigem Angola.

Porem todo este conceito é reforçado pelo argumento do próprio MPLA. Tal como Sidika Dokolo interpelou que em Angola, de Kabinda ao Kunene só a princesa Isabel é o único quadro capaz de dirigir a Sonangol Ltd, assim como o MPLA nos fez crer e eternamente aceitar que JES resta insubstituível e candidato único habilitado para dirigir o país. Isto na visão do MPLA quer dizer que mesmo JLo não tem capacidade para liderar Angola. Então pouco ou nada se espe....nesta grandiosa contenda.

Reconheço que em nenhum caso a minha opinião seja determinativa , ou que tenha qualquer influencia nos resultados eleitorais em Angola. Uso simplesmente o meu direito para compartilhar as analises que acho coerentes visto o que se vive, e que também se preconizam para uma Angola sofredora cujo faço parte. Vou negando o sofrimento, e lutaremos todos contra esta miséria, que prometeram ser incapaz de acabar; pois já tinha enraizado antes da sua (M...) chegada em Angola (ou Luanda?).

 
Nkituavanga II

sexta-feira, 24 de março de 2017

MPLA, CLUBE DE MILIONARIOS

 Ainda me lembro claramente a entrada oficial e triunfante do MPLA em Angola, embora que noutra óptica esta entrada se fazia paulatinamente em vários pontos do território. Tanto o MPLA como outros movimentos históricos da época da revolução, que culminou com a independência de Angola, fizeram suas entradas do mesmo formato estratégico. Os que presenciaram estes ingressos tem testemunhado com euforia glorificando o resultado dos esforços do povo angolano. As imagens arquivadas daquele passado presente eram também uma fonte que preparou ricamente o angolano na narração verdadeira da sua historia, partindo deste acontecimento especial do nascimento da nossa republica. Falo do passado presente para simplesmente caracterizar aquele passado real que conhecemos naquele presente ou nas alturas que não se podia narrar a nossa historia com manipulação ou deturpação. Nesta altura havia uma consciência angolana que não tinha sido invadida pela competição rudimentar e gula na conquista egoísta do poder entre angolanos de diferentes fracções politicas.

Sabe-se que os três movimentos da luta para libertação vieram das suas bases político-militares que se situavam fora das fronteiras angolanas. Uma vez que o governo colonial deu a luz verde a entrada a estes; uns entraram cautelosamente em porções para melhor defender e proteger a sua unidade e identidade. Outros já tinham alguns grupos infiltrados no território, começaram emergir na superfície político-militar duma colónia em transição a Republica. Como já disse no inicio a entrada dos movimentos foi uma alegria nacional, porque a conquista era algo precioso que foi comprado com o sangue de muitos angolanos. Entende-se que um ou outro movimento fez a sua entrada glorificada numa determinada zona ou província da sua preferência ou digamos da sua vantagem em termo de segurança, acolhimento ou do selo da identidade étnica.

Os movimentos trouxeram ideologias e políticos, estratégias e exércitos. Cada tinha nos seus cofres a sua bagagem de direitos, responsabilidades, missão, objectivos, visão etc. Esses movimentos eram diferentes em conteúdo e características. De comum só tinha a angolanidade e pobreza.

Falando de angolanidade queria dizer que tinha uma boa mentalidade de criar uma nação angolana para angolanos. Eram movimentos autênticos angolanos para servir Angola ao beneficio do angolano. Alem das suas propagandas, os três movimentos já eram derivados e conotados com uma pequena semente de tribalismo camuflado. As representativas eram normais como em todo universo, tendo uma dominação maioritária duma determinada etnia, misturada as outras etnias de forma insignificativa.

Falando da pobreza, não gostaria de minimizar as capacidades destes movimentos na sua organização ate ao sucesso. Partiram de nada para conseguir ajudas financeiras, contribuições ate empréstimos de vultuosas somas que aguentaram operações e pessoais etc. O equipamento militar de cada movimento, mesmo nesta altura era contabilizado por milhões. Sim, eles tinham contratos e promessas excelentíssimas que custavam biliões! Duma outra forma esta riqueza era abstracta, pois no concreto trouxeram malas vazias; sem liquido. Vieram pobres, mas digo: pobres! Neto não era milionário e muito menos seus aliados. Holden não veio milionário, como seus pupilos. Savimbi e a cúpula também trouxeram riqueza nenhuma. A única riqueza que todos esperavam era Angola porque seria a pátria mãe, património de todos, fonte de tudo para os angolanos. No seu tempo com a pasta do plano ou do partido JES também não era rico e muito menos a sua família.

A nossa historia ocorreu como foi arrastada pelos marés do egocentrismo de homens com coração tortuoso e mau visão. A mata pegou o fogo e o desabando surgiu, cada foi salvando a sua pele conforme a sua vitoria ou derrota. Assim o poder ficou com o MPLA. Soube-se oficialmente que o governo português não tinha deixado um cofre com milhões como ultimamente fez em Macau. O pouco que tinha deixado diz-se volatilizado nas mãos de um dirigente da FNLA muito conhecido devido as propagandas do tempo, que eu não gostaria de aqui citar (SB). Infelizmente hoje a ironia foi descoberto, pois este individuo nunca foi entregue aos tribunais.

O movimento marxista ficou longos e longos tempos dirigindo Angola com um braço de ferro. Dirigiram Angola como suas casas, desconseguindo ate ao fim acabar com a pobreza do angolano. Finalmente, foi-nos avisado, confirmado abertamente e claramente que o MPLA não tiraria Angola da pobreza, porque encontrou Angola pobre e que (eles) o MPLA não tinha capacidade para tal fazer.

Eu tive uma bela oportunidade nos anos passados de participar em duas reuniões de membros do partido, dirigidas pelo antigo Secretario Geral do MPLA em dois diversos países europeus. A coisa que mais me escandalizou nestas participações foram as declarações repetitivas que este fez tanto ali como ai dizendo que: ''Angola é rica e faremos de nossos membros ricaços'' A intenção segundo o plano do MPLA é de fazer dos seus membros milionários. Infelizmente hoje que escrevo estes trechos, temos uma nova direcção e possivelmente teremos uma nova Republica com nova visão.

Eles já eram ricos com a intenção de formar novos ricos. Eles preconizaram dirigir eternamente Angola saqueando a esquerda e direita. Nestas reuniões o SG disse ''tanto que vivemos nunca um dia Angola será dirigida pela UNITA ou CASA'' Essas mesmas palavras oiço constantemente da boca de Kangamba. Na realidade e experiência, eles vieram pobres mas saíram riquíssimos, deixando cofres vazios sub pretexto de ''baixo preço do petróleo'' O MPLA é um clube só de milionários, para milionários. Esses comunistas são conscientes sobre o sofrimento do povo, porem carecem a mínima vontade e capacidade para alterar esta situação, mesmo assim pensam perpetuamente serem mestres da terra angolana. Eles ate imaginam serem deuses; que eternamente viverão, por isso vão vivendo em cima da lei. São governantes que vieram servir suas barrigas e suas famílias. Eles jamais pensaram ao angolano, eis a razão pela qual já não se diz MPLA é o povo. Vieram sem cofres; para não dizer que vieram com cofres vazios, portanto saíram com bancos quase em todo universo. São os mais ricos de Africa, tem carros, aviões, frotas de barcos e casas etc. E o povo continua lagrimando com pobreza nos bairros de Luanda enquanto eles joguem ''a orelha surda'' nas grandes praias do Brasil. Foi assim que traímos a nossa pátria a aqueles que ontem aplaudíamos, só porque vieram com caras bonitas.

A grande questão que gira a consciência angolana: João Lourenço, o novo presidente do clube de Milionários Promovidos pelos Ladroes de Angola e (provável) futuro Presidente será para Angola um anjo ou um demónio?

 

Nkituavanga II

sábado, 31 de dezembro de 2016

ANGOLA NAVIGANDO NO SILENCIO

 Estamos contando horas e minutos para terminarmos o ano 2016. O processo de terminar um ano é sempre acompanhado com sentimentos de prazeres, porque ganha-se mais esperança para iniciar o novo ano com seus desafios nas novas resoluções. Pois reconhece-se também que muitos começaram connosco o tal ano mas infelizmente alguns não chegaram a finalizar a oferta da vida neste ano. Assim como beneficiários deste ano e do vindouro celebramos esta preciosa oportunidade que foi-nos concedida mas também regozijamos sobre resoluções cumpridas.

O ano 2016 foi violento. Ele começou numa brutalidade que roubou muitos famosos do mundo musical, desportivo, cinematográfico, politico etc. Por muitos, o ano 2016 foi um tempo de choros, sofrimentos, silencio, fome, reflexão, duvidas mas também de cálculos na ausência da paz espiritual uma vez havia incertezas neste mandato anual. Universalmente houve tempestades de choros partindo da morte da cantora congolesa Marie Misamu ate a morte de George Michael passando por vários como Ekumani Papa Wemba, Mohamed Ali, Lucio Lara, David Bowe, Prince, Nancy Reagen, Zsa Zsa Gabor etc. Também muitos pobres ou humildes encontraram a morte em diferentes ocasiões através a planeta: na guerra da Líbia, nas aguas da Turquia, no deserto de sahara e na travessia do atlântico, nos massacres da Síria, os vitimas de Boko Haram na Nigéria, Camarões, Chade mas também no Congo, onde os populares pacificamente reclamaram seus direitos constitucionais para se libertar da ditadura de Joseph Kabila.

Em Angola 2016 foi um ano de muito silencio. Neste ano Angola acabou de celebrar o seu 41. aniversario da independência. Esta celebração foi talvez a primeira ou bem dizer foi o inicio de uma nova experiência na historia penetrando num marasmo económico. Autenticamente como a cultura de Angola e de Africa exigem, celebra-se nas terras dos antepassados bantus com musica, comida, bebida, danças etc. porque uma festa difere-se ao óbito. Cada vez por 40 seguidos anos os angolanos pobres souberam festejar possuindo simplesmente mandioka, kizaka, feijoada, canjika, maruvo etc no entanto quando os muatas banquetearam sempre com pão, queijo, salada, maccaronia, churrasco, whisky, cigarro etc. Assim tanto nos kimbos como nas cidades tem-se celebrado sucessivamente a festa da nossa independência, coroada por um discurso popular de dirigentes tanto a nível nacional, provincial e como comunal. O grande e periódico estimulo é sempre o discurso feito pela PR que alimenta a esperança dos angolanos, que tem sido na base das promessas sobre o bem estar social do homem angolano. Este ano marcou a viragem de Angola na curva habitual, nesta inclinação a entrada aos períodos da vaca magra. Se a barriga vazia não tem ouvidos, penso eu que a mesma não terá energia para exibir um pé de dança, isto senão for sub influencia da droga ou qualquer outra substancia corruptível.  Independentemente da sua vontade, perguntaria eu, foi este ano possível aos angolanos celebrar no silencio! ou bem dizer com fome?

Há bastante que os angolanos vivem no silencio partindo da data que foram decepcionados com os resultados fraudulentos das ultimas eleições. Não é mais surpresa que em Angola actual alem das eleições nada mais faz falar, já não há sujeito excitante para um divertimento popular. A politica continua a ciência para mentirosos, já não é o prato de dia porque tornou-se emporcalha e amargurada enquanto o povo desinteressado. E como o jogo é forçado na sociedade ditatorial; tudo e todos participam mesmo que a batota é infalível, sabendo que o vencedor digitado já foi de antemão eleito.

Este 11 de Novembro foi bem eclipsado pela eleição de Donald Trump no topo da politica americana. Por ironia era necessário a vitoria de Leila Lopes no concurso da beleza mundial para D. Trump descobrir a existência de uma nação chamada Angola. O homem nunca ouviu falar das guerras que colocaram Angola na segunda posição mundial em termo de mutilados de guerra. Nunca soube da violente corrupção que vai derrubando todas estruturas económicas e que deu origem a múltiplos milionários angolanos só em duas décadas. Mesmo assim 2016 ficou insignificativo para os africanos, porque realizou-se que as vazias promessas de Barack Obama nunca seriam cumpridas. Os homens fortes africanos provaram ao Obama que Africa não precisa de fortes instituições mas da miséria.

Do lado da direcção partidária e governamental, o silencio nas festividades foi uma vez mais justificado pela ausência do PR numa das suas visitas privadas e repetitivas em Espanha. Visita esta que também foi interrompida pelo falecimento do seu irmão em Angola (valeu mais que numerosos que morreram com a fome). Em 2016 Angola também perdeu seus filhos que foram vitimas da febre-amarela patrocinada pela negligencia do governo sub o silencio de todos observadores internacionais. Mesmo no falecimento de Fidel Castro, Angola ficou tão diferente como se tratasse de um inimigo do povo, quando este foi um grande herói que comandou as operações de Cuito Canavale e tantas outras proezas que fez em beneficio ao angolano.

O ano vindouro; 2017 a sociedade civil angolana vai conhecer momentos de silencio embora que haverá momentos turbulentos no território nacional. A crise económica de Angola vai crescer e o povo vai pagar na carne e na alma. Neste ano, o sofrimento de angolanos vai agudizar-se, por isso haverá mais silencio. Noutro lado, como já se sabe que haverá eleições, os políticos vão esperando a sinete de alarme para começar suas campanhas. As eleições deste ano serão um evento distinto uma vez trata-se do ano em que a promessa da retirada do PR na chefia da nação para se concentrar unicamente na politica do seu partido seria concretizado. O outro ponto de curiosidade que levantará a poeira repousa sobre a eventual substituição na cadeira presidencial. O barulho, debates e discussões deste ano serão a volta destes dois cruciais sujeitos: eleições e substituição presidencial. Queira como não a oposição só terá um curto período entre 60 a 90 dias para sua campanha enquanto o Mpla/governo/estado tem tido 365 dias por ano. Por consequências depois das ditas eleições também teremos que contar os mortos indesejáveis porque as eleições angolanas produzem sempre vitimas.

Na questão das eleições não há temas novos para debater porque tudo será como de habito; o ciclo vicioso. Os políticos vão debatendo temas explorados e caducos de sempre. A oposição não trará matérias novas e o poder vai utilizar as mesmas estratégias com a cumplicidade de brasileiros e portugueses. As eleições serão a fotocopia de sempre e sombra de si. Nas eleições o MPLA vai utilizar seus músculos financeiros como alicerce da sua supremacia. Mesmo com pouco domínio financeiro o Mpla resta o patrão que ate alimenta a tal oposição. Eu diria que os deuses angolanos não estão em favor nem na diapasão com os camaradas, por isso cada ano em poder ele vai perdendo a sua capacidade financeira assim como a liderança democrática e justa. Este é também o motivo que continuamente vai impedindo patrocinar eleições democráticas e justas. O Mpla histórico ou original criou e estabeleceu bases para reinar mais de meia década em Angola, condições estas que vão sendo destruídas pelas estratégias corruptivas do novo e actual M que vai afastando-se cada vez do seu povo. Muitos militantes do M serão também desapontados já que o partido não está em altura de cumprir com as promessas de enriquecimento de membros praticando uma distribuição injusta do rendimento financeiro e das riquezas da nação. Este ano a corrupção será alojada na Igreja e servos na horta do Senhor servirão como vias de condução desta vergonhosa epidemia.

A substituição não será fácil uma vez que os candidatos preferidos para este trono são membros da mesma família Eduardista. Nesta altura existe uma guerra fratricida entre os membros desta família onde reina uma desordem caótica. Os outsiders (João Lourenço, Nando incluído Kopelika e Manuel Vicente) já não tem consideração e confiança do Sr. JES e tendo segredos agendas não estão bem animados. Portanto a comunidade internacional como a Comunidade Europeia já orientou ao PR de não fazer de Angola uma dinastia e que o poder não deve se cambiar entre pai e filhos ou vice-versa. Como Jammeh em Gambia e Kabila do Congo (casos de Mugabe e Natanyau são diferentes) tem resistido a comunidade internacional sem sofrer repercussões, JES como heavy weight vai resistir as ordens desta. Portanto a disputa será na escolha do candidato entre a Princesa Isabel, a filha preferida e Zenu o herdeiro natural do Império. De Angola não se espera qualquer resistência da oposição hipnotizada mas o problema é conceptivo: quem o JES quer nesta posição. Ele está claramente mais propenso a escolha da filha, mas esta preferência não é receptiva mesmo no seio da família.

Existe probabilidades que JES mude de ideia, e isso não será surpresa pois não será novidades. Vendo a continuidade em poder de seus colegas de países de Africa central poderá influenciar a sua precipitada ideia. Perder a presidência seria por ele perder o seu bolso pessoal e JES não está preparado a depender do bolso da filha nem tão pouco do filho. ''L'argent appele l'argent'' cantou Pierre Muntuari. Ver este bolso nas mãos alheias é ainda impensável, mesmo se o próximo fosse um anjo que se coloca na presença do diabo! Nesta lógica eduardista, o cão poderá então morder o outro cão. Espero que o angolano neste ano não seja como sempre: estatística. Quero aqui dizer uma voz, ou simplesmente um voto. Que o angolano tenha consideração de homem; ser humano ou vivo, um cidadão livre.

Mobutu uma vez declarou: ''nunca serei ex-presidente'' uma inspiração aos presidentes africanos que continuem não enxergar ate ignorar o destino final de Mobutu Sese Seko. Aconselho sempre aos outros: preparem a historia e não a riqueza.

Aos nossos: feliz ano novo, 2017

 

Nkituavanga II

 
 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

FOI LUKOKI UMA VEZ TRAIDO?


Vamos debruçar um pouco sobre o cidadão angolano Ambrósio Lukoki. Este nome, ou para bem dizer este personalidade tornou-se uma bruta tempestade para alguns e uma suave brisa para outros, porem em vogue não só em média social mas no coração de cada angolano. Ultimamente Lukoki tem abalado a atmosfera informática e politica nomeadamente depois cada congresso do MPLA. Na realidade o senhor tornou-se uma escada que vai ajudando muitos para subir nesta estação; uma pedrinha no sapato de alguém capaz de atrasar a chegada na maratona ou mesmo uma rocha que pode esmagar carreiras de alguns.

Sabe-se bem que, o Sr. Agostinho Neto foi o presidente do MPLA e o primeiro de Angola independente. Durante o seu reinado o Presidente Agostinho Neto reuniu alguns homens de confiança na sua circunferência, como todos tem feito. Este circulo fechado era constituído por 4 membros fieis do partido comunista por longos e longos anos, cito: Iko Carreira, Pascoal Luvualo, Ambrósio Lukoki e Lúcio Lara. Entre estes repousava a confiança da alma de Neto para em casos bruscos e emergentes continuar carregar a bandeira da República defendendo a ideologia marxista e os ensinamentos de Neto.

Iko Carreira ( verdadeiro nome: Henriques Teles Carreira) era e foi ministro da defesa por longos anos. Ele participou na luta da libertação de Angola como companheiro da trincheira como outros. Iko tinha capacidades e qualidades de dirigir Angola como PR. Infelizmente não deveria ocupar tal posição visto um sombrioso litigio a sua passagem histórica no colonialismo, onde participou como tropa deste monstruoso exercito. Ele foi ministro angolano da defesa onde estruturou a organização deste ministério antes de ocupar também a posição de Embaixador de Angola em Algéria. Salienta-se que foi general do exercito e valoroso combatente a quem Neto confiou a chave da defesa territorial nuns momentos difíceis de Angola.

Pascoal Luvualu foi o membro fidelíssimo aos ensinamentos de Neto. Luvualu foi formulado como politico desde as células do movimento sindicato que criou com outros. Militou no movimento de forma cega sem exercitar suas limitadas capacidades raciocinativas, assim foi-se tornando fiel comunista. Ele foi o braço mais direito de Neto e homem forte do movimento. Na sua completa prestação politica no movimento serviu como secretario da UNTA (União Nacional dos trabalhares Angolanos) e membro do comité central. O seu amor cego ao MPLA era infinito e continua ainda hoje contagioso no seio da sua restritíssima família. Luvualu fez parte dos bakongo ''avidi'' aqueles que rejeitaram a cultura kongo. Analisando seriamente o que se desejava, Luvualu não tinha capacidades de dirigir Angola embora sua fidelidade.

Lúcio Lara era o grande ideólogo e estratega do MPLA tanto nas matas como na soberania de Angola. Na sua carreira politica serviu como secretario geral do movimento/partido - estado. Ele foi membro do comité central e do bureau politico do MPLA. Este nacionalista tinha capacidades e qualidades de dirigir Angola. Alguém que merecia respeito da parte de Agostinho Neto. Ele leccionou a química. Este foi sempre a poderosa voz do MPLA no ''back stage''.

Finalmente Ambrósio Lukoki, que também foi um membro fiel ao movimento. Ele foi comissário provincial do Uíge, ministro da educação e actualmente embaixador de Angola na Tanzânia. Ele foi secretario geral do partido, membro do bureau politico e do comité central que acaba de recentemente desistir. Reconhece-se ao Lukoki uma inteligência excepcional mas também gabaria na experiência laboral no seio do partido. Lukoki foi também ideólogo do partido em substituição a Lara. Foi também professor universitário e resta o único sobrevivente entre os 4 fieis do circulo de Neto.

O caso Lukoki foi activado e acentuado logo depois da morte de Agostinho Neto na Rússia. Ambrósio Lukoki era a substituição lógica e natural de Neto. A prioridade do tempo para o prosseguimento da ideologia de Neto e da unidade angolana apontavam-lhe como escolha pessoal do Neto na cadeira presidencial. De acordo com todos os cálculos e estudos estratégicos era impensável nesta altura imaginar outra alternância nesta posição. Logo pois da morte do malogrado, respeitando o seu desejo, Lukoki era o único candidato e preferência a presidência da República. Esta preferência foi antecipadamente feita em concordância a da vontade de 3 membros deste circulo fiel.

Num tempo oportuno, Lukoki foi assistindo sem reacção como a presidência escorregou-se das suas mãos. Seus olhos seguiram com atenção a trajectória desta escorregadia presidência e que foi afastando ate repousar nas mãos de JES. Assustado e ultrapassado, Lukoki ficou paralisado de vê-se negado a presidência devido um entre muitos ''código segredo'' do MPLA que estipula e sublinha que: ''nunca, tanto que o MPLA existir, Angola seja encabeçada por um bakongo'' Face a esta lei, o Lukoki viu-se perante uma realidade que nunca soube mas a qual serviu por longos anos. Assim os fungos da amargura começaram brotar no seu coração e consciência. Ele viu-se traído pela própria realidade do seu movimento. Então que fazer? Ficou contagiado pela peste Lukoki e foi combatendo contra a sua sombra ate um dia abandonar a terra dos vivos. O pecado de hoje é que Angola é dirigida a braço de ferro por alguém que naquela altura jurou ''copiar tudo sem esquecer nem sequer uma virgula'' nos ensinamentos do Neto. Ao Lukoki foi vendido pelo MPLA um gato preto num saco preto num quarto escuro e ele vai mordendo-se continuamente a língua ate roer pó.

No seu relacionamento com JES, a relação é simplesmente profissional. Entre os dois existiu sempre um antagonismo silencioso no sentido biunívoco. Servindo a nomenclatura partidária dirigida por JES, ele já foi uma vez exonerado como vitima do caso dito ''caricatura''. Ai está o homem servindo fielmente sem expectativa de auferir algo estimulativo deste movimento. Evidencie-se que foi recuperado antes de 1992 para contive-lhe criar outro partido politico; como fizeram com tantos membros que já não necessitavam. 

 
Nkituavanga II