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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

A OFICIALIZACAO CONTRADITORIA DE CONTRAFACTORES ANGOLANOS

A atmosfera do clima político da actualidade angolana está muito poluido, nebuloso e cheio de pertubações indefinidas. O angolano não tem uma consciência apaziguada porque vê-se empressado pelos ventos de todas as partes que o botam nas profundas do atlántico. Há quém aproveita a debilidade do nosso analfabetismo para semear as turvadas da corrupção dando avantagens a uma minoria que infinitamente cobiça a eternização no poder. Mesmo os poucos intelectuais são ignorados porque entre nós predomina a lei da selva. ‘’Se o cafofo é rei no mundo de cegos, porque que o gago não seria soba no kimbo dos mudos? assim pensam politiqueiros!

A primeira confrontação moral posta em debate se situa na violação dos direitos do homem angolano. O angolano é convidado a possuir um Bilhete de Identidade (BI) que tem uma banda óptica onde constam representações gráficas das imagens do Presidente Agostinho Neto e de José Eduardo dos Santos. Evoca-se altamente e oficialmente a razão da segurança nas efigies do documento, uma vez preconisa-se que tem um efeito proteccional desde a substância mágica que se utilizou-nas. Vejamos que a falsificação de qualquer documentação se desenvolve principalmente pelos elementos da mesma instituição que criou, desenhou, elaborou o mesmo documento, antes que cai a disposição da população. Os barrões do regime são os seguintes colaboradores que possuem poderes de aglomerar os modelos da documentação negociando-lo em privado com amigos ou familiares antes que chegue ao mercado. Também não se justifica como as figuradas de Neto e Dos Santos são as únicas que garantem esta segurança. Agostinho Neto, uma vez vivo não aceitaria a proposta, não está muito em causa neste debate porque já não joga o papel de imortal e o seu espaço no livro de ouro da história de Angola foi colmatado, como se crê no seio do Partido do Trabalho. Pensa-se que foi anexado para cubrir as maliciosas intenções de certos dirigentes e proteger assim a debatida presença da imagem de JES. Há fontes em liaison com a presidência que defendem a inoncência do JES no caso, uma vez que votou (ligeiramente) contra esta proposta. Por consequência não se justifica como o PR deixa-se facilmente manipular pelos colaboradores? Até áqui nada prova que as emblemáticas figuras de Neto e JES não podem ser falsificadas, mas também não se prova as qualidades defensivas que essas figurinhas apresentam que outras não poderiam possuir. Portanto existem outras figuras, simbolos que representem melhor Angola na própria consciência do angolano. Roubou-se ao angolano o direito de escolha e de decisão que Deus, o Criador nunca retira do homem. Assim numa consciência banditiva impunha-se aos angolanos pelos contrabandos do Parlamento um BI contrafactor.

Tem-se incessantes perguntas para propor e argumentos para oferecer mas a política polemista nunca se oficialize. A certeza é que o BI é um documento oficial mas de propriedade pessoal. O seu uso pode não ser privado mas o seu conteúdo é uma propriedade privada para a segurança pessoal. As características do BI não podem satisfazer qualquer angolano mas quando a maioria procura rejeitar-lo, mesmo com a teimosia do Faró deve-se pensar duas vezes. Talvez que a prática do culto de personalidade dos líderes vai entrando numa fase superior. A imposição deste documento simbolizaria a consolidação e oficialização da ditadura que tem-se até agora negado em Angola.

O angolano está moralmente quebrado pelos acontecimentos das suas circunstâncias políticas. Enquanto está insatisfeito com a impostura sobre o novo BI, o homem de Angola foi oficialmente convidado à participar no debate sobre a nova proposta constitucional, atravez as igrejas, ONG, associações socio-profissionais, organizações juvenis, femininas, desportivas, académicas e sindicais. Essas ofertas invenenadas torturam a consciência já afomintada do povo. Um debate sobre a constituição que o governo considera de matéria do maior interesse nacional necessita tempo, espaço e liberdade. Como e quando o pastor da igreja poderá ouvir e compilar todas as opiniões dos fieis de Cabinda ao Cunene e apresentar-las na Assembleia Nacional? Que tempo (meios e mecanismos) que se deu as ONG de deslocar-se as aldeias mais recuadas de Angola para colecionar as opiniões de velhotes? A constituição não pode ser a nova moeda eleitoral como as luxuosas construções, embora que mantenha-se segredo a data das realizações. Assim procura-se impor aos angolanos uma Constituição contrafactora.

Tudo que habitualmente se proporciona por direito ao angolano tem sempre uma característica anormal. Ninguém entende o que se faz, o que se procura estabelecer e mesmo o que se pretende realizar. Isto tudo é porque os melhores contrafactores angolanos estão na política e especialmente no governo e na Assembleia. Abreveria-se assim: ‘’os pais mandem os filhos à praça portanto vão semeando atrazmente cacos de garrafas no percurso’’. Quê graças!!! mesmo quando, com uma mão escondida nas costas, se oferece comida ao cãozito, este avança devagarrinho porque há grande desconfiança!!!

Talvez chegou o momento para o governo de Luanda ouvir a voz (reclamações, propostas, críticas, choros...) do povo, pois querendo como não, vamos num futuro muito próximo entrar no périodo apocalíptico do movimento dos camaradas. Portanto há possibiliades para que se evitasse...





JDNsimba©2009publ/112